quinta-feira, 8 de setembro de 2016
Em terras do Nordeste ….parte 4
Regresso
ao descritivo das férias..
No
dia 17 fomos jantar a casa da Isabel que tinha uma irmã a passar uns
dias com ela. Um dos petiscos eram peixinhos do “rio” pescados no
profundo lago que cobriu a ribeira de Zacarias, (afluente do Sabor),
que ali corria mas no verão quase secava. A pesca e a caça
foram, noutros tempos, hobbies do meu marido pelo que no dia
seguinte lá estávamos nós.
Estava
apenas um pescador, um senhor extremamente simpático. Vivera em
Angola onde casou com uma senhora dos Cerejais, aldeia do concelho
de Alfândega da Fé. Regressou como “retornado”e arranjou
emprego em Valongo onde trabalhou até à reforma. Nessa altura a
mulher quis regressar às origens. Na impossibilidade de arranjar
casa nos Cerejais foram viver para Sambade, onde uma cunhada lhes
cedeu uma casa.
Veio
para o Nordeste a contragosto mas como sempre teve o hobbie da pesca,
participando inclusivamente em vários concursos, passa os seus dias
junto à albufeira. Entusiasmou o meu marido de tal forma que logo
que pôde foi à Adeganha buscar material. O meu cunhado tinha um
arsenal de pesca que daria para muitos pescadores...
Entretanto
chegou o dia 20. Há meses que andava a ser preparado um almoço da
família Gouveia com origens na Parada.
Envolveram-se
profundamente na pesquisa quatro elementos um deles, Manuel António
Gouveia, meu parente como acontece com muitos Gouveias. Vários
elementos da família Ramos (descendentes do avô materno do meu pai)
ao longo dos tempos foram casando com elementos da família Gouveia.
No caso do primo que acabo de referir, a mãe era Ramos, prima
direita do meu pai e o pai era Gouveia. Há até um episódio triste
nesta ligação entre famílias. Uma irmã da minha avó (Ramos) iria
casar com o avô paterno do meu marido (Gouveia). Era, ao que consta,
uma jovem muito bonita. Tinha um problema grave de coração pelo que
o médico receava que o casamento e eventual maternidade lhe
agravassem muito o estado de saúde. Os meus avós paternos ao tempo
viviam no Porto, pelo que os meus bisavós decidiram que a filha
deveria consultar um especialista.
A
cavalo, sentada numa cadeirinha (não sei se aquela que eu herdei da
minha avó),
o melhor meio de transporte que poderiam usar,
levaram-na até a à estação do Pocinho onde apanhou o comboio que
a levaria ao Porto.
E
a este propósito regresso a Ernestina de Rentes de Carvalho que
refere a viagem até ao Pocinho, desde a sua aldeia que dali dista
menos que a minha.
Como
a ida e volta até à estação do Pocinho eram dois dias e duas
noites...(pag 55)
A minha tia avó, de nome Laurinda, não chegou a consultar
o médico pois morreu pouco tempo após a chegada, possivelmente
devido ao cansaço da viagem.
Nas
feiras a tragédia era cantada. Só sei parte da letra mas segundo consta era mais
ou menos assim
Laurindinha,
Laurindinha
de
tão grande formosura
foi
ao Porto para curar-se
e
voltou para a sepultura
Larindinha,
Laurindinha
o
seu mal não tinha cura
Pr´o
prometido na terra
grande
foi a amargura.
Regresso ao Encontro da Família Gouveia
Durante
a sessão de boas vindas foi sendo apresentada a árvore genealógica
desde o início do século XIX até aos dias de hoje. Seguiram-se a
visita guiada e o almoço que contou com a presença da Presidente da
Câmara e marido.
O
convívio durante o almoço foi-se alongando pelo que, findo o mesmo
seguimos para a Parada onde o encontro terminou.
No
encontro estavam duas amigas de infância, se bem que mais novas,
cuja mãe, professora, e prima direita de umas primas minhas,
completou cem anos há pouco tempo.
