No dia 25 de Outubro fomos a Trás- os– Montes. Andamos com umas
pequenas obras na casa da aldeia do meu marido pelo que tivemos que nos
deslocar ali. Não saí de casa: Embora os dias estivessem razoáveis, as noites
estavam já bastante frias.Regressámos
domingo, e apanhámos imensa chuva no caminho. Como a hidroterapia tem sido o
único “tratamento” que me tem trazido algumas melhorias ao problema da anca, os
meus exercícios no Holmes limitam-se a atividades na água e a duas aulas no
âmbito da reabilitação física Na segunda feira,29, tinha actividades na água
logo às 8h….
Na ida e no regresso, a antena 2
brindou-me com uma série de obras musicais, desde Samuel Barber a Schubert e
Brahms. Deixo excertos de algumas obras dos referidos autores
Retomando o
fio à meada, no dia 30 fui para Setúbal.
Em 13 de
Outubro, decorrera na Casa da Avenida, a inauguração de uma exposição da minha amiga
Lourdes Sendas, juntamente com Zaia Nascimento Oliveira. Não pude estar na inauguração
mas prometi ir e passar uns dias em Setúbal.
Já conhecia parte dos trabalhos de
Lourdes Sendas. Alguns já os referi em mensagens anteriores. Gosto muito da sua
obra. Quanto a Zaia Oliveira não conhecia nem a autora nem a obra. Fiquei a
conhecer ambas. Gostei muito dos seus trabalhos.
na Avenida Luísa
Todi, 286, é um espaço muito agradável que além das zonas dedicadas a
exposições tem um bar muito simpático, onde entre outras, se encontram pessoas
ligadas à cultura
A casa da minha amiga é ao lado de um parque,
muito agradável. Para além disso, e apesar do mau tempo ainda fizemos alguns
passeios pela zona na companhia de uma sua amiga franco-alemã, que muito
gentilmente nos convidou para almoçar na quinta feira.
Parque ao lado da casa da minha amiga
No Seixal
Em Setúbal, junto ao rio
Para mim, foi muito bom este escape,
pois com osmeus problemas de saúde,
passo muito mais tempo dentro de casa. Mas tinha que regressar no sábado, pois
no domingo tinha toda a família para almoçar cá em casa.
E já que falei na minha saúde, andava um
pouco em baixo pois o último ortopedista que consultara, propôs-me uma
intervenção à anca.
Na sexta feira passada ouvi outra
opinião e a hipótese de operação foi posta de lado. Segundo este médico o
processo inflamatório na anca e na coxa, que se arrasta há um ano, é um
processo de lenta recuperação e a hidroterapia é o tratamento ideal. Esperemos
então…
De qualquer modo, desde que emde Julho fui operada à coluna, recuperei
muito a minha qualidade de vida….
A tal ponto que voltei a escrever e a
pintar, algo para que anteriormente não tinha motivação.
O último livro editado é um livro para
crianças Há ciência e poesia nas coisas do dia a dia.
In de Rerum Natura, o Prof. Carlos Fiolhais faz uma apreciação ao livro
Edir Macedo apoia Jair Bolsonaro. Este facto deveria, só por si,
fazer pensar quem apoia a candidatura de tal candidato. Bastam alguns
episódios da vida de Edir Macedo para justificar o seu apoio a Bolsonaro. Por
outro lado, basta ouvir algumas afirmações de Jair Bolsonaro para perceber das suas afinidades com Edir Macedo.
“Para que preciso de pés quando tenho asas para voar”
Foi com esta tenacidade
e estoicismo que Frida Kahlo (1907-1954) enfrentou a vida, que lhe foi muito
adversa.
Pintora mexicana conhecida por seus auto-retratos de
inspiração surrealista e também por suas fotografia, Frida
Kahlo é o nome artístico de Magdalena Carmen Frida Kahlo y Calderón, nascida na
vila de Coyoacán, no México, no dia 6 de julho de 1907. Filha de pai alemão e
mãe espanhola, desde pequena teve uma saúde debilitada. Com seis anos contraiu
poliomielite que lhe deixou uma sequela no pé. Com 18 anos sofreu um grave
acidente de autocarro que a obrigou um longo internamento hospitalar.
Apesar de deprimida e incapacitada de andar, Frida passou a pintar a sua
imagem, com um espelho pendurado na sua frente e um cavalete adaptado para que
pudesse pintar deitada.
