Bem-vindo, bienvenido, bienvenu, benvenuto, welcome....


Silêncio cósmico

Pudera eu regressar ao silêncio infinito,

ao cosmos de onde vim.

No espaço interestelar, vazio, negro, frio,

havia de soltar um grito bem profundo

e assim exorcizar todas as dores do mundo.

Regina Gouveia

domingo, 15 de outubro de 2017

Falando de aniversários….


DIA DE ANOS 

Com que então caiu na asneira
De fazer na quinta-feira
Vinte e seis anos! Que tolo!
Ainda se os desfizesse...
Mas fazê-los não parece
De quem tem muito miolo!

Não sei quem foi que me disse
Que fez a mesma tolice
Aqui o ano passado...
Agora o que vem, aposto,
Como lhe tomou o gosto,
Que faz o mesmo? Coitado!

Não faça tal: porque os anos
Que nos trazem? Desenganos
Que fazem a gente velho:
Faça outra coisa: que em suma
Não fazer coisa nenhuma,
Também lhe não aconselho.

Mas anos, não caia nessa!
Olhe que a gente começa
Às vezes por brincadeira,
Mas depois que se habitua,
Já não tem vontade sua,
E fá-los queira ou não queira!

Também eu caí mais uma vez na asneira. Desta vez ao sábado…..Reunimos com filhos, noras e netos mas reunir-nos-íamos da mesma maneira sem aniversário pois, em princípio, estamos sempre juntos numa das refeições ao fim de semana.
Recebi essencialmente livros pois é uma das melhores prendas que me podem dar. Um deles foi uma coletânea de poemas de Almada Negreiros
Ao deitar li alguns textos e um deles, bem como a ilustração que o acompanha,  chamaram-me particularmente a atenção.

 



Há quinze dias fui a Trás-os Montes. Não sei se na ida, se na vinda, acompanhei na antena 2 um programa muito interessante sobre o Infante D. Pedro, o 2º de uma série de programas com o historiador Alfredo Pinheiro Marques e que, tal como os demais, pode ser ouvido aqui http://antena2quinta.radio.pt/
O que ressalta desse programas é a imensa cultura do Infante  e o seu protagonismo, um pouco ignorado nos Descobrimentos .

Ainda a propósito de aniversários não podia deixar de referir Álvaro de Campos


ANIVERSÁRIO
No tempo em que festejavam o dia dos meus anos,
Eu era feliz e ninguém estava morto.
Na casa antiga, até eu fazer anos era uma tradição de há séculos,
E a alegria de todos, e a minha, estava certa com uma religião qualquer.
No tempo em que festejavam o dia dos meus anos,
Eu tinha a grande saúde de não perceber coisa nenhuma,
De ser inteligente para entre a família,
E de não ter as esperanças que os outros tinham por mim.
Quando vim a ter esperanças, já não sabia ter esperanças.
Quando vim a olhar para a vida, perdera o sentido da vida.
Sim, o que fui de suposto a mim mesmo,
O que fui de coração e parentesco,
O que fui de serões de meia-província,
O que fui de amarem-me e eu ser menino.
O que fui — ai, meu Deus!, o que só hoje sei que fui...
A que distância!...
(Nem o acho...)
O tempo em que festejavam o dia dos meus anos!
O que eu sou hoje é como a humidade no corredor do fim da casa,
Pondo grelado nas paredes...
O que eu sou hoje (e a casa dos que me amaram treme através das minhas lágrimas),
O que eu sou hoje é terem vendido a casa.
É terem morrido todos,
É estar eu sobrevivente a mim-mesmo como um fósforo frio...
No tempo em que festejavam o dia dos meus anos...
Que meu amor, como uma pessoa, esse tempo!
Desejo físico da alma de se encontrar ali outra vez,
Por uma viagem metafísica e carnal,
Com uma dualidade de eu para mim...
Comer o passado como pão de fome, sem tempo de manteiga nos dentes!
Vejo tudo outra vez com uma nitidez que me cega para o que há aqui...
A mesa posta com mais lugares, com melhores desenhos na loiça, com mais copos,
O aparador com muitas coisas — doces, frutas, o resto na sombra debaixo do alçado —,
As tias velhas, os primos diferentes, e tudo era por minha causa,
No tempo em que festejavam o dia dos meus anos...
Pára, meu coração!
Não penses! Deixa o pensar na cabeça!
Ó meu Deus, meu Deus, meu Deus!
Hoje já não faço anos.
Duro.
Somam-se-me dias.
Serei velho quando o for.
Mais nada.
Raiva de não ter trazido o passado roubado na algibeira!...
O tempo em que festejavam o dia dos meus anos!...
Álvaro de Campos

