Bem-vindo, bienvenido, bienvenu, benvenuto, welcome....


Silêncio cósmico

Pudera eu regressar ao silêncio infinito,

ao cosmos de onde vim.

No espaço interestelar, vazio, negro, frio,

havia de soltar um grito bem profundo

e assim exorcizar todas as dores do mundo.

Regina Gouveia

NOVO BLOGUE

Retomei o blogue que já não usava há anos.

https://reflexoeseinterferncias.blogspot.com/

Dedico-o essencialmente aos mais novos mas todos serão bem vindos, muito em particular pais, avós, encarregados de educação, educadores ...


terça-feira, 6 de outubro de 2015

Rumo à Grécia...

Como anunciei  na mensagem  de 21/9,  fomos para fora durante alguns dias. O destino foi a Grécia, país que eu desejava conhecer há muito mas relativamente ao qual o meu marido não mostrava muito entusiasmo. Este ano,  e porque  o povo grego teve a coragem dizer não, achei que era a altura de concretizar o meu desejo . Em boa hora o fizemos.
Uma das nossas paixões é viajar. Fizemo-lo quase sempre, de início em  campismo para destinos próximos, nomeadamente em Portugal e Espanha, sempre com os filhos que também partilham deste gosto.  Desde crianças, estiveram sempre dispostos a abdicar de muita coisa, nomeadamente  refeições fora de casa ( foram e continuam a ser esporádicas),  roupa e calçado de marca ( nunca usaram Adidas, Nike and so on...) para  podermos fazer umas saídas...Foi assim que começámos a aventurar-nos para destinos mais longínquos, primeiro de carro e  ainda em camping, mais tarde de avião e estadia em hotéis relativamente aos quais a primeira condição é que sejam centrais, mesmo se “fracotes”. Viajaram conosco  já licenciados e casados. Agora somos muitos pelo que ultimamente já não nos acompanham, particularmente  nos destinos mais longos.
Durante muitos anos, decidido o destino, adquiria um guia Michelin a fim de selecionar o que iria ver em cada local, tendo em conta o tempo disponível . Mais tarde passei a recorrer à NET. Agora, provavelmente já não sei gerir bem o tempo (essa eficiência de gestão era  uma das minhas “qualidades” se é que assim lhe posso chamar), pelo que na véspera de partir não tinha feito qualquer pesquisa. Estava já deitada quando me lembrei que há mais  de 20 anos pensámos ir à Grécia, com os filhos,  mas acabámos por não concretizar a viagem. Assim, deveria existir um guia Michelin. Procurei e encontrei-o.  Meti -o na minha bolsa. Apesar de ser de 1989 foi-me extremamente útil. 
A Grécia como país, surgiu em 1830.   Antes, várias civilizações (minoica, micénica, helenística...). marcaram a cultura do que é hoje a Grécia, durante muitos séculos um conjunto de  cidades estado que guerreavam entre si . As guerras  entre cidades estado bem  como guerras entre com  os persas,  várias ocupações (romana, veneziana, turca, otomana..), as cruzadas etc,  deixaram marcas indeléveis na história deste povo, nomeadamente nas  artes.
No 3º ano do Liceu,  do currículo da  disciplina de História faziam parte as grandes civilizações, nomeadamente a grega e a romana. A professora era uma senhora madeirense,  um pouco estranha que falava pouco da matéria e muito da sua vida privada. O  marido era alemão e  tenho ideia que teria  participado  na 2ª guerra.  Era pintor e fez uma exposição em Bragança, num espaço por cima dum café muito conhecido na cidade, o Chave d´Ouro.
Do que recordo, creio hoje que os trabalhos se integrariam no surrealismo pelo que a exposição foi muito mal aceite na cidade, onde  muito poucos perceberiam de arte .
Lembro-me que, embora estranha, achei  interessante aquela  forma de expressão que em nada  se assemelhava  ao  que tinha visto até ali nos poucos museus que tinha visitado.
Isto tudo para referir que recordo muito pouco do que eventualmente terei aprendido nessas aulas de história; as minhas recordações ligadas à disciplina, são perfeitamente marginais.
No 4º ano, durante o primeiro período letivo tive como professor de história, o Dr. Raposo que  deu umas aulas excelentes sobre as cruzadas de que ainda hoje recordo algumas coisas. No 2º período foi chamado para fazer estágio numa outra escola, algures, Foi substituído por uma professora  que dava aulas sentada na secretária, desbobinando um conjunto de informações aparentemente desconexas. Se por qualquer motivo a interrompíamos ficava muito zangada e voltava a desbobinar tudo desde o início. Não faço a mínima ideia quanto  aos temas  que terão sido abordados.
Mais tarde adquiri alguns conhecimentos em aulas de História de Arte, na então ESBAP, onde o meu marido (ao tempo namorado) frequentava arquitetura. Como anteriormente tinha frequentado engenharia e havia mudado de curso, foi chamado a cumprir o serviço militar pelo que eu assistia a aulas de algumas cadeiras (história de arte e sociologia), pesquisava na Biblioteca em S. Lázaro e assim recolhia elementos que lhe fornecia quando vinha a fim de semana. No fim do ano fez com sucesso as duas cadeiras e eu, embora de forma superficial, fiquei a saber distinguir na arquitetura os estilos dórico, jónico e coríntio, na escultura as épocas arcaica, clássica, helenística, a identificar a arte bizantina
Pelo que acabo de referir, embora  muito breve esta viagem ao passado foi muito enriquecedora para mim e não só... O meu marido que partiu pouco entusiasmado, regressou fascinado...
A brevíssima resenha que vou fazer será provavelmente de muito pouca utilidade pois  a escassez de conhecimentos  sobre a Grécia não será extensiva a quem eventualmente venha a ler este texto. Para tornar menos monótona a leitura deixo os sons de Giorgos Zambetas, um dos músicos consagrados da Grécia





