Bem-vindo, bienvenido, bienvenu, benvenuto, welcome....


Silêncio cósmico

Pudera eu regressar ao silêncio infinito,

ao cosmos de onde vim.

No espaço interestelar, vazio, negro, frio,

havia de soltar um grito bem profundo

e assim exorcizar todas as dores do mundo.

Regina Gouveia

NOVO BLOGUE

Retomei o blogue que já não usava há anos.

https://reflexoeseinterferncias.blogspot.com/

Dedico-o essencialmente aos mais novos mas todos serão bem vindos, muito em particular pais, avós, encarregados de educação, educadores ...


domingo, 21 de setembro de 2014

Por terras do Oriente -6


No dia 23 de Agosto, logo pela manhã, deixámos Hangzhou com destino a  Xangai. No caminho fomos visitar Zhujiajiao, por vezes chamada a Veneza da China, uma cidade flutuante com mais de 1700 anos de história, um deleite para o olhar.

Nos percursos de autocarro, Graça de Abreu falava da China, lia partes do seu diário, fazia citações. Eu gostava mas havia companheiros de viagem que não. Nas citações usava muitas vezes poetas chineses entre eles  Han Shan   e Li Bai de quem traduziu um livro  "poemas de Li Bai", prémio nacional de tradução 1991. Encontrei na NET poemas destes autores e é com um poema de cada autor  que inicio a descrição da passagem por Zhujiajiao

Poema de Han Shan

Vós olhais as flores no meio das folhas:
Quanto tempo de bom podem elas ter?

Hoje temem que alguém as colha
Amanhã aguardam que alguém as varra

Cativantes os entusiasmos do coração
Após vários anos envelhecem

Comparado com o mundo das flores
O fulgor do vermelho como o conservar?


Poema de Li Bai

Ante el monte Ching-t´ing  

Pájaros que se pierden en la altura.
Pasa una nube, quieta, a la deriva.
Solos y frente a frente, el monte y yo.
No nos hemos cansado de mirarnos

Sei que os entusiasmos do coração envelhecem com o tempo e também não me cansei de mirar a cidade.
Percorremos algumas ruas  a pé e alguns canais num barco (a gôndola de Zhujiajiao).
Pudemos ver exemplos bem conservados das dinastias  Ming e Qing em habitações, em pontes e em ruas.







Após a visita retomámos a viagem de autocarro até Xangai.

Xangai,  localizada nas margens do rio Huangpu (afluente do enorme Yantzé) é a maior cidade da República Popular da China e uma das maiores áreas metropolitanas do mundo, com mais de 20 milhões de habitantes(...).

O seu desenvolvimento mercantil e financeiro internacional no século XIX iniciou-se quando, no fim da Guerras do Ópio (Tratado de Nanquim, 1842), teve de se abrir ao comércio e tráfico de Ópio com os países ocidentais. Em breve as forças britânicas adquiriram o monopólio de metade do comércio externo da China, atingindo um grande desenvolvimento urbano e demográfico.Antes da Segunda Guerra Mundial, era o maior centro comercial do Extremo Oriente, com 4 300 630 habitantes, e constituía uma parte chinesa e outra europeia, gozando esta do direito de extraterritorialidade, com um regime jurídico próprio.
(...)mesmo durante os tempos mais tumultuosos da Revolução Cultural promovida pelo Partido Comunista, Xangai foi capaz de manter a alta produtividade da sua economia e a estabilidade social relativa


Assim se transformou Xangai, com carácter efectivo, numa colónia cosmopolita, em cuja administração intervinham as potências signatárias do Tratado, por intermédio dos seus representantes consulares. Esta posição especial permitiu-lhe observar a neutralidade durante a Primeira Guerra Sino-Japonesa de 1894-1895 e a revolta dos boxers de 1900. 

A cidade divide-se em duas zonas, a oeste do rio Huangpu, Puxi e a leste do rio, Pudong (creio que Xi e Dong significam os pontos cardeias W e E e  Pu significa porto).
Puxi permanece como centro  cultural, comercial e de lazer. Pudong é essencialmente a zona financeira repleta de edifícios muito modernos. Ali se encontra o 2º arranha-céus mais alto do mundo
Ao chegar à cidade dirigimo-nos ao hotel onde jantámos.
O Hotel estava extremamente bem situado em Puxi, junto à Nanjing Road, a principal avenida comercial da cidade, uma avenida pedonal. Antes de jantar ainda fomos passear um pouco pela avenida e seguimos a pé até junto do rio para ver Pudong iluminado


Na  Nanjing Road



Pudong vista de Puxi (ao fim do dia)
O arranha céus mais à direita, Torre de Xangai,  é o segundo mais alto do mundo (não parece maior que os outros só  porque está mais atrás)

Na manhã do dia 24 fomos visitar o Museu de Xangai, em Puxi. O museu tem um corpo inferior de secção quadrada que simboliza a terra e um corpo superior, de secção circular que simboliza o sol

Ali  lamentei não ter 70 anos pois não teria que perder muito tempo numa enorme fila para entrar. Em consequência disso vi o Museu muito a correr e ficaram por ver várias salas
Deixo  imagens de algumas das salas: mobiliário, trajes das diversas etnias, objetos de uso cotidiano,
cerâmicas.





