Bem-vindo, bienvenido, bienvenu, benvenuto, welcome....


Silêncio cósmico

Pudera eu regressar ao silêncio infinito,

ao cosmos de onde vim.

No espaço interestelar, vazio, negro, frio,

havia de soltar um grito bem profundo

e assim exorcizar todas as dores do mundo.

Regina Gouveia

NOVO BLOGUE

Retomei o blogue que já não usava há anos.

https://reflexoeseinterferncias.blogspot.com/

Dedico-o essencialmente aos mais novos mas todos serão bem vindos, muito em particular pais, avós, encarregados de educação, educadores ...


terça-feira, 10 de março de 2015

É urgente dizer NÂO

Entre as primeiras palavras que as crianças aprendem a dizer, encontra-se o NÃO. Com o tempo a frequência do NÂO vai-se reduzindo e por vezes, quando  chegamos a adultos já quase a esquecemos, em favor da subserviência, do servilismo e da despersonalização.
Mas há situações em que é urgente e imperioso  dizer NÃO.

Partilho convosco o vídeo que segue.


Uma mensagem de certo modo idêntica pode ser vista aqui

À medida que o vídeo "corria" lembrei-me do poema Operário em construção de Vinicius de Moraes, aqui na voz de Mário Viegas



A terminar,  Construção de Chico Buarque




sábado, 7 de março de 2015

Paisagem transformada


No passado fim de semana fui a Trás-os-Montes.  Já  há muito que pensávamos ir, mas o tempo não ajudava. Fomos com algum receio do frio, mas o tempo esteve fantástico, contrariamente ao que aconteceu no Porto.
Fomos diretos à minha aldeia. Depois do almoço fomos ver até onde já chega o lago da barragem do Baixo Sabor.Sempre fui contra a barragem e continuo achar que não se deveria ter feito.
Mas o que não tem remédio, remediado está, diz o ditado. Por isso há que tirar o máximo partido das alterações. O santuário do Santo Antão da Barca que foi transladado por causa da barragem,  fica agora com um lago em frente que ainda irá subir bastante mais. A paisagem está transformada mas, embora diferente, continua bela
Tirámos algumas fotos mas já não havia muita luz.









Amendoeiras floridas, havia  poucas. Ainda é um pouco cedo. Mas havia flores  nos campos



No regresso fotografámos ao longe a  minha aldeia e um pombal que era dos meus avós e que ainda está na família. Já não sou do tempo em que ali se criavam pombos com que se fazia um arroz de "borracho" divinal, segundo diziam os meus pais, tios e primos.




No dia seguinte fomos à aldeia do meu marido. Almoçámos ao som dos chocalhos das ovelhas que pastavam num campo ao lado da casa. À noite regressámos à minha aldeia onde passámos todo o dia seguinte. Regressámos segunda feira ao Porto.

sexta-feira, 6 de março de 2015

Das artes plásticas à ciência passando pelo jornalismo


Noé Sendas, um artista plástico a quem já fiz referência em outras mensagens,  faz capa e 16 páginas da Wallpaper

If a picture is worth a thousand words, then what truth does the manipulated, concealed portrait of a woman really divulge? In both photography and real life, the masking of identity creates both panic and intrigue. As art critic Arthur Danto said of Cindy Sherman’s Untitled Film Stills: ‘The still must tease with the promise of a story the viewer of it itches to be told.’ The role of art is to provoke rather than to reveal – to add meaning to an object that could otherwise be meaningless.
Read more 

Na edição do Público de 23/02/ pode ler-se:
Um artista, diz Noé Sendas, é um mistificador: “Alguém que lança um encantamento que afecta o olhar do espectador, fazendo objectos parecer diferentes do que realmente são.” É a lógica que preside ao editorial de moda de 16 páginas que este artista plástico português concebeu para a edição de Março da conhecida revista Wallpaper, de que faz a capa.

E por falar no  Público, ontem o jornal fez 25 anos. Estava no Hospital de Santo António, na minha manhã de voluntariado, telefona-me um advogado meu amigo : 
Já tens o Público de hoje? Traz vários artigos que te devem interessar pois estão relacionados com Einstein.
Quando saí, por volta do meio dia, fui tentar adquirir o jornal. Em todos os quiosques,  papelarias, tabacarias por  onde passava a resposta era sempre a mesma. Já esgotou. Achei estranho. Já quase a chegar a casa entrei em mais uma tabacaria e a  menina que estava no balcão disse-me. Ora veja; acho que ainda há aí algum. Quando me preparava para pagar o jornal, disse-me. Hoje é gratuito porque o Público faz 25 anos.

