segunda-feira, 12 de outubro de 2015
De Delfos a Meteora
Como
habitualmente, partimos bem cedo a fim de visitar o espaço
arqueológico de Delfos
Delfos
é uma cidade grega junto ao monte Parnaso. Na Grécia antiga era
referenciada por todo o mundo grego como o omphalos (umbigo), o
centro do universo. Ali se situava um famoso oráculo (o oráculo de
Delfos), que ficava dentro de um templo dedicado ao deus Apolo. Em
Delfos havia uma fonte termal e eram os seus vapores que permitiam ao
oráculo de Delfos fazer as suas profecias. O primeiro oráculo de
Delfos era conhecido geralmente como Pitonisa (ou também Sibila),
embora seu nome fosse Herófila. Ela cantava as predições que
recebia de Gaia (a deusa terra). Mais tarde, Sibila tornou-se um
título dado a qualquer sacerdotisa devotada ao oráculo. A Sibila
apresentava-se sentada na rocha sibilina, respirando os vapores
vindos do chão e emitindo as suas intrigantes e confusas predições.
O oráculo exercia enorme influência não só nos povos helénicos
como em muitos outros, nomeadamente na Macedónia e no Egito
. Era consultado antes de todos os empreendimentos
principais nomeadamente nas guerras.
O
espaço arqueológico de Delfos é hoje Património Mundial da
Humanidade.
As
construções repartem-se entre dois grandes espaços, o
Santuário de
Atenea Pronaia assim chamado por ser
dedicado a Atenea e se encontrar "antes do
templo"(significado
de pronaia)
dedicado a Apolo. No Santuário de Apolo concentram-se
os
edifícios de maior interesse: o grande templo de Apolo, o
Teatro, e vários Tesouros,
nomeadamente o Tesouro dos Atenienses
Os
Tesouros eram pequenas construções semelhantes a templos onde se
guardavam ofertas e donativos que frequentemente
eram muito valiosos. Muitas cidades gregas presenteavam o oráculo
como forma de agradecimento.
O Tesouro dos Atenienses. foi construído
em comemoração da vitória dos atenienses na batalha de Marathon em
490 - 480 a.C. T
O
Santuário de Atenea Pronaia é uma construção
bastante atípica, se bem que durante o século IV a.C.
se tivessem construído na Grécia vários recintos sagrados de
planta circular, os Tholos,
entre eles os de Epidauro,
Olimpia e Delfos,o
mais conhecido. Não há certezas quanto à sua função mas
crê-se que, embora com função religiosa,não seriam templos.
Pensa-se que se destinariam ao culto de divindades do mundo
subterrâneo ou que seria eventualmente construções funerárias, dada a sua forma que lembra as tumbas da época micénica.
No vídeo e nas fotos poderão ver-se os espaços acima citados
Tholos de Atenea Pronaia
Santuário de Apolo
Tesouro dos Atenienses
Teatro
Após a vista aos santuários e ao teatro alguns de nós subimos um pouco mais e fomos até ao estádio, antes da visita ao Museu
Museu
sábado, 10 de outubro de 2015
De Olímpia a Delfos
No dia 24 de manhã começámos por
visitar o sítio arqueológico do Santuário de Zeus, as instalações do estádio
olímpico onde em tempos se realizavam os Jogos Olímpicos e o Museu Arqueológico
de Olímpia
No sitio arqueológico de Olímpia destaca-se no centro o Altis, recinto sagrado e coração do santuário, com os seus templos, o Templo Clássico de Zeus e o Templo inicial de Hera, e os tesouros.Também no Altis está o Philippeion, um elegante edifício circular dedicado a Filipe II, rei da Macedónia. O espaço remanescente dentro do Altis foi preenchido por numerosos altares e estátuas de deuses, heróis e vencedores olímpicos
Sobre os restos de um assentamento pré-histórico de Olímpia está o
Pelopion, um monumento funerário que comemora o herói Pelops (referido na mensagem anterior).
A leste do Altis ergue-se o
estádio onde se realizavam os Jogos Olímpicos. A sul do estádio estava o
hipódromo, do qual nada resta. A sul do hipódromo um grupo de mansões e banhos, incluindo a
famosa casa de Nero, construída pelo Imperador para a sua primeira estadia em
Olímpia, durante a sua participação nos jogos. Para poder participar, impôs que os jogos incluíssem poesia e música para ele poder concorrer. Ganhou, sempre que concorreu...