A Grécia é considerada como o berço da civilização ocidental. Os primeiros assentamentos humanos na região ocorreram entre 2000 e 3000 aC. O período áureo da cultura grega ocorreu no século 5 aC., sob o governo de Péricles, quando o Partenon de Atenas foi erguido. Com Alexandre o Grande, da Macedónia, a cultura grega expandiu-se pela Pérsia, Índia, Egito e todo o Mediterrâneo. Seguiram-se os domínios romano, bizantino e  otomano. A independência ocorreu em 1829 (1930?).


Muito da filosofia e tradições gregas começaram a mudar com a influência cristã. No ano 51 dC. S. Paulo fez os primeiros discursos cristãos em Atenas, Tessalónica e Corinto. A transferência da capital do Império Romano para Constantinopla, no século IV, influenciou profundamente a Grécia nomeadamente no aspeto religioso.Até hoje, o catolicismo ortodoxo domina o pensamento religioso da grande maioria da população grega

Os primeiros gregos chegaram à Europa cerca de 2 milénios  a.C. e, durante seu apogeu, a civilização grega governara tudo o que se incluía entre a Grécia, o Egito e a Ásia menor. Os gregos estabeleceram tradições de justiça e liberdade individual,  bases da democracia contemporânea. A sua arte, filosofia e ciência tornaram-se fundamentos do pensamento e da cultura ocidentais. Os gregos da antiguidade consideravam helenos todos que falavam grego, mesmo que não vivessem na Grécia.Os que não falavam grego eram chamados de bárbaros. Durante a antiguidade, nunca chegaram a formar um governo nacional, ainda que estivessem unidos pela mesma cultura, religião e língua.
 Do passado remoto grego até o mundo atual, grande parte das minorias gregas permaneceram nos seus territórios  (Turquia, Itália, Líbia), e os emigrantes gregos assimilaram-se a diferentes sociedades por todo o globo (América do Norte, Austrália, norte da Europa, África do Sul e outros). Atualmente a maioria dos gregos vive nos Estados da Grécia contemporânea (independente desde 1830) e Chipre (independente desde 1960).