Na página 3 a Direcção Editorial esclarece:

No Ano Internacional da Luz e dos 100 anos da teoria da relatividade geral de Einstein, o PÚBLICO escolheu o Tempo como tema para celebrar os 25 anos do jornal e convidou o físico teórico João Magueijo para diretor por um dia desta edição especial.

Parabéns ao Jornal Público, não só pelo seu 25º aniversário, mas pela escolha do tema. Deixo alguns pequenos excertos de alguns textos:

Celebra-se o centenário da teoria da relatividade geral, neste ano denominado “da luz”, mas oculta-se do pudor público o lado negro dessa bonita arte mágica. A relatividade geral pode ter dado femininas curvas ao espaço e ao tempo, atribuindo-lhes maleabilidade e vida própria, mas o que raramente se diz é que essa nobre ciência também retirou ao tempo o seu predicado mais óbvio: o fluir. Ao embrulhar na mesma trouxa o espaço e o tempo, negando-lhes natureza independente em favor de um híbrido — o espaço-tempo —, a teoria da relatividade roubou ao tempo o seu brotar(....) Dando direitos e deveres iguais ao espaço e ao tempo, amalgamando-os num ser único, a relatividade nega igualmente a existência de um presente que flui activamente do passado para o futuro. Ordem, sim. Fluir, não. Esse tempo, meus amigos, morreu (João Magueijo)

Sabemos hoje que o Universo está em expansão. Que nasceu a partir de um momento zero e, desde aí, tem evoluído. A descoberta desta expansão, do fi nal dos anos 1920, baseou-se em observações de que as galáxias se estavam a afastar umas das outras. Na realidade, é o espaço entre as galáxias que está a aumentar e, em consequência disso, as galáxias estão a afastar-se entre si. Imaginemos um balão em cuja superfície, o tecido do espaço-tempo, pintámos vários pontos: à medida que o enchemos de ar, expandindo-o, o espaço entre os pontos vai aumentado. É isso que está a acontecer ao Universo. Escolhemos aqui alguns momentos da sua longa existência ou, por outras palavras, da história de tudo( Teresa Firmino)
.
Se a teoria da relatividade restrita de 1905 tinha juntado a matéria à energia (falamos de matéria-energia) e o espaço ao tempo (falamos de espaço-tempo), a teoria da relatividade geral reúne todos esses conceitos ao afirmar que a matéria-energia deforma o espaço-tempo. À volta de um astro o espaço e o tempo são distorcidos
Atrevo-me a conjecturar que, daqui a dez mil anos, a descoberta da equação da relatividade geral feita por Einstein há cem anos será um dos marcos mais notáveis do século XX (Carlos Fiolhais)


Imagino que deve ter sido um grande choque saber que o Universo está a evoluir e que nós, enquanto parte do Universo, estamos a caminhar para algum ponto enquanto espécie e enquanto ser vivo no cosmos. Qual o nosso papel no Universo? Há algum propósito na nossa existência? Qual o futuro da humanidade? Quem criou o Universo? Estas perguntas devem ter ganho nova relevância. Mas, cientificamente, ter havido um ponto de partida é libertador. Não nascemos escravos de um Universo que já cá estava. Pelo contrário, evoluímos com ele. Se o Universo não é estático e está a mudar, então talvez possamos compreender as estrelas, como deitam tanta luz cá para fora, o que acontece no interior delas... Como é que se formaram, como morrem, como é que a vida nasceu... tudo isto! Tem de ter sido uma coisa bonita saber que, afinal, há alguma dinâmica no sítio onde vivemos.(Vitor Cardoso)

E porque falámos de tempo, termino com os relógios derretidos de Salvador Dali

quarta-feira, 4 de março de 2015

De novo pelas escolas..


