Bem-vindo, bienvenido, bienvenu, benvenuto, welcome....


Silêncio cósmico

Pudera eu regressar ao silêncio infinito,

ao cosmos de onde vim.

No espaço interestelar, vazio, negro, frio,

havia de soltar um grito bem profundo

e assim exorcizar todas as dores do mundo.

Regina Gouveia

NOVO BLOGUE

Retomei o blogue que já não usava há anos.

https://reflexoeseinterferncias.blogspot.com/

Dedico-o essencialmente aos mais novos mas todos serão bem vindos, muito em particular pais, avós, encarregados de educação, educadores ...


segunda-feira, 12 de outubro de 2015

De Delfos a Meteora

Como habitualmente, partimos bem cedo  a fim de visitar o espaço arqueológico de  Delfos

Delfos é uma cidade grega junto ao monte Parnaso. Na Grécia antiga era referenciada por todo o mundo grego como o omphalos (umbigo), o centro do universo. Ali se situava um famoso oráculo (o oráculo de Delfos), que ficava dentro de um templo dedicado ao deus Apolo. Em Delfos havia uma fonte termal e eram os seus vapores que permitiam ao oráculo de Delfos fazer as suas profecias. O primeiro oráculo de Delfos era conhecido geralmente como Pitonisa (ou também Sibila), embora seu nome fosse Herófila. Ela cantava as predições que recebia de Gaia (a deusa terra). Mais tarde, Sibila tornou-se um título dado a qualquer sacerdotisa devotada ao oráculo. A Sibila apresentava-se sentada na rocha sibilina, respirando os vapores vindos do chão e emitindo as suas intrigantes e confusas predições. O oráculo exercia enorme influência não só nos povos helénicos como em muitos outros, nomeadamente  na Macedónia e no Egito .  Era consultado antes de todos os empreendimentos principais nomeadamente nas guerras.

O espaço arqueológico de Delfos é hoje Património Mundial  da Humanidade.

As construções repartem-se  entre dois grandes espaços, o Santuário de 

Atenea Pronaia assim chamado  por ser dedicado a Atenea e se encontrar "antes do

templo"(significado de  pronaia) dedicado a Apolo. No Santuário de Apolo concentram-se

 os edifícios de maior interesse:  o grande templo de Apolo, o Teatro, e vários Tesouros, 

nomeadamente o Tesouro dos Atenienses


Os Tesouros eram pequenas construções semelhantes a templos onde se guardavam ofertas e donativos que frequentemente eram muito valiosos. Muitas cidades gregas presenteavam o oráculo como forma de agradecimento.
O Tesouro dos Atenienses. foi construído em comemoração da vitória dos atenienses na batalha de Marathon em 490 - 480 a.C. T

O Santuário de Atenea Pronaia  é  uma construção bastante atípica, se bem que  durante o século  IV a.C. se tivessem construído na Grécia vários recintos sagrados de planta circular, os  Tholos, entre  eles os de Epidauro, Olimpia e  Delfos,o mais conhecido. Não há certezas quanto à  sua função mas crê-se que, embora com função religiosa,não seriam templos. Pensa-se que se destinariam ao culto  de divindades do mundo subterrâneo ou que seria eventualmente construções funerárias, dada a sua forma que lembra as tumbas da época micénica.

No vídeo e nas fotos poderão ver-se os espaços acima citados




Tholos de Atenea Pronaia

 


  Santuário de Apolo
 

 



 

 Tesouro dos Atenienses

 

  Teatro


Após a vista aos santuários e ao teatro alguns de nós subimos um pouco mais e fomos até ao estádio, antes da visita ao Museu
Museu 


 







 






Terminada a visita a Delfos seguimos para Kalambala, para uma visita a Meteora,  talvez um dos locais de que mais gostei.





