Num registo mais sério, Victor Gil dedica também um poema a Bach
E porque dediquei esta mensagem à música, não poda terminar sem
falar de duas divas da Música: Amália, no centenário do seu nascimento e Juliette
Greco falecida, em 20-9, com 93 anos.
No
dia 5 de setembro, tele lugar, em Coimbra, o lançamento do livro Poréns e
Encantos, da autoria de Victor Gil
Não pude estar presente,
mas pedi para me reservarem um livro, autografado pelos filhos.
Eis a capa do livro,
ilustrado pelo autor
Victor Gil foi o
primeiro reitor da Universidade de Aveiro e timoneiro do primeiro centro
interactivo de ciência em Portugal: o Exploratório Infante D. Henrique, em
Coimbra. Professor catedrático de Química nas universidades de Coimbra e de
Aveiro, responsável pelo primeiro laboratório de Ressonância Magnética Nuclear …. https://www.diariocoimbra.pt/noticia/32761
Para além disso,
interessava-se por poesia , pintura e música
O meu marido, que frequentou
o 1º ano do curso de Engenharia Química, em Coimbra, (posteriormente veio para
o Porto onde tirou arquitetura) foi seu aluno do e guarda dele uma boa
impressão. Pessoalmente conheci-o através da SPQ (Sociedade Portuguesa de
Química), frequentei uma ação de formação em Coimbra em que ele era um dos dinamizadores
e, posteriormente, no âmbito das minhas atividades no âmbito da formação de
professores na área da Física e da Química, estabelecemos uma relação de
amizade. Não posso esquecer o carinho com que fui tratada, quando, a seu
convite, dinamizei uma sessão para professores, no Exploratório Infante D. Henrique.
Do livro incluo 2 poemas
E já que falo em poesia, deixo mais alguns poemas
Tecidos do céu
Fossem meus os tecidos bordados dos céus,
Ornamentados com luz dourada e prateada,
Os azuis e negros e pálidos tecidos
Da noite, da luz e da meia-luz,
Os estenderia sob os teus pés.
Mas eu, sendo pobre, tenho apenas os meus sonhos.
Eu estendi meus sonhos sob os teus pés
Caminha suavemente, pois caminhas sobre meus sonhos.
Após
o aniversário do Miguel regressámos à aldeia. Ainda não tínhamos saído para o
campo e ficámos desolados com o abandono em que encontrámos as propriedades. Já
de há muito que as pessoas deixaram de cuidar. Apenas tratam as oliveiras, por
causa dos subsídios. Tudo o resto é deixado a monte. O mato cresce e é “pasto”
para as chamas. Por isso ardeu o amendoal na Adeganha, como referi na mensagem
anterior. Mas este ano, o desleixo agravou-se com a pandemia, a ponto de não
conseguirmos entrar numa propriedade tal era o matagal de silvas. Pensar quanto
ali investiram e trabalharam, avós, bisavós…
Na
aldeia reside uma comunidade búlgara, mas dedicam-se essencialmente a trabalhos
sazonais (apanha de amêndoa, azeitona, cereja). Não gostam de trabalhar o
campo, aliás tarefa árdua porque muitos terrenos não permitem o uso das
máquinas.
O
prazer que outrora tínhamos em passear pelo campo, ir colher fruta, etc, deu
lugar a um sentimento de tristeza. O meu marido particamente não saiu de casa.
Eu passeava ao fim do dia pelos caminhos (muitos deles praticamente intransitáveis)
geralmente acompanhada por uma familiar afastada, Isabel, de quem já aqui tenho
falado eque tem um percurso de vida
interessante. Com formação em teatro e em restauro, viveu largos anos em França.
Decidiu regressar à aldeia da família do avô paterno (com quem passou parte da
infância), após a morte do marido, .Laurent de GouvionSaint-Cyr (descendente do marquês
homónimo), expert em
arte, autor deLe
romantisme dans l'art du XIX° sieclee de vários outros livros )
Isabel
está a restaurar duas casas e cuida de uma propriedade sua, com horta e árvores
de fruta.
Tem
uma burra que trouxe de França (era pertença dela e do marido), mas como os
tempos são outros, dispõe também de outros meios de deslocação, deste a moto… ao
automóvel
Mas
dizia que, ao fim do dia, caminhava geralmente na sua companhia. Quer ao longo
das caminhadas, quer do terraço de minha casa, pude desfrutar de vários
pores-do- sol
Ao
longo do dia, fazia duas sessões de hidroterapia na minha “piscininha”adaptação de um ex-lagar de vinho.