Sempre
que as filhas vêm à aldeia, faz questão de vir também embora
tenha problemas de mobilidade. Fui visitá-la no fim do encontro. Já
não a via há bastante tempo. Mal me aproximei uma das filhas
perguntou: Mamã, sabes quem é? Respondeu de imediato “É
a Gininha Sousa”.
É
impressionante a lucidez que mantém.
Regresso
ao almoço. Tinha recebido, há uns tempos, um convite para estar
presente no VI Encontro de Escritores Transmontanos, organizado pela
Poética Editora, com autores editados pela mesma . Entre os autores
previstos para fazerem apresentações de livros estava um de
Bragança, o meu amigo de infância António Afonso. Para além desse
estavam António Sá Gué, um autor de Moncorvo e uma autora Raquel Serejo Martins, também transmontana, que não
conhecia. Conversava com a Presidente da Câmara sobre o referido encontro
quando me disse: Já tinha pensado que é pena haver um encontro
de escritores em Alfândega e não estar nenhum escritor da terra a
apresentar um livro. E como desde há algum tempo a Câmara
andava para editar um livro meu,Terras de Cieiro, decidiu
comunicar com a Editora para ver se poderia ser editado até ao
encontro, mas a editora respondeu que não seria possível. No entanto conseguiu-se uma solução de que falarei na próxima mensagem.
Na
2ª feira, 22, a minha ex-aluna Raquel, médica em Bragança e com
quem gosto sempre de me encontrar, aceitando o convite que lhe fizera
apareceu para almoçar, acompanhada pelo namorado. Já no ano
passado estivemos juntas uma vez na Adeganha, outra na Parada. Chegou
com uma série de mimos entre eles um bolo de maçã, muito saboroso. No fim do almoço tentámos visitar o
Santuário de Santo Antão da Barca, a que me referi já várias vezes
Mas
não pudemos lá chegar pois estavam a empedrar os acessos, obra que
deveria estar pronta até ao dia 3, em que iria ter lugar a festa
quarta-feira, 7 de setembro de 2016
Em terras do Nordeste ….parte 3
Cheguei
à Parada e nova azáfama me esperava, embora menor, pois iria poder
contar com a ajuda da mulher do senhor que toma conta das poucas
terras que ainda temos.
Ainda
de manhã fui dar umas braçaditas na mini piscina onde, todos os
dias, me refrescaria várias vezes ao dia.
O
meu marido chegaria à hora do almoço, uma feijoada que ele traria
de um restaurante de Alfândega, onde teve que passar antes de chegar
à aldeia.
À
tarde telefonei à Isabel, de quem já aqui falei, uma escultora
ainda familiar que vive em França, mas reconstruiu a casa dos avós
e está a reconstruir uma outra que lhe servirá de atelier.
Convidei-a para jantar.
Fizemo-lo
no terraço, como aconteceu quase todos os dias, tendo por cenário o
pôr do Sol.
Como
a propósito de livros se falou em Rentes de Carvalho, disse-me que
estava a ler “Pó, cinza e recordações” e de seguida iria ler
“Ernestina”. Tenho o primeiro mas não o segundo pelo que mo
emprestou. Iria ser uma das minhas leituras…
Começa assim
«Deus criou o mundo em Vila Nova de Gaia, numa tarde quente de Maio em 1930. E eu, quando uns quatro anos depois comecei a observar a Sua criação, não o fiz como seria de esperar, apenas com os olhos que Ele me tinha dado à nascença, mas quase exclusivamente através dum binóculo.»
Algumas das considerações que tece (pag13) sobre um tio avô a que
chamava avô, poderiam ter sido escritas sobre o meu avô (nascido em
1863), que não conheci mas de que irei falar mais adiante.
