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Silêncio cósmico

Pudera eu regressar ao silêncio infinito,

ao cosmos de onde vim.

No espaço interestelar, vazio, negro, frio,

havia de soltar um grito bem profundo

e assim exorcizar todas as dores do mundo.

Regina Gouveia

segunda-feira, 22 de outubro de 2012

A POESIA (NÃO) VAI ACABAR

A poesia vai acabar, os poetas vão ser colocados em lugares mais úteis, assim começa o poema que Manuel António Pina escreveu (in Poesia, saudade da prosa).
A poesia não vai acabar porque Manuel António Pina e tantos outros poetas Grandes como ele a foram semeando aqui, ali acolá...
Se "os poetas vão ser colocados em lugares mais úteis", não sei. Manuel António Pina, tal como  tantos outros poetas Grandes, são aqui muito úteis e mesmo quando parece que partem, eles ficam.

Obrigada Manuel António Pina em meu nome e no de muitas crianças, nomeadamente os meus quatro netos.
Aqui fica um dos muitos poemas a elas dedicados
Fui 5ª feira para Trás-os Montes de onde acabo de regressar. Foi lá que tomei conhecimento da triste notícia. Face às dificuldades que ali tenho em aceder à NET, só hoje pude prestar este modestíssima homenagem ao autor.
Hoje, durante a viagem, ouvi na Antena 2 o  concerto nº 1 para piano e orquestra, de Beethoven. Talvez algures, eventualmente  "observando  pássaros", M. A.  Pina o possa escutar.

7 comentários:

  1. Dizia o António Cabrita, no seu blogue:

    Já não versejo. Morrem os amigos,
    a batida dos remos afastou-me para longe
    e já não almejo a primavera. Pela margem,
    seguem-nos os lobos - presas do susto
    a quem demos o coração. À frente
    reboa a catarata, ou dentro, já não sei,
    porque a prata que abisma o sangue
    nas cãs transpiradas ondula, assalta
    as ameias da idade. Em crosta, a mão
    impele os remos e os escaparates da cidade
    ardem-me na lembrança – despeço-me,
    neva onde Pompeia incandescia,
    e glória e a humilhação são doravante
    vãs. Quis ser cego como Homero
    mas acua-me o presente, e,
    como do inferno, fujo da memória.



    http://raposasasul.blogspot.pt/2012/10/entre-ser-homero-ou-o-presente-ao-pina.html#links

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  2. Obrigada a quem partilhou comigo este texto
    Regina

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  3. Lourdes
    Após ter escrito o comentário anterior reflecti e cheguei à conclusão que terias sido tu a escrever o primeiro comentário. Só depois é que me apercebi do LS inicial ....
    O texto é muito bonito. Obrigada
    Ab

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  4. No meu blogue tens um poema que um amigo dele e do Manel ( meu ex-) lhe fez agora. Lindo e tocante.

    Bjo

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  5. Conheci pessoalmente o Manuel António Pina e o anúncio da sua morte, quase em simultâneo com o triste acontecimento, deixou-me quase em estado de choque. Agora ando à procura de um poema dele, Ciganos, que a Maria do Céu Guerra leu,na ASSEMBLEIA DA PAZ, no sábado e que me impressionou até às lágrimas. Mas não o encontro em lado nenhum.
    Lamento sinceramente a sua perda, porque além de grande poeta era um homem corajoso, afável e modesto.

    Um beijo, Regina.

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  6. Permitem me a invasao,que tive a honra de conhece lo na feira do Livro NO pORTO, E RECONHER-lhe o merito das palavras e dos pensamentos dele em vida; Um eterno adeus e agradecimento para a pessoa mais simples do Mundo, que me " ensinou " que na vida nem sempre os sonhos mais nobres sao exequiveis e lamento que nao tenha ido para adiante com o seu! Eterna saudade de um Amigo que tardou e nao tive a oportunidade de manifestar a minha amizade exceto a posteriori . E que seja assim mesmo ainda...

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  7. São sempre bem vindos os amantes da poesia
    Regina Gouveia

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