A
par disso dediquei-me a uma “empreitada” que já tinha começado há bastante
tempo
Familiares brasileiros, pelo lado da
minha mãe, de há muito manifestavam vontade de saber um pouco sobre as suas
raízes. Como descendem essencialmente de Anadia (Moita) e o PORTAL DE PESQUISA DO ARQUIVO de aveiro, https://digitarq aveiro,está muito bem organizado, em 2016, iniciei a
construção de uma “árvore genealógica”, pesquisando digitalizações de batismos, casamentos
e óbitos, conseguidas a partir dos “LIVROS DE ASSENTO PAROQUIAIS, de 1565 a
1911, em Moita Anadia. Para além dos dados da DIGITARQ, contribuíram outros
dados, alguns retidos na memória, de conversas com a minha mãe, que durante
parte da infância e adolescência, viveu com a família de um irmão da mãe, o tio
Adelino. Alguns desses dados eram desconhecidos de vários elementos da família.
Se
até princípios do século XIX, a pesquisa nos arquivos foi tarefa morosa, mas
relativamente fácil, daí para trás começou a tornar-se difícil e cada vez mais
morosa por várias razões:
1-Alguns párocos deveriam ter uma
instrução muito básica, pelo que a letra é um conjunto de gatafunhos pouco
legíveis e escrevem com muitos erros. Mesmo quando escrevem bem, a letra por vezes
é muito “rebuscada” o que torna a leitura quase impossível. Por exemplo, há
apelidos (Miz, Roiz, Diz, Pais, Reis, ?) cuja grafia tenho dificuldade em
decifrar
2- Os nomes, quase sempre os mesmos,
José Gomez Santhiago, Manuel Gomez Santhiago, António Gomez Santhiago, Luís
Gomez Santhiago, repetem-se, não só em sucessivas gerações, mas também em
primos duma mesma geração
3- Em alguns dos livros há várias
páginas esborratadas, completamente ilegíveis, provavelmente por terem apanhado
água
4-Por vezes a ordem dos apelidos é trocada (Santhiago Gomez em vez de Gomez Santhiago),
ou cai um deles (fica só Gomez ou só Santhiago). Santiagho aparece geralmente
com h, mas nem sempre, tal como Gomez, por vezes termina em s Num documento de
1758, Manuel Gomes Santiago assina apenas Manuel Gomes
5-Registos anteriores a
1700 são genericamente do tipo: “aos…dias
…do mês de….de 15…., nasceu uma criança do sexo masculino, a quem
puseram o nome Manoel, filho de Manoel e Maria..
Com os dados e com fotografias
que consegui juntar, escrevi um opúsculo com algumas das ligações de família
até 1702. Nessa data o registo que encontro é Manoel Gomez Santhiago filho de
Manoel e Maria. A partir daqui os dados anteriores não me merecem grande confiança.
Apenas consegui inferir que descendemos
de uma família Gomez e de uma família Miz (Martins) ambas de Anadia, dado que
aparecem referenciados na Moita
-Aos 5 diasde… de1571, foi batizada Lianor Filha de Ayres
Gomez e de sua mulher Dona Lianor e foram padrinhos …Miz e sua mulher Dona
Violante
Esta ligação da família Gomez à família Miz manteve-se
ao longo dos tempos. O meu bisavô, Manoel Gomes Santiago, casou com uma senhora cujo
pai tinha por apelido Miz
No
dia 30 de setembro, a minha prima, que agora reside no Porto com o marido e a
filha, fez 50 anos, pelo que me empenhei arduamente em conseguir o maior número
de dados para construir um opúsculo sobre as nossa raízes. É esse o seu título
Consegui
que “Raízes” ficasse pronto a tempo (embora incompleto pois as pesquisas agora serão
muito mais difíceis como já referi). Aliás na aldeia avancei pouco por
dificuldades em aceder à NET
Durante
o período que passei na aldeia, não sendo aconselhável reunir muita gente em
simultâneo, recebi “visitas” por 3 vezes, O meu filho Nuno com os dois filhos,
depois a minha prima, o marido e a filha e por fim o meu filho Miguel, a mulher
e o meu neto Bernardo ( a Rita não pôde ir).
Não
houve a alegria dos demais anos, com toda a família junta, não houve a habitual
escapadinha a Espanha donde vieram antepassados meus pelo lado paterno, tal
como não houve o nosso habitual teatro….