Ainda tivemos oportunidade de fazer algo que não estava no programa. Visitar em Puxi, algumas ruas da velha Xangai .



Depois de almoço fomos visitar Pudong passando por um dos túneis.Para ir dum ao outro lado da cidade podem usar-se  túneis subterrâneos, cinco grandes pontes  e uma linha de metro.




Esta imagem dá bem ideia da modernidade de Pudong. Para além dos prédios ode ver-se um pouco da via circular elevada, para peões, 

De Pudong tirámos uma foto de Puxi. Foi ali naquela zona que na véspera à  noite fomos ver Pudong.

.Puxi visto de Pudong

No final do dia dirigimo-nos à estação de comboios( mais parece um terminal de um aeroporto) e  às 20 h  partimos para Pequim numa viagem cuja duração prevista era de 12h


As fotos desta mensagem são todas da autoria de Fernando Gouveia, arquiteto

sábado, 20 de setembro de 2014

Por terras do Oriente -5

“No céu está o Paraíso e na terra Hangzou “- Provérbio chinês

"Hangzhou, la ciudad que maravilló a Marco Polo en el siglo XIII, es hoy una gran urbe de más de seis millones de habitantes. La descripción que éste hace de Hangzhou en su libro de viajes es la más larga y quizás la más famosa, comparándola a una ciudad celestial, la más bella del mundo conocido(...) Si el veneciano levantara la cabeza me pregunto si la reconocería, probablemente sí. A pesar de los altos rascacielos, de los coches de lujo que circulan por sus calles o de la frenética actividad consecuencia de su próspera industria, cuando se acercara a orillas del Lago Oeste sabría inequívocamente que se encuentra en Hangzhou, o mejor en Kinsai tal como él  la llamó, cuyo significado en chino significa capital”

O lago oeste foi projetado e construído durante a dinastia Song,  há cerca de mil anos  

Muita gente, até demais, julga que o planeamento paisagístico se limita à conservação da natureza e ao recreio, mas o Lago Oeste de Hangzhou confirma que o planeamento paisagístico incluí acção, visão e previsão. Esta paisagem foi criada por três razões: defesa, armazenamento de água e agricultura. Desde logo se tornou um lugar de grande beleza cenética e importância cultural. A paisagem notável do Lago Oeste de Hangzhou tornou-se num núcleo de arte e poesia, passado a ser tão útil quanto espiritual, demonstrando assim a “execução” de uma paisagem com uma função proveitosa é possível bem antes do início da maquinaria pesada e que uma paisagem bem projectada pode ser apreciada como um recurso natural e cultural.
Excerto do Artigo “ Mais de trinta ideias influentes em planeamento da paisagem”, da autoria de Carl Steinnitz e Cristina Castel-Branco; Publicação 

Passeámos a pé ao longo das margens lago e  de barco, no mesmo. Contrastando com o bulício da cidade (com cerca de 7 milhões de habitantes) o ambiente à volta do lago é tranquilo. Podem ouvir-se  o som das águas, o canto de aves...


Algo que gostei muito de ver na China foi a ligação à natureza. De manhã, antes das 8 h, e ao fim da tarde os parques, nomeadamente o que circunda o lago oeste, ficam cheios de chineses a caminhar, a cantar, a dançar, a praticar tai-chi, Kung Fu, a jogar jogos do tipo damas ou simplesmente sentados à beira dos lagos existentes nos parques.
À noite há espetáculos à volta do lago. Não fomos ver  mas deixo um vídeo que encontrei na NET.

 No dia 22 de agosto acordámos cedo e decidimos ir ao lago, eu e o meu marido que  geralmente tem um ótimo sentido de orientação pelo que , quando vou com ele, não costumo preocupar-me.  Quando regressávamos do lago comecei a achar que estávamos a caminhar demais numa dada direção mas ele achava que não.  A dada altura disse-lhe que não podíamos estar certos. E efetivamente não estávamos. Comunicar na China é difícil porque poucos falam alguma língua para além do “chinês” ( e mesmo assim por vezes só conseguem comunicar através de sinogramas como referi em mensagem anterior) e poucos sabem ler um mapa. Por outro lado a cidade é muito grande pelo que os poucos que encontrámos a falar inglês (língua que eu também não falo bem) não faziam ideia onde ficava a rua do hotel .Tentámos um taxi mas já nos tinham dito que se o percurso for pequeno eles recusam.  A dada altura encontrámos um jovem que falava inglês e embora não conhecendo bem a cidade deu-nos algumas dicas úteis.
Eu tinha ligado para a acompanhante da Abreu pedindo-lhe que partissem sem nós caso não estivéssemos no hotel à hora marcada. 
Conseguimos chegar a tempo de acompanhar a visita cujo primeiro lugar foi o Templo Budista de Lyngyn

