Chegámos a Atenas, idos de Meteora, no dia 26 à noite. Sempre munidos do guia Michelin, fomos explorar mais uma vez as imediações do Hotel e encontrámos o Mercado, um edifício muito bonito da época da arquitetura do ferro Como era já noite não estava a funcionar (nem estaria no dia seguinte, domingo) mas pudemos vê-lo embora estivessem a limpá-lo.
Jantámos na esplanada dum barzinho muito simples, perto dali,
A guia Sini informara-nos que podíamos entrar num café e não consumir porque na Grécia isso é normal e ninguém revela desagrado. Do mesmo modo, se entrarmos numa loja não andam atrás de nós nem manifestam menor simpatia se não comprarmos nada. Pudemos constatar
a simpatia dos gregos em todos os lugares por onde andámos (apesar de sermos portugueses e da mágoa que os gregos exprimiam face à falta de solidariedade do nosso governo ...)
O atendimento no tal barzinho não foi exceção
Depois de jantar passámos mais uma vez pela praça Sintagma.
A animação do costume, mas como referi a praça é pequena e sem qualquer interesse de maior.
No regresso contemplámos mais uma vez a Biblioteca Nacional, a Academia das Artes e o Museu Arqueológico Nacional, bem ao lado do nosso hotel e que fotografaríamos no dia seguinte.
Quando chegámos ao hotel fomos ao terraço fotografar mais uma vez a Acrópole à noite, após o que nos fomos deitar.
No
dia seguinte iríamos tentar explorar a cidade,
uma metrópole moderna, cosmopolita e com vida
noturna intensa. Começámos
por fazer uma visita guiada que contemplava o render da guarda no
parlamento em frente à Praça Sintagma. Este tipo de curiosidade,
vulgar em muitas cidades,
nomeadamente em Londres, não me atrai. De
qualquer forma tivemos sorte pois ao domingo os guardas vestem farda de gala
.
De
seguida e passando por locais que já tínhamos “explorado” na véspera fomos de
autocarro até à Acrópole (em grego significa "cidade no topo")à qual se acede por uma escadaria e um pórtico monumental- o Propileu ,
A Acrópole começou a ser construída por Péricles no século V a.c., sobre as ruínas de construções mais antigas O conjunto arquitetónico é formado por três templos e dois teatros:
-O Partenon dedicado à Deusa Atena, encomendado por Péricles para abrigar uma estátua da Deusa com 12m de altura, coberta de marfim e ouro, obra do escultor grego Fídias.
-O templo dedicado a Atena Nike e o Erecteion dedicado à deusa Atena e a Poseidon, com o célebre pórtico das cariátides
-O teatro de Dionísio e o Odeon de Herodes Ático (Odeon), construído em 161 d.c.. e que atualmente é usado para concertos ao ar livre pois possui uma acústica excepcional.
Terminada a viista à Acrópole, toda a exploração de Atenas já foi feita em "auto-gestão". Vimos o sitio Arqueológico do Templo de Zeus e o Arco de Adriano, a Biblioteca de Adriano, o Estádio Panathinaiko, onde foram realizados os primeiros Jogos Olímpicos da era moderna, em 1895 e cuja construção está no mesmo local em que na antiguidade ficava o Estádio de Atenas. Visitámos o Museu da Acrópole, relativamente ao qual deixo a foto de uma das vitrines e os dois bilhetes de entrada (meu e do meu marido), muito bonitos e diferentes que custaram apenas 3 euros. Nos museus, no metro e demais transportes, nos espetáculos, os séniores pagam apenas meio bilhete.
Nas nossas deambulações vimos por todo o lado, em ruas, na base de prédios modernos, ruínas protegidas, algumas cobertas por cúpulas de vidro.
Na zona da Acrópole situa-se o bairro
histórico de Plaka, fervilhante de vida: restaurantes e lojas proliferam ali.
Ao
lado do bairro de Plaka situa-se a Ágora, que foi o centro
político religioso da Atenas antiga. O principal edifício de Ágora
é a Stoa de Átalo, com dois andares erguido
pelo rei Átalo de Pérgamo, em 159 a.c.. Foi reconstruído em 1956 e
hoje abriga um museu com achados de Ágora.
Almoçámos numa pracinha no bairro de Plaka, num restaurante muito simpático, com música ao vivo.
No Hotel em Olímpia tinha encontrado referência a um museu que gostaria muito de visitar, pois tinha a ver com inúmeros inventos na Grécia Antiga.
Falei com a Sini (guia). Não me importaria de o ir visitar na hora de almoço, prescindindo do mesmo. Não foi possível pois o tempo de que dispunhamos para almoçar não daria para ir, visitar e regressar a tempo. Mas informou-me que em Atenas havia algo idêntico, localizando-me o local num mapa que entretanto perdi. Lembrava-me no entanto da referência à estação de Metro Monastiraki. na zona de Plaka.
Tentámos então encontrar o Museu cujo nome desconhecia. Trata-se de um um museu pequenino, de natureza muito específica e por isso pouco conhecido. Mas consegui lá chegar graças à imensa simpatia dos gregos.
Estava a fechar mas muito gentilmente disseram-me para visitar com calma que aguardavam.
Adorei o Museu com réplicas de inventos, todos em funcionamento. Deixo o bilhete de entrada e fotos de alguns dos inúmeros objetos
Quando tentávamos encontrar o museu, apercebemo-nos do movimento da Praça Monastiraki e ruas envolventes.