Dessas
“visitas” de familiares deixo algumas fotos
A jantar no terraço com o Nuno e os filhos
No terraço após o pequeno almoço
Preparando a charrete e a burra ( que acima referi a propósito da Isabel) para dar um passeio
Subindo a um poste de observação cuja função ninguém me soube explicar ao certo (observação de pássaros, alerta de incêndios?)
Almoçando com os meus primos
A visita do meu filho Miguel foi tão breve que nos esquecemos de tirar fotos.
Foi
há já três meses que escrevi a última mensagem.
Geralmente
vou em meados de julho para Trás-os-Montes onde costumo ficar até setembro,
dividindo este período de férias em duas partes, uma delas passada na aldeia
“do meu marido” (concelho de Moncorvo) e a outra na “minha” aldeia(concelho de
Alfândega da Fé)É nessa aldeia que
costumo passar a 2ª parte porquea 25 de
julho há ali uma festa, de que fugimos semprea” sete pés”. Uma música (música???) infernal com um nível sonoro
ensurdecedor, “conspurca” de tal forma o ambiente, que permanecer ali durante o
período da festa, só por masoquismo…Mas
há quem goste. Como é possível ?
Pois
bem, este ano, “graças” à COVID, não houve festa pelo que tínhamos previsto passar
todo o tempo nessa aldeia( meio mês de julho e todo o agosto), embora com
algumas “visitas “à outra.
Uma
série de imprevistos levou a que só fôssemos para Trás-os- Montes a 2 de agosto
embora tenhamos ” regressado” no dia 7 para festejar o aniversário do meu filho
Miguel.
Logo na primeira semana. decidimos ir passar um dia à outra aldeia. À hora de almoço
sentiu-se um cheiro a queimado. Espreitando para o exterior já se via algum
fumo e, passado pouco tempo, ouviam-se vozes e a passagem apressada dos gados,
acompanhados dos pastores que anunciavam : O fogo já chega ali ao alto. Apercebemo-nos
que se tratava de um incêndio. Já há dois anos tinha acontecido algo semelhante, pelo que almoçámos rapidamente, metemos tudo no carro e partimos. Ao chegar ao
alto, já as chamas eram bem visíveis para o lado direito da estrada. Como
pretendíamos seguira para a esquerda, a GNR, que já controlava a passagem de
viaturas, deixou-nos passar. Foi um dos incêndios na zona de Moncorvo, muito
reportado pelos vários canais de televisão e que afetou essencialmente as aldeias
de Estevais, Cardanha e Adeganha, precisamente a aldeia do meu marido.
Mantivemo-nos
em contacto telefónico com pessoas da aldeia. Foi uma noite de terror…
A
após o aniversário do Miguel,regressámos à ParadaPassados uns
dias regressámos à Adeganha. Em redor, uma paisagem desoladora. Mesmo à entrada
da povoação, completamente ardidoo
único amendoal que o mau marido ainda mantinha,
E
a propósito de incêndios deixoo poema
“Denúncia” publicado em Antologia Natureza, 2018-2019, escrito quando
da terrível vaga de incêndios em 2017
Denúncia
Símbolo da paz,
erguia-se, centenária, no chão agreste,
o tronco esculpido pelo tempo,
a rama de prata oscilando ao vento.
As drupas negras, de penosa apanha,
sangravam azeite,
deleitena mesae luz na candeia.
Árvore lendária,
Tito Lívio citou-a na história de Roma,
referiu-a Homero na Odisseia.
Frondosa,
dulcificou muitas tardes cálidasde verão,
derramando no chão a sombra amena,
convite a sonhos tranquilos, a leituras serenas.
Quantos ali se acolheram ao longo dos tempos?
Gélidos invernos, verões escaldantes,
inclementes chuvas, furiosos ventos,
a tudo resistiu, com seu porte altivo.
Agora, qual viúva vestida de preto,
denunciando um mundo desvalido,
ergue o esqueleto no chão enegrecido.
Gouveia,
R, 2017
Quando pensava terminar a minha mensagem , uma amiga telefonou-me. Estava
de visita a uma aldeia de que eu nunca ouvira falar- Pia do Urso. Ao pesquisar
na NET encontrei outros lugares muito interessantes. Alguns já
conheço, outros não . De entre estes , nunca ouvira falar em Val de
Poldros e em Pia do Urso. Deixo alguns vídeos
Na sua última “mensagem “
colocou o poema "Naquela aldeia havia uma
ribeira" de que gostei muito
Naquela aldeia havia uma ribeira
onde vinham beber os homens e os lobos.
