sexta-feira, 26 de outubro de 2012
A “odisseia” de um cinto…
É um cinto banal comprado há mais de 30 anos numa loja que
existia em Serpa Pinto, a Hertemodel.
Fazia parte de um vestido de que gostei muito, pelo que foi bastante
usado. Aqui há uns anos, já cansada do vestido, transformei-o (eu mesma) num
conjunto saia e jaqueta, acrescentando-lhe uma barra que lhe conferiu um ar
mais étnico. Ainda o uso, especialmente quando viajo para fora.
Aqui, na viagem que fiz a Moscovo em 2007
O cinto é agora mais eclético… Serve para várias “toiletes” pelo que o uso com regularidade. Existe já entre
nós uma relação afectiva…
Na passada terça feira usei-o. Às 14, 15 h fui para a aula
de pintura e quando às 16, 45 h me
preparava para sair, apercebi-me de que o não tinha . Procurei na escola mas não
o encontrei. Fiquei triste, não pelo
valor do cinto, mas por causa da tal relação afectiva…
Regressei a casa a pé,
como sempre, e retomando o mesmo caminho
na ténue esperança de o encontrar algures. Quando já tinha percorrido cerca de
400 m e me encontrava à espera da abertura do sinal verde para atravessar a rua paralela à minha e imediatamente
anterior, vi o meu cinto precisamente no meio da passadeira. Ainda passaram uns
quatro automóveis mas, felizmente, nenhum o beliscou, tal como terá acontecido
com os vários que passaram, por certo, nas duas horas e meia que ali esteve parado.
Parece mentira mas ei-lo, incólume , pronto a ser usado.
quarta-feira, 24 de outubro de 2012
segunda-feira, 22 de outubro de 2012
A POESIA (NÃO) VAI ACABAR
A poesia vai acabar, os poetas vão ser colocados em lugares mais úteis, assim começa o poema que Manuel António Pina escreveu (in Poesia, saudade da prosa).
A poesia não vai acabar porque Manuel António Pina e tantos outros poetas Grandes como ele a foram semeando aqui, ali acolá...
Se "os poetas vão ser colocados em lugares mais úteis", não sei. Manuel António Pina, tal como tantos outros poetas Grandes, são aqui muito úteis e mesmo quando parece que partem, eles ficam.
Obrigada Manuel António Pina em meu nome e no de muitas crianças, nomeadamente os meus quatro netos.
Aqui fica um dos muitos poemas a elas dedicados
Fui 5ª feira para Trás-os Montes de onde acabo de regressar. Foi lá que tomei conhecimento da triste notícia. Face às dificuldades que ali tenho em aceder à NET, só hoje pude prestar este modestíssima homenagem ao autor.
Hoje, durante a viagem, ouvi na Antena 2 o concerto nº 1 para piano e orquestra, de Beethoven. Talvez algures, eventualmente "observando pássaros", M. A. Pina o possa escutar.
A poesia não vai acabar porque Manuel António Pina e tantos outros poetas Grandes como ele a foram semeando aqui, ali acolá...
Se "os poetas vão ser colocados em lugares mais úteis", não sei. Manuel António Pina, tal como tantos outros poetas Grandes, são aqui muito úteis e mesmo quando parece que partem, eles ficam.
Obrigada Manuel António Pina em meu nome e no de muitas crianças, nomeadamente os meus quatro netos.
Aqui fica um dos muitos poemas a elas dedicados
Hoje, durante a viagem, ouvi na Antena 2 o concerto nº 1 para piano e orquestra, de Beethoven. Talvez algures, eventualmente "observando pássaros", M. A. Pina o possa escutar.
quarta-feira, 17 de outubro de 2012
De Rerum Natura
De Rerum Natura é o "título" de um blogue incluído desde o início nos meus favoritos.
Não precisa da minha apologia pois é um blogue de grande “audiência”.
No entanto não resisto a sugerir a leitura de duas mensagens recentes
O PAULO PORTAS DE SCHROEDINGER
CONFISSÕES DE UM MERCENÁRIO ECONÓMICO
terça-feira, 16 de outubro de 2012
Em queda quase livre...
Baumgartner ultrapassa velocidade do som em queda livre
Na ausência de resistência do ar o paraquedista levaria cerca de 1,5 min a atingir o solo com a velocidade de 900 m/s, cerca de 2,6 vezes superior à velocidade do som. Missão impossível !
Felizmente, mal o paraquedista inicia a queda com uma aceleração igual à aceleração da gravidade(g) , a resistência do ar, força vertical ascendente, proporcional ao quadrado da velocidade, começa a “atuar”. À medida que a velocidade do paraquedista aumenta com a queda, também a resistência do ar aumenta e como tal, a aceleração da queda vai-se tornando inferior a g.