E porque nesta mensagem refiro Almada Negreiros e Fernando Pessoa deixo os dois retratos do Poeta, da autoria de Almada


Termino com o quadro Aniversário de Chagall




quinta-feira, 5 de outubro de 2017

MÊS DA EDUCAÇÃO E DA CIÊNCIA, 2017

A Fundação Francisco Manuel dos Santos promove mais um ciclo de conferências . 

 Desta feita, o MÊS DA EDUCAÇÃO E DA CIÊNCIA, de 19 de   OUTUBRO A 20 NOVEMBRO 2017 

 O programa pode ser visto aqui https://ffms.pt/conferencias/ciclo/2325/mes-da-educacao-e-da-ciencia-2017


onde também pode ler-se:

Pela primeira vez, a Fundação junta os temas da Educação e da Ciência num mês mais ambicioso, num programa de norte a sul do país, com especialistas nacionais e internacionais:
- Nuccio Ordine, filósofo italiano, traz-nos uma reflexão sobre a utilidade dos saberes inúteis e a importância do ensino das Humanidades na formação dos alunos.
- A progressão positiva dos resultados dos alunos portugueses no teste PISA, em Matemática, Ciências e Leitura e a comparação dos sistemas de exames em vários países estão também em discussão.
- E avaliados os conhecimentos dos alunos, estudar compensará? Ter um curso superior é ainda sinónimo de benefícios económicos e não económicos? A Fundação apresenta um estudo inédito sobre os benefícios do Ensino Superior.
- Sarah-Jayne Blakemore desvenda os mistérios do cérebro adolescente, fazendo a ponte entre as neurociências e a sua aplicação na educação.
- Sir Martin Rees fala sobre o papel da Ciência no século XXI e que relação devem os cidadãos ter com a Ciências e a tecnologia. Outros temas de Ciência incluem um debate sobre o estado da Ciência em Portugal – quem a faz e em que condições?
A fechar o mês, a diáspora científica fica em evidência: quem são os investigadores portugueses espalhados pelo mundo? Junte-se ao debate que interessa a professores, a investigadores, a todos os interessados em conhecer e em melhorar o sistema educativo, praticantes e beneficiários da Ciência e Tecnologia em Portugal e, em geral, todos os interessados pelo ensino e pela cultura científica.
Entrada livre mediante pré-inscrição

Estava eu “posta em sossego” em Trás- os -Montes quando, a 3 de agosto, recebi um convite para participar na sessão do dia 19 “ A utilidade dos saberes inúteis” que terá lugar em Lisboa, às 17h, 30 min, na Torre do Tombo, em Lisboa
https://ffms.pt/conferencias/detalhe/2324/a-utilidade-dos-saberes-inuteis,  abordando o valor das humanidades no ensino das ciências
Achei o desafio muito interessante mas seria preciso apresentar um resumo até ao fim de Agosto o que para mim seria difícil.. Como referi essa dificuldade, deram-me mais alguns dias. A partir daí fui dedicando diariamente algum tempo para a preparação, com a necessária pesquisa, que ali só poderia fazer recorrendo essencialmente à NET . Embora disponha de duas pequenas bibliotecas (heranças da minha família e da do meu marido) só me puderam ser úteis nalguma pesquisa sobre poesia ( Camões, Antero..)
Consegui escrever o resumo e enviá-lo a 5 de setembro, dia em que regressei ao Porto. A partir daí, dispondo já de mais recursos, tenho trabalhado um pouco na preparação da apresentação. Mas o ponto forte será, com certeza, a intervenção de Nuccio Ordine, filósofo italiano, professor na Università Della Calabria, autor de A utilidade do inútil . Manifesto .