(dados extraídos do guia Michelin  1989)



Até 1832 a Grécia não tinha Casa Real. O Reino da Grécia foi  criado em 1832 pelas grandes potências (Reino Unido, França e Império Russo) na Convenção de Londres. Foi reconhecido internacionalmente no Tratado de Constantinopla, que garantiu a plena independência do Império Otomano, marcando o nascimento do primeiro Estado grego totalmente independente . Durou até 1924, quando a monarquia foi abolida e a Segunda República Helénica foi declarada. A monarquia  foi restaurada em 1935, e durou até 1974, quando, no rescaldo de uma ditadura militar de sete anos, a atual Terceira República entrou em existência. O rei Constantino foi para o exílio quase durante 40 anos.É curiosa a visão de Constantino sobre a situação atual da Grécia


As minha próximas mensagens, serão breves “reportagens”  desta viagem  que se iniciou no passado dia 21. 

Partimos bem cedo, com destino a Madrid. Daí fomos diretos a Atenas onde chegámos já ao fim do dia. No aeroporto aguardava-nos uma representante da agência de viagens que nos indicou um táxi para nos levar ao hotel. O taxista, ao perceber que éramos portugueses, referiu que os gregos estavam muito desiludidos com a falta de solidariedade do povo português. Mas isso não impediu que fosse de uma gentileza extrema, fazendo de guia ( em inglês) durante o percurso, bastante longo. Assim fomos vendo a acrópole, a praça sintagma e o parlamento,  a avenida Panepistimio em que se situa o hotel e ao longo da qual nos foi  indicando centros comerciais, museus,  hospitais e finalmente a academia quase ao lado do hotel

 .

Fiz-lhe várias perguntas nomeadamente quanto ao eventual risco de sairmos sozinhos à noite. Respondeu que Atenas é uma cidade muito segura, o que pudemos constatar.
Após um breve snack  fomos ao último piso do hotel que tem uma vista soberba sobre a Acrópole. Aí há um restaurante mas  não fizemos lá qualquer refeição. A foto que dali tirámos não está famosa...

De seguida saímos e fomos, a pé, ver a praça Sintagma, uma praça pequena sem nada que chame a atenção a não ser a presença de gregos e turistas passeando, cantando etc.   Daí, e munidos do guia Michelin, explorámos um pouco as ruas mais próximas.  Em algumas delas, umas cúpulas de vidro permitem ver ruínas abaixo do nível do solo, algumas em restauro, outras não.
Não vimos nenhum migrante. Vê-los-íamos uma vez, mais tarde,  algures ao longo da  viagem.
Após o passeio exploratório fomos deitar-nos pois no dia seguinte, bem cedo, partiríamos para o Peloponeso, em direção a Olímpia.
Regressaríamos a Atenas  no sábado.

segunda-feira, 21 de setembro de 2015

Em véspera de novo interregno...

Hoje já todos os netos tiveram aulas, o que significa que já  nenhum ficou a passar o dia cá em casa. O vazio é grande mas permitiu que saísse logo pela manhã para fazer algumas compras. De caminho, aproveitei para visitar uma exposição de fotografia   de um amigo nosso e que está patente no Palacete dos Viscondes de Balsemão. Achei muito interessante e  de algumas fotos gostei mesmo muito. Aqui fica a sugestão acompanhada de breve  informação



Nos dois últimos fins de semana festejámos os aniversários da Marta (fez 5 anos dia 13 ) e do José (fez 10 anos dia 14).
Como para o dia 14 era prevista chuva, não poderia ser em  minha casa pois o terreno não é coberto e os meninos eram muitos.
Há já algum tempo o meu filho mais novo, pai das duas crianças,  adquiriu um terreno perto da Lapa com vista a construir uma casa quando tiver possibilidade para  tal.  No interior do terreno existe uma pequena construção bastante degradada e, à volta,  um espaço  parcialmente coberto pois, ao que parece,  serviu durante algum tempo de parque de estacionamento. Como tem água e luz e uma casa de banho, embora rudimentar, decidimos fazer ali a festa da Marta que ela quis dedicada à Elsa e à Ana dos Frozen
Correu tão bem que repetimos no caso do José, uma semana depois. Em ambas havia cerca de 20 crianças
Aqui ficam os programas
Marta
1-      Caça ao tesouro

2-      Lançamento de foguetões

3-      Lanche

4-      Teatro de fantoches

Havia ainda atividades variadas como andar de bicicleta/triciclo, brincar com bonecas, jogar a bola, etc

José

1-      Constituição de grupos mistos por sorteio.