Senão houvesse resistência do ar, ao fim de 4 min e 19 s em queda livre a velocidade atingida seria 2590 m/s. Mas graças à resistência do ar, não chegou a 400m/s, mesmo assim superior à velocidade do som.
A partir desse instante (4min 19s) abriu-se o paraquedas de Baumgartner. A resistência do ar tornou-se muito elevada e a aceleração de queda diminuiu ainda mais até se anular. A partir desse momento o movimento passou a ser uniforme.
O vídeo anexo ajuda a entender melhor o que se passa na queda, que realmente não é livre.
Mais dois vídeos sobre o funcionamento do paraquedas, um muito elementar, e o outro um pouco mais elaborado
Se em verdadeira queda livre o paraquedista se suspendesse dum dinamómetro, este indicaria um peso zero.
É fácil
constatar que assim seria. Basta que, dentro de um elevador, nos coloquemos em cima de uma balança (das
que usamos em nossas casas para nos “pesarmos”). Se olharmos para a balança
veremos que, no arranque da descida,
o valor indicado desce ligeiramente. Isto porque nesse momento existe uma
aceleração descendente (de valor muito inferior a g). Ver vídeos 1 e 2 que
apresentam de forma elementar o que acontece
num elevador.
É fácil agora de entender que se a
aceleração da descida fosse g, o valor indicado na balança seria zero.
E a
propósito da queda livre coloco aqui mais uma vez o poema para Galileu de
António Gedeão, desta vez na voz do autor
segunda-feira, 15 de outubro de 2012
Ensino Experimental das Ciências, um guia para professores do ensino secundário
Tal como aqui anunciei há uma semana, na passada 5ª feira, no
Departamento de Física da FCUP, foi
apresentado pela Professora Drª Helena Caldeira (UC), o livro Ensino Experimental das Ciências, um
guia para professores do ensino secundário (Física e Química).
Encontrei amigos, antigos colegas e antigos estagiários, professores do Departamento de Física com quem tive o privilégio de trabalhar em diferentes situações e, obviamente, apresentadora e autores.
Conheço a apresentadora e três dos autores, já há largos anos. Sei do seu
profissionalismo, do seu empenho, da sua dedicação
e da sua competência . Bastaria o seu nome para eu aconselhar o livro, mesmo
sem o ler.
Mas quis lê-lo antes de aqui o referir .
Para além do prefácio, da autoria da apresentadora, e de uma breve introdução feita pelos autores,
o livro desenvolve-se em cinco capítulos:
- O que é a Ciência
- Ensino das Ciências
- Análise e tratamento de dados experimentais
- Ensino da Física
- Ensino da Química
Do prefácio, extraio dois excertos dos últimos parágrafos
Revi-me neste livro pois tentei implementar ( não sei se o
teria conseguido) um ensino da Física e da Química, tal como aqui é defendido.
Parabéns aos autores e, apesar de não mandatada para o
fazer, deixo um muito obrigada em nome
dos professores de Física e Química do ensino secundário.
sexta-feira, 12 de outubro de 2012
Islândia, um país diferente....
Acabo de receber, via e-mail, uma mensagem cujo título é Aconteceu na Islândia.
A Islândia é sem dúvida um país diferente como podemos ver aqui
Gostaria de visitar este país, do sol da meia noite e das auroras boreais. Quem sabe, um dia...
Canción matutina para todo el año (1987) (versão em espanhol)
La mañana promete,
sin descubrirnos nada de lo que traerá el día.
Es humano alegrarse ante la esfera roja
que asoma por las cumbres. Embotado de sueño
y al mismo tiempo ardiendo de interés.
Es algo muy nuestro el preguntarnos por la marcha
de unas masas de nubes en su viaje caótico
a lo ancho y a lo largo
de los puntos cardinales.
¿Qué adónde van? Pregunta inútil.
Nosotros las seguimos.
Steinunn Sigurdardóttir
A Islândia é sem dúvida um país diferente como podemos ver aqui
Gostaria de visitar este país, do sol da meia noite e das auroras boreais. Quem sabe, um dia...
Fiz uma breve pesquisa sobre poesia e pintura islandesa, contemporâneas
Aqui ficam um poema de Steinunn Sigurdardóttir e uma obra de Jóhannes Sveinsson KjarvalCanción matutina para todo el año (1987) (versão em espanhol)
La mañana promete,
sin descubrirnos nada de lo que traerá el día.
Es humano alegrarse ante la esfera roja
que asoma por las cumbres. Embotado de sueño
y al mismo tiempo ardiendo de interés.
Es algo muy nuestro el preguntarnos por la marcha
de unas masas de nubes en su viaje caótico
a lo ancho y a lo largo
de los puntos cardinales.
¿Qué adónde van? Pregunta inútil.
Nosotros las seguimos.
Steinunn Sigurdardóttir
Palácio da Floresta Sveinsson Kjarval
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