O menino ficava por perto
à espera que eles
– os homens e os lobos –
viessem beber nas suas mãos.
Em seu olhar cristalino
há ainda um brilho feroz
que desperta no seu peito
as aves da montanha.
Graça Pires
DeA solidão é como o
vento, 2020, p. 43
A leitura transportou-me
de imediato para um poema meu , Xisto,
publicado em “Todo o tempo agora é contra
o tempo…”
Xisto
Muros de xisto, tal como outrora
cobertos
de silvas, ostentando amoras.
Caminhos.
Este
já foi ribeiro, o ribeiro dos linhos.
Já não
existe ribeiro, tão pouco o linho.
O pó
esvoaça lento por sobre o chão incerto e poeirento.
Caminho com dificuldade, o sol poente
ofusca-me a visão.
Percorro
outro caminho, o da memória
que,
como o xisto, se esboroa com o tempo.
Firme,
a mão do meu pai segura a minha mão.
Este meu livro é uma reedição de dois livros
anteriormente publicados e o título fui busca-lo a um poema de Manuel Alegre, Canção do tempo que passa
de que também gosto muito. O poema, publicado em Livro do português errante (publicações
D. Quixote, 2001) nas páginas 48 e 49, pode
ser lido aqui https://www.unicepe.pt/associados/texto_49.html
Termino com uma imagem da obra “Persistência
da memória” de Salvador Dali,
retirada de
E já que estamos a
falar de extraterrestres e ambiente, vou colocar mais um texto do meu livro “Era uma vez,,Ciência e
Poesia no Reino da Fantasia (2006,2008, 2013), já referido na mensagem
anterior
Era
uma vez ….um planeta
Era
uma vez uma nave espacial, era branca e tinha riscas
pretas,
viajava
pelo espaço sideral, entre estrelas, planetas e cometas.
Era
uma vez um extraterrestre, vindo do espaço celeste
e
que, há muito, na nave viajava. Tinha um ar estranho, bizarro,
pequeno
era o seu tamanho e todo ele gingava.
Tinha
umas grossas melenas e usava duas antenasque ao vento
estremeciam.
Os
olhos mais pareciam os faróis de um autocarro.
Aterrara num
lugar, junto a um imenso mar. Era uma praia dourada,
banhada
por um mar manso sempre em recuo e avanço.
De
início não viu mais nada. Foi então que, de repente,
surgiu
bem à sua frente um menino sorridente com uns olhos cor do céu
que,
segundo a mãe dizia, constantemente vivia no reino da fantasia.
Ao
ver o extraterrestre todo ele estremeceu.
Mas
o extraterrestre, que vinha do espaço sideral,
explicou
ao menino que não lhe queria fazer mal.
Contou-lhe
então o que vira na sua longa viagem.
Já
tinha visto cometas e estrelas aos milhões,
bem cintilantes.
Uma
era o Sol à volta do qual giravam,
alguns
perto, outros distantes, oito distintos planetas.
Um
deles, azul safira, era tão lindo de ver
que
logo o extraterrestre decidiu ali descer.
Fez
então uma aterragem e assim pousou na Terra cujo nome não sabia.
Foi
o menino quem o esclareceu, o tal menino de olhos cor do céu
e
que, segundo a mãe dizia, constantemente vivia no
reino da fantasia.
Fizeram
boa amizade e, em pouco mais de um segundo,
o
menino embarcou na sua nave. Lá foram o menino e o extraterrestre
que
tinha grossas melenas e usava duas antenas.
Foram
dar a volta ao mundo.
Viram
uma montanha coberta de neve e, com cuidado, pousaram ao de leve.
Dos
ramos das árvores a neve pendia e a paisagem, tão bela, até entontecia.
Tudo
era sereno, tudo era tranquilo, apenas avistaram
um
gamo e um esquiloque na neve brincavam.
Na
dita montanha, já quase no cimo,
nascia
um fio de água que era muito fino.
Enquanto
descia, engrossava o fio até se tornar num imenso rio.
Salgueiros
nas margens davam sombra calma
e peixes
de prata que na água saltavam, eram, do rio, a alma.
Era
um belo rio muito cristalino que corria ,
corria
para o seu destino lá longe no mar.
E
a nave sempre, sempre, a vaguear
levando
o menino e o extraterrestre de aspecto bizarro
cujos
olhos lembravam faróis de autocarro.
Passaram
por florestas densas e por planícies extensas,
por
cidades com largas avenidase por aldeias, em
montanhas perdidas.