Nas pesquisas que fiz on-line, para a preparação do resumo, encontrei uma entrevista que pode ser lida aqui

É preciso olhar o mundo em que vivemos, onde a lógica do dinheiro domina tudo. A única coisa que não pode ser comprada é o saber. Não é possível tornar-se um homem culto com um cheque em branco. Criámos um mundo onde as pessoas pensam apenas no seu próprio egoísmo. Perdeu-se de vista o sentido da solidariedade humana(…)
Os saberes, como a música, a literatura, a filosofia, a arte, ensinam-nos a importância da gratuitidade. Devemos fazer coisas que não buscam o lucro. A dignidade humana não é a conta que temos no banco. A dignidade humana é a nossa capacidade de abraçar os grandes valores, a solidariedade, o amor pela justiça, o bem-estar(...)  

E porque falamos de cultura, tenho boas notícias relativas ao Castro da Marruça

O Castro da Marruça é um castro que existe na minha aldeia, conhecido impropriamente por castelo da Marruça. É um local com vistas belíssimas sobre o rio Sabor e as encostas que o ladeiam.
Dediquei-lhe já vários poemas e um dos contos do meu livro Terras de Cieiro.

Outrora seriam por certo diferentes o achatamento polar,
o campo magnético, a atração lunar
e, como tal, o peso das coisas, as marés.
Diferença subtil, irrelevante,
pois se esse tempo, à escala humana é já distante,
à escala do Universo ainda é presente.
Outrora seriam por certo diferentes
as gentes que no castro habitavam
mas como hoje, sofriam, amavam
e guerreavam em sangrentas batalhas,
deixando virgens, talvez para sempre, tímidas donzelas.
Testemunhas desse tempo, as muralhas,
naturais do lado do abismo, do outro lado humana construção,
como também humana a destruição que de onde em onde grassa.
Ignorou-se que enquanto o tempo passa,
as pedras guardam na memória os feitos da história,
o sangue derramado, a glória, o revés.
Em terras que com sangue foram adubadas,
florescem hoje papoilas encarnadas
por entre alvas estevas, roxas arçãs e giestas amarelas.
Na Primavera, todas elas salpicam a ladeira do castro até ao rio.
Deste, quem sabe, o rumor será ainda eco dum clamor, outrora lançado no vazio.

Quando escrevi este poema, a destruição que refiro era apenas pontual. Mas um belo dia, um agricultor da aldeia resolveu solicitar os serviços da Câmara para derrubar a maior parte da muralha, porque esta o impedia de ir buscar lenha no interior do castro. E um funcionário da Câmara foi e derrubou ...gratuitamente, pois os referidos serviços podiam (não sei se ainda podem) ser requisitados pelos agricultores para certas obras, por exemplo obras que permitam um melhor acesso a propriedades…
Sempre que ia à aldeia, gostava de ir ao castro ver a paisagem que dali se avista.


Não sei se fui das primeiras pessoas a ver os estragos. … Cheguei e ao ver aquele descalabro, não consegui evitar as lágrimas ...De imediato liguei para um dos elementos da Junta de Freguesia que me respondeu mais ou menos isto: Sei que a máquina da Câmara andou para esses lados mas não sei bem o que aconteceu. Vou tentar informar-me
Liguei para a Câmara mas a resposta foi igualmente evasiva. No dia seguinte, o membro da Junta ligou identificando a pessoa que tinha encomendado o serviço e que achou que não havia mal nenhum pois era apenas um monte de pedras . E o funcionário da Câmara  pensou o mesmo...

Já lá vão uns anos, desde que isso aconteceu. Mas no passado dia 23 de Setembro, por iniciativa da Câmara Municipal houve uma visita guiada ao local que já está a ser sujeito a intervenção. 


Não pude estar presente mas fui lá no passado fim de semana e tirei  fotos. O local já foi desmatado; seguir-se-á a intervenção de arqueólogos no sentido de fazerem escavações que possam conduzir a vestígios clarificadores quanto ao que ali existiu. Esperemos que a obra avance.
Deixo fotos, algumas minhas, outras gentilmente cedidas pelo meu amigo F. José Lopes, historiador.

Antes da desmatação

Depois da desmastação









Nesta última foto podemos ver a espessura da muralha precisamente onde foi derrubada

sábado, 23 de setembro de 2017

Depois do regresso....

Passaram já três semanas desde que “postei” a última mensagem, no dia 3 de Setembro, antevéspera do regresso ao Porto.
No dia 4 e, sem contar, apareceram em casa uns primos a desafiarem-nos para irmos à praia fluvial da Congida , perto de Freixo de Espada à Cinta , um espaço muito agradável.