sábado, 10 de outubro de 2015

De Olímpia a Delfos

No dia 24 de manhã  começámos por visitar o sítio arqueológico do Santuário de Zeus, as instalações do estádio olímpico onde em tempos se realizavam os Jogos Olímpicos e o Museu Arqueológico de Olímpia
No  sitio arqueológico de Olímpia destaca-se no centro o Altis, recinto sagrado e coração do santuário, com os seus templos, o Templo Clássico de Zeus e o Templo inicial de Hera, e os tesouros.Também no Altis está o Philippeion, um elegante edifício circular dedicado a Filipe II, rei da Macedónia. O espaço remanescente dentro do Altis foi preenchido por numerosos altares e estátuas de deuses, heróis e vencedores olímpicos 
Sobre os restos de um assentamento pré-histórico de Olímpia está o Pelopion, um monumento funerário que comemora o herói Pelops (referido na mensagem anterior). 
Fora do recinto sagrado do Altis, está uma série de edifícios para o pessoal do santuário (o Teokoleion, residência dos sacerdotes), para os atletas (o ginásio e a palestra) e para os visitantes importantes (o Leonidion, os banhos Gregos com sua piscina, os banhos quentes Romanos) e a oficina do escultor Fidias (posteriormente transformada numa igreja Cristã).
A leste do Altis ergue-se o estádio onde se realizavam os Jogos Olímpicos. A sul do estádio estava o hipódromo, do qual nada resta. A sul do hipódromo  um grupo de mansões e banhos, incluindo a famosa casa de Nero, construída pelo Imperador para a sua primeira estadia em Olímpia, durante a sua participação nos jogos. Para poder participar, impôs que os jogos incluíssem poesia e música para ele poder concorrer. Ganhou, sempre que concorreu...
Embora historicamente os jogos tivessem começado em 776 a.C.,  considerada a primeira Olimpíada, ter-se-ão  praticado desde os tempos muito antigos A sua origem  é envolta em mistério e lendas. Um dos mitos mais populares identifica Hércules e Zeus, seu pai, como os seus criadores.
De quatro em quatro anos, pessoas de todas as partes da Grécia reuniam-se em Olímpia, a fim de competir e assistir aos Jogos. O prémio para o vencedor era o "kotinos",  coroa de folhas de oliveira. Durante  os jogos, e se em tempo de guerra, era respeitada uma trégua, 
.https://www.youtube.com/watch?v=K8ztMlmavBw

Deixo algumas fotos tiradas no santuário e no estádio onde a visita terminou e em que eu corri (precisamente 1 estádio, 192m )

 

 






 Eu a correr no estádio...

 
 Escavações continuam no ginásio que estava oculto debaixo das terras que os dois rios vizinhos ali terão depositado

Após a visita ao estádio caminhámos até ao Museu Arqueológico de Olímpia de que deixo algumas fotos.






 






 De Olímpia seguimos para Delfos. Fizemos uma paragem em Nafpactos (Lepanto) onde decorreu a famosa batalha de Lepanto, A Liga Santa, formada pela República de Veneza, Reino de Espanha, Cavaleiros de Malta e Estados Pontifícios, sob o comando de João da Áustria  venceu o Império Otomano no dia 7 de outubro de 1571, ao largo de Lepanto.  Esta batalha, em que combateu Cervantes e ali perdeu o seu braço esquerdo,   representou o fim da expansão islâmica no Mediterrâneo.
Lepanto é uma pequena e graciosa cidade costeira, fortificada pelos venezianos  no século XV.




Monumento a Cervantes

De Lepanto seguimos em direção a Delfos, estância turística de inverno, pela proximidade de pistas de ski.
Ao longo da estrada, na subida, avistámos no vale conhecido como  "mar de oliveiras", olivais extensíssimos, ao que parece com quatro milhões de oliveiras,

"Mar de oliveiras", a extensa mancha verde  no vale.

Chegámos a Delfos ao fim do dia. Deixo duas fotos tiradas do hotel



Na primeira mensagem partilhei convosco a música de Giorgos Zambetas. Hoje termino  partilhando  a de Yannis Marcopoulos

https://www.youtube.com/watch?v=Y5oaLNgpRNE



quinta-feira, 8 de outubro de 2015

De Atenas a Olímpia

No dia 23, partimos bem cedo. Logo no início da viagem avistámos a ilha de Salamina célebre por um combate naval contado por Esquilo, travado com os persas  que o perderam tendo o seu rei, Xerxes,  assistido ao desaire do cimo de  uma elevação. As linhas a tracejado pretendem ilustrar a movimentação dos exércitos na batalha



O nosso rumo era a   península do Peloponeso cujo nome está associado a Pelops
Enomau, rei de Olímpia, tinha uma filha Hipodâmia que deveria permanecer solteira porque uma profecia  alertara o rei de que haveria de ser morto pelo genro. Assim eliminava todos os    pretendentes da filha. Pélopes  enamorou-se dela e pediu-a em casamento.
Como condição para concordar com o casamento, Enomau exigiu que Pélope o vencesse numa corrida de carros. O rei possuía excelentes cavalos, além de um condutor(auriga) experiente,  e fora desse jeito que se livrara dos pretendentes anteriores. Sabendo-se em desvantagem, Pélopes  aliciou o auriga, prometendo-lhe a metade do reino que viria a herdar.Tendo sabotado uma peça do carro de Enomau, o auriga provocou um acidente do qual escapou ileso, mas resultou na morte do rei. 