2-      Após constituído, cada grupo escolherá um nome

3-      Peddy- paper

4-      Lanche

5-      Atividades diversas

A-     Foguetões

B-      Magia

C-      Teatro de fantoches

D-     Atividades variadas

Deixo algumas fotos bem como os textos (da minha autoria) do peddy paper e dos teatros de fantoches que eu e o meu filho manipulámos,  mas sem qualquer ensaio pois para tal não houve tempo. Há filmes mas não sei colocá-los aqui.









O teatro da festa da Marta

AnaOlá, eu sou a Ana. Sou uma princesa muito divertida e tenho uma irmã que tem poderes mágicos. Algum dos meninos sabe o nome dela? Elsa, anda cá depressa, estão aqui muitos  meninos.
Elsa-Olá meninos. Sabem quem eu sou?  Eu tenho o poder de transformar tudo em...Quem sabe? E aquela ali quem é ? Nós somos umas irmãs muito amigas mas nem sempre as coisas correm bem... Chega-te para aí.
Ana-Chega-te tu que eu estava primeiro
ElsaEu sou mais velha Chega-te para aí.
Ana-Já disse que estava primeiro
Elsa- Já disse que sou mais velha Chega-te para aí.
Ana- Que disparate estarmos aqui a discutir quando temos que nos arranjar para o baile.
Elsa-Tens razão. vamos

Entra Elsa acompanhada do príncipe Hans 

Elsa-Olá príncipe Hans. Não me lembro  de te ter convidado 
Hans- Ao saber do baile não podia deixar de te vir cumprimentar tal como à tua irmã
Elsa- Ana, o P.Hans quer cumprimentar-te

Ana entra e dão um beijinho :

AnaOlá
Hans- Olá    Quero casar contigo (diz baixinho)
Elsa-Ouvi tudo. Ana, estás proibida de casar com esse príncipe
Ana-Tu não mandas em mim
Elsa-Repito: Sabes bem que  estás proibida de casar com esse príncipe
Ana-Repito: Tu não mandas em mim

Elsa empurra Ana e magoa-a   

Ana- Ai, ai,ai.... (desfalece)

Entra um pajem

Pajem-Chamem o rei dos Troll

Rei- Vais ficar bem,Ana;  fica calma.Elsa não tens vergonha do que fizeste. Isto não se faz a uma irmã.
Elsa- Não fiz de propósito.São estes meus poderes que não controlo. Não quero criar mais problemas. Vou-me embora para a montanha e levo Olaf comigo. Olaf, Olaf, anda comigo para a montanha onde serás um verdadeiro boneco de neve
Olaf- Pobre de mim...Não tenho outro remédio senão ir. Vamos
Ana- Estou muito preocupada  com a minha irmã. Vou procurá-la. Elsa, Elsa, onde estás tu? Já andei tanto, estou tão cansada...

Aparece Kristoff

AnaQuem és tu?
Kristoff-Sou um homem da montanha
Ana-Então ajuda-me a encontrar a minha irmã, a princesa Elsa
Kristoff- Anda comigo. Vou buscar a minha rena e seguiremos .

No caminho encontram Olaf

Ana- Olaf, Olaf, por favor  leva-nos até Elsa
Olaf- Ela não vai gostar mas venham comigo

Vão andando e Olaf chama

Olaf-Elsa está aqui a tua irmã

Elsa- Saiam já daqui. Não quero  causar mais problemas. Saiam , saiam 

Ao tentar afastar a irmã, Elsa aleija-a sem querer.

AnaAi, ai,ai....

Ana,  Kristoff e Olaf fogem mas Ana está muito doente

Kristofff- Vou chamar o rei dos Troll
Rei- O coração de Ana está congelado e só  um beijo de amor verdadeiro a salvará.
Kristofff- Vou procurar Hans. Só ele poderá salvar Ana

Entretanto Hans chega ao castelo de Elsa

Elsa-Que fazes aqui?
Hans-Venho aqui porque quero o  teu reino
Elsa-Nunca...Nunca

Lutam e Elsa é presa por Hans.