Viram
navios no mar e aviões pelo ar.
Viram
o deserto, de dunas coberto, era muito belo mas com pouca vida.
Só
viram camelos numa caravana bastante comprida.
Viram
na savana tigres, elefantes, pacatas girafas de pescoços gigantes
e
também um leão. Aves aos milhares cruzavam os ares,
cobras
e lagartos, rastejavam no chão.
Passaram
por prados cobertos de florese de borboletas
de múltiplas cores.
Num
imenso charco as rãs coaxavame flores de nenúfar,
por
cima boiavam. O céu era sempre um céu diferente
mas
de rara beleza, ora azul safira, ora azul turquesa,
ora
muito escuro,ora acinzentado, isento de nuvens ou muito nublado.
Por
vezes cortava-o um arco de cor, era o arco - íris com o seu esplendor.
E
a nave lá ia, nos céus vagueava levando o menino
e
o extraterrestre que ao andar gingava.
Viram
o sol nascente, viram o sol poente, uma maravilha sempre diferente.
Viram, estremunhada, a
lua acordar e vaidosa a mirar-se num lago espelhada.
Mas
o extraterrestre tinha que voltar, a hora da partida já estava a chegar.
O
extraterrestre de tamanho pequeno, num voo sereno rumou ao destino
levando
na nave o dito menino.
Regressaram
à praia de onde haviam partido
e
já com saudades do que haviam vivido. Era a despedida.
Dos
olhos do menino que eram cor do céu,
uma
lágrima tímida pelo rosto escorreu
e
no extraterrestre tremiam, tremiam,
as
grossas melenas e as duas antenas.
Muito
emocionado, pegou numa delas, deu-a ao menino.
Quando
ouvires um hino que vem das estrelas, sabes que sou eu.
Comunica
comigo.
Então
o menino foi à beira mar, encontrou uma alga da cor do luar,
deu-a
ao amigo.
Mesmo
à despedida , o extraterrestre disse para o menino:
Na
minha vida fiz muitas viagens e nunca tinha visto tão belas
paisagens.Este é o planeta mais belo que eu vi e sabes
porquê?
Tem
água, tem ar, que permitem a vida.
Se
estragam a água, se estragam o arum dia o planeta
vai-se
transformar na terra do nada, uma terra perdida onde nada
se vê.
Tu
que és um menino e que vais crescer
cuida
do planeta, antes que comece a desfalecer.
Deram
um abraço, muito apertadinho e o extraterrestre lá partiu sozinho
Até 10 de Janeiro de 2010 esteve patente na Casa da Cultura Manuel Lueiro, em O Grove, Galiza, uma exposição de trabalhos de alunos da galeria Utopia .
Participei com os dois trabalhos anexos; no dia da inauguração tive a agradável surpresa de ver que o cartaz (1mx2m) que anuncia a exposição foi construído com a imagem do 2º quadro.
Quadros na exposição em Grove
Imagem que figura no cartaz
cartaz da exposição em Grove
Livros que publiquei ou em que participei por convite
Livros que publiquei ou em que participei por convite
Há ciência e poesia nas coisas do dia a dia
Tamanho XXS
Quando o mistério se dilui na penumbra
Para mais tarde recordar
Requiem pelo planeta azul
quando o mel escorre nas searas
revista Philos 2017
revista Philos 2014
O bosão do João
Sete Luas
Ciência para meninos em poemas pequeninos
Terras de cieiro
Entre margens
Pelo sistema solar vamos todos viajar..
Ciência para meninos em poemas pequeninos
Breve história da Química
Era uma vez...
Magnetismo...
Reflexões...
Estórias....
Se eu não fosse....
Um poema para Fiama
Os dias do Amor
Uma viagem para Pasárgada
Cancioneiro Infanto- Juvenil...
Fiat Lux
O amor em visita
A Terra de Duas Línguas II.Antologia de Autores Transmontanos
Por longos dias, longos anos, fui silêncio
antologia
Entre o sono e o sonho
Textos on-line
Estão disponíveis on-line: -Magnetismo Terrestre (livro de poesia) -Reflexões e Interferências (livro de poesia) -Estórias com sabor a nordeste (livro de ficção) -Einstein (poema) -Se eu não fosse professora de Física. Algumas reflexões sobre práticas lectivas(didáctica) -Vou-me embora para Pasárgada (conto)
Como todos nós, feita de pó de estrelas, estou apenas de passagem nesta fantástica viagem desde um passado remoto até um futuro ignoto.
(Para saber mais consultar a página CV)