"Ling-yin" significa em chinês "Retiro da Alma". O Templo foi construído em 328 dC e no seu auge sob o Reinado de Wuyue (907-978), o templo possuía nove edifícios de vários andares, 18 pavilhões, 72 salas, mais de 1300 dormitórios, e era habitado por mais de 3000 monges. É um dos maiores e mais ricos templos budistas na China, contendo numerosos pagodes, grutas e gravuras. A entrada para o mosteiro Lingyin está alinhada com centenas de grutas rochosas que contêm detalhadas gravuras rupestres religiosas  como a do "Laughing Buddha."


No recinto do templo existem,  ao longo das ribeiras e encostas das colinas, várias cavernas com Budas esculpidos nas paredes de pedra, desde o século X ao século XIV. A mais referenciada é o Buda Sorridente que, inclusivamente,  figura no bilhete de ingresso



Tal como em todos os lugares que visitámos há imensos turistas, quase todos chineses.




Quanto ao templo propriamente dito, atualmente,  apesar de ser muito grande  com várias salas,   pouco ou nada tem a ver com o original, pois foi  reconstruído varias vezes .
Essencialmente as salas mais importantes são a do Buda Feliz, a do Buda Sakyamuni ( Buda histórico, o  príncipe Sidharta em quem se inspirou  Herman Hess para escrever o belíssimo livro Sidhart) e uma terceira, a do Buda da Medicina. O guia local disse que uma das  salas representava o presente, outra o passado e ainda uma outra o futuro mas não encontrei tais designações na NET.

 (...)El más conocido de todos ellos es el gordinflón y sonriente Buda Maitreya con su prominente barriga que han frotado miles de fieles con la esperanza de conseguir buena suerte y un futuro próspero. Al Buda Maitreya están dedicados estas palabras: "En su barriga cabe todo aquello intolerable en el mundo. Su boca siempre está dispuesta a reírese de todos los arrogantes bajo el ciel e van encontrando diferentes pabellones y templos, todos ellos con sus correspondientes salas de meditación, estatuas de Buda de diferentes estilos y tamaños y los grandes incensarios donde los fieles queman las barritas de incienso y los papeles doblados donde han escrito sus deseos Se pueden visitar las diferentes salas, la primera de las cuales es la Sala del Rey Celestial que alberga una estatua de Maitreya, el buda sonriente y barrigón. La siguiente sala es la del Gran Héroe, considerada la principal del Templo y que contiene en el centro una magnífica estatua de 20 metros de Sakyamuni, el histórico Buda sentado sobre una flor de loto. Un cartel informativo explica que fue tallada en 1956 en madera de alcanfor y recubierta con 60 láminas de oro. Otras salas son la del Buda de la Medicina o la de Avatamsaka 





Numa outra sala vimos 500 budas que, supostamente, representariam discípulos do Buda histórico


 Lo que sí llama la atención son las 500 estatuas que se encuentran en la Sala de los quinientos Arhats. Se trata de una gran sala con forma de cruz esvástica y a lo largo de sus cuatro brazos se disponen los 500 arhats, que en el budismo significa todo aq uél que ha alcanzado el nirvana y por tanto no volverá a reencarnarse. Son estatuas de bronce todas ellas distintas, algunas de ellas tan divertidas como extrañas. En el centro de la cruz gamada se encuentran cuatro bodhisattvas que representan los cuatro puntos cardinales(...).

Um outro local de visita foi o Pagode Liuhe ou  Pagode das Seis Harmonias.
Com 60 metros em altura, está localizado junto ao rio Qiantang.  Foi construído entre  1156 e 1165 e o nome, de acordo com a  filosofia budista, refere-se às harmonias da terra, do céu e dos quatro pontos cardeais.


  (...)uma peculiar construção, tipicamente chinesa, o pagode. A sua origem encontra-se na stupa indiana, monumento, símbolo do budismo, que servia para albergar as relíquias de Buda. No entanto,(...)   povo chinês transformou a tipologia original numa obra muito singular consistente numa torre de planta quadrada ou poligonal, cujas dimensões diminuíram em altura, constituída por uma base, vários andares, sempre em número ímpar, cada um com o respectivo teto e uma coroação de alto mastro com venezianas sobrepostas. Construída como edifício independente, ou integrada num mosteiro-templo budista, os materiais utilizados para a sua construção eram vários: pedra, madeira e ladrilho. Esta tipologia foi transmitida à Coréia e ao Japão. 