O Peloponeso está ligado à Grécia continental pelo istmo de Corinto, sede de grande  preocupação de defesa desde tempos muito remotos.


Escavações revelaram  várias fortificações  nomeadamente vestígios de um muro ciclópico do século XIII AC.  Também desde tempos muito remotos se percebia o imenso interesse em  construir ali um canal que permitisse ligar o mar Jónico e o mar Egeu. Foi  Nero,  67 anos DC que iniciou os trabalhos, usando 6000 prisioneiros. Após cerca de 3 meses a tarefa foi abandonada. No início do século XIX a ideia foi retomada  e em 1893 foi concluído o canal . Ao atravessar o istmo de Corinto fizemos uma breve paragem para fotografar o canal.



Continuámos a viagem em direção a Epidauro
onde visitámos  un santuário dedicado ao deus da medicina  Asclepius (Esculápio). Uma das mais antigas, senão a mais antiga referência a Asclépius  encontra-se na Ilíada de Homero, que o refere como um governante de Tricca mas  também como um médico que havia aprendido a arte do centauro Quíron.  Atualmente considera-se que o relato homérico sobre a Guerra de Troia é  a poetização de um evento possivelmente real pelo que Asclepius pode ter existido de fato, vivendo em torno de 1200 a.C. Teria  sido   divinizado mais tarde . O seu culto  desenvolveu-se fins do século VI a.C,  a partir de Epidauro em vários outros  locais, Os principais monumentos  são o templo  e o teatro, símbolo do teatro grego antigo. Construção do século IV aC com capacidade para 14000 espetadores é um dos maiores teatros antigos. Para além de ser belo e majestoso tem uma acústica excecional. O mais leve som produzido na parte central chega a todos os pontos (a guia mexeu ligeiramente num papel e, na última fila ouviu-se o som com toda a nitidez ) Continua a ser usado para grandes eventos.Ali se representou a ópera Medea, com a soprano Maria Callas.

 


A visita terminou no Museu onde se podem ver várias estátuas, nomeadamente a de Asclepiuis, restos de frisos de monumentos, material cirúrgico e ex-votos  inscritos em pedra onde se descrevem e agradecem curas.





Curiosidades interessantes sobre os templos de Asclepius poderão ser lidas aqui 

De Epidauro seguimos para Micenas. Aqui ficam algumas fotos
1.Tumba de Agamenon- entrada
2.Tumba de Agamenon- interior
3.Tumba de Agamenon- cúpula no interior
4.Acrópole de Micenas- vista de longe
5.Acrópole de Micenas- maqueta
6.Acrópole de Micenas- porta dos leões
7,8,9- Objetos no museu de Micenas. Na imagem 9 vê-se uma réplica da máscara de Agamenon (o original, em oro, está no Museu da Acrópole em Atenas)



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Ao pesquisar na NET encontrei um site interessante sobre Micenas que aconselho

De Micenas partimos para Olímpia onde chegámos ao fim da tarde. Como a viagem tinha sido muito cansativa fui à piscina, o que me soube muito bem.

 
Depois saímos um pouco (Olímpia é uma cidade pequena e o hotel ficava nas imediações.Tive a sensação de que estava a passear na minha aldeia, com as oliveiras, o ladrar dos cães ao entardecer.
Para além disso fomos contemplados com este crepúsculo

Depois de jantar fomos para o quarto e deitámo-nos cedo pois o dia seguinte  também seria um pouco "denso".

terça-feira, 6 de outubro de 2015

Rumo à Grécia...

