Bem-vindo, bienvenido, bienvenu, benvenuto, welcome....


Silêncio cósmico

Pudera eu regressar ao silêncio infinito,

ao cosmos de onde vim.

No espaço interestelar, vazio, negro, frio,

havia de soltar um grito bem profundo

e assim exorcizar todas as dores do mundo.

Regina Gouveia

segunda-feira, 4 de setembro de 2017

Quase de regresso- continuação


No dia 12 mudámo-nos para a Parada

Durante o dia, umas “braçadas” na mini.piscina (antigo lagar de vinho), uns banhos de sol no terraço, terraço onde, ao fim do dia, continuo a ser brindada com belíssimos pores do sol…









Mas do mesmo terraço também vi, infelizmente várias vezes, nuvens de fumo, e não só, dos vários incêndios que lavraram por perto

Uma das coisas que mais gosto de fazer na aldeia é passear pelo campo, por vezes só, por vezes com o meu marido ou com a  Isabel de quem já várias vezes aqui falei.
Num desses passeios, numa pequena propriedade que tenho, vi uma pereira pequenina que deu fruto pela primeira vez- peras vermelhas. Vi também, numa outra propriedade perto da anterior, uma amendoeira pequenina, ressequida, mas vergada ao peso dos frutos. Pródiga a natureza, apesar de tão mal tratada….





No dia 21 chegaram a minha neta, duas amigas e o Bernardo. A mãe veio apenas trazê-los e regressou de imediato ao Porto.

O ritual deles foi, em parte, muito semelhante ao meu ( na foto, colhendo amoras).



No demais, com o "tablet" e os telemóveis programaram uma serie de Sketches humorísticos interessantes. O Bernardo, a par de participar por vezes das atividades das meninas, ia com o avô às propriedades e à pesca. Eu jogava com ele alguns jogos, nomeadamente o "rapa" que já não jogava há muito tempo.
Os" rapas" são ainda os que usei na minha infância...




No dia 23, um primo que vive em Lisboa ligou-me e a dizer que ia à Parada com a mulher, uma das filhas e uma amiga desta. Convidei-os para almoçar, mas ao saberem que eu tinha lá o Bernardo e as três meninas não queriam ir. Lembrei-lhes a frase que tantas vezes ouvi ao meu pai. À mesa dum transmontano cabe sempre mais um... Almoçaram connosco e foi muito agradável, pois já não estava com eles há bastante tempo

No dia 27 chegaram filho e nora. Tinham já programado ir passar o dia seguinte a um "acqua parque", junto à Foz do Sabor. Foram com a intenção de ficar atá à hora de fechar (19h) e só depois regressariam para jantar. Mas houve um imprevisto. A Rita rachou a cabeça num dos escorregas aquáticos, Levou três pontos mas felizmente não foi grave...

No dia 28 chegarem os pais das duas meninas mais o irmão de uma delas. No essencial foi o meu filho quem preparou o almoço que foi extremamente agradável. Após o almoço fomos visitar o Santuário de Santo Antão da Barca, nomeadamente a capela que, por causa da construção da barragem do Sabor, foi transladada desde a margem do rio para local bastante mais elevado. Após a visita regressaram ao Porto.

Durante a semana retomei as minhas rotinas. Entretanto, na quarta feira depois de almoço, fui ao cemitério, Ao chegar a casa, esperava-me uma surpresa.muito agradável.
A nossa amiga Fátima, companheira de algumas das nossas viagens, apareceu de surpresa com com o marido. Como pensavam que eu ainda tinha a casa cheia de gente não avisaram pois sabiam que insistiríamos para ficarem.Assim, apenas nos deram o prazer de lanchar pois tinham que estar no Porto à hora de jantar




Hoje, dia 2 de Setembro, à hora a que escrevo esta mensagem está a decorrera festa do Santo Antão da Barca, no santuário anteriormente referido
Aqui ( https://www.facebook.com/Confraria-de-Santo-Ant%C3%A3o-da-Barca-228234540558162/)
poderão ver imagens do local bem como o programa das festas

Mas nem o meu marido nem eu gostamos destas festas. São muito barulhentas. Por isso viemos passar o fim de semana à Adeganha. Aproveitando algum tempo livre, estou a tentar por a escrita em dia...
Ontem, dia 1, fomos a Alfândega, depois do jantar, ver um espetáculo  do festival 7 sóis 7 luas . Foi interessante.