O Grande Canal da China, conhecido também como Grande Canal Jing-Han é o canal artificial mais antigo do mundo e liga Pequim a Hangzhou num percurso com cerca de 1800 Km. Iniciado por volta do ano 600 da nossa era, a sua conclusão deu-se durante a dinastia Yuan(1206-1368), quando a capital passou do centro do país para Pequim, no Norte da China.
  


Os enormes rios que atravessam a China de Oeste para Leste devem ter despertado na imaginação dos seus habitantes a vontade de tirar proveito deste enorme recurso. E é pelo grande historiador chinês Sima Qian (145 a.C.-87 a.C.), no livro Shi Ji, escrito durante a dinastia Han do Oeste (206 a.C.-25 a.C) , em que, no capítulo sobre rios e canais, se lê estar a haver uma intensa construção em torno dos rios Yangtzé, Huaihe e Huanghe (rio Amarelo). O Estado Chu abriu (nos finais do século VII a.C.) um canal situado entre os rios Yangtzé e Huai e o reino Wu construiu um outro canal entre os mesmos rios (...)Os canais serviam para regularizar os leitos do rio, ao desviar a água das inundações periódicas, para onde e quando ela era mais necessária. Por vezes, os barcos só conseguiam navegar com a ajuda de cavalos e homens, que puxavam as embarcações ao longo das margens, método que deixou se ser necessário à medida que foram sendo construídas comportas. O sistema de canais permitiu na dinastia Song o controlo das inundações, o que trouxe um desenvolvimento extraordinário a uma China agrícola. Durante as dinastias Yuan, Ming (1368-1644), e Qing (1644-1911), o Grande Canal foi a artéria principal entre as províncias do Norte e as do Sul. Era essencial para o abastecimento de cereais para Pequim. Mas porém, contrariando sua principal finalidade, transporte de alimentos, foi também usada para vários outros fins como o transporte de militares, além de facilitar muito o intercambio cultural entre o norte e o sul da China.
Em meados do século XIX, com o desenvolvimento do transporte marítimo e as aberturas das vias ferro-carril reduziram gradativamente o papel do canal como principal meio de transporte Chinês. Na implantação da Republica Popular da China em 1949, foram realizados importantes trabalhos para tentar a reabilitação do Grande Canal como o principal meio transporte Chinês, tentando que recobrasse a sua importância económica.

Em Hangzhou pudemos aperceber.nos um pouco desta obra monumental, a meu ver tão importante (se não mais) que a muralha da China.
Eis algumas fotos do canal e da zona circundante



Um troço do canal
 Numa das casinhas que se vêem ao longo da margem e que são belíssimas, há um bar muito interessante que é simultaneamente uma livraria.Fica ao fundo das escadas que surgem a seguir.




Aqui aconteceu algo que me surpreendeu. Vários dos muitos turistas chineses que passavam por nós olhavam e, sorrindo, comentavam qualquer coisa uns com os outros, As crianças, menos discretas, apontavam para os seus olhos querendo mostrar que os nossos eram diferentes. Alguns quiseram ser fotografados ao  lado de elementos do nosso grupo. Pelo seu aspeto creio que seriam chineses do interior mais profundo e que nunca teriam visto um ocidental

Quando regressámos à cidade ainda passeámos numa rua com tendinhas onde imensos artesãos faziam as coisas mais diversas.
Comprámos algumas lembranças, nomeadamente uns "Transformers" em madeira para as crianças.






Aqui faziam, com caramelo, figuras interessantes (borboletas, budas, etc) que colavam numa haste de madeira. Viam-se inúmeras pessoas a chupar esta guloseima.

Por fim regressámos ao hotel onde jantámos.

No dia seguinte partiríamos de autocarro em direção a Xangai


As fotos desta mensagem são todas da autoria de Fernando Gouveia, arquiteto





sexta-feira, 19 de setembro de 2014

Por terras do Oriente -4


Retomo a viagem transcrevendo o último parágrafo da última “reportagem” sobre a viagem propriamente dita

 De tarde deixámos Macau. fomos de autocarro para Cantão, atravessando as portas do cerco, fronteira com a China”

De Cantão  partimos de avião para Guilin. Ali chegados fomos diretos ao hotel .

