Bem-vindo, bienvenido, bienvenu, benvenuto, welcome....


Silêncio cósmico

Pudera eu regressar ao silêncio infinito,

ao cosmos de onde vim.

No espaço interestelar, vazio, negro, frio,

havia de soltar um grito bem profundo

e assim exorcizar todas as dores do mundo.

Regina Gouveia

ERRO AO ABRIR

Por razões que desconheço, o blog deixou de abrir na página inicial. Agradeço que "cliquem" nesta para aceder às mensagens.
Obrigada pela compreensão

sábado, 14 de abril de 2012

Estar vivo...




Diz Pablo Neruda que  estar vivo exige um esforço muito maior do que o simples acto de respirar.

> Morre lentamente quem não viaja,
> Quem não lê,
> Quem não ouve música,
> Quem destrói o seu amor-próprio,
> Quem não se deixa ajudar.
>
> Morre lentamente quem se transforma escravo do hábito,
> Repetindo todos os dias o mesmo trajecto,
> Quem não muda as marcas no supermercado,
> não arrisca vestir uma cor nova,
> não conversa com quem não conhece.
>
> Morre lentamente quem evita uma paixão,
> Quem prefere O "preto no branco"
> E os "pontos nos is" a um turbilhão de emoções indomáveis,
> Justamente as que resgatam brilho nos olhos,
> Sorrisos e soluços, coração aos tropeços, sentimentos.
>
> Morre lentamente quem não vira a mesa quando está infeliz no trabalho,
> Quem não arrisca o certo pelo incerto atrás de um sonho,
> Quem não se permite,
> Uma vez na vida, fugir dos conselhos sensatos.
>
> Morre lentamente quem passa os dias queixando-se da má sorte ou da Chuva
> incessante,
> Desistindo de um projecto antes de iniciá-lo,
> não perguntando sobre um assunto que desconhece
> E não respondendo quando lhe indagam o que sabe.
>
> Evitemos a morte em doses suaves,
> Recordando sempre que estar vivo exige um esforço muito maior do que o
> Simples acto de respirar.
> Estejamos vivos, então!»

>
> Pablo Neruda
       
Ouçamos o poema em castelhano,  língua do autor


E a propósito deste poema reflitamos sobre a “filosofia” de George Carlin aos 102 anos



Por fim, a obra Senecio de paul Klee, um dos pintores de que mais gosto

"Senecio" (Homem velho) – 1922 é uma das obras mais famosas do pintor suíço Paul Klee. Nela, o rosto humano surge esquematizado, dividido em retângulos pelo uso da cor. Por outro lado, vários quadrados estão contidos num círculo representando a face com máscara e mostrando a face multicolorida de um arlequim.
O retrato do artista Senecio pode ser considerado um símbolo da mudança da relação entre a arte, ilusão e o mundo do drama. "Levar uma linha a passear" era como Klee descrevia seu estilo único, inspirado por uma paixão pela música e um interesse pelos sonhos e as incongruências do subconsciente, combinando inocência com sofisticação.
A obra integra o acervo do Museu de Arte de Basiléia.



3 comentários:

  1. Já tinha lido os conselhos que enviaste por email....concordo com eles, assim como com o Pablo Neruda...ainda hoje estive a ver uma série da BBC que pirateei e que é baseado nas memórias dum escritor, prestes a morrer e a rever tudo o que foi a sua vida. Pena não as darem cá na nossa TV, são inegualáveis.
    Envelhecer é quando o corpo já não quer viver...e a alma continua a sonhar alto.

    Bom fim de semana

    ResponderEliminar
  2. Que bonita definição de envelhecer...
    Bjs
    Regina

    ResponderEliminar
  3. Já conhecia o poema de Neruda e o video sobre a filosofia de George Carlin. Concordo com tudo. Mas sinto que começamos realmente a envelhecer quando nos apercebemos de que nos falha o tempo para concretizarmos a efetivação dos nossos ideais, e ainda quando começamos a ter saudades das pessoas que amamos e nunca mais veremos(saudades de um tempo que ainda não aconteceu).

    Um beijo grande, Regina.

    ResponderEliminar