Embora historicamente os jogos
tivessem começado em 776 a.C., considerada a primeira Olimpíada, ter-se-ão praticado desde os tempos muito antigos A sua origem é envolta em mistério e lendas. Um dos mitos mais populares identifica Hércules e Zeus, seu pai, como os seus criadores.
De quatro em quatro anos, pessoas de todas as partes da Grécia reuniam-se em
Olímpia, a fim de competir e assistir aos Jogos. O prémio para o vencedor era o
"kotinos", coroa de folhas de
oliveira. Durante os jogos, e se em tempo de guerra, era respeitada uma trégua,
.https://www.youtube.com/watch?v=K8ztMlmavBw
Deixo algumas fotos tiradas no santuário e no estádio onde a visita terminou e em que eu corri (precisamente 1 estádio, 192m )
Eu a correr no estádio...
Escavações continuam no ginásio que estava oculto debaixo das terras que os dois rios vizinhos ali terão depositado
Após a visita ao estádio caminhámos até ao Museu Arqueológico de Olímpia de que deixo algumas fotos.
Lepanto é uma pequena e graciosa cidade costeira, fortificada pelos venezianos no século XV.
Monumento a Cervantes
De Lepanto seguimos em direção a Delfos, estância turística de inverno, pela proximidade de pistas de ski.
Ao longo da estrada, na subida, avistámos no vale conhecido como "mar de oliveiras", olivais extensíssimos, ao que parece com quatro milhões de oliveiras,
"Mar de oliveiras", a extensa mancha verde no vale.
Na primeira mensagem partilhei convosco a música de Giorgos Zambetas. Hoje termino partilhando a de Yannis Marcopoulos
quinta-feira, 8 de outubro de 2015
De Atenas a Olímpia
No dia 23, partimos bem cedo. Logo no início da viagem avistámos a ilha de Salamina célebre por um combate naval contado por Esquilo,
travado com os persas que o perderam
tendo o seu rei, Xerxes, assistido ao desaire do cimo de uma
elevação. As linhas a tracejado pretendem ilustrar a movimentação dos exércitos na batalha

O nosso rumo era a península do Peloponeso cujo nome está associado a Pelops
O Peloponeso está ligado à Grécia continental pelo istmo de Corinto, sede de grande preocupação de defesa desde tempos muito remotos.
Escavações revelaram várias fortificações nomeadamente vestígios de um muro ciclópico do século XIII AC. Também desde tempos muito remotos se percebia o imenso interesse em construir ali um canal que permitisse ligar o mar Jónico e o mar Egeu. Foi Nero, 67 anos DC que iniciou os trabalhos, usando 6000 prisioneiros. Após cerca de 3 meses a tarefa foi abandonada. No início do século XIX a ideia foi retomada e em 1893 foi concluído o canal . Ao atravessar o istmo de Corinto fizemos uma breve paragem para fotografar o canal.
De Epidauro seguimos para Micenas. Aqui ficam algumas fotos
1.Tumba de Agamenon- entrada
2.Tumba de Agamenon- interior
3.Tumba de Agamenon- cúpula no interior
4.Acrópole de Micenas- vista de longe
5.Acrópole de Micenas- maqueta
6.Acrópole de Micenas- porta dos leões
7,8,9- Objetos no museu de Micenas. Na imagem 9 vê-se uma réplica da máscara de Agamenon (o original, em oro, está no Museu da Acrópole em Atenas)
De Micenas partimos para Olímpia onde chegámos ao fim da tarde. Como a viagem tinha sido muito cansativa fui à piscina, o que me soube muito bem.
Depois saímos um pouco (Olímpia é uma cidade pequena e o hotel ficava nas imediações.Tive a sensação de que estava a passear na minha aldeia, com as oliveiras, o ladrar dos cães ao entardecer.
Para além disso fomos contemplados com este crepúsculo
Depois de jantar fomos para o quarto e deitámo-nos cedo pois o dia seguinte também seria um pouco "denso".

O nosso rumo era a península do Peloponeso cujo nome está associado a Pelops
Enomau, rei de Olímpia, tinha uma filha Hipodâmia que deveria permanecer solteira porque uma profecia alertara o rei de que haveria de ser morto pelo genro. Assim eliminava todos os pretendentes da filha. Pélopes enamorou-se dela e pediu-a em casamento.