Ouvi
dizer também que era bom, cumpridor, fiel aos seus amigos(….)Deixou
fama como caçador.(…)
Já
aqui referi que a adega da casa tem sido para mim como uma arca do
tesouro. Por volta de 1995 começámos a explorar o imenso caos ali
existente. Foi assim que descobri, dentro duma mala, um conjunto de
poemas do meu pai que viriam a ser publicados pela Câmara de
Alfândega da Fé
Mas descobri muitas outras coisas,
para mim autênticas preciosidades. Pensei então em fazer uma
espécie de museu para deixar a filhos, netos…
Só
que a tarefa é ciclópica, e como só lhe posso dedicar alguns dias
por ano, avança lentamente. Para além disso, de entre as inúmeras
peças que me aparecem, há muitas cuja função desconheço. Vale-me
o meu marido que as conhece ou se as não conhece, as vai analisando
com toda a sua minúcia de arquiteto e acaba por lhes adivinhar a
função que mais tarde confirma junto de algumas “entendidos” da
aldeia.
Este
ano decidiu ajudar-me pelo que começámos a tarefa de organizar as
ferramentas.
As
peças mais bonitas são as de carpintaria. Que eu saiba, não tive
nenhum carpinteiro na família mas o meu avô, nas horas de lazer lia
ou fazia peças em madeira: cadeirinhas para os filhos, uma estante,
um porta lápis e canetas, que tenho na minha casa do Porto, etc
À
medida que vamos organizando as peças, segue-se a tarefa de as
limpar, que sobra para mim... Logo na primeira peça que limpava,
uma plaina, deparei com as iniciais do meu avô...Mais tarde foi a
vez de um serrote...
O
meu avô não era da Parada mas de uma aldeia vizinha, Sendim da
Ribeira. Não gostava das lides de lavoura pelo que ingressou na
Guarda Fiscal. Já no posto de 1º cabo escolheu para casar, a
minha avó, natural da Parada, mas o meu bisavô, lavrador
razoavelmente abastado, de início não se entusiasmou. Não
percebe nada de lavoura, tem boas terras na aldeia mas pouco
trabalhadas… Tinha no entanto algumas caraterísticas que
agradavam ao meu bisavô, nomeadamente alguma cultura (lia bastante,
assinava o jornal, escrevia muito bem...) que o tornavam diferente de
quase todos os candidatos à mão da filha, lavradores mais abastados
mas que, terminada a escola,nunca mais tinham pegado num livro e
nunca tinham lido um jornal. Começou a sua carreira no Porto onde
nasceram 3 dos 9 filhos e ali, tal como o “avô” de Rentes de
Carvalho, comandou o posto da Guarda Fiscal, na Alfândega. Tinham
ainda em comum o gosto pela leitura
Fanático
como era da leitura (…)in Ernestina, pag 58.
Não conheci os meus avós mas, tal como o avô de Rentes de Carvalho, também o meu avô terá sido um excelente caçador.
Não conheci os meus avós mas, tal como o avô de Rentes de Carvalho, também o meu avô terá sido um excelente caçador.
terça-feira, 6 de setembro de 2016
Em terras do Nordeste ….parte 2
A
semana seguinte foi de uma azáfama tremenda. Era preciso ensaiar
uma peça de teatro e filmá-la a seguir para, tal como no ano
anterior, ser projetada na TV como se fosse um filme.
Desta
vez a Rita decidiu imaginar e filmar pequenos anúncios de filmes,
“supostamente”em cartaz. Estes antecederiam a apresentação da
peça
Briosa
como é, desesperava sempre que os atores(irmão e primos) levavam
pouco a sério o papel.
O
tempo fugia veloz e ela, lágrimas nos olhos, dizia: Não vamos
conseguir a tempo…
Mas
conseguimos.
Entretanto,
no dia 26, alegando que precisavam de ensaiar, fecharam-se numa sala
e não me deixavam entrar. Ao jantar fizeram-nos uma surpresa.
Brindaram-nos com textos e desenhos. Era o Dia dos Avós...