Hans-Agora és minha prisioneira Ah,Ah,Ah vai para a masmorra

Kristoff e Ana chegam ao castelo 

Kristofff- Tens que beijar Ana senão ela morrerá
Hans-Ah,Ah,Ah, que morra. Eu nunca gostei dela. Só quero é o trono. Já tenho Elsa presa .Ah,Ah,Ah

Ana tenta lutar com Hans para salvar Elsa  que entretanto consegue fugir da masmorra.

Elsa-Eu vou salvar-te Ana. Sei que Kristofff está apaixonado por ti. Vou buscá-lo.

Chegam Elsa e Kristoff que beija Ana e esta acorda

Termina com todos a dançar



O teatro da festa do Nuno

BritesChamo-me Brites, sou padeira e não sou para brincadeiras Se alguém me causa transtorno, leva com a pá do forno
Rei- Eu sou o primeiro rei da segunda dinastia
BritesRei? Quem diria...Essa é boa. Não tinha olhado prá croa
Rei-Tenho por nome João. D Fernando era meu irmão  e minha cunhada era Leonor Teles
BritesMas que cunhada tão reles...
Rei-E sou filho  de D. Pedro de quem muitos tinham medo
BritesE não haviam de ter? Ele foi muito cruel com quem lhe matou a mulher....
ReiCoitada de D. Inês. Meu avô, Afonso IV, teve pouca sensatez.. Vou-me embora.  Por esses campos afora vai uma   grande algazarra
Brites-Há pra´í alguma farra....Mas há muita  gente que berra.... Será que é uma guerra? Vou-me por  a escutar 

Vozes
A matar los portugueses por Castilha e por Dios, Cá vos esperamos nós . Vamos a eles, por S. Jorge e Portugal

Brites-Que batalha desigual . Há tão  poucos portugueses  para tantos castelhanos, Ai que assim nós não ganhamos. Ouvi, oh gentes da terra.  Eu vou entrar nesta guerra

Ouvem-se o barulho das lanças, gemidos e ais. E  depois vozes com grande euforia
Vitória, vitória por S. Jorge  e Portugal

Brites-Cá estou eu Aljubarrota com a roupa toda rota de tanta luta travada. Ganhámos, estou  mui  contente mas também muito cansada. Que vejo eu ali no chão? Sete  castelhanos. Estão  mortos ou fingirão? Vou já ver.

Vozes
Ai, ai ai,

Brites-Afinal bem vivos estão. Vou dar-lhes  com a pá do forno e espero que os castelhanos aprendam bem a lição

Aparecem D.João, D. Nuno Álvares Pereira, Brites e mais “povo”. Gritam:

Mostrámos aos castelhanos que não somos para brincadeira.Vivam El Rei D. João e D. Nuno Álvares Pereira 

Entra uma Barbie

D. Nuno-O que vejo eu, S. Jorge? Só poderá ser o demo que nos vem a atentar. Vá de retro Satanás
Barbie-O que estás tu a palrar? Vejo que ainda tendes reis... Vós  em que ano viveis?  Até parece que cheguei a um século  já passado.
D. Nuno- De que estás tu a falar? Estamos no século XIV e uma importante batalha acabámos de ganhar.
Barbie-No século XIV? Onde é que eu vim parar? Mas que grande confusão.  Sinto que vou desmaiar
Brites-Tão magrinha. Por certo está é com fome. Pega este pão ainda morno Saiu agora do forno. Come.
Barbie-Já me sinto bem melhor.. Ao meu século XXI eu vou ter que regressar . Vou muito agradecida por todo o vosso cuidado.
D. Nuno-Cada vez estou mais espantado....  Foi milagre de S. Jorge  vir alguém lá do futuro...Nem dá pr´á acreditar.