Guilin está  situada na margem oeste do rio Li, numa zona de morros cobertos de vegetação quase que permanentemente envoltos em brumas de uma beleza indescritível.
Praticamente o único dia em que choveu na viagem foi o dia do passeio de barco pelo rio Li. Mas, apesar do mau tempo, deu para desfrutar da beleza da paisagem que ao longos dos tempos sempre inspirou poetas e pintores 




À noite fomos ver , muito perto do nosso Hotel, uma cascata artificial que todos os dias se pode observar, durante alguns minutos,  a partir das 20,30  na fachada dum outro hotel.  
"una cascada artificial que sale desde la azotea del hotel y se vierte en una piscina en su base (en la fachada del propio hotel). La cascada es 45 metros de altura, 72 metros de ancho en la parte superior y 75 metros de ancho en la parte inferior. Aparece en el Libro Guinness. Es muy interesante. (texto extraído daqui


Depois fomos ao lago Shanhu ver, numa das margens e refletidos na água,  dois pagodes recentes: o pagode do Sol e o pagode da Lua  ,que no dia seguinte o meu marido fotografou.


Uma nota curiosa: Quando o casal Clinton visitou a China, passou por Guilin. O Presidente terá ficado um pouco chocado com o aspeto sujo do lago. Após a visita o lago foi limpo e foram construídos os dois pagodes.
Após vermos os pagodes ainda fomos passear nas imediaçõs do hotel e encontrámos uma rua cheia de tendinhas onde se vendiam inúmeras coisas desde chá a brinquedos...

No dia seguinte o tempo melhorou um pouco. Visitámos uma gruta enorme(Reed Flute) de estalactites e estalagmites, onde assistimos a alguns espetáculos.


A Caverna da Flauta de Bambu ou Reed Flute Cave está localizada a cinco quilômetros a noroeste da cidade de Guilin(...)Seu nome vem de uma floresta de bambus que fica ao lado da Caverna e que são usados para confeccionar flautas.Com 240 metros de comprimento e mais de 180 milhões de anos, a Reed Flute parece cenário de um conto de fadas. Repleta de estalactites, estalagmites e formações rochosas de formas belas e únicas. Nas suas paredes também podem ser encontradas mais de 70 inscrições que datam de 792 d.C ( época da Dinastia Ming).Descoberta na década de 40, o local foi aberto ao público em 1962

A imaginação chinesa  leva a  associar as inúmeras formações a  dragões, cavalos, etc. Por exemplo, logo na entrada somos recebidos por um leão  e à saída espera-nos  uma leoa, ambos criações  da mente.
A gruta peca  por excesso de cor. Creio que seria bem mais bela com  uma iluminação discreta

De seguida fomos  visitar a colina da tromba do elefante




Ali pudemos ver corvos pescadores. O vídeo que segue é muito interessante

Finalmente e já a caminho do Hotel, passámos por uma "fábrica"  de pérolas onde assistimos a uma passagem de modelos para exibição das mesmas.

Ao fim do dia partimos de avião para Hangzhou.
Antes de partir gostaria de falar do poeta Wang Zheng Gong



Escultura situada en la orilla del Lago Shanhu. 
Estatua de bronce de Wang Zheng Gong, poeta de la dinastía Song, con un pincel en la mano, que una vez cantó las alabanzas de Guilin, "Las montañas de Guilin y el agua, ocupa el primer lugar bajo el cielo '
    As fotos desta mensagem,com exceção da última,  são  da autoria de Fernando Gouveia, arquiteto

    quinta-feira, 18 de setembro de 2014

    Por terras do oriente -3

    Anates  de prosseguir  os relatos da viagem gostaria de partilhar algo do pouquíssimo  que aprendi , do imenso que há a saber sobre a China e sua história.
    Fernão Mendes Pinto,  face à imensidão do “Reino do Centro”, terá dito que teria que escrever muito e apenas conseguiria descrever pouco.





    A 2 de Dezembro de 1929, o paleontólogo chinês Pei Wenzhong encontrou o fóssil do crânio de um Homo erectus pekinensis, que viria a ser conhecido como o “Homem de Pequim”, reconhecida mundialmente como a maior descoberta arqueológica de um hominídeo na Ásia

     Crânio reconstruído do «Homem de Pequim»


    A civilização chinesa, com características bem distintas da ocidental principalmente na escrita, filosofia, cultos e artes é uma das mais antigas do mundo. Estudos arqueológicos indicam o vale do rio Amarelo (Huang He) como o berço da civilização chinesa. A primeira dinastia histórica foi a de Shang, por volta do século 17 a.C. Possuíam um sistema de escrita e um calendário. Seguiu-se a dinastia Zhou que dominou do século 11 a.C. até o século 3 a.C. e foi a mais longa das dinastias. O confucionismo  surgiu nesta época.
    Após um longo período de conflitos, em 221 a.C. o imperador Chi unifica vários reinos existentes  e cria o reino de Chi. Inicia-se assim a dinastia Chi que vai durar até 206 AC. Escavações arqueológicas em Xi´an, iniciadas em 1974, expuseram os guerreiros de terracota   figuras  em tamanho natural, no túmulo do referido  imperador. Nunca haviam sido mencionados nos registos históricos conhecidos, até que agricultores  chineses perfuraram um poço no local. 