No passado dia 24 de Fevereiro  e a propósito do livro Breve História da Química, estive com as turmas de 7ºano na  Escola Básica  D. Pedro I, em Canidelo,
Quase todos os anos visito este agrupamento, a convite da professora Cristina Santos que, muito gentilmente, me vem buscar e trazer a casa.  Desta vez, um imprevisto de última hora não lho permitiu.Veio buscar-me um elemento da direção, que já me conhecia de idas anteriores. Às 14 h 30 min teria início a sessão
Aguardava-me uma comunidade escolar (alunos, professores, funcionários) muito gentil e uma surpresa....
Numa atividade interdisciplinar, foi preparada a encenação do texto pelos alunos. As fotos a seguir mostram momentos da atuação com que me presentearam.


Muito empenhados nos respetivos papéis ou atentos às atuações  dos colegas, os alunos portaram-se muito bem.
Após a apresentação, conversei com eles e fiz algumas experiências. Muito participativos, sempre a querer intervir, a sessão foi-se alongando e o entusiasmo mantinha-se. Foi extraordinariamente gratificante não só pelas intervenções dos alunos mas também por ver que, apesar do desrespeito  com que o Ministério trata a educação e muito em particular os professores, ainda há muitos que se empenham por construir uma escola diferente


A terminar a sessão,  uma psicóloga do agrupamento fez uma breve intervenção a propósito da Madame Curie, pela qual nutre uma grande admiração.
Foram mais de 2h  de convívio.

A dada altura uma das professoras de Física e Química disse-me. No regresso eu levo-a porque já sei que mora para os lados da Constituição e eu também mora nessa zona. Perguntei-lhe onde morava e qual não foi  o nosso espanto quando nos apercebemos que moramos na mesma rua  e já há vários anos...Acresce que esta colega é de uma simpatia e de uma disponibilidade extrema. pelo que temos trocado vários "mails" . Foi precisamente essa colega que me enviou as fotos desta mensagem.


Continuando o périplo...

Na passada terça feira  fui à escola EB1  e J1 da Prosela, na Maia,  para duas sessões com  crianças. Na primeira estiveram presentes a pré-primária e o 1º ano e na segunda, os outros três anos da primária.
Para além de professores, alunos e funcionários, aguardavam-me  também a Presidente da Associação de Pais, o Presidente da Junta e o Presidente da Assembleia de Freguesia, o que achei um pouco invulgar. Mas rapidamente  me apercebi  da interligação forte entre as várias instituições. A escola tem uma dinâmica muito interessante que, segundos os professores, só é possível  porque existe essa interligação.
Iniciou-se cada sessão com intervenções dos alunos que, desde os mais pequeninos até aos maiores, leram poemas que tinham trabalhado na aula.
Mais uma vez foi evidente o empenho dos professores . Para eles todo o meu apreço.
Seguidamente fiz uma intervenção, como sempre acompanhada de experiências “mágicas” que explorei com os alunos.  Houve ainda tempo para colocarem questões
As crianças, genericamente, portaram-se  muito bem.
No fim fui presenteada com  um “dossier” com trabalhos dos alunos relativos a alguns dos poemas explorados. As fotos abaixo mostram a capa e trabalho, um  por cada nível .


Pré primária

1º ano

2º ano 


3º ano
4º  ano

Recebi também um marcador de alunos do 2º ano e um conjunto de quatro calendários que variavam apenas na foto da turma



















Na sessão de autógrafos duas crianças aproximaram-se e cada uma me entregou um presente pessoal. Um deles é o que corresponde à imagem que segue.



No  outro, dentro de um envelope feito e pintado pelo aluno tinha um desenho, um pequeno texto e um bonequinho plástico




O que seria do mundo sem as crianças?

Regressei a casa para almoçar, cerca das 14h. Vinha feliz. 


No dia seguinte fui a uma escola pertencente a um agrupamento de escolas de Penafiel. De construção relativamente recente, a escola tem um ar agradável.
A sessão começou por volta das 14 h 30 min num pavilhão com condições acústicas muito deficientes. Estavam presentes crianças do pré-primário até ao 4º ano, inclusive.
Também aqui as crianças intervieram logo no início e de acordo com o nível etário. Leram poemas coletiva e individualmente e a turma de 4ºano tocou e cantou um poema do livro Ciência para meninos em poemas pequeninos, poema que foi musicado pelo professor de música.
As más condições acústicas dificultaram por vezes a percepção das intervenções. Por outro lado, teria sido melhor fazer não uma mas duas sessões, uma com JI e 1ºano, outra  com os demais alunos.  Referi  isso à Diretora que concordou. Na próxima...
Seguidamente fiz uma intervenção, algumas experiências e passou-se à sessão de autógrafos.
O ambiente foi muito agradável. Fui muito bem recebida por professores, alunos e funcionários. No final tinha à minha espera um lanche preparado com muito carinho.
Ficaram de me enviar fotos, quer desta sessão, quer da do dia anterior. Colocá-las-ei
logo que cheguem

quinta-feira, 26 de fevereiro de 2015

O melhor do mundo são as crianças....

