Bem-vindo, bienvenido, bienvenu, benvenuto, welcome....


Silêncio cósmico

Pudera eu regressar ao silêncio infinito,

ao cosmos de onde vim.

No espaço interestelar, vazio, negro, frio,

havia de soltar um grito bem profundo

e assim exorcizar todas as dores do mundo.

Regina Gouveia

sexta-feira, 20 de dezembro de 2013

O ROUBO DO PRESENTE

O roubo do presente é o título de um texto de José Gil,  que podem ler aqui
"Nunca uma situação se desenhou assim para o povo português: não ter futuro, não ter perspectivas de vida social, cultural, económica, e não ter passado porque nem as competências nem a experiência adquiridas contam já para construir uma vida. Se perdemos o tempo da formação e o da esperança foi porque fomos desapossados do nosso presente. Temos apenas, em nós e diante de nós, um buraco negro. O «empobrecimento» significa não ter aonde construir um fio de vida, porque se nos tirou o solo do presente que sustenta a existência. O passado de nada serve e o futuro entupiu. O poder destrói o presente individual e coletivo de duas maneiras: sobrecarregando o sujeito de trabalho, de tarefas inadiáveis, preenchendo totalmente o tempo diário com obrigações laborais; ou retirando-lhe todo o trabalho, a capacidade de iniciativa, a possibilidade de investir, empreender, criar. Esmagando-o com horários de trabalho sobre-humanos ou reduzindo a zero o seu trabalho. O Governo utiliza as duas maneiras com a sua política de austeridade obsessiva: por exemplo, mata os professores com horas suplementares, imperativos burocráticos excessivos e incessantes: stresse, depressões, patologias border-/ine enchem os gabinetes dos psiquiatras que os acolhem. É o massacre dos professores. Em exemplo contrário, com os aumentos de impostos, do desemprego, das falências, a política do Governo rouba o presente de trabalho (e de vida) aos portugueses (sobretudo jovens). O presente não é uma dimensão abstracta do tempo, mas o que permite a consistência do movimento no fluir da vida. O que permite o encontro e a intensificação das forças vivas do passado e do futuro - para que possam irradiar no presente em múltiplas direcções. Tiraram-nos os meios desse encontro, desapossaram-nos do que torna possível a afirmação da nossa presença no presente do espaço público. Actualmente, as pessoas escondem-se, exilam-se, desaparecem enquanto seres sociais. O empobrecimento sistemático da sociedade está a produzir uma estranha atomização da população: não é já o «cada um por si», porque nada existe no horizonte do «por si». A sociabilidade esboroa-se aceleradamente, as famílias dispersam-se, fecham-se em si, e para o português o «outro» deixou de povoar os seus sonhos - porque a textura de que são feitos os sonhos está a esfarrapar-se. Não há tempo (real e mental) para o convivio. A solidariedade efectiva não chega para retecer o laço social perdido. O Governo não só está a desmantelar o Estado social, como está a destruir a sociedade civil. Um fenómeno, propriamente terrível, está a formar-se: enquanto o buraco negro do presente engole vidas e se quebram os laços que nos ligam às coisas e aos seres, estes continuam lá, os prédios, os carros, as instituições, a sociedade. Apenas as correntes de vida que a eles nos uniam se romperam. Não pertenço já a esse mundo que permanece, mas sem uma parte de mim. O português foi expulso do seu próprio espaço continuando, paradoxalmente, a ocupá-lo. Como um zombie: deixei de ter substância, vida, estou no limite das minhas forças - em vias de me transformar num ser espectral. Sou dois: o que cumpre as ordens automaticamente e o que busca ainda uma réstia de vida para os seus, para os filhos, para si. Sem presente, os portugueses estão a tornar-se os fantasmas de si mesmos, à procura de reaver a pura vida biológica ameaçada, de que se ausentou toda a dimensão espiritual. É a maior humilhação, a fantomatização em massa do povo português. Este Governo transforma-nos em espantalhos, humilha-nos, paralisa-nos, desapropria­-nos do nosso poder de acção. É este que devemos, antes de tudo, recuperar, se queremos conquistar a nossa potência própria e o nosso país."
Ao ler este texto lembrei-me de um poema de Manuel Alegre que aqui deixo na voz de Manuel Freire