    Esta dinastia  trouxe muitas das mudanças duradouras que unificaram a China. Pesos,medidas, moeda e escrita chinesas  foram padronizadas. O Imperador Chi ordenou a construção da Grande Muralha da China para defender o seu reino contra a invasão estrangeira. A Grande Muralha, ampliada e reconstruída por dinastias futuras, estende-se por cerca de 7.000 quilómetros.
    O Imperador Chi  cobrava pesadas taxas e impostos ao povo chinês para sustentar as suas extensas campanhas militares e projetos de construção. Devido ao governo cruel e ao excesso de impostos, quando morreu, em 207 a.C., eclodiu uma guerra civil provocando o colapso de sua dinastia

    De 206 Ac a 220 DC reina a dinastia Han. Depois o império entra em convulsão, desmembra-se em vários reinos, reunifica-se, desmembra-se e  volta a ser  unificado na  dinastia Tang (618 a 907). Segue-se um novo período de desmembramentos e reunificações.De 960 a 1279 reina a dinastia Song,  dinastia que irá ser progressivamente derrotada pelos mongóis.
    A  dinastia mongol, a que pertence Genghis Kan, inicia-se em 1234. Foi durante esta dinastia que Marco Polo visitou Kublai Khan .  
    Em 1368 a dinastia mongol  é derrotada pelo primeiro imperador Ming. A dinastia  Ming ficou célebre nomeadamente pelas cerâmicas A cerâmica Ming era policromática e decorativa, na tradição da dinastia Song. Porém, a porcelana adquiriu especial importância, sendo executadas peças de grande valor artístico. Dois centros se destacaram: as oficinas imperiais, em Pequim, onde eram concebidas as peças mais luxuosas, de fundo amarelo ou azul-turquesa, e as oficinas de Funkien, que produziam a conhecida porcelana "azul e branca", constituída por pequenas figuras ou vasilhas, às vezes com motivos decorativos vistos só à contraluz e outros objetos decorados a azul ou várias cores. A maior parte destes objetos foram exportados para países do Médio Oriente, como a Turquia e a Pérsia, e, no século XVI, para a Europa, servindo Lisboa de ponto intermediário, no que toca às porcelanas "azuis e brancas". A partir do século XVII, os Holandeses importaram para Amesterdão muitas destas peças, aumentando ainda mais a difusão da arte chinesa e, em especial, da do período Ming. 



    Vaso chinês da dinastia Ming vendido por 16 milhões de euros 

    Mais ou menos coincidente em termos cronológicos com a nossa dinastia de Avis, a dinastia Ming dura até  1644 quando é derrotada pelos  manchus. Inicia-se então a última dinastia imperial- a dinastia Quing  que vai durar até 1911. Nos últimos 48 anos dessa dinastia, quem realmente governou a China foi a imperatriz CiXi que,  antes de morrer, nomeou imperador o jovem Puyi, ainda criança. Foi o "último imperador", imortalizado décadas mais tarde, no cinema, por Bernardo Bertolucci.

