Bem-vindo, bienvenido, bienvenu, benvenuto, welcome....


Silêncio cósmico

Pudera eu regressar ao silêncio infinito,

ao cosmos de onde vim.

No espaço interestelar, vazio, negro, frio,

havia de soltar um grito bem profundo

e assim exorcizar todas as dores do mundo.

Regina Gouveia

quarta-feira, 3 de setembro de 2014

Por terras do oriente-1


Na mensagem anterior postada em 14 de Agosto dava conta da minha partida no dia seguinte, rumo ao Oriente, viagem com que há muito tempo o meu marido sonhava.  Um amigo (António) falou-nos num programa  da Fundação Oriente. Inscrevemo-nos os três e ainda a amiga Fátima que costuma viajar conosco. 

Quando a pneumonia de que fui “vítima” em meados de Julho ameaçou pôr em causa a minha ida, os filhos ajudaram-me a convencer o pai de que deveria ir, mesmo que eu não fosse. No entanto, dia 11 tive o aval do pneumologista.
Partimos dia 15 no alfa das 7, 45. Na gare do Oriente aguardava-nos  o filho da Fátima, que reside em Lisboa e que nos levou ao aeroporto, donde partimos às 12h 45 min em direção ao Dubai onde fizemos escala seguindo para Hong Kong. Chegámos dia 16, por volta das 15, 30 locais( 8,30 h em Portugal), ou seja após quase 26 h de viagem.
A viagem foi acompanhada pelo Dr. Graça de Abreu, por parte da Fundação Oriente , e uma acompanhante por parte da agência Abreu. 

Hong Kong é uma das duas regiões administrativas especiais da República Popular da China sendo a outra Macau. Situada na costa sul da China e delimitada pelo delta do Rio das Pérolas e pelo Mar da China Meridional, é conhecida por seu horizonte repleto de arranha-céus e por seu profundo porto natural. Com uma área de 1,104 km² e uma população de sete milhões de pessoas, Hong Kong é uma das áreas mais densamente povoadas do mundo. A população da cidade é composta por 95% de pessoas de etnia chinesa e 5% de outros grupos étnicos.
O Território Autônomo de Hong Kong é formado pela Ilha de Hong Kong, a Península de Kawloon, que fica em frente, uma área conhecida como “Novos Territórios” e dezenas de ilhas menores que ficam na baía de Hong Kong. Os ingleses adquiriram o território de Hong Kong, como uma colónia, após a Primeira Guerra do Ópio de 1839 a 1842. Hong Kong foi uma indenização de guerra. Após a Segunda Guerra do Ópio, adquiriram a Península de Kawloon e ampliaram o território. Depois fizeram um acordo com os chineses e alugaram uma área anexa a Kawloon, denominada de Novos Territórios
Sob o princípio do "um país, dois sistemas", Hong Kong tem um sistema político diferente do da China continental. A Lei Básica, a constituição da cidade, estipula que Hong Kong deve ter um "alto grau de autonomia" em todas as esferas, exceto nas relações exteriores e na defesa militar.
O seu pequeno território e a consequente falta de espaço causou uma forte demanda por construções mais densas e altas, o que desenvolveu a cidade como um centro para a arquitetura moderna e a tornou uma das mais verticais do planeta. Hong Kong também tem um dos maiores PIB per capita do mundo (adaptado de  http://pt.wikipedia.org/wiki/Hong_Kong

O nosso hotel ficava na Península de Kawloon e o aeroporto numa das várias ilhas artificiais. No percurso de autocarro para o hotel, pudemos aperceber-nos desta última caraterística.
À noite, fomos de autocarro  até um ponto onde se pode ver a baía. Assistimos ao acender das luzes. Uma visão fantástica da ilha refletida no delta do rio das pérolas.

No dia seguinte fomos fazer uma vista à cidade que entre outras etapas teve  uma subida  ao  Pico Vitória, a mais alta colina de Hong Kong, localizada a 552 metros de altitude, para daí ter uma visão panorâmica. Visitámos também a vila piscatória de Aberdeen e almoçámos no restaurante  flutuante Jumbo, uma das infindáveis pertenças de Stanley Ho.



Lembrei-me então de “Os Comedores de Pérolas” de João Aguiar(1992) e decidi relê-lo logo que chegasse a Portugal.
De tarde partimos em jetfoil para Macau.
Termino este primeiro texto com uma pequena citação do referido livro “(...)Wang Wu recortou ou mandou recortar muitos jornais(...) notícias que (...) haviam despertado o seu interesse: ataques de piratas no delta do Rio das Pérolas- lucrativa atividade que durou até muito tarde neste século e que não se encontra de todo extinta nos mares asiáticos (...)”

As fotos desta mensagem são todas da autoria de Fernando Gouveia, arquiteto


5 comentários:

  1. Saúdo o teu regresso sã e salva....
    Amanhã escrevo mais, OK?
    Bjo

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  2. Sempre tive um certo fascínio por Hong Kong embora alguns documentários me fizessem perder algo desse elan. Tenho dois sobrinhos a viver em Macau com três filhinhos há dois anos. Adoram lá estar e os miudos adaptaram-se lindamente. A China assusta-me um pouco, mas há coisas que gostaria muito de ver. Continua... :)

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    1. A China foi para mim uma boa surpresa contrariamente ao Dubai (última etapa da viagem) que me desiludiu.Conto fazer, por etapas, uma reportagem de toda a viagem.
      A Luísa já está no UK?
      Bjs
      Regina

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    2. Vamos na 5ª para Leeds e volto no dia 17. Ela fica lá. Vai-me custar bastante vir sozinha, mas tem de ser!
      Espero a continuação do relato da viagem:)

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  3. Querida amiga Regina, hoje só um beijinho de muita amizade e alegria por já estar bem. Tenho tido o computador avariado, depois há a FESTA, portanto só para a semana poderei apreciar devidamente as suas notícias. Um grande abraço.

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