O melhor do mundo são as crianças....

Bastaram  10 minutos de  "independência" ( e algum descuido...) para que a minha neta Marta (4 anos) organizasse a sala para uma festa imaginária....





E a propósito da lógica infantil, deixo um vídeo "delicioso" que creio já ter "postado" aqui



sábado, 21 de fevereiro de 2015

O mar...

Tem-me faltado tempo e também alguma disposição para escrever. Em compensação, tenho lido a um ritmo maior do que ultimamente tenho conseguido. Estou a reler poesia (desta vez Albano Martins, Eugénio de Andrade, Casimiro de Brito e Ana Luísa Amaral) e a ler um livro novo(para mim). É de Patrick Modiano e tem por  título  “Na rua das lojas escuras”. Patrick Modiano, Nobel  em 2014, ganhou o o Prémio Goncourt, em 1978, com o livro que estou a ler

Aos sábados geralmente junto toda a família ao almoço, mas o meu filho mais velho e família, no carnaval, aproveitam para fazer uma semana de férias na neve pelo que só regressam amanhã à tarde.  O mais novo e família virão almoçar amanhã  para ainda nos podermos  encontrar todos .
Aproveitando o sábado ”livre” fomos almoçar à praia dos ingleses, onde vamos com relativa frequência (bem menor do que aquela que eu gostaria mas o meu marido gosta pouco de sair...).
A luz intensa, o céu azul, o  mar soberbo.
As ondas batiam  no paredão e “pulavam “ por cima do mesmo.
Ao fundo um barco de pesca, pequeno, enfrentava a ondulação.

Levei comigo “Eugénio de Andrade”. O seu  poema  Mar de Setembro a descrever o mar de Fevereiro que ali se me ofertava

Mar de Setembro  
Tudo era claro:
céu, lábios, areias.
O mar estava perto,
Fremente de espumas.
Corpos ou ondas:
iam, vinham, iam,
dóceis, leves, só
alma e brancura.
Felizes, cantam;
serenos, dormem;
despertos, amam,
exaltam o silêncio.
Tudo era claro,
jovem, alado.
O mar estava perto,
puríssimo, doirado.


Ao nosso lado estava um casal de ingleses. E a propósito de ingleses, vou contar um episódio que ocorreu  na 5ª feira  e que me fez bem ao ego...
Como é habitual, à quinta feira de manhã faço voluntariado no Hospital de Santo António, onde  conjuntamente com um “colega”, orientamos as pessoas que entram pelo edifício “novo “ e pretendem dirigir-se a diferentes consultas.  As pessoas dirigem-se ao funcionário e, se o local da consulta é de acesso complicado ou se o doente tem dificuldades de qualquer ordem (idade avançada, vem de uma zona rural distante, é analfabeto ou quase, etc), nós ajudamo-lo a chegar ao local.
A certa altura o funcionário dirige-se a mim e pergunta: A senhora fala inglês?
Creio já ter  referido aqui que tenho bastante facilidade em falar e entender as línguas latinas mas não se passa o mesmo relativamente à língua inglesa, que vou lendo, mas tenho dificuldade em falar e mais ainda em entender.  
Tratava-se de um senhor escocês. Disse-lhe da minha dificuldade e pedi-lhe que falasse devagar para eu tentar entendê-lo. O senhor assim fez e conversámos muito bem durante o percurso que tivemos que fazer para chegarmos ao local onde a esposa, inglesa, se tinha dirigido para uma consulta.
Perguntei se eram turistas e fiquei a saber que vivem há 6  anos em Portugal, nomeadamente em Amarante e que adoram viver cá. Mas o mais interessante é que o pai, com 92 anos, vive também em Amarante no mesmo prédio porque, quando veio visitá-los pela primeira vez, gostou tanto de Portugal que adquiriu um apartamento junto do filho.
Quando nos despedimos comentou:
Disse que não sabe falar inglês mas eu gostaria de saber falar português tão bem como a senhora fala inglês.