Recuperada, Frida passa a estudar desenho e modelagem na Escola Nacional Preparatória do Distrito Federal do México. Em 1928, filiou-se ao Partido Comunista Mexicano, onde conheceu Diego Rivera, um importante pintor do “Muralismo Mexicano”.
Em 1929, com 22 anos, Frida Kahlo
casa com o Diego Rivera e vão morar na “Casa Azul”, onde Frida nasceu. Em
1930, Frida engravida, mas sofre um aborto espontâneo. Nesse mesmo ano, foi com
o marido para os Estados Unidos. Nesse período, sofre um
segundo aborto. Dedica-se à pintura, realizando um grande número de auto-retratos –
de inspiração surrealista, apesar de negar integrar tal corrente: “Nunca pintei sonhos, apenas a minha própria realidade”
Em 1934, o casal retorna ao
México. Frida sofre mais um aborto. Tambem, nesa época,sofre uma amputação dos dedos do pé direito . Em 1936 passa por nova cirurgia.
Em 1937, Frida conhece Leon
Trotski, que se refugiou em sua casa no México, juntamente com a esposa Natália Sedova.
Em 1939, já separada do
marido, Frida expõe em Nova Iorque e em Paris. Nessa época, entra em contato
com Pablo Picasso e Wassily Kandinsky. O Museu do Louvre adquire um de seus
auto-retratos.
Apesar de passar por diversas
cirurgias e usar um colete de gesso em consequência do acidente, Frida não
parava de pintar. Era também aficionada por fotografia, hábito que
herdou de seu pai e do seu avô materno, ambos fotógrafos profissionais.
Frida Kahlo lecionou artes
na Escola Nacional de Pintura e Escultura, recém-fundada na cidade do
México.
Foi uma defensora dos direitos das mulheres, tornando-se um símbolo do
feminismo.
Em agosto de 1953,devido a uma gangrena, Frida sofre a amputação de uma perna,à altura do joelho .
Morre em 1954,na Casa Azul que, em 1958, passou a
abrigar um museu em homenagem à pintora.
Algumas obras de Frida Khalo, podem
ser vistas aqui.
Até ao dia 4 de Novembro, os portuenses (e não só...)têm o privilégio de poder visitar, no Centro Português de Fotografia, a exposição "Frida Kahlo. As suas fotografias".
Goste-se ou não se goste da sua obra é, a meu ver, impossível ficar impassível ...
Esta mensagem será também postada no meu outro blogue "Reflexões e Interferências"
Iron Man é uma personagem da Marvel Comics
que tem ispirado jogos,filmes, etc. Mas é também uma modalidade de triathlon de longas distâncias, compreendendo natação, ciclismo e corrida. Realiza-se em várias partes do mundo, nomeadamente em
Portugal, Cascais.
Aqui podem ver um pequeno vídeo de uma das provas ali
realizadas
Imagino que neste momento já se estejam
a interrogar. A que propósito surge aqui a referência ao IRON Man?
Miguel Ferreira
Pinto é um dos 8 netos de uma prima minha. Tem uma
irmã e um irmão, o Pedro, um jovem inteligente e doce, que sofre deparalisia cerebral.
Aqui https://www.mfpironman.com/poderão perceber melhor, quer através do texto, quer
através das fotos, quais as razões que levam Miguel Ferreira Pinto a participar
na prova
Sempre pratiquei desporto
e fui desafiado para fazer o IRONMAN 70.3.
Na altura achei que era uma
loucura, mas o desafio pareceu-me estratosfericamente perfeito.
Depois de uma lesão, que me
impediu temporariamente de praticar Crossfit, tive que arranjar um desafio
desportivo que me cativasse e que conseguisse conciliar com a minha vida
profissional.
Com o início desta nova
etapa surgiu a ideia de aliar uma loucura pessoal a uma causa que me é querida:
angariar fundos para ajudar a Associação de Paralisia Cerebral de Lisboa.
Afinal é a escola que tem sido a casa do meu irmão há mais de 20 anos.
Ficou decidido: vou fazer o
IRONMAN no dia 30 de Setembro, dê por onde der, e vou tentar juntar o
máximo de dinheiro que aqueles 130km permitirem
Esta é a história bonita que anunciei no
título da mensagem.