Aqui ficam algumas imagens



Como referi acima, estamos na Adeganha onde dormiremos e amanhã regressaremos à Parada.


São 19h  do dia 3. Já estamos na Parada. Ontem, à noite, ainda na Adeganha, assistimos na RTP2 a ”Madame Butterfly” uma ópera de que gosto muito e de que a minha mãe cantava divinamente algumas áreas, nomeadamente Un bel di vedremo ( que deixo na voz de Maria Callas)





Na terça feira devemos regressar ao Porto.








domingo, 3 de setembro de 2017

Quase de regresso


Estou no Nordeste desde o dia 24 de Julho, 2ª feira, para onde rumei com o marido e dois netos, o José e a Marta..
Começámos as férias na Adeganha (aldeia do meu marido) pois na última semana de Julho é impensável estar na minha aldeia. Por causa da festa o barulho é ensurdecedor…. Na terça feira  depois de almoço e porque precisávamos de fazer compras em Moncorvo, aproveitámos para levar os miúdos à piscina que é muito boa, com piscinas, escorregas aquáticos e uma vistas “soberbas”...
A Rita veio quarta-feira, mas com destino a Bragança onde reside uma amiga, Marta, filha de um meu afilhado. Conhecem-se desde muito pequeninas pois encontravam-se frequentemente na minha aldeia onde residem os avós da Marta. No Verão passado, a Marta esteve uns dias em minha casa, na aldeia (embora fosse visitar diariamente os avós). Ficou a promessa da Rita ir passar una dias a Bragança. E assim foi…


No sábado fomos buscá-la e trouxemos também a Marta para estarem mais uns dias juntas, desta vez na Adeganha.
Como não cabíamos todos num só carro, os pais da Rita, que vinham 6ª feira, juntamente com o Bernardo, para passar o fim de semana, foram diretos a Bragança onde jantámos todos.

O José e a Marta não conheciam Bragança pelo que saímos daqui logo após o almoço







Após o jantar voltámos à Adeganha.
No dia seguinte chegaram os pais do José e da Marta.
Montou-se a piscina insuflável e após o almoço teve lugar a nossa habitual sessão de teatro onde, à última hora, arranjámos também um papel para a Marta, amiga da Rita, que até faz teatro em Bragança,,,
À noite fomos a um jantar organizado pela associação da freguesia Fomos pela primeira vez no Verão passado e como gostámos, repetimos...Émbora a aldeia seja muito pequenina, tem uma dinâmica interessante e,  neste ano, o convívio foi ainda mais agradável porque a associação tem agora sede na antiga escola, com bastante espaço à volta, onde há uma esplanada, os miúdos podem jogar à bola e tem baloiços para os mais novos. Ali capta-se razoavelmente a NET pelo que há sempre gente jovem por lá...



O dia seguinte foi passado pela aldeia. O Bernardo e o José, primos inseparáveis, puderam dar azo à sua “irrequietude”...

No domingo à noite regressaram ao Porto, a Rita, o irmão e os pais bem como os pais do José e da Marta. Estes continuaram connosco, bem como a Marta que no dia seguinte teve que ir embora pois tinha uma consulta agendada para a tarde.
Durante a semana, já mais calma, fomos fazer explorações pela aldeia….
Uma delas foi o campo de futebol, num terreno que o meu cunhado doara à povoação. Lá fomos, a pé, os netos e eu. Mas é bastante longe da aldeia e os caminhos um pouco complicados. Do campo, só as balizas….e muito espaço. O José pôde chutar a bola à vontade. Ao regressar tentámos encontrar um caminho mais fácil mas acabámos por vir pelo meio de campos….Os miúdos adoraram. Sentiam-se exploradores...
Pelo caminho tirámos alguma fotos


Outra exploração foi a albufeira da barragem do Sabor,nas imediações da aldeia. Mas aí fomos todos de jipe e munidos com apetrechos de pesca. Os miúdos nunca tinham ido à pesca. Foi a sua estreia e o José foi  quem pescou mais peixinhos, cinco. Aprendeu a pôr o isco, a lançar a cana, a tirar o peixe. A irmã colaborava e eu via….






A Marta quis colocar um peixinho no aquário, mas como era de prever, não durou muito...

No dia 6 chegou o pai. Como sempre, não pára. No ano anterior fez, no pátio, uma baliza e um baloiço, aproveitando madeiras que existem pela adega. Desta vez foi a torre da princesa...