Eis o trabalho da mais pequenina...
Na
sexta, 29, chegariam filhos e noras. O espetáculo ficou pronto a
tempo e foi apresentado mas por o filme tem 1,5 G não consigo mostrá-lo aqui
No
dia 30 fomos à praia fluvial da Foz do Sabor
http://turismovirtual.amdourosuperior.com/pt/microsite/poi/542/praia-cais-fluvial-da-foz-do-sabor,
e almoçámos
num restaurante castiço, Lameirinho, onde apenas servem peixes do
rio
http://turismovirtual.amdourosuperior.com/pt/microsite/poi/242/restaurante-o-lameirinho
Ao
fim do dia fomos à piscina de Moncorvo
http://dourovalley.eu/poi?id=1268
onde
todos, em especial os mais pequenos, passámos um fim de tarde
fantástico. À noite participámos num jantar organizado na aldeia
para celebrar os 25 anos da associação cultural e recreativa e
simultaneamente angariar fundos para poderem ampliar as suas
atividades. A aldeia é muito pequenina pelo que me surpreendeu esta
iniciativa. Foi muito agradável pois permitiu o convívio com as
pessoas que ali habitam e com outras que ali vão só de férias.
Dia 31, filhos, noras e netos foram ao aquafixe
Dia 31, filhos, noras e netos foram ao aquafixe
Após
o fim de semana os adultos regressariam ao Porto, exceto o meu filho
mais velho. A mulher regressaria no dia 3. No dia 4 foram com os
filhos a Miranda do Douro onde fizeram um passeio de barco, Douro
acima. Como eram quatro, já não podiam levar os sobrinhos e para os
compensar fomos passar o dia à minha aldeia onde preparámos a
piscina ( o antigo lagar de vinho que existia em minha casa) em que
os miúdos se deliciaram.
Casal
e filhos partiriam dia 5 rumo a outras férias, no mesmo dia em que
chegaram, ao fim da tarde, o meu outro filho, a mulher e o David, um
coleguinha do José.
No
dia 6 ao fim a tarde, o casal foi com os filhos e o David, à
piscina de Moncorvo, No dia 7 o meu filho decidiu fazer um baloiço,
tarefa que teve que interromper a meio da tarde para levar a minha
nora ao Pocinho onde apanharia o comboio para o Porto. Precisava de
trabalhar no projeto de investigação em que está envolvida.
Após o jantar mostrámos ao David o filme com a nossa peça de teatro. Ficou entusiasmadíssimo e perguntou-me. Podemos fazer outro espetáculo idêntico? Começámos de imediato a trabalhar as propostas que os os três iam sugerindo, fizeram-se as filmagens e o meu filho ficou de fazer a montagem logo que pudesse. O David não cabia em si de contente. Tudo se passa numa academia com várias vertentes, uma escola de dança, atividades de parkour (que nocartaz ficou com c em vez de k...), capoeira, etc
Deixo duas fotos
Entretanto o meu filho concluiria o baloiço
Após o jantar mostrámos ao David o filme com a nossa peça de teatro. Ficou entusiasmadíssimo e perguntou-me. Podemos fazer outro espetáculo idêntico? Começámos de imediato a trabalhar as propostas que os os três iam sugerindo, fizeram-se as filmagens e o meu filho ficou de fazer a montagem logo que pudesse. O David não cabia em si de contente. Tudo se passa numa academia com várias vertentes, uma escola de dança, atividades de parkour (que nocartaz ficou com c em vez de k...), capoeira, etc
Deixo duas fotos
Entretanto o meu filho concluiria o baloiço
Dia
9 regressaram ao Porto, pois seguir-se-ia um período de férias no
Algarve. Preparei-lhes um pic -nic para fazerem em Carrazeda de
Ansiães. Começaram por visitar o Museu
da Memória Rural em
Vilarinho da Castanheira
http://www.cm-carrazedadeansiaes.pt/pages/294
que acharam muito interessante
e
terminaram o dia na piscina http://dourovalley.eu/poi?id=1161.