Não há machado que corte 
a raiz ao pensamento
não há morte para o vento 
não há morte
Se ao morrer o coração 
morresse a luz que lhe é querida 
sem razão seria a vida 
sem razão
Nada apaga a luz que vive 
num amor num pensamento 
porque é livre como o vento 
porque é livre


terça-feira, 17 de dezembro de 2013

A todos um Bom Natal

A todos um Bom Natal





Uma das letras de Eu hei-de ir ao Presépio (,Natal de Elvas) uma canção de Natal de que gosto muito.


Eu hei-de m'ir ao presépio
A assentar-me num cantinho
A ver com'o Deus Menino
Nasceu lá tão pobrezinho.

Ó meu Menino Jesus,
Que tendes, por que chorais?
Deu-me minha mãe um beijo,
Choro por que me dê mais.

O Menino chora, chora,
Chora por muita razão:
Fizeram-lhe a cama curta
Tem os pezinhos no chão.

A propósito de presépios  deixo a imagem de um presépio de Júlia Ramalho que podem ver aqui, entre muitos

E por falar de Júlia Ramalho, estive anteontem com ela, na feira de artesanato, na Praça D. João I. Conheci-a quando dei aulas em Barcelos (tinha 21 anos e ela também). Um dia fui visitar o "atelier" de Rosa Ramalho, em Galegos e ali comprei várias peças da conhecida artesã com quem tive o privilégio de conversar durante muito tempo (Rosa Ramalho era uma óptima conversadora). Júlia trabalhava já com a avó mas creio que ainda não produzia peças suas. Anteontem fui ao seu "stand" e conversei com ela. Infelizmente está bastante doente. Adquiri uma das suas peças que já figura na minha estante, ao lado das da avó.

terça-feira, 10 de dezembro de 2013

De um gesto bonito a atuações antiéticas


De um gesto bonito....


Tudo aconteceu durante as cerimónias fúnebres de Nelson Mandela, no estádio Cidade do Futebol, no Soweto, em Joanesburgo.
Barack Obama estendeu, sem hesitar, a mão para cumprimentar Raúl Castro . 


a atuações antiéticas...

Vejam o vídeo 

Gustav Mahler

A passagem do século XIX para o XX foi marcada por mudanças substanciais na cultura, ciências e artes da Europa. A era das vanguardas artísticas, que tornou as artes plásticas independentes da necessidade de representação fiel da natureza, abriu espaço para o cubismo com Picasso e o surrealismo com Dalí; o simbolismo na literatura tomou lugar da tradição romântica de descrições minuciosas e abriu espaço para metáforas poéticas, subjetivas; James Clerk Maxwell, Max Planck e Albert Einstein revolucionam a física com modelos de comportamento atômico que ultrapassavam a mecânica newtoniana, e o mundo conheceu a relatividade do espaço e do tempo; Sigmund Freud descobre a importância fundamental da psiquê em nossas vidas, o sutil limite entre o consciente e o inconsciente, inaugurando a psicologia como ciência; os irmãos Lumière inventam o cinema e George Eastman faz da fotografia uma arte popular; Gottlieb Daimler e Karl Benz inventam o automóvel. 
Dentro de tão rico cenário, a música também gerou representantes destas profundas transformações de consciência, tendo como porta-voz o compositor austríaco Gustav Mahler (1860-1911), uma das personalidades mais marcantes e influentes do cenário musical europeu na virada do século

A mensagem de hoje é dedicada a Mahler. Na passada 6ª feira  assisti na Casa da Música, a  um concerto comemorativo dos 105 anos de Manoel de Oliveira, que estava presente. Foi apresentada  a 9ª sinfonia de Mahler.