A Marta e o José queriam ir à Parada. Como perto da aldeia há um bom lugar para pesca, na albufeira da barragem do Sabor (onde antes havia uma ribeira) decidimos ir passar o dia à Parada e ao fim do ia fomos ao dito local. Tomaram banho, pescaram... Até a Marta pescou um peixinho...





No dia 9, pai e filhos regressaram ao Porto donde, juntamente com a mãe,  partiriam rumo ao Algarve, passando por Cáceres.
Ficámos sós, mas não seria por muito tempo, felizmente.
Com a casa mais tranquila ainda deu para pintar umas "écharpes!. Aqui umas imagens das pinturas inseridas








terça-feira, 25 de julho de 2017

Uma escapadela até Frankfurt

Era minha intenção ir publicando espaçadamente as várias mensagens relativas à viagem. Acontece que estou na aldeia do meu marido onde é muito difícil ter rede, Desde que chegámos, só agora consegui aceder à NET. Decidi aproveitar esta "boa maré" e publicar todas as mensagens. Para que façam algum sentido, será melhor lê-las  por ordem;
De Roma a Pompeia
De Capri a Florença
Florença
De Florença a Veneza
Uma escapadela até Frankfurt


Na viagem de regresso de Itália havia uma escala em Frankfurt, com duração de 9 h. O meu marido pensou logo em aproveitar e ir visitar a cidade, alugando um táxi no aeroporto. Já por várias vezes referi que tenho bastante facilidade para falar e entender línguas latinas ( em Itália falei sempre italiano sem problemas)   mas, no que respeita ao inglês leio mais ou menos, falo alguma coisa mas tenho muita dificuldade em entender a língua. De alemão nada sei. Os meus companheiros de viagem estavam pior que eu. Decidi pesquisar na NET, outra forma de ir visitar a cidade. Encontrei vários sites com dicas fantásticas que me foram imensamente úteis. Transcrevo, resumindo  algumas delas.

A melhor maneira de ir do aeroporto para o centro é o "trem". A estação é no Terminal 1, Setor B, Andar 0. Ali encontra o Reisezentrum (centro de viagens), Se estiver em outro terminal, que não o T1, você poderá ter que pegar o "trem" interno (Skyline) que faz as ligações entre eles.
Uma vez no terminal 1, basta seguir as placas para “S-Bahn” (com o S em branco num círculo com fundo verde). Continue seguindo a sinalização até chegar à estação Regionalbahnhof onde passam os S-Bahn 

 
A melhor opção é pegar o S8 ou S9, que saem das plataformas 1 a 3 em direção a Hanau. A viagem do aeroporto até Hauptbahnhof (estação central) levará cerca de 20 minutos.
Antes de descer à estação, um centro de venda de tickets com atendimento pessoal mas  podem comprar -se nas máquinas,


A estação central é a Hauptbahnhof (tem ligação ao bis turístico City tour)) mas é melhor sair em  Hauptwache, ponto inicial ideal para quem está em conexão e quer conhecer a cidade. Ambas também estão conectadas ao metro
Para voltar ao aeroporto, as opções são as mesmas linhas S8 e S9, agora sentido Wiesbaden, bastando descer na estação Frankfurt Flughafen (Frankfurt Airport). Se tiver comprado os tickets “all-day” e for no mesmo dia, nem precisará de novos bilhetes. É só entrar no trem e seguir viagem!
São várias as opções de bilhetes, sendo os principais: o Single Journey Frankfurt (apenas um trecho por 4,65€), o All-Day Ticket Frankfurt (viagens ilimitadas no mesmo dia, inclusive no transporte público da cidade) e o All-Day Collective Ticket Frankfurt (que também oferece viagens ilimitadas para um grupo de até 5 pessoas). Como o All-Day Ticket custa 9,10€ e o All-Day Collective sai por 15,80€, se você estiver com mais uma pessoa já vale a pena. Se estiver em cinco então… é uma economia e tanto.
Conheça a cidade num "usando o City Tour 

E assim fizemos. Feito o City Tour fomos almoçar na praça   Römerberg  onde se situa o Römer . Almoçámos ali e depois fomos passear atá `hora do regresso
Deixo fotos e um vídeo retirado da NET

























https://www.youtube.com/watch?v=QKNQeN_IrCg




Finda a visita relâmpago a Frankfurt, regressámos ao aeroporto de onde partimos em direcção ao Porto. Na viagem fotografámos este magnífico pôr do Sol