Vozes   
Boa viagem.  Se  quiseres reaparecer cá estamos p´ra te receber

Peddy paper
      No recinto,  escondidos em vasos, podem estar cartões, numerados de 1 a 6 que os grupos terão de procurar
2   Cada grupo recebe uma folha  para escrever  as respostas às questões nos  6 cartões que vão ter que procurar  Logo que encontrem um cartão, seja qual for, começam a responder e a registar as respostas no sítio adequado da folha anexa.
3   Suponhamos que na fase anterior encontraram o cartão 5. Logo que completem as respostas a esse cartão (se não souberem algumas respostas, deixam ficar em branco) procuram um outro diferente e procedem do mesmo modo.
4   E continuam até terem respondido a todos os cartões (1,2,3,4,5,6).
     Ganha a equipa que, em menos tempo, acertar mais respostas 

A título de exemplo deixo o cartão 1


CARTÃO 1
1-A que desporto está associado   Magic Johnson ?
2-Qual  foi o 2º rei da primeira dinastia ?
3- Qual a palavra inglesa que está escondida em   LSCOHO ?
4-Qual o resultado da operação   0,05 x 500 ?
5- Qual o erro na frase   “Há muito tempo que não se houve falar disso” ?
6- Quem canta  o Capitão fantástico?

Apurados os resultados a equipa "Os cinco" ganhou e recebeu uma taça cheia de gomas. Os outros também receberam gomas (mas sem taça...)


Em ambas as festas  a maioria dos alunos da turma este presente. No caso do José isso foi muito importante pois, como fui relatando ao longo dos tempos, ele teve que mudar de escola e houve alguma dificuldade de integração numa turma que vinha coesa desde o 1º ano. É essa mesma turma que segue na íntegra para o 5º ano (salvo dois alunos que foram para outras escolas). Na quinta tiveram a receção na escola (Carolina Michaëlis) da qual constou um peddy paper.
Hoje foi o primeiro dia de aulas e vinha satisfeito.

Sinto-me muito feliz mas um pouco cansada. Amanhã parto para uma  visita à Grécia. Até breve.

sexta-feira, 18 de setembro de 2015

reportagem -continuação

No dia 17 de Agosto, e tal como referi na mensagem anterior, o meu filho mais velho regressou de Espanha com a família e foram diretamente para a  Parada, onde os netos ficariam até ao dia 23. 

 Na Parada não disponho do espaço exterior que tenho na Adeganha mas entre a piscinita, o terraço e dois pátios, ainda há muito por onde brincar. 










Depois há o espaço interior que apesar de ser pouco mais de metade do da Adeganha, tem praticamente o mesmo número de compartimentos e é muito mais funcional. Na Adeganha há compartimentos enormes dois dos quais são de passagem. Acomodo muito melhor a família (somos 10 e por vezes mais, quando levam amigos) na casa da Parada.
Para além disso, ensinei à minha neta um jogo de cartas que aprendi com a minha mãe. Chama-se escopa e obriga a pensar. A minha neta adorou pelo que do programa diário fazia sempre parte algum tempo dedicado à escopa

A meio da semana fomos a Bragança. A Rita queria estar com uma amiguinha, a Marta, filha de um afilhado meu. Antes de termos a casa da Adeganha, no Verão as duas encontravam-se na Parada,  e tanto a Marta como o irmão entraram em várias das nossas peças de teatro. Há dois anos que não se viam porque os períodos de férias na aldeia não têm coincidido. Por sua vez, o Bernardo que adora castelos, queria muito visitar o castelo de Bragança.
Aqui ficam algumas imagens 








A escultora Isabel, ainda minha parente e de quem já falei, manifestou vontade de fazer um retrato da Rita a óleo pelo que esta passou uma manhã inteira a posar; devia ter sido mais tempo mas não houve disponibilidade de parte a parte. Parece bastante mais velha. Esteve numa exposição em que a Isabel participou em França mas vai ainda ser "burillado" em novos encontros


No dia 21 chegaram os pais e no dia seguinte fomos mostrar-lhes o novo Santuário do Santo Antão da Barca de que já tenho deixado algumas fotos.
Mas para se perceber o antes e o depois, deixo fotos atuais  e um vídeo feito por alunos de uma escola, numa visita que fizeram ao" antes". Quem os guia é um primo (a mãe era prima direita do meu pai e o pai era primo segundo do avô do meu marido...) que foi o grande impulsionador da  mudança( estou em crer  que sem o esforço dele, que lhe  trouxe vários problemas de saúde, o Santuário teria ficado debaixo de água...)