A Nona Sinfonia é(...)uma obra extremamente compensadora: A liberdade exterior e interior que Mahler experimentou nesta fase permitiu –lhe  olhar a música de maneira totalmente nova e explorar novos horizontes. Uma narrativa de subjetividade ímpar, absolutamente poética, permeada por combinações sutis e geniais de timbres diversos, ritmo dissolvido (no primeiro e no último movimento), harmonias etéreas, e ainda retomando temas de todas as suas sinfonias precedentes, de maneira implícita, mas como que fazendo um grande balanço da sua obra. O último movimento é uma reafirmação do final da canção da Terra, mas só instrumental. O maestro Bruno Walter via, neste movimento, o último finale que Mahler completou, "uma atmosfera de transfiguração, apoiada pela singular transição entre o lamento da despedida e a visão radiante do Paraíso".

Entretanto tinham-me oferecido dois convites para o dia seguinte, também na Casa da Música, às 18h. O concerto era o mesmo mas fui  pois não ia perder a oportunidade de ouvir novamente a 9ª de Mahler..
Deixo o segundo  e o quarto andamento

Como referi, o concerto de sexta feira foi dedicado a Manoel de Oliveira.
Aqui deixo um texto do catálogo, da autoria de José Luis Borges Coelho



E a terminar, um filme de Manoel de Oliveira , um documentário sobre a cidade do Porto através das aguarelas do pintor António Cruz, de  que deixo algumas imagens





sexta-feira, 6 de dezembro de 2013

Invictus

Invictus é um pequeno poema do poeta Inglês William Ernest Henley (1849-1903). Ele foi escrito em 1875 e publicado pela primeira vez em 1888.Nelson Mandela, citou-o como fonte de inspiração durante seu tempo na prisão.

SOB O MANTO DA NOITE QUE ME COBRE,
NEGRO COMO AS PROFUNDEZAS DE UM POLO A OUTRO,
EU AGRADEÇO A TODOS OS DEUSES
POR MINHA ALMA INVENCÍVEL!

NAS GARRAS FEROZES DAS CIRCUNSTÂNCIAS,
NÃO ME ENCOLHI NEM DERRAMEI MEU PRANTO.
GOLPEADO PELO DESTINO
MINHA CABEÇA SANGRA,
MAS NÃO SE CURVA.

LONGE DESTE LUGAR DE IRA E LÁGRIMAS
SÓ ASSOMA O LOUVOR DAS SOMBRAS
AINDA ASSIM, A AMEAÇA DOS ANOS ME ENCONTRA
E ME ENCONTRARÁ SEMPRE
DESTEMIDO!

POUCO IMPORTA QUÃO ESTREITA SEJA A PORTA
QUÃO PROFUSA EM PUNIÇÕES SEJA A LISTA
SOU O SENHOR DO MEU DESTINO!
SOU O CAPITÃO DA MINHA ALMA!

O poema é referido também neste vídeo

Nelson Mandela terá dito um dia:

A morte é inevitável. Quando um homem fez o que considera seu dever para com seu povo e seu país, pode descansar em paz.

Nelson Mandela um dos maiores vultos da Humanidade, pode assim descansar em paz


São atribuídas a este HOMEM essencialmente bom, tolerante  e corajoso os excertos que seguem:

Não se é amado porque se é bom. É-se  bom porque se é amado

Aprendi que a coragem não é a ausência do medo, mas o triunfo sobre ele. O homem corajoso não é aquele que não sente medo, mas o que vence esse medo.

A educação é a arma mais poderosa para mudar o mundo

Sonho com o dia em que todos compreenderão que foram feitos para viverem como irmãos.


(excertos do discurso de posse em 10 de maio de 1994)