Que belo gesto, Miguel. Obrigada
Felizmente há outras situações como a que refiro a seguir, em que
autores consagrados participaram numa iniciativa da Associação Pais em Rede
E porque abordei o tema “Meninos
diferentes” deixo dois poemas, “Menino Diferente” que, em tempos me foi
pedido a propósito de uma acção sobre “Meninos Diferentes”, no âmbito do ensino
especial.
O outro, “Diversidade”, que aborda outro
tipo de diferenças, consta do meu livro Ciência para meninos em poemas pequeninos.
Menino diferente
Menino diferente tal como os demais
pois não há no mundo dois meninos
iguais.
E cada diferença exige atenção…
Vem comigo, vem.
Menino diferente, dá-me a tua mão
Juntos, de mão dadas,
sigamos em frente para ir mais além
Em troca, menino diferente,
peço-te um sorriso.
Nada mais preciso.
Deixo ainda dois vídeos relacionados com o que acabo de escrever
Em anos anteriores, em meados de julho rumávamos a Trás-os-Montes e
levávamosalguns dos netos. No primeiro
fim de semana que ali passávamos, chegavam geralmente filhos, noras e os netos que faltavam. Ao
longo da semana preparávamos o nosso habitual teatro de verão que era depoisrepresentado.
No passado Natalofereci a todos um livrinho com as “peças “ representadas ao longo de todos esses anos.
Para o" 2º volume", já temos mais duas. A que foi representada
no Natal e a que foi agora representada em agosto, uma peça muito breve, mas que nos divertiu a todos, nomeadamente à amiga da Rita que também participou e a um menino da aldeia que me pediu para também entrar na peça. Ficou tão feliz´...
Em consequência dos
problemas de saúde que aqui fui relatando, só fomos de férias a 9 de agosto. Entretanto
os netos fizeram novas experiências. A Marta foi fazer um acampamento com os
escuteiros a que pertence,o Bernardo frequentou duas semanas de atividades no
parque Biológico, em Gaia, o José foi para um campo de férias na Póvoa de Lanhoso
(Diver Lanhoso) e adorou. A Rita teve uma experiência ainda mais “fabulosa” Foi
15 dias para um colégio inglês, perto de Brighton. Além de aperfeiçoar a língua pôde
conviver com jovens de vários países.
Como vem sendo hábito, a Rita levou uma colega (no ano passado e há dois anos foram duas)
para passar uns dias connosco na aldeia. Este ano passámos todos o tempo na
minha aldeia porque o ortopedista aconselhou-me hidroterapia. Como já devo ter
referido, no antigo lagar de vinho fizemos, há uns anos, uma “piscininha” onde,
religiosamente, todos os diasfazia exercícios, no mínimo meia hora de
manhã e outra meia hora de tarde. Senti que me fizeram bem mas a inflamação de
tendões e músculos continua pelo que me foram prescritos mais uns exames e uma
consulta de reumatologia. A saga, que começou em princípios de novembro, continua…. Mas sou otimista. Não há mal que sempre dure…
Na última semana que passámos na aldeia tivemos a companhia, sempre
agradável, da minha amiga Lourdes Sendas (amizade que vem desde a escola
primária).
O que se pode fazer numa aldeia “perdida” nos confins ? Para mim, as
férias que ali passo permitem-me “recarregar baterias”. Infelizmente este ano
não pude fazer as caminhadas de que
tanto gosto. Mas pude deleitar-me, quase todos os dias, com um novo pôr do Sol visto do terraço da minha casa.
Deixo algumas imagens(infelizmente "conspurcadas" com fios e cabos...)
Para além dos pores do sol, também fiz imagens que
gostaria de não ter tido oportunidade de fazer.. Embora poupada relativamente a
outras zonas do país, também os incêndios ali marcaram presença e, neste caso,
perto de minha casa. Fomos fotografar a azáfama dos aviões num contínuo
vai e vem entre a barragem e o local do incêndio
E por falar de incêndios não posso deixar de referir outros, nomeadamente em Monchique, na Grécia, nos EUA e no Brasil. Refiro-me neste caso ao Museu do Rio de Janeiro. Há 200 anos D. João VI fundava, no Brasil,
um museu que se tornaria o símbolo da história das ciências no país e um dos
maiores da América Latina em História Natural e Antropologia. Do Museu pouco mais
resta que ruínas. O incêndio que ali deflagrou terá devorado uma boa parte dos mais de 20
milhões de objetos de valor incalculável
O crânio de Luzia, tido como o mais antigo
fóssil humano das Américas, com mais de 11 mil anos, terá sido uma das peças
mais valiosas consumidas pelo incêndio.