Fomos ainda tomar banho no rio mas como o caminho até lá é curto mas fraco, fomos todos(6) no jipe.
Os netos foram na "mala" e iam delirantes...



No dia 23 partiram....


No dia 24 fomos com a Isabel (escultora) comer peixinhos do rio à Legoinha uma terra onde hoje não habita ninguém mas de que vale a pena conhecer o "antes" e o "agora"

No dia 28 a Isabel regressaria a França. Como dia 26 tinha que ir a Mogadouro fui com ela. Revisitámos o castelo e tirámos umas fotos.


As férias em Trás-os-Montes estavam a chegar ao fim. Temos por hábito ir um ou dois dias a Espanha (geralmente a Zamora ou a Salamanca). Desta vez fomos a Zamora, no dia 29.
Vimos muito movimento na praça em frente ao "Parador" e informaram-nos que ia decorrer um cortejo de gigantones e cabeçudos, onde Portugal também estava representado.
Como o cortejo só teria início às 18 h aproveitámos para visitar o Museo Etnográfico de Castilla e León um edifício moderno com um "recheio" muito interessante
Deixo imagens de Zamora e do cortejo













Dia 1 de Setembro  regressaríamos ao Porto. Como habitualmente deixo imagens de um  pôr do Sol, dos muitos que tenho o privilégio de ver do terraço da casa da Parada.




domingo, 6 de setembro de 2015

Reportagem...


Após quase dois meses de silêncio, eis-me de novo a dar notícias.
No dia 18 de Julho partimos  para a Adeganha (aldeia no concelho de Moncorvo, onde o meu marido herdou uma casa (por morte do irmão,  há 3 anos). Levámos dois dos netos e o gato.
No dia seguinte chegariam os dois outros netos com os pais e, dado que o nosso carro só tem 5 lugares,  tivemos que ir à “minha” aldeia, buscar um “jipito” que lá temos.  Eu não gosto de conduzir mas não tive outro remédio...
Passámos por Alfândega da Fé para fazer algumas compras e aproveitei para ver, na casa da Cultura,  uma exposição do Dr. Levi Guerra.

Mal chegámos à aldeia “deparámos” com um barulho ensurdecedor. Tratava-se do fim de semana anterior ao da festa local pelo que, mesmo ao lado de minha casa, já estava instalado um camião com um palco e um conjunto, com música sem qualquer qualidade e num nível sonoro  muito acima do limiar permitido. Não entrei em casa. O meu marido retirou o jipe da garagem e eu parti de imediato, completamente atordoada. Infelizmente é assim todos os anos.
Regressámos à calma da  Adeganha      e ao fim da tarde  para alegria dos mais pequenos , montou-se no pátio de entrada, uma  piscinita insuflável .

No dia seguinte, domingo,  resolvemos visitar a aldeia de Mós, no concelho de Moncorvo. Deixo algumas fotos.












Na segunda, o meu filho e a minha nora regressaram ao Porto pois a minha nora, por causa de um projeto de investigação na Argentina, partiria para lá na quarta feira.

Na sexta feira chegariam os adultos (salvo a minha nora que estava já na Argentina). Como é habitual, no dia da chegada tem lugar o espetáculo de teatro que vamos preparando durante a semana. Desta vez filmámos e o que foi apresentado foi uma reportagem que passámos no ecrâ da TV.

Não coloco o filme mas deixo partes do texto. A reportagem começa com a Rita e o José, na praça da aldeia, a apresentar o programa BOM TURISMO

José-Tempo de férias. Já pensaste no teu destino de férias ?

Rita- Talvez vá para fora

José -Pois eu vou pra fora, cá dentro...
Boa tarde senhores telespectadores. Já perceberam que hoje vamos falar de férias

Rita- Bem vindos a mais um programa de bom turismo. Desta vez o local escolhido foi Adeganha, uma pacata aldeia transmontana cheia de história que acaba de ser  descoberta pelo turismo...
Com o afluxo de turistas surgem novas novidades na aldeia: obras, lixeiros, arrumadores e muito mais...

José- A nossa equipa de filmagens tem andado pela aldeia. Deixamos-vos com alguns dos melhores momentos.