Chegaram ao Porto já
noite.
Dia
10, uma nova azáfama...Lavar as roupas de cama e não só e preparar
as tralhas pois dia 11 rumaríamos para a Parada.
Dia
11 parti logo cedo com o jipe. O meu marido partiria mais tarde pois
ficou a ultimar algumas coisas que tinha para fazer.
segunda-feira, 5 de setembro de 2016
Em terras do Nordeste …. parte 1
Regresso ao Blogue após mês e meio de ausência...
Desde
que o meu marido herdou a casa de família, que pertencera ao
irmão, as nossas férias de verão começam em Adeganha (Moncorvo)
onde
passamos cerca de 3 semanas e terminam na minha aldeia, Parada(Alfândega da Fé),
onde passamos igual período de tempo. A ordem tem que ser esta pois
a 25 de julho há festa na Parada e o barulho é insuportável
durante duas semanas, a que antecede a festa e a que lhe sucede...
Partimos do Porto no dia 21 de julho, com os dois netos “rapazes” e o gato.
Quando
os filhos eram pequenos, estas viagens eram “tenebrosas”. Saíamos
de Porto ainda de manhã, fazíamos algumas paragens pois as inúmeras
curvas provocavam enjoos, especialmente nas crianças, e chegávamos
muitas vezes ao fim do dia. Agora são apenas duas horas, se se
cumprirem os limites de velocidade...
Logo
que se chega é a agitação do costume: descarregar o carro, arrumar
as “tralhas” preparar as refeições, os quartos. Os pequenos
foram ajudando, por entre uns chutos na bola, no curral (pátio onde,
noutros tempos, circulavam animais (cavalos, bois, muares, galinhas,
perus, porcos,etc) a caminho das “lojas”, capoeiras, etc.
Ao
fim do dia fizemos um mapa com o planeamento das atividades ao longo
de cada dia (uso do tablet, leitura, televisão, jogos de tabuleiro,
atividade física, ensaios para o teatro, passeio pela aldeia, etc).
Perto de nossa casa vive uma senhora que por vezes me ajuda nas
limpezas da casa e costuma ter cachorrinhos, pelo que os passeios
incluíam sempre uma visita aos mesmos.
O
mapa ficou afixado para facilmente ser consultado.
No
dia seguinte fomos abastecer-nos na aldeia de Cardanha, a 2km da
Adeganha pois nesta (aldeia muito bonita mas muito pequena) não há
qualquer loja. Aproveitámos para almoçar no restaurante anexo ao
supermercado e regressámos a casa.
As
atividades decorreram mais ou menos de acordo com o planeamento e
digo mais ou menos porque, se me descuidava, o tempo do tablet era
logo excedido…
No
sábado chegaram filhos, noras e as duas netas.
Nesse
mesmo dia montaram a piscina insuflável. Pequenina, faria no entanto
a delícia dos mais novos, nos dias quentes com que o verão nos
brindou foto.
À
tarde, o meu marido e o meu filho mais velho foram buscar o jipinho
que temos na Parada pois como iríamos ficar com os quatro netos, eu
precisava de ficar também com um carro. O espetáculo com que
depararam deixou-me arrepiada, apesar de só o ter visto em
foto...….
Terminado
o fim de semana, em que o Nuno fez uma baliza para as crianças
jogarem futebol, os adultos regressariam ao Porto.
O cartaz que se vê na imagem foi temporariamente colocado durante as filmagens de uma outra peça de teatro de que falarei mais tarde.
O cartaz que se vê na imagem foi temporariamente colocado durante as filmagens de uma outra peça de teatro de que falarei mais tarde.
quinta-feira, 21 de julho de 2016
Se eu tivesse tido tempo…
Sinto pena de não ter tempo para escrever mais, como tinha quando iniciei o blogue. Sinto pena também de não estar a ser fiel ao objetivo a que me propus."um blogue onde a ciência, a música, a literatura e a arte em geral andam de mãos dadas..."