Como anunciei  na mensagem  de 21/9,  fomos para fora durante alguns dias. O destino foi a Grécia, país que eu desejava conhecer há muito mas relativamente ao qual o meu marido não mostrava muito entusiasmo. Este ano,  e porque  o povo grego teve a coragem dizer não, achei que era a altura de concretizar o meu desejo . Em boa hora o fizemos.
Uma das nossas paixões é viajar. Fizemo-lo quase sempre, de início em  campismo para destinos próximos, nomeadamente em Portugal e Espanha, sempre com os filhos que também partilham deste gosto.  Desde crianças, estiveram sempre dispostos a abdicar de muita coisa, nomeadamente  refeições fora de casa ( foram e continuam a ser esporádicas),  roupa e calçado de marca ( nunca usaram Adidas, Nike and so on...) para  podermos fazer umas saídas...Foi assim que começámos a aventurar-nos para destinos mais longínquos, primeiro de carro e  ainda em camping, mais tarde de avião e estadia em hotéis relativamente aos quais a primeira condição é que sejam centrais, mesmo se “fracotes”. Viajaram conosco  já licenciados e casados. Agora somos muitos pelo que ultimamente já não nos acompanham, particularmente  nos destinos mais longos.
Durante muitos anos, decidido o destino, adquiria um guia Michelin a fim de selecionar o que iria ver em cada local, tendo em conta o tempo disponível . Mais tarde passei a recorrer à NET. Agora, provavelmente já não sei gerir bem o tempo (essa eficiência de gestão era  uma das minhas “qualidades” se é que assim lhe posso chamar), pelo que na véspera de partir não tinha feito qualquer pesquisa. Estava já deitada quando me lembrei que há mais  de 20 anos pensámos ir à Grécia, com os filhos,  mas acabámos por não concretizar a viagem. Assim, deveria existir um guia Michelin. Procurei e encontrei-o.  Meti -o na minha bolsa. Apesar de ser de 1989 foi-me extremamente útil. 
A Grécia como país, surgiu em 1830.   Antes, várias civilizações (minoica, micénica, helenística...). marcaram a cultura do que é hoje a Grécia, durante muitos séculos um conjunto de  cidades estado que guerreavam entre si . As guerras  entre cidades estado bem  como guerras entre com  os persas,  várias ocupações (romana, veneziana, turca, otomana..), as cruzadas etc,  deixaram marcas indeléveis na história deste povo, nomeadamente nas  artes.
No 3º ano do Liceu,  do currículo da  disciplina de História faziam parte as grandes civilizações, nomeadamente a grega e a romana. A professora era uma senhora madeirense,  um pouco estranha que falava pouco da matéria e muito da sua vida privada. O  marido era alemão e  tenho ideia que teria  participado  na 2ª guerra.  Era pintor e fez uma exposição em Bragança, num espaço por cima dum café muito conhecido na cidade, o Chave d´Ouro.
Do que recordo, creio hoje que os trabalhos se integrariam no surrealismo pelo que a exposição foi muito mal aceite na cidade, onde  muito poucos perceberiam de arte .
Lembro-me que, embora estranha, achei  interessante aquela  forma de expressão que em nada  se assemelhava  ao  que tinha visto até ali nos poucos museus que tinha visitado.
Isto tudo para referir que recordo muito pouco do que eventualmente terei aprendido nessas aulas de história; as minhas recordações ligadas à disciplina, são perfeitamente marginais.
No 4º ano, durante o primeiro período letivo tive como professor de história, o Dr. Raposo que  deu umas aulas excelentes sobre as cruzadas de que ainda hoje recordo algumas coisas. No 2º período foi chamado para fazer estágio numa outra escola, algures, Foi substituído por uma professora  que dava aulas sentada na secretária, desbobinando um conjunto de informações aparentemente desconexas. Se por qualquer motivo a interrompíamos ficava muito zangada e voltava a desbobinar tudo desde o início. Não faço a mínima ideia quanto  aos temas  que terão sido abordados.
Mais tarde adquiri alguns conhecimentos em aulas de História de Arte, na então ESBAP, onde o meu marido (ao tempo namorado) frequentava arquitetura. Como anteriormente tinha frequentado engenharia e havia mudado de curso, foi chamado a cumprir o serviço militar pelo que eu assistia a aulas de algumas cadeiras (história de arte e sociologia), pesquisava na Biblioteca em S. Lázaro e assim recolhia elementos que lhe fornecia quando vinha a fim de semana. No fim do ano fez com sucesso as duas cadeiras e eu, embora de forma superficial, fiquei a saber distinguir na arquitetura os estilos dórico, jónico e coríntio, na escultura as épocas arcaica, clássica, helenística, a identificar a arte bizantina
Pelo que acabo de referir, embora  muito breve esta viagem ao passado foi muito enriquecedora para mim e não só... O meu marido que partiu pouco entusiasmado, regressou fascinado...
A brevíssima resenha que vou fazer será provavelmente de muito pouca utilidade pois  a escassez de conhecimentos  sobre a Grécia não será extensiva a quem eventualmente venha a ler este texto. Para tornar menos monótona a leitura deixo os sons de Giorgos Zambetas, um dos músicos consagrados da Grécia





A Grécia é considerada como o berço da civilização ocidental. Os primeiros assentamentos humanos na região ocorreram entre 2000 e 3000 aC. O período áureo da cultura grega ocorreu no século 5 aC., sob o governo de Péricles, quando o Partenon de Atenas foi erguido. Com Alexandre o Grande, da Macedónia, a cultura grega expandiu-se pela Pérsia, Índia, Egito e todo o Mediterrâneo. Seguiram-se os domínios romano, bizantino e  otomano. A independência ocorreu em 1829 (1930?).