Já lá tinha estado por duas vezes com os netos e havia bastante gente. Desta vez, talvez por ser já Setembro, não estava ninguém, pelo que foi um pouco desolador...Não pela falta de gente mas porque estava tudo fechado, inclusivamente o bar, com uma esplanada sobre o rio. Decidiu-se então ir ver o Penedo Durão,  onde eu nunca tinha estado.
Vale a pena a visita









Tirei algumas fotos mas deixo também um vídeo




Chegámos a casa por volta das 21 h e para além de jantar era preciso arrumar todas as “tralhas”(incluindo bagagens, frutas, etc) para o regresso no dia seguinte (dia 5). À tarde teríamos que estar no Porto para dar apoio aos netos. E assim retomei as minhas funções de “avó”…
No dia 7 começaram as aulas da Rita e do Bernardo mas as do José e da Marta só começariam dia 13, precisamente no dia do aniversário da Marta.
No dia 8 fizemos (os três) um “city tour” pelo Porto. Entrámos na paragem da Casa da Música e saímos nos "Leões" com a intenção de ir à Lello mas a fila era colossal… Fomos lanchar à Quinta do Paço e seguimos par a Feira do Livro, de onde os levei a casa, após o que regressei.










No fim de semana e, contrariamente ao que é habitual, não houve  almoço de família porque eu tinha que dar uma volta à casa, nomeadamente ao escritório. Há muito que sentia necessidade de inventariar todos os livros pois aconteceu-me, por vezes, comprar um livro que já tinha, pela simples razão de que o não conseguia encontrar, embora estivessem todos mais ou menos organizados por temas. Agora, para além da organização temática, estão todos numerados e colocados por ordem numérica nas estantes. Ao todo inventariei 1623 livros. Claro que levei muito mais que o fim de semana. Mas durante a semana só pude trabalhar depois do jantar….Chegou o novo fim de semana, também sem reunião familiar cá em casa...Como o José e a Marta fizeram anos ( ela dia 13 e ele dia 14) a festa para a família, de ambos os lados, foi no sábado, 17, em casa deles.
Foi o primeiro ano em que não tive que pensar nas festas com os colegas. O José e os colegas convidados foram, nesse fim de semana, “praticar” paintball em Paredes
No domingo fui à Ordem dos Farmacêuticos, onde se inaugurou uma exposição coletiva de pintura. Entre os artistas, a minha amiga Fernanda Bahia.
Tentei fotografar alguns trabalhos mas ficaram muito mal por causa dos muitos focos de luz distribuídos pelo teto e pelas paredes


 Aqui alguns trabalhos da Fernanda, acrílico sobre papel. Em baixo destaco o da direita que é muito bonito mas a foto está péssima
O quadro abaixo, óleo sobre tela, de que também gostei,  é da autoria de  Paula Silva, que não conheço

A ordem tem uma nova sede que vais ser inaugurada brevemente se é que o não foi já. As atuais instalações, bonitas por sinal, são na Rua António Cândido. 



Nos jardins surge agora uma nova construção que comunica com a existente e vai ter entrada pela rua Zeca Afonso. Deixo algumas imagens


Neste fim de semana a Marta festeja o aniversário com os colegas, em Gaia, numa quinta onde podem andar a cavalo, alimentar animais,…


Hoje retomou-se a tradição do almoço semanal, de que todos já tínhamos saudades...

Ao longo da semana que passou e durante as manhãs, retomei o ginásio, o voluntariado e fui pondo em dia tudo o que estava em atraso, nomeadamente marcação de exames médicos de rotina, prescritos já há algum tempo. Também completei o inventários dos livros….. 

Ontem,  sexta feira às 19h,  fomos assistir a um espetáculo muito interessante na Fundação Manuel António da Mota


Deixo um vídeo com uma breve atuação do grupo que podem ver aqui








segunda-feira, 4 de setembro de 2017

Quase de regresso- continuação


No dia 12 mudámo-nos para a Parada

Durante o dia, umas “braçadas” na mini.piscina (antigo lagar de vinho), uns banhos de sol no terraço, terraço onde, ao fim do dia, continuo a ser brindada com belíssimos pores do sol…









Mas do mesmo terraço também vi, infelizmente várias vezes, nuvens de fumo, e não só, dos vários incêndios que lavraram por perto

Uma das coisas que mais gosto de fazer na aldeia é passear pelo campo, por vezes só, por vezes com o meu marido ou com a  Isabel de quem já várias vezes aqui falei.
Num desses passeios, numa pequena propriedade que tenho, vi uma pereira pequenina que deu fruto pela primeira vez- peras vermelhas. Vi também, numa outra propriedade perto da anterior, uma amendoeira pequenina, ressequida, mas vergada ao peso dos frutos. Pródiga a natureza, apesar de tão mal tratada….