"Chegou o momento de construir".
            Hoje, através da nossa presença aqui e das celebrações que têm lugar noutras partes do nosso país e do mundo, conferimos glória e esperança à liberdade recém-conquistada.
Da experiência de um extraordinário desastre humano que durou demais, deve nascer uma sociedade da qual toda a humanidade se orgulhará.
Os nossos comportamentos diários como sul-africanos comuns devem dar azo a uma realidade sul-africana que reforce a crença da humanidade na justiça, fortaleça a sua confiança na nobreza da alma humana e alente as nossas esperanças de uma vida gloriosa para todos.
Devemos tudo isto a nós próprios e aos povos do mundo, hoje aqui tão bem representados.
Sem a menor hesitação, digo aos meus compatriotas que cada um de nós está tão intimamente enraizado no solo deste belo país como estão as célebres jacarandás de Pretória e as mimosas dobushveld.
De cada vez que tocamos no solo desta terra, experimentamos uma sensação de renovação pessoal. O clima da nação muda com as estações.
Uma sensação de alegria e euforia comove-nos quando a erva se torna verde e as flores desabrocham.
Esta união espiritual e física que partilhamos com esta pátria comum explica a profunda dor que trazíamos no nosso coração quando víamos o nosso país despedaçar-se num terrível conflito, quando o víamos desprezado, proscrito e isolado pelos povos do mundo, precisamente por se ter tornado a sede universal da perniciosa ideologia e prática do racismo e da opressão racial.
Nós, o povo sul-africano, sentimo-nos realizados pelo facto de a humanidade nos ter de novo acolhido no seu seio; por nós, proscritos até há pouco tempo, termos recebido hoje o privilégio de acolhermos as nações do mundo no nosso próprio território(...)
(...)Apreciamos sinceramente o papel desempenhado pelas massas do nosso povo e pelos líderes das suas organizações democráticas políticas, religiosas, femininas, de juventude, profissionais, tradicionais e outras para conseguir este desenlace. O meu segundo vice-presidente o distinto F.W. de Klerk, é um dos mais eminentes.
Chegou o momento de sarar as feridas.
Chegou o momento de transpor os abismos que nos dividem.
Chegou o momento de construir.
Conseguimos finalmente a nossa emancipação política. Comprometemo-nos a libertar todo o nosso povo do continuado cativeiro da pobreza, das privações, do sofrimento, da discriminação sexual e de quaisquer outras.
Conseguimos dar os últimos passos em direção à liberdade em condições de paz relativa. Comprometemo-nos a construir uma paz completa, justa e duradoura.
Triunfámos no nosso intento de implantar a esperança no coração de milhões de compatriotas. Assumimos o compromisso de construir uma sociedade na qual todos os sul-africanos, quer sejam negros ou brancos, possam caminhar de cabeça erguida, sem receios no coração, certos do seu inalienável direito a dignidade humana: uma nação arco-íris, em paz consigo própria e com o mundo(...).
(...)Dedicamos o dia de hoje a todos os heróis e heroínas deste país e do resto do mundo que se sacrificaram de diversas formas e deram as suas vidas para que nós pudéssemos ser livres.
Os seus sonhos tornaram-se realidade. A sua recompensa é a liberdade.
Sinto-me simultaneamente humilde e elevado pela honra e privilégio que o povo da África do Sul me conferiu ao eleger-me primeiro Presidente de um governo unido, democrático, não racista e não sexista.
Mesmo assim, temos consciência de que o caminho para a liberdade não é fácil.
Sabemos muito bem que nenhum de nós pode ser bem-sucedido agindo sozinho(...)
Nunca, nunca e nunca mais voltará esta maravilhosa terra a experimentar a opressão de uns sobre os outros, nem a sofrer a humilhação de ser a escória do mundo.
Que reine a liberdade.
O sol nunca se porá sobre um tão glorioso feito humano.
Que Deus abençoe África!


Aos 94 anos, foi  homenageado com uma escultura de aço e concreto que reproduz o seu rosto.
A efígie foi instalada na cidade de Howick, zona rural da África do Sul, no lugar exato onde Mandela foi preso, pouco depois de fundar o braço armado do Congresso Nacional Africano (CNA).
Consiste em 50 placas de aço, com 10 metros de altura cada, cortadas a laser e inseridas na paisagem. Num ponto específico de observação, a visão em perspectiva das colunas surpreende ao assumir a imagem de Nelson Mandela. O escultor é Marco Cianfanelli, de Joanesburgo, que estudou Belas-Artes em Wits University.
A parte frontal da escultura é um retrato de Mandela com barras verticais que representam sua prisão”, disse Ciafanelli e acrescentando: “Quando alguém caminha ao longo da escultura, esta irradia um raio de luz, o que simboliza o levante político de muitas pessoas e a solidariedade.”. 