Em terra de cegos quem tem um olho é rei, diz o ditado. Mesmo assim, foi bom para o meu ego.

Regressando ao mar....

Deixo duas obras musicais sobre o mar, o 2º andamento de La mer de Debussy e O Mar de 
Dorival Caymmi que tantas vezes ouvi cantar a minha mãe






Deixo também a obra Ondas de Turner, talvez o pintor que mais pintou o mar



Si hay un sentido constante en las acuarelas de Turner (y también en su pintura al óleo) creo que es el ofrecer a la mirada cielo y mar, arriba y abajo, enlazados en una unidad cósmica. Por ejemplo, mediante el arcoiris, tendido como un gran puente simbólico. O con una serie de pinceladas, de gestos que borran violentamente la línea del horizonte: una ola encrespada que sube hasta el cielo o, a la inversa, una nube que descarga una lluvia furiosa. A veces la unidad total se consigue, paradójicamente, con una perfecta estabilidad, mostrando cielo y mar como dos aspectos paralelos de la misma sustancia, como dos mitades iguales del espacio vacío. 



segunda-feira, 9 de fevereiro de 2015

Por terras do Marão

Na passada sexta feira estive em  Vila Real num dos Agrupamentos de Escolas do 1º ciclo.  a fim de  “explorar”  o  livro Ciência para meninos em poemas pequeninos, agora em 3ª edição, desta vez com a chancela Porto Editora(PE).

Às 8, 40, com a pontualidade que lhe é habitual,  estava à minha porta um colaborador da PE. Lá fomos. Aguardava-nos um dia frio mas o  Sol fez-nos companhia e o vento deve ter adormecido....   

À nossa espera estavam dois professores também colaboradores da  PE ( neste momento não dão aulas) e que eu já conhecia de sessões anteriores.

Não sei ao certo com quantas crianças estive, sei apenas que eram do 3º e do 4º ano.
Estavam programadas 4 sessões ao longo do dia mas, ao chegar, informaram-me que iam ser apenas duas, de manhã. 
Logo na primeira sessão, o auditório, muito pequeno, encheu-se por completo e ainda deveriam entrar mais crianças. Gerou-se uma certa confusão, saíram umas turmas, entraram outras pelo que a sessão não começou à hora prevista.. Eu teria apenas 30 min para estar com  aquelas crianças.
Fiz o melhor que pude, li à pressa alguns poemas (com tempo, teriam sido os alunos a ler) e reduzi o número de experiências. Mas não houve tempo para conversar com os miúdos.
Logo a seguir entrou outro grupo idêntico, em número, e novamente a confusão de lugares.
Uma professora,  não sei se a própria bibliotecária, sugeriu então que duas turmas passassem para uma outra sessão, à tarde. Uma das turmas já tinha sido “desalojada “na sessão anterior mas o  professor acedeu a mais uma mudança; na outra turma, havia atividades já programadas para a tarde, mas a professora acabou por ceder.
Mais uma vez houve um atraso no início da sessão, mas pude dispor de um pouco mais de tempo pelo que os alunos já puderam intervir.

Fomos almoçar (os três colaboradores da PE e eu). Quando saía, alguns alunos da 1ª sessão vieram ter comigo, com um ar um pouco desconsolado: Nem tivemos tempo de falar consigo...

À tarde tudo correu muito melhor. Apenas duas turmas.
Houve tempo para experiências, para intervenções dos alunos (alguns muito vivos e empenhados). No fim dois alunos foram ler poemas. Um leu o poema Poesia  e o outro leu o Inventor


                             





Este último poema foi lido pelo João, um menino muito empenhado, sempre com o dedito no ar para poder intervir. Começou por esclarecer que, embora parecido com o seu homónimo no poema, ele não é trapalhão.

E assim passei mais um dia muito agradável na companhia das crianças.

Quando cheguei ao Porto senti muito frio. O vento soprava de Norte....

E por associação de ideias, veio-me à memória a canção My bonnie, que por vezes cantávamos nas aulas de Inglês, nos meus tempos de Liceu. Na canção o vento sopra do Oceano...

Deixo duas versões, uma na voz de Rey Charles, outra mais dirigida aos mais pequenos.