Muito da filosofia e tradições gregas começaram a mudar com a influência cristã. No ano 51 dC. S. Paulo fez os primeiros discursos cristãos em Atenas, Tessalónica e Corinto. A transferência da capital do Império Romano para Constantinopla, no século IV, influenciou profundamente a Grécia nomeadamente no aspeto religioso.Até hoje, o catolicismo ortodoxo domina o pensamento religioso da grande maioria da população grega

Os primeiros gregos chegaram à Europa cerca de 2 milénios  a.C. e, durante seu apogeu, a civilização grega governara tudo o que se incluía entre a Grécia, o Egito e a Ásia menor. Os gregos estabeleceram tradições de justiça e liberdade individual,  bases da democracia contemporânea. A sua arte, filosofia e ciência tornaram-se fundamentos do pensamento e da cultura ocidentais. Os gregos da antiguidade consideravam helenos todos que falavam grego, mesmo que não vivessem na Grécia.Os que não falavam grego eram chamados de bárbaros. Durante a antiguidade, nunca chegaram a formar um governo nacional, ainda que estivessem unidos pela mesma cultura, religião e língua.
 Do passado remoto grego até o mundo atual, grande parte das minorias gregas permaneceram nos seus territórios  (Turquia, Itália, Líbia), e os emigrantes gregos assimilaram-se a diferentes sociedades por todo o globo (América do Norte, Austrália, norte da Europa, África do Sul e outros). Atualmente a maioria dos gregos vive nos Estados da Grécia contemporânea (independente desde 1830) e Chipre (independente desde 1960).





(dados extraídos do guia Michelin  1989)



Até 1832 a Grécia não tinha Casa Real. O Reino da Grécia foi  criado em 1832 pelas grandes potências (Reino Unido, França e Império Russo) na Convenção de Londres. Foi reconhecido internacionalmente no Tratado de Constantinopla, que garantiu a plena independência do Império Otomano, marcando o nascimento do primeiro Estado grego totalmente independente . Durou até 1924, quando a monarquia foi abolida e a Segunda República Helénica foi declarada. A monarquia  foi restaurada em 1935, e durou até 1974, quando, no rescaldo de uma ditadura militar de sete anos, a atual Terceira República entrou em existência. O rei Constantino foi para o exílio quase durante 40 anos.É curiosa a visão de Constantino sobre a situação atual da Grécia


As minha próximas mensagens, serão breves “reportagens”  desta viagem  que se iniciou no passado dia 21. 

Partimos bem cedo, com destino a Madrid. Daí fomos diretos a Atenas onde chegámos já ao fim do dia. No aeroporto aguardava-nos uma representante da agência de viagens que nos indicou um táxi para nos levar ao hotel. O taxista, ao perceber que éramos portugueses, referiu que os gregos estavam muito desiludidos com a falta de solidariedade do povo português. Mas isso não impediu que fosse de uma gentileza extrema, fazendo de guia ( em inglês) durante o percurso, bastante longo. Assim fomos vendo a acrópole, a praça sintagma e o parlamento,  a avenida Panepistimio em que se situa o hotel e ao longo da qual nos foi  indicando centros comerciais, museus,  hospitais e finalmente a academia quase ao lado do hotel

 .

Fiz-lhe várias perguntas nomeadamente quanto ao eventual risco de sairmos sozinhos à noite. Respondeu que Atenas é uma cidade muito segura, o que pudemos constatar.
Após um breve snack  fomos ao último piso do hotel que tem uma vista soberba sobre a Acrópole. Aí há um restaurante mas  não fizemos lá qualquer refeição. A foto que dali tirámos não está famosa...

De seguida saímos e fomos, a pé, ver a praça Sintagma, uma praça pequena sem nada que chame a atenção a não ser a presença de gregos e turistas passeando, cantando etc.   Daí, e munidos do guia Michelin, explorámos um pouco as ruas mais próximas.  Em algumas delas, umas cúpulas de vidro permitem ver ruínas abaixo do nível do solo, algumas em restauro, outras não.
Não vimos nenhum migrante. Vê-los-íamos uma vez, mais tarde,  algures ao longo da  viagem.
Após o passeio exploratório fomos deitar-nos pois no dia seguinte, bem cedo, partiríamos para o Peloponeso, em direção a Olímpia.
Regressaríamos a Atenas  no sábado.