Se
eu tivesse tido tempo teria feito
referência a este poema de Armando Silva Carvalho “postado” a 8
de Julho por Ângelo Miguel Pessoa Alves in de Rerum Natura
http://dererummundi.blogspot.pt/2016/07/armando-silva-carvalho-sombra-do-mar.html
Enrolado
pelas nuvens duma eternidade,
debruado
pelas franjas de catástrofes cósmicas,
soletrado
numa lentidão de milénios pela voz sintetizada e virtual
de
Stephen Hawking,
podes
tu alguma vez imaginar todo o espectro poético
da
explosão do campo de Higgs?
100 000
milhões de gigaelectrões-volts não são bastantes
para
tornar metastável
o
campo desse senhor dos buracos negros,
e
fazer dele
uma
bolha de vácuo.
Tudo
à velocidade da luz, é claro, que a partícula de deus
não
é um caracol que vá deslizar
a
sua vegetal e mansa paciência pelas folhas
do
universo.
Mas
a criatura irónica, imobilizada,
esse
génio oráculo que fala através dos músculos da face,
esse
cérebro de engenhos que desdenham deus,
concentra
no seu sorriso um fulgor natural,
talvez
o único,
e
pretende, diz ele, seduzir as enfermeiras
com
o sotaque do texas que lhe sai da máquina falante.
É
um riso de fichas virtuais, e as meninges tremem
entre
placas, galáxias, anjos megalómanos, funcionários divinos,
engenheiros
do eterno e promotores da vida futura
na
imensidão devoluta dos planetas.
Abençoado
profeta, só eu não sei por que deuses,
fruto
absurdo das matemáticas dos tempos,
és
o trânsfuga da história
a
imagem ambulatória do belo, próxima verdade de nós,
futuro
reprodutor do universo.
Se
eu tivesse tido tempo
não teria deixado de fazer referência a mais um sucesso
na exploração do espaço.
A
sonda Juno, da Nasa, finalmente chegou a Júpiter, seu destino final.
Ela
irá orbitar o planeta e obter
dados inéditos para a equipe na Terra. A sonda de quatro toneladas,
não tripulada, foi lançada pela agência espacial americana em 5 de
agosto de 2011,com o propósito de estudar a formação e composição
do planeta. Durante a aproximação da sonda já foi possível captar
diversas imagens e sons
do gigante gasoso.
A
propósito de Júpiter deixo um excerto do meu livro para os mais pequenos Pelo sistema solar vamos todos viajar
E
a propósito de Júpiter e Io, a obra Júpiter
e Io de Correggio
(1489-1534),
pintura
que se encontra atualmente no Museu
de História da Arte em Viena
A
pintura é dedicada à história de Io, uma sacerdotisa de Hera,
conforme relatado nas Metamorfoses,
o poema épico mitológico de Ovídio:
enamorado dela, mas temeroso do ciúme da sua esposa Juno,
Júpiter fez cair uma espessa neblina sobre a terra e seduziu a
rapariga encantadora
E
ainda a propósito de Júpiter um excertos da sinfonia “Os
Planetas” de Holst
Se
eu tivesse tido tempo
teria feito referência ao concerto a que assisti na
Fundação Manuel António da Mota no dia 15.
Deixo
um dos temas ali interpretado
https://www.youtube.com/watch?v=n81JA6xSbcs
Se
eu tivesse tido tempo
teria feito referência ao bailado O Corsário, no dia
16, no Coliseu e em que as minhas duas netas participaram
Se eu tivesse tido tempo, em vez desta mensagem longa teria provavelmente escrito várias mensagens mais curtas
Mas
o tempo, que por vezes se arrasta, na maior parte das vezes por vezes
voa...Termino
com David Mourão-Ferreira
https://www.youtube.com/watch?v=xb60diwkPQU
Parto daqui a pouco para férias e só devo regressar em Setembro. Quando tiver oportunidade e rede, darei notícias. Boas férias para todos
Parto daqui a pouco para férias e só devo regressar em Setembro. Quando tiver oportunidade e rede, darei notícias. Boas férias para todos
quinta-feira, 7 de julho de 2016
Breves ....
