Bem-vindo, bienvenido, bienvenu, benvenuto, welcome....


Silêncio cósmico

Pudera eu regressar ao silêncio infinito,

ao cosmos de onde vim.

No espaço interestelar, vazio, negro, frio,

havia de soltar um grito bem profundo

e assim exorcizar todas as dores do mundo.

Regina Gouveia

segunda-feira, 14 de maio de 2012

Penalva do Castelo


Hoje, juntamente com a escritora Adelaide Moreira estive em Penalva do Castelo onde decorre uma feira do livro em que participa a “nossa” editora:
Ambas participámos em 3 sessões com alunos. A mim “couberam-me”  214 alunos de 3º ciclo.
Fomos muito bem recebidas pelas professoras bibliotecárias que, dentro do pouco tempo livre de que dispusemos, nos levaram a visitar a casa da Ínsua.


 Esta casa, que data do  século XVIII. situa-se na freguesia de Ínsua, em Penalva  

Conta a história da Casa da Ínsua que tem a sua origem na família Albuquerque que surgiu na idade média, por volta do século XII\XIII. São da mesma descendência e por conseguintes parentes, de Afonso de Albuquerque, que foi vice-rei da Índia, tendo sido este nome o resultado da junção das palavras latinas, albus, que significa branco e quercus, que significa carvalho. A família estalou-se na beira por volta do século XIV/XV, na vila de Sátão, cerca de dez quilómetros a norte de Penalva do Castelo.
 A casa onde vivia situava-se no lugar onde actualmente fica o chamado Soar dos Albuquerques. Os Albuquerques da beira são descendentes de João Afonso de Albuquerque, trineto de D. Dinis. É nesta linhagem que nasce em 1739, na vila do Ládário (a cerca de 10Km de Penalva do Castelo), Luís de Albuquerque de Mello Pereira Alcáceres que foi  Governador do Estado do Mato Grosso, no Brasil, entre 1771 e 1790.
A quinta da casa da Ínsua é difícil dizer onde começa e onde acaba, tendo as ruas, nomes escritos em placas. Os jardins possuem vários tipos e formas de flores, como camélias e roseiras. Mas a flor mais famosa dos jardins, é a flor de lótus, com enormes folhas e que não dura mais de 48 horas, apesar de estar no lago, rodeada de nenúfares. Os eucaliptos fazem sombra ao lago criando uma perfeita atmosfera de romantismo.

Quanto ás sessões , ficámos (Adelaide e eu) um pouco desagradadas com o comportamento  dos alunos.  Embora houvesse alguns interessados e participativos, muitos não manifestavam qualquer interesse. Creio que não conheciam as obras o que,  à partida, parece revelar pouco empenho dos professores na preparação dos encontros entre alunos e escritoras.    Numa das turmas uma aluna entrevistou-me no fim da sessão. Estava acompanhada por uma professora  responsável pelo clube de jornalismo. Curiosamente ou talvez não,  essa turma portou-se nitidamente melhor que as outras.
Deixo aqui  o guião da entrevista



E a terminar…
Penalva do Castelo foi outrora conhecida por Vila Nova de Santo Sepulcro, nome que decorre do facto de nela se ter instalado a Ordem Militar e Canónica de Jerusalém, também chamada de Ordem do Santo Sepulcro. É, no entanto, ponto assente que a antiga vila não se encontrava precisamente no local onde hoje está situada a Vila de Penalva do Castelo ( que até 1957 era designada Castendo ).

1 comentário:

  1. Olá Regina
    Lá continua a sua valiosa açâo educativa.
    Creio que o comportamento das pessoas depende muito do meio social em que vivem. No caso das crianças e adolescentes, o professor também tem muita influência. Isto penso eu.
    Gostei muito das perguntas feitas pela aluna de jornlismo.

    Um beijo.

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