Também através da música se têm prestado homenagens a este HOMEM como neste vídeo e neste outro  


Em tempos escrevi o poema que segue. Deixei-o ficar, sempre com a intenção de o melhorar o que nunca fiz. Apesar disso, mesmo considerando que é um poema muito pobre, insiro-o aqui como uma modestíssima homenagem a Mandela

Chamava-se Sidharta.
Deixou tudo e partiu
em busca de um sonho audaz,
quase uma fantasia.
Um mundo diferente,
livre, fraterno, sem segregações,

E o budismo espalhou-se pelo mundo.

Chamavam-lhe Mestre.
Deixou tudo e partiu
em busca de um sonho audaz,
quase uma fantasia.
Um mundo diferente,
livre, fraterno, sem discriminações.

O cristianismo espalhou-se pelo mundo
mas o preço do sonho foi a vida.

Chamava-se Mahatma Gandhi
e tinha um sonho audaz,
quase uma fantasia.
Um mundo diferente,
livre, fraterno, sem qualquer segregação.

O preço do sonho foi a vida,
mas a semente não ficou perdida.

Chamava-se Martin Luther King
e tinha um sonho audaz,
quase uma fantasia.
Um mundo diferente,
livre, fraterno, sem qualquer segregação,

A semente começara a germinar
mas ainda não era o tempo de colher.
O preço do sonho foi, uma vez mais, a vida.

Chama-se Nelson Mandela
e teve o mesmo sonho audaz,
quase uma fantasia.
Liberdade, igualdade, fraternidade,
respeito pelos direitos humanos.

A fantasia que sonhou
é hoje realidade.
Acabou o  apartheid para os sul africanos.

Mas ainda há que lançar muita semente à terra
para exterminar completamente
o ódio, a segregação, a fome, a guerra.

Termino coma outra frase de Mandela que nos deve fazer refletir face à situação que se vive em muitas partes do mundo e, infelizmente, também  em Portugal

"Ainda há gente que não sabe, quando se levanta, de onde virá a próxima refeição e há crianças com fome que choram."
Nelson Mandela


domingo, 1 de dezembro de 2013

Arte: do paleolitico ao modernismo e pós modernismo

Eis excertos de uma mensagem publicada aqui, um  blogue incluído nos meus  favoritos

Recentemente, foram descobertos os instrumentos musicais mais antigos, flautas feitas de ossos de abutres e mamutes, datando entre 35 mil e 40 mil anos atrás (...)  Certamente o som das flautas e dos tambores acompanhava os rituais(...) 
A música e a pintura não eram as únicas expressões artísticas dessas sociedades ancestrais. A escultura também. Figurinos conhecidos como Vênus do Paleolítico, datando de mais de 25 mil anos, mostram o corpo de mulheres bem dotadas de estrogênio, provavelmente símbolos de fertilidade. O impulso criativo parece ser tão antigo quanto a nossa espécie.

Do pouco que conhecemos a respeito dos nossos ancestrais, identificamos neles bastante do que somos hoje. A diferença é que eles viviam em comunhão com o mundo -e não em guerra com ele.


Arqueólogos descobriram em uma caverna na Alemanha um artefato pré-histórico que eles consideraram como o mais antigo instrumento musical artesanal já feito: uma flauta de osso de pássaro. Os pesquisadores acreditam que o objeto, datado de 35 mil anos atrás, fortalece a hipótese de que as primeiras populações humanas da Europa tinham uma cultura complexa e criativa. 




 Outra flauta paleolítica  

A Venus de Willendorf é uma estatueta com 11,1 cm de altura representando estilisticamente uma mulher, descoberta perto de Willendorf, na Áustria.
Foi desenterrada em 8 de agosto de 1908, pelo arqueólogo Josef Szombathy. Está esculpida em calcário oolítico, material que não existe na região, e colorido com ocre vermelho.
Em 1990, após uma revisão da análise desse sítio arqueológico, estimou-se que tivesse sido esculpida há 22.000 ou 24.000 anos. Pouco se sabe sobre a origem, método de criação e significado cultural.
A Venus faz parte da coleção do Museu de História Natural de Viena.


Figuras rupestres no Coa



E da arte do paleolítico à arte moderna e pós-moderna, com Paul Klee, Henry Moore, Niemeyer  e Prokoviev (Dance of the Knights)