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Silêncio cósmico

Pudera eu regressar ao silêncio infinito,

ao cosmos de onde vim.

No espaço interestelar, vazio, negro, frio,

havia de soltar um grito bem profundo

e assim exorcizar todas as dores do mundo.

Regina Gouveia

domingo, 11 de setembro de 2011

Breves


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«Acredito no poder humanizador da Ciência» foi com este título que Ciência Hoje publicou uma entreviita minha
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A propósito da reportagem de férias (publicada ontem) e dos afectos ligados à minha casa da aldeia, tenho um poema  (em Reflexões e interferências e em Magnetismo terrestre), que quero partilhhar convosco
Sensações


Tem um cheiro inconfundível a minha casa da aldeia


Não sei se é do rosmaninho que perfuma todo o linho


dentro das arcas guardado,


se é da madeira das portas, dos tectos e do sobrado


se é das pratas no lambrim ou das peças de faiança,


são travessas e são pratos, nas paredes pendurados,


se é das peças de mobília uma herança de família,


não sei se é dos retratos que às vezes, a horas mortas,


falam, sorriem para mim.


Terão perfume as memórias de quando eu era criança?


Terá perfume a lembrança?


Tem um cheiro inesquecível a minha casa da aldeia


Mas não é só o odor São as cores e são os sons


que vejo e ouço em qualquer lado e em tudo o que me rodeia.


Lembro lágrimas, sorrisos, por vezes já imprecisos.


Lembro sussurros e histórias imagens em vários tons, plenas de luz e de cor


ou também acinzentadas, baças, sem cor, desbotadas.


Têm cor alguns dos sons. Sons e cores têm odor


A minha casa da aldeia cheira a afecto e amor.


Mesmo quando estou distante às vezes, por um instante,


chego a pensar que estou lá,


pois apesar da distância eu sinto aquela fragrância.


Que explicação haverá?


Será acção magnética? Uma interacção eléctrica?


Força electromagnética? Gravítica? Nuclear?


Forte ou fraca interacção?


É difícil de explicar pois não há explicação


que assente só na razão.


Esta estranha sensação tem a ver com o coração.


Uns amigos meus têm um turismo de aldeia e pediram-me para usar este poema. Foi uma honra para mim. Um excerto está exposto (em português e em inglês). Tiveram a gentileza de me enviar a tradução mas não sei onde a guardei. Podemos ler o excerto numa das ementas



2 comentários:

  1. TU estás em toda a parte....nunca vi uma vida tão realizada, uma ubiquidade que me surpreende e uma capacidade de dar e de estar que são só tuas.

    tenho muito orgulho em ser tua Amiga. Felicidades para o teu novo Livro!

    Bjinhos

    Hoje de madrugada irei para Londres. Regresso na 6ª.

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  2. Já li a entrevista e comentei.
    Quanto ao poema já o conhecia e acho uma ótima ideia terem-no utilizado na decoração dessa casa de turismo rural.

    Um beijo.

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