Havia porém muitos mais tesouros, inclusive
o edifício, o Palácio de São Cristóvão onde foi assinada a independência do
Brasil e que chegou a ser residência do "Rei João VI.
Termino com a referência ao incêndio do Parlamento de Londres, obra de Turner que podem ver aqui (https://arte.laguia2000.com/pintura/incendio-del-parlamento-de-londres-turner), um poema
que encontrei na NET (https://www.escritas.org/pt/t/6754/o-incendio), da autoria de Lucídio de Freitas e a um poema meu, publicado em 2017 em “Quando
o mistério se dilui na penumbra”. Aí aludo ao fogo, e aos demais
elementos
Incêndio
O ar queima, o vento queima, a
terra queima e abrasa. ondas rubras de Sol batem fortes na areia... No espaço nem sequer um leve ruflo de asa, Passa aos beijos do Sol que fustiga e esbraseia.
Fogo de um lado e de outro e o vento o incêndio ateia, Da planície a fazer vasto lençol de brasa; E o fogo sobe e desce, e volta, e mais se alteia, E abraça e beija, e morde a ossatura da casa.
Nisto um grande rumor pela terra se escuta. Braços abertos no ar, soluçando, o Castelo, Se desmorona, enfim, depois de estranha luta.
Velho Castelo Real! ó sombra de outra idade!... Lembras hoje, depois desse horrível flagelo, As ruínas de Sol no poente da Saudade!
Freitas.L
Ponte D. Maria
De
granito, as raízes cravadas na
TERRA.
De
ferro, as vestes rendadas espelhadas na
ÁGUA
e
os possantes cavalos, galopando outrora,
FOGO
nas
entranhas, bafo quente e negro desflorando o
AR.
Agora,
a galope passa só o tempo.
A
ele se entrega sem constrangimento.
Vestígios
de amor, o ocre das manchas no belo rendado.
A
música cósmica flui na
QUINTA
ESSÊNCIA.
Com
lugar cativo, assiste a bailados no palco dos céus,
miríades
de estrelas dançando lascivas, nas noites de breu.
Até 10 de Janeiro de 2010 esteve patente na Casa da Cultura Manuel Lueiro, em O Grove, Galiza, uma exposição de trabalhos de alunos da galeria Utopia .
Participei com os dois trabalhos anexos; no dia da inauguração tive a agradável surpresa de ver que o cartaz (1mx2m) que anuncia a exposição foi construído com a imagem do 2º quadro.
Quadros na exposição em Grove
Imagem que figura no cartaz
cartaz da exposição em Grove
Livros que publiquei ou em que participei por convite
Livros que publiquei ou em que participei por convite
Há ciência e poesia nas coisas do dia a dia
Tamanho XXS
Quando o mistério se dilui na penumbra
Para mais tarde recordar
Requiem pelo planeta azul
quando o mel escorre nas searas
revista Philos 2017
revista Philos 2014
O bosão do João
Sete Luas
Ciência para meninos em poemas pequeninos
Terras de cieiro
Entre margens
Pelo sistema solar vamos todos viajar..
Ciência para meninos em poemas pequeninos
Breve história da Química
Era uma vez...
Magnetismo...
Reflexões...
Estórias....
Se eu não fosse....
Um poema para Fiama
Os dias do Amor
Uma viagem para Pasárgada
Cancioneiro Infanto- Juvenil...
Fiat Lux
O amor em visita
A Terra de Duas Línguas II.Antologia de Autores Transmontanos
Por longos dias, longos anos, fui silêncio
antologia
Entre o sono e o sonho
Textos on-line
Estão disponíveis on-line: -Magnetismo Terrestre (livro de poesia) -Reflexões e Interferências (livro de poesia) -Estórias com sabor a nordeste (livro de ficção) -Einstein (poema) -Se eu não fosse professora de Física. Algumas reflexões sobre práticas lectivas(didáctica) -Vou-me embora para Pasárgada (conto)
Como todos nós, feita de pó de estrelas, estou apenas de passagem nesta fantástica viagem desde um passado remoto até um futuro ignoto.
(Para saber mais consultar a página CV)