O Bernardo  varre a rua quando se aproxima uma turista (Rita)

Rita-dove si può mangiare bene la pasta?

Bernardo-Tem falta de pasta? Também nós. A crise chega a todos
(.....)
B-Adio
Adia o quê?

Ai se não fôssemos nós a ajudar os turistas.
Esta é  espanhola, tenho a certeza

O José faz de turista brasileiro e o Bernardo faz de operário a compor o muro da igreja

José -Quê nêgócio é esse áí

Bernardo- "Olha-m´este..." Quer montar um negócio ali? Ali é a Igreja, homem
(...)
Ai se não fôssemos nós a ajudar os turistas.

A Rita e a Marta fazem de empregadas de limpeza a limpar um portão e aproxima-se o José, como turista francês

José -S´íl vous plait.

Marta-Tem uma silva no pé? 

José-Je n´ai pas comprit

Marta- É comprida?

José -Je ne comprend pas

Rita- Ah, precisa de comprar uns sapatos? Aqui não há sapatarias. Terá que ir a Moncorvo.

Ai se não fôssemos nós a ajudar os turistas. ...

Após uma série de "Sketch"  idênticos termina a reportagem. Surgem novamente os dois apresentadores

Rita- E é  tudo por hoje

José-Esperamos  por vocês no próximo “Bom Turismo”

Divertimo-nos muito quer durante as filmagens quer na apresentação


No domingo, dia 26,  decidimos ir a Moncorvo,  “inaugurando” a travessia pela  barragem recém concluída






Atravessando na barragem


Na piscina
No dia seguinte, segunda feira, filhos e netos foram passar o dia ao Aquafixe, também recentemente inaugurado.
Ao final da tarde o meu filho Nuno regressaria ao Porto. O irmão foi levá-lo ao Pocinho, onde apanharia o comboio.
O resto do pessoal chegaria à Adeganha para jantar. Na terça feira, último dia em que estariam todos, os netos as crianças passaram  o dia usufruindo da “piscina” e do  espaço que a casa disponibiliza ao ar livre.  O meu marido "divertia-se"  na agricultura...









Na quarta feira, o meu filho mais velho partiria com a família para Esmoriz e daí para o Sul de Espanha. Ficaram os outros dois netos. Nesta aldeia, já há cerca de 20 anos que não nasce uma criança pelo que as brincadeiras ficaram limitadas aos dois irmãos de 4 e 9 anos. O pai regressou à Adeganha na sexta feira e no domingo vieram para o Porto pois as crianças tinham agendadas, para esse dia, festas de aniversário dos colegas mais amigos.
Ficámos só os avós e uma grande sensação de vazio....
No sábado, dia 8,  o Nuno e as crianças  regressariam de comboio, para mais uns dias, não para a Adeganha, mas para a minha aldeia. Deixámos a Adeganha nesse mesmo dia. O meu marido foi buscá-los ao Pocinho e eu fui para a Parada, preparar o almoço para todos. 
Na Parada divertiram-se na piscininha que ali montámos, aproveitando o espaço do antigo lagar de vinho e brincaram com algumas (poucas)  crianças da aldeia:  bicicleta, futebel, etc
No dia 10 fomos ao Santo Antão( o santuário que foi transladado por causa da barragem) aproveitámos para tomar banho no rio



Dia 12 regressaram ao Porto pois tinham que partir para o Algarve onde todos os anos fazem uns dias de férias, numa casa que ali tem um irmão da minha nora. Fizeram a viagem de carro pois o meu marido aproveitou para tratar de  algumas coisas no Porto.
Como fiquei na aldeia, aproveitei para convidar para almoçar uma amiga (ainda parente afastada), escultora, que vive em França mas está a restaurar, na aldeia, para onde pensar regressar definitivamente,  umas casinhas para a   habitação  e o atelier.

No dia seguinte seríamos nós a ir almoçar com ela.
No dia 17  regressando diretamente de Espanha, chegariam o meu filho mais velho e família. As crianças iriam ficar uma semana connosco e eles partiriam na manhã seguinte , bem cedo, pois tinham que regressar ao trabalho.

Continuo na  próxima “reportagem”