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Silêncio cósmico

Pudera eu regressar ao silêncio infinito,

ao cosmos de onde vim.

No espaço interestelar, vazio, negro, frio,

havia de soltar um grito bem profundo

e assim exorcizar todas as dores do mundo.

Regina Gouveia

terça-feira, 27 de setembro de 2011

Evocando Júlio Resende



Júlio Resende, o artista que "respirava simplicidade" foi  título de notícia publicada no Público, no passado dia 27


Tive o privilégio de ter conhecido pessoalmente o Mestre e de ter falado com ele duas ou três vezes. A simplicidade, num vulto tão grande da cultura portuguesa, era quase comovente.

Na referida notícia, Germano Silva, comenta

(…)Viajei com ele em Goa, porque ele fez lá uma exposição e admirei sobretudo a maneira aberta como contactou com as pessoas de lá. A sensibilidade que ele demonstrou pelas cores e pelos odores, que depois transportou para as telas no ciclo de Goa, no que deve ter sido um dos momentos mais fascinantes da obra do Júlio Resende(...)


Uma das telas de que mais gosto


Se a  passagem pela Índia deixou marcas indeléveis na sua pintura, o mesmo aconteceu com as viagens a outras paragens como Cabo Verde ou o Brasil. Mas para a sua imensa sensibilidade qualquer lugar, pessoa, animal ou objecto poderiam deixar, e deixaram, marcas profundas que se reflectem na sua obra

A sua imensa sensibilidade reflecte-se também na sua obra como ilustrador que, embora muito menor, não deixa de revelar o grande Mestre.

Obrigada Mestre. Até sempre

2 comentários:

  1. Também conheci Júlio Resende e a Casa do Desenho E admiro muito a sua obra.
    Possuo algumas serigrafias dele, muito bonitas.

    Um beijo.

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  2. Homenageei-o no meu blogue.
    Era uma pessoa especial e um grande Artista.
    RIP.

    Bjo

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