    Entretanto  em 1911 o regime imperial vai  cair . Um levante militar iniciado em 10 de outubro de 1911 levou à formação de um governo provisório da República da China em Nanquim, Em 1912. Sun Yat-sen foi o primeiro a assumir a presidência. Nos anos 1920, Sun Yat-sen estabeleceu uma base revolucionária no sul da China e lançou-se na unificação do país. Com auxílio soviético  aliou-se ao Partido Comunista da China (PCC) fundado em 1921, tal como o PCP. Após a morte de Yat-sen, em 1925, um de seus protegidos, Chiang Kai-shek, assumiu o controle do Kuomintang (Partido Nacionalista, ou KMT) e logrou reunir sob seu governo a maior parte do sul e do centro da China numa campanha militar conhecida como a Expedição do Norte. Após derrotar os chefes guerreiros daquelas regiões, Chiang obteve a fidelidade nominal dos líderes do norte. Em 1927, voltou-se contra o PCC e expulsou os exércitos comunistas e seus chefes de suas bases no sul e no leste da China. Em 1934, as tropas do PCC empreenderam a Longa Marcha, através da região mais inóspita da China a noroeste, onde estabeleceram uma base guerrilheira.
    Durante a Longa Marcha, os comunistas reorganizaram-se sob um novo chefe, Mao Tse-tung. O conflito entre o KMT e o PCC continuou, aberta ou clandestinamente, ao longo dos catorze anos da invasão japonesa, apesar da aliança nominal entre ambos os partidos para se opor aos japoneses em 1937. A guerra civil chinesa continuou após a derrota do Japão na Segunda Guerra Mundial em 1945. Em 1949, o PCC já ocupava a maior parte do país. Chiang Kai-shek refugiou-se, com o resto de seu governo, em Taiwan, onde declarou Taipé a capital provisória da República da China e afirmou seu propósito de reconquistar a China continental.
    Liu Shaoqi foi indicado por Mao para a presidência do país em 1959. Ele conduziu uma reestruturação económica da China, mas, por desavenças com Mao, foi destituído durante a Revolução Cultural em 1968
    Quando a Revolução Cultural ficou fora de controle, a autoridade de Mao diminuiu. Os seus principais colaboradores -a sua terceira esposa Jiang Qing e  Lin Biao -foram manipulando a turbulência glorificando Mao a um status divino, ignorando algumas de suas diretrizes. Havia pessoas que lançavam granizo em Mao com o significado “Viva por muito tempo por dez mil anos", uma antiga tradição feudal reservada para imperadores. A situação caótica criada pela Guarda Vermelha foi muito além do que a liderança do partido previa e, em janeiro de 1967, Mao tentou atuar de forma a  impedir os excessos. Isso permitiu a Lin Biao ganhar o controle do partido para se  tornar o possível sucessor de Mao.
    No entanto, a aparente vitória de Lin Biao seria muito curta. Embora o IX Congresso confirmasse a liderança absoluta de Mao e a condição de Lin como sucessor, a adulação extrema deste último provocou a desconfiança de Mao, que via na atitude de Lin um simples interesse de tomar o poder. Mao retirou a sua confiança a Lin Biao, e este chegou a promover dois golpes de Estado. Após ser descoberto na segunda tentativa de golpe, Lin Biao tentou fugir para Moscovo. Morreu na fuga  quando, segundo a versão oficial, o avião se despenhou na  Mongólia, 
    Já muito doente Mao  nomeou seu sucessor Hua Guofeng, Perante  a impotência do Bando dos Quatro, Hua foi aprovado como o sucessor de MaoTse-tung. Após morte de Mao a ausência de mecanismos formais de sucessão abriram uma luta de poder entre Hua Guofeng e o Bando dos Quatro. Hua sabia que Jiang Qing e os outros quatro queriam relegá-lo e tomar o poder. Para fazer isso, tinham o controle da mídia. No entanto, Hua sabendo que o exército e grandes segmentos do partido e da sociedade desconfiavam de Jiang e seus três colaboradores,  lançou um ataque para consolidar o seu poder. Em1976, os quatro foram convocados para uma reunião na sede do Politburo. A reunião foi na verdade uma armadilha para detê-los. Wang Hongwen resistiu  mas acabou por ser detido. Depois de Wang, chegaram Zhang Chunqiao e Yao Wenyuan, que foram imediatamente presos. Jiang Qing foi presa no seu próprio quarto.   Hua Guofeng foi assim consolidado no poder.
    Entre 1988 e 1993 governou a China Yang Shangkun, mas realmente quem liderava era  Deng Xiaoping, mesmo não sendo o presidente de direito.  Os acontecimentos em Tiananmen ocorreram neste período (em  1989). Em 1993 Shangkun  deixou o cargo após desavenças com, Deng Xiaoping. Sucedeu-lhe   Jiang Zemin  (1993-2003) e posteriormente  Hu Jintao (2003-2012) Desde 2013 a China é governada por Xi Jinping conjuntamente  com  uma assembleia nacional . O país continua a pretender ser uma república popular comunista mas o que   se torna evidente pode ser  traduzido pela fórmula “um país, dois sistemas” que Deng Xiaoping começou a implementar em 1977. Atualmente  a China  tem  um  dos maiores crescimentos económicos do mundo.

    No pouco que visitei  face à imensidão do país, pude constatar um nível elevado nomeadamente no  que respeita a vias de comunicação, ao arranjo das cidades ( existência de zonas verdes, respeito pelos lugares históricos, edifícios com muita qualidade), à hotelaria e restauração, ao turismo interno (a esmagadora maioria dos turistas são chineses), aos transportes públicos.