Aqui ficam algumas imagens
Ao fim do dia tomámos um "mazagran" numa esplanada, donde se avistava a Acrópole
Ao cair da noite fomos de metro para a zona do hotel e tirámos algumas fotos nas estações de metro, que são autênticas salas de museu
Como repararam por certo, muitas das fotos ficaram más. Poderão ficar com uma melhor ideia de Atenas vendo o vídeo anexo que encontrei na NET (https://www.youtube.com/watch?v=muawt_dbIWU)
Jantámos num barzinho perto do hotel e fomos deitar-nos. No dia seguinte partiríamos para um cruzeiro no mar Egeu
Chegámos
a Kalambala ao fim do dia. É
uma pequena povoaçãosituada
no sopé de um complexo rochoso,
cuja origem remonta a mais de sessenta milhões de anos e que a
erosão das águas (existiria ali mar ou uma laguna) e dos ventos esculpiu.
Por
volta do súclo XI, alguns eremitas procuraram ali a paz espiritual.
O
Império Bizantino estava em declínio eiria
ter
início um dos períodos mais negros da história daGrécia,
o da ocupação turca, que viria a prolongar-se por mais de
quatrocentos anos.
Os monges eremitas procurando também
um
lugar
seguro encontraram nos rochedos inacessíveis de Meteora um refúgio ideal. Teriam começado por habitar grutas existentes nos rochedos só mais tarde teria surgido a construção de vários mosteiros..Há pouco mais de seiscentos anos, um monge da península do Monte Athos fundou o primeiro mosteiro sobre um penhasco que passou a ser conhecido por “meteoros”, que em grego significa “suspenso no ar”.
Las fechas oficiales
de ocupación monástica se remontan al siglo XIV, cuando Atanasio
llega al lugar, procedente del Monte Athos que en aquel momento se
había hecho muy inseguro (...)Pero no faltan indicios más antiguos. (...) En Meteora existen numerosas cuevas y celdas para
anacoretas no siempre fáciles de localizar, la mayor parte
abandonadas(...) en el roquedal de Péksari se
ven cuevas abandonadas y aberturas en las montañas con balconadas de
madera y escalas de mano todavía en buen estado cuando fueron
fotografi adas en 1963. Entre estas cuevas se encontraban algunas
como las de San Antonio o la de San Gregorio
No final do século XI e início do século XII, formou-se um estado monástico rudimentar.Foram construídos mais de 20 mosteiros,
O acesso aos mosteiros era feito por guindastes e apenas em 1920 foram construídas escadas de acesso.
Ainda hoje alguns fiéis, no dia do seu Santo, escalam, com risco de vida, os imensos rochedos para rezar, acender velas e colocar lenços em covas nos rochedos
(na imagem abaixo, do lado direito vê-se uma dessas covas).
Fotos do mosteiro de Rousanou, o mais bonito que visitámos ( todas as fotos anteriores e a próxima foram extraídas de Las Meteoras. Las rocas sagradas y su historia).
Antes de colocar fotos da visita deixo este vídeo
(https://www.youtube.com/watch?v=4Vo6MXAyHbs)
Por fim os bilhetes de entrada nos dois mosteiros que visitámos e algumas fotos (quase todas tiradas de dentro do autocarro). Nesse dia choveu torrencialmente (foi o único dia de mau tempo que apanhámos) pelo que fizemos a visita todos encharcados, mas valeu a pena.
Após a visita regressámos a Atenas onde chegámos já ao princípio da noite.
Durante a viagem, numa das paragens "técnicas" estavam dois autocarros com migrantes (os únicos que vimos).
Terminava em Atenas o périplo pela Grécia continental, visita guiada por uma guia grega excecional, a Sini, culta, afável, cuidadosa e com um perfeito domínio do castelhano pois fez parte da sua formação superior em Salamanca.
À Grécia continental seguir-se-ia um cruzeiro por ilhas do Mar Egeu.
Mas antes havia ainda algum tempo para visitar Atenas. Na próxima mensagem falarei dessa visita.
Até 10 de Janeiro de 2010 esteve patente na Casa da Cultura Manuel Lueiro, em O Grove, Galiza, uma exposição de trabalhos de alunos da galeria Utopia .
Participei com os dois trabalhos anexos; no dia da inauguração tive a agradável surpresa de ver que o cartaz (1mx2m) que anuncia a exposição foi construído com a imagem do 2º quadro.
Quadros na exposição em Grove
Imagem que figura no cartaz
cartaz da exposição em Grove
Livros que publiquei ou em que participei por convite
Livros que publiquei ou em que participei por convite
Há ciência e poesia nas coisas do dia a dia
Tamanho XXS
Quando o mistério se dilui na penumbra
Para mais tarde recordar
Requiem pelo planeta azul
quando o mel escorre nas searas
revista Philos 2017
revista Philos 2014
O bosão do João
Sete Luas
Ciência para meninos em poemas pequeninos
Terras de cieiro
Entre margens
Pelo sistema solar vamos todos viajar..
Ciência para meninos em poemas pequeninos
Breve história da Química
Era uma vez...
Magnetismo...
Reflexões...
Estórias....
Se eu não fosse....
Um poema para Fiama
Os dias do Amor
Uma viagem para Pasárgada
Cancioneiro Infanto- Juvenil...
Fiat Lux
O amor em visita
A Terra de Duas Línguas II.Antologia de Autores Transmontanos
Por longos dias, longos anos, fui silêncio
antologia
Entre o sono e o sonho
Textos on-line
Estão disponíveis on-line: -Magnetismo Terrestre (livro de poesia) -Reflexões e Interferências (livro de poesia) -Estórias com sabor a nordeste (livro de ficção) -Einstein (poema) -Se eu não fosse professora de Física. Algumas reflexões sobre práticas lectivas(didáctica) -Vou-me embora para Pasárgada (conto)
Como todos nós, feita de pó de estrelas, estou apenas de passagem nesta fantástica viagem desde um passado remoto até um futuro ignoto.
(Para saber mais consultar a página CV)