Começo pela notícia mais "séria".Há dias, a minha nora Fátima, cientista, deu uma entrevista ao Porto Canal. Pode ser seguida aqui
Este ano não tive oportunidade de ir com os netos ver cascatas, nem tão pouco fizemos a nossa porque todos estiveram fora no S. João. Mas na Rua da Constituição, bem perto de minha casa, numa loja de instrumentos musicais (e não só) que é simultaneamente uma escola de música, não pude deixar de fotografar as montras, onde de uma forma extremamente simples estavam montadas uma cascata e uma outra alusão ao S. João, usando cartão pintado e bonecos feitos do mesmo material
Na semana passada, bem como na anterior, o José frequentou uma série de atividades no CDUP. O encerramento foi sexta feira e fui assistir.Aqui ficam imagens
No sábado e tal como já anunciara, decorreu na Casa das Artes o Concerto do Sol 2016. De manhã foi o ensaio geral e à noite o espetáculo que decorreu com a organização impecável que a Teclarte consegue manter.
Logo na 3ª intervenção a minha neta Marta (5 anos) e mais 4 crianças tocaram,em teclados, um pequeno excerto de Can´t Help Falling in Love que podemos ouvir abaixo, na Voz de Elvis Presley
(https://www.youtube.com/watch?v=vGJTaP6anOU)
Quase
a finalizar, o meu neto e mais seis pessoas, entre elas eu mesma,
tocámos em ukulele,
Gonna
build a mountain
(sob o título Carpe Diem), acompanhados pelo coro, e que podemos
ouvir abaixo, na voz de Matt Monro
(https://www.youtube.com/watch?v=vKl_p6d0nCk)
Na terça feira passada, a minha neta Marta que no próximo ano letivo vai iniciar o 1º ano (1ºciclo), foi prestar provas de acesso ao Conservatório. Caso seja selecionada ( o que é altamente improvável), terá ensino integrado. Para mim será um pouco complicado pois não tenho autocarro direto para lá e estacionar ali o carro é quase impossível...
Foi tocar precisamente o excerto que tocara no Concerto do Sol e, segundo ela, os "avaliadores" disseram que tinha tocado muito bem.
Enquanto esperávamos fez amizade com uma outra menina. Aqui as duas a desenharem
Encontrei lá, também com um neto, uma colega e amiga que já não via há alguns anos. Foi muito bom.
E a propósito da minha neta Marta, consegui uma "proeza". Fui com ela para a piscina, sem bóias nem braçadeiras e comecei a afastar-me na água, de modo a que ela tentasse alcançar-me. Passado pouco tempo já atravessava a piscina segundo a menor dimensão e ontem já fez toda a piscina, sempre ao longo da parede, segurando-se de vez em quando, mas sem qualquer outra ajuda.
Todos ficámos muito satisfeitos mas creio que a maior satisfação foi mesmo a dela que dizia "estou tão feliz,,.."
Como estava sempre atenta a ela, nem me lembrei de filmar. Mas vou fazê-lo em breve.
Esta semana tenho tido comigo o José a Rita e ao fim do dia,o Bernardo e algumas vezes a Marta.
Será assim até ao dia 20 em que devemos ir para Trás-os-Montes. Antes disso, no dia 16, teremos o espetáculo de ballet em que participam a Rita (já com 11 anos de preparação) e a Marta que iniciou em 2014/2015.
O bailado "O corsário" será apresentado no Coliseu, no próximo dia 16
E a pensar nas férias em Trás-os-Montes já estamos a preparar o nosso espetáculo de teatro,...
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