Como condição para concordar com o casamento, Enomau exigiu que Pélope o vencesse numa corrida de carros. O rei possuía excelentes cavalos, além de um condutor(auriga) experiente, e fora desse jeito que se livrara dos pretendentes anteriores. Sabendo-se em desvantagem, Pélopes aliciou o auriga, prometendo-lhe a metade do reino que viria a herdar.Tendo sabotado uma peça do carro de Enomau, o auriga provocou um acidente do qual escapou ileso, mas resultou na morte do rei.
O Peloponeso está ligado à Grécia continental pelo istmo de Corinto, sede de grande preocupação de defesa desde tempos muito remotos.
Escavações revelaram várias fortificações nomeadamente vestígios de um muro ciclópico do século XIII AC. Também desde tempos muito remotos se percebia o imenso interesse em construir ali um canal que permitisse ligar o mar Jónico e o mar Egeu. Foi Nero, 67 anos DC que iniciou os trabalhos, usando 6000 prisioneiros. Após cerca de 3 meses a tarefa foi abandonada. No início do século XIX a ideia foi retomada e em 1893 foi concluído o canal . Ao atravessar o istmo de Corinto fizemos uma breve paragem para fotografar o canal.
Continuámos a viagem em direção a
Epidauro
onde visitámos un santuário dedicado ao deus da medicina Asclepius (Esculápio). Uma das mais antigas, senão a mais antiga referência a Asclépius encontra-se na Ilíada de Homero, que o refere como um governante de Tricca mas também como um médico que havia aprendido a arte do centauro Quíron. Atualmente considera-se que o relato homérico sobre a Guerra de Troia é a poetização de um evento possivelmente real pelo que Asclepius pode ter existido de fato, vivendo em torno de 1200 a.C. Teria sido divinizado mais tarde . O seu culto desenvolveu-se fins do século VI a.C, a partir de Epidauro em vários outros locais, Os principais monumentos são o templo e o teatro, símbolo do teatro grego antigo. Construção do século IV aC com capacidade para 14000 espetadores é um dos maiores teatros antigos. Para além de ser belo e majestoso tem uma acústica excecional. O mais leve som produzido na parte central chega a todos os pontos (a guia mexeu ligeiramente num papel e, na última fila ouviu-se o som com toda a nitidez ) Continua a ser usado para grandes eventos.Ali se representou a ópera Medea, com a soprano Maria Callas.
onde visitámos un santuário dedicado ao deus da medicina Asclepius (Esculápio). Uma das mais antigas, senão a mais antiga referência a Asclépius encontra-se na Ilíada de Homero, que o refere como um governante de Tricca mas também como um médico que havia aprendido a arte do centauro Quíron. Atualmente considera-se que o relato homérico sobre a Guerra de Troia é a poetização de um evento possivelmente real pelo que Asclepius pode ter existido de fato, vivendo em torno de 1200 a.C. Teria sido divinizado mais tarde . O seu culto desenvolveu-se fins do século VI a.C, a partir de Epidauro em vários outros locais, Os principais monumentos são o templo e o teatro, símbolo do teatro grego antigo. Construção do século IV aC com capacidade para 14000 espetadores é um dos maiores teatros antigos. Para além de ser belo e majestoso tem uma acústica excecional. O mais leve som produzido na parte central chega a todos os pontos (a guia mexeu ligeiramente num papel e, na última fila ouviu-se o som com toda a nitidez ) Continua a ser usado para grandes eventos.Ali se representou a ópera Medea, com a soprano Maria Callas.
A visita terminou no Museu onde se podem ver várias estátuas, nomeadamente a de Asclepiuis, restos de frisos de monumentos, material cirúrgico e ex-votos inscritos em pedra onde se descrevem e agradecem curas.
Curiosidades interessantes sobre os templos de Asclepius poderão ser lidas aqui
1.Tumba de Agamenon- entrada
2.Tumba de Agamenon- interior
3.Tumba de Agamenon- cúpula no interior
4.Acrópole de Micenas- vista de longe
5.Acrópole de Micenas- maqueta
6.Acrópole de Micenas- porta dos leões
7,8,9- Objetos no museu de Micenas. Na imagem 9 vê-se uma réplica da máscara de Agamenon (o original, em oro, está no Museu da Acrópole em Atenas)
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Ao pesquisar na NET encontrei um site interessante sobre Micenas que aconselho
Para além disso fomos contemplados com este crepúsculo
Depois de jantar fomos para o quarto e deitámo-nos cedo pois o dia seguinte também seria um pouco "denso".
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