No dia 21 chegaram a minha neta, duas amigas e o Bernardo. A mãe veio apenas trazê-los e regressou de imediato ao Porto.

O ritual deles foi, em parte, muito semelhante ao meu ( na foto, colhendo amoras).



No demais, com o "tablet" e os telemóveis programaram uma serie de Sketches humorísticos interessantes. O Bernardo, a par de participar por vezes das atividades das meninas, ia com o avô às propriedades e à pesca. Eu jogava com ele alguns jogos, nomeadamente o "rapa" que já não jogava há muito tempo.
Os" rapas" são ainda os que usei na minha infância...




No dia 23, um primo que vive em Lisboa ligou-me e a dizer que ia à Parada com a mulher, uma das filhas e uma amiga desta. Convidei-os para almoçar, mas ao saberem que eu tinha lá o Bernardo e as três meninas não queriam ir. Lembrei-lhes a frase que tantas vezes ouvi ao meu pai. À mesa dum transmontano cabe sempre mais um... Almoçaram connosco e foi muito agradável, pois já não estava com eles há bastante tempo

No dia 27 chegaram filho e nora. Tinham já programado ir passar o dia seguinte a um "acqua parque", junto à Foz do Sabor. Foram com a intenção de ficar atá à hora de fechar (19h) e só depois regressariam para jantar. Mas houve um imprevisto. A Rita rachou a cabeça num dos escorregas aquáticos, Levou três pontos mas felizmente não foi grave...

No dia 28 chegarem os pais das duas meninas mais o irmão de uma delas. No essencial foi o meu filho quem preparou o almoço que foi extremamente agradável. Após o almoço fomos visitar o Santuário de Santo Antão da Barca, nomeadamente a capela que, por causa da construção da barragem do Sabor, foi transladada desde a margem do rio para local bastante mais elevado. Após a visita regressaram ao Porto.

Durante a semana retomei as minhas rotinas. Entretanto, na quarta feira depois de almoço, fui ao cemitério, Ao chegar a casa, esperava-me uma surpresa.muito agradável.
A nossa amiga Fátima, companheira de algumas das nossas viagens, apareceu de surpresa com com o marido. Como pensavam que eu ainda tinha a casa cheia de gente não avisaram pois sabiam que insistiríamos para ficarem.Assim, apenas nos deram o prazer de lanchar pois tinham que estar no Porto à hora de jantar




Hoje, dia 2 de Setembro, à hora a que escrevo esta mensagem está a decorrera festa do Santo Antão da Barca, no santuário anteriormente referido
Aqui ( https://www.facebook.com/Confraria-de-Santo-Ant%C3%A3o-da-Barca-228234540558162/)
poderão ver imagens do local bem como o programa das festas

Mas nem o meu marido nem eu gostamos destas festas. São muito barulhentas. Por isso viemos passar o fim de semana à Adeganha. Aproveitando algum tempo livre, estou a tentar por a escrita em dia...
Ontem, dia 1, fomos a Alfândega, depois do jantar, ver um espetáculo  do festival 7 sóis 7 luas . Foi interessante.




Aqui ficam algumas imagens



Como referi acima, estamos na Adeganha onde dormiremos e amanhã regressaremos à Parada.


São 19h  do dia 3. Já estamos na Parada. Ontem, à noite, ainda na Adeganha, assistimos na RTP2 a ”Madame Butterfly” uma ópera de que gosto muito e de que a minha mãe cantava divinamente algumas áreas, nomeadamente Un bel di vedremo ( que deixo na voz de Maria Callas)





Na terça feira devemos regressar ao Porto.








domingo, 3 de setembro de 2017

Quase de regresso


Estou no Nordeste desde o dia 24 de Julho, 2ª feira, para onde rumei com o marido e dois netos, o José e a Marta..
Começámos as férias na Adeganha (aldeia do meu marido) pois na última semana de Julho é impensável estar na minha aldeia. Por causa da festa o barulho é ensurdecedor…. Na terça feira  depois de almoço e porque precisávamos de fazer compras em Moncorvo, aproveitámos para levar os miúdos à piscina que é muito boa, com piscinas, escorregas aquáticos e uma vistas “soberbas”...
A Rita veio quarta-feira, mas com destino a Bragança onde reside uma amiga, Marta, filha de um meu afilhado. Conhecem-se desde muito pequeninas pois encontravam-se frequentemente na minha aldeia onde residem os avós da Marta. No Verão passado, a Marta esteve uns dias em minha casa, na aldeia (embora fosse visitar diariamente os avós). Ficou a promessa da Rita ir passar una dias a Bragança. E assim foi…


No sábado fomos buscá-la e trouxemos também a Marta para estarem mais uns dias juntas, desta vez na Adeganha.
Como não cabíamos todos num só carro, os pais da Rita, que vinham 6ª feira, juntamente com o Bernardo, para passar o fim de semana, foram diretos a Bragança onde jantámos todos.

O José e a Marta não conheciam Bragança pelo que saímos daqui logo após o almoço







Após o jantar voltámos à Adeganha.
No dia seguinte chegaram os pais do José e da Marta.
Montou-se a piscina insuflável e após o almoço teve lugar a nossa habitual sessão de teatro onde, à última hora, arranjámos também um papel para a Marta, amiga da Rita, que até faz teatro em Bragança,,,
À noite fomos a um jantar organizado pela associação da freguesia Fomos pela primeira vez no Verão passado e como gostámos, repetimos...Émbora a aldeia seja muito pequenina, tem uma dinâmica interessante e,  neste ano, o convívio foi ainda mais agradável porque a associação tem agora sede na antiga escola, com bastante espaço à volta, onde há uma esplanada, os miúdos podem jogar à bola e tem baloiços para os mais novos. Ali capta-se razoavelmente a NET pelo que há sempre gente jovem por lá...



O dia seguinte foi passado pela aldeia. O Bernardo e o José, primos inseparáveis, puderam dar azo à sua “irrequietude”...

No domingo à noite regressaram ao Porto, a Rita, o irmão e os pais bem como os pais do José e da Marta. Estes continuaram connosco, bem como a Marta que no dia seguinte teve que ir embora pois tinha uma consulta agendada para a tarde.
Durante a semana, já mais calma, fomos fazer explorações pela aldeia….
Uma delas foi o campo de futebol, num terreno que o meu cunhado doara à povoação. Lá fomos, a pé, os netos e eu. Mas é bastante longe da aldeia e os caminhos um pouco complicados. Do campo, só as balizas….e muito espaço. O José pôde chutar a bola à vontade. Ao regressar tentámos encontrar um caminho mais fácil mas acabámos por vir pelo meio de campos….Os miúdos adoraram. Sentiam-se exploradores...
Pelo caminho tirámos alguma fotos


Outra exploração foi a albufeira da barragem do Sabor,nas imediações da aldeia. Mas aí fomos todos de jipe e munidos com apetrechos de pesca. Os miúdos nunca tinham ido à pesca. Foi a sua estreia e o José foi  quem pescou mais peixinhos, cinco. Aprendeu a pôr o isco, a lançar a cana, a tirar o peixe. A irmã colaborava e eu via….






A Marta quis colocar um peixinho no aquário, mas como era de prever, não durou muito...

No dia 6 chegou o pai. Como sempre, não pára. No ano anterior fez, no pátio, uma baliza e um baloiço, aproveitando madeiras que existem pela adega. Desta vez foi a torre da princesa...



A Marta e o José queriam ir à Parada. Como perto da aldeia há um bom lugar para pesca, na albufeira da barragem do Sabor (onde antes havia uma ribeira) decidimos ir passar o dia à Parada e ao fim do ia fomos ao dito local. Tomaram banho, pescaram... Até a Marta pescou um peixinho...





No dia 9, pai e filhos regressaram ao Porto donde, juntamente com a mãe,  partiriam rumo ao Algarve, passando por Cáceres.
Ficámos sós, mas não seria por muito tempo, felizmente.
Com a casa mais tranquila ainda deu para pintar umas "écharpes!. Aqui umas imagens das pinturas inseridas