    A descoberta da China pelos europeus

    O "Tratado das cousas da China", publicado em 1569, por Frei Gaspar da Cruz foi a primeira obra completa sobre a China e a Dinastia Ming publicada na Europa, desde Marco Polo. Incluindo informações sobre a geografia, províncias, realeza, funcionários, burocracia, transportes, arquitetura, agricultura, artesanato, assuntos comerciais, de vestuário, costumes religiosos e sociais, música e instrumentos, escrita, educação e justiça veio influenciar a  imagem que os europeus tinham da China(...)
    Jorge Álvares foi  o primeiro europeu a aportar à China, na Ilha de Lintin, no estuário do Rio das Pérolas, em  1513. Em 1517 o mercador português Fernão Pires de Andrade estabelece o primeiro contato comercial moderno com os chineses no estuário do Rio das Pérolas e depois em Cantão (Guangzhou). Em 1542 Fernão Mendes Pinto é um dos primeiros europeus a chegar ao Japão após uma viagem através de Sumatra, na Malásia, ao Reino do Sião (Tailândia), China, possivelmente na Coreia e Cochinchina (Vietname).  Em inícios de 1606 Bento de Góis chegou a Sochaw junto da Muralha da China). Góis provou assim que o reino de Catai e o reino da China eram afinal o mesmo, tal como a cidade de Khambalaik, de Marco Polo, era a cidade de Pequim. Em 1610 chegou à China o Padre Manuel Dias (Yang Ma-No),missionário jesuíta, que chegaria a Pequim em 1613. Apenas três anos após Galileu ter divulgado o primeiro telescópio, Manuel Dias divulgou os seus princípios e funcionamento pela primeira vez na China. Em 1615 foi autor da obra Tian Wen Lüe (Explicatio Sphaerae Coelestis), que apresenta os mais avançados conhecimentos astronómicos europeus da época na forma de perguntas e respostas às questões postas pelos chineses.
    Em 1672 chegou a Macau Tomás Pereira, que viveu na China até à sua morte em 1708. Foi apresentado ao imperador Kangxi pelo colega jesuíta Ferdinand Verbiest. Astrónomo, geógrafo e principalmente músico, foi autor de um tratado sob a música europeia traduzido para Chinês, responsável pela criação dos nomes chineses para os termos técnicos musicais do Ocidente, muitos dos quais usados ainda hoje.
    Em 1614  é publicada a  "Peregrinação" de Fernão Mendes Pinto, o livro português de literatura de viagem mais traduzido e famoso.

    Guerras do ópio

    Desde há muito que produtos chineses como a seda, porcelanas e chá se vendiam  facilmente no Ocidente, mas era difícil escoar os produtos da Europa industrializada no mercado chinês, que continuava praticamente fechado. Para inverter esse défice comercial, difundiu-se na China o ópio, um esforço conduzido sobretudo pela Inglaterra (que o trazia da Índia), o que veio a originar as guerras do ópio (primeira fase: 1839–1842; segunda fase: 1856–1860). A China importava ópio apenas para uso medicinal, mas as grandes quantidades que passaram a entrar através de Macau e Hong-Kong levaram a excessos de consumo, atingindo todas as camadas da população. A China perdia assim enormes quantidades de prata para pagar as importações de ópio, decretando a sua proibição, o que acabaria por levar a Inglaterra a declarar-lhe guerra. A superioridade tecnológica e naval britânica ditou a destruição dos obsoletos juncos chineses. Em 1861 o imperador japonês,  homem evoluído, manda jovens para Inglaterra  a fim de  aprenderem a tecnologia ali usada  e tenta  a dominar a China, nomeadamente Hong Kong  que viria a ser  ocupado pelos ingleses em 1898. A paz chegou com a assinatura do Tratado de Nanquim, que permitiu a abertura de vários portos aos ingleses (incluindo Xangai e Ningbo), passando ainda a ilha de Hong-Kong para o poder britânico até 1997.



    Caracteres chineses

    Os  carateres chineses(sinogramas) representam uma ideia completa e não um único som como o nosso alfabeto
    Assim, através da escrita, um falante de mandarim pode comunicar com um falante de cantonês, embora os dialetos sejam mutuamente ininteligíveis. Aliás na China há uma enorme variedade de dialectos, pelo que a escrita tem sido um símbolo de unidade cultural .
    Numa tentativa para melhorar o nível de literacia entre a população, o governo chinês, nas décadas de 1950 e 1960, promoveu a simplificação de muitos caracteres, através de uma diminuição do número de traços.



    sábado, 13 de setembro de 2014

    Interlúdio...


    Vou  fazer uma interrupção temporária na “reportagem “ da viagem à China, reportagem  que em breve continuarei.
    No passado dia 6 fui ao Nordeste.  Em consequência da minha pneumonia tinha deixado muitas coisas por organizar quer na minha aldeia quer na do meu marido. Nesse dia era a festa do Santo Antão da Barca  festa da minha aldeia. 

    Como já referi  em outras mensagens,  a festa realizava-se no 1º domingo de Setembro numa capela que foi pertença dos Távoras, situada na  margem  direita do Sabor. Com a construção da barragem do Baixo Sabor a capela teve que ser mudada, pedra a pedra,  para um ponto mais alto.
    As obras no interior da capela ainda não estão prontas. Faltam algumas coisas, nomeadamente uns óleos que  foram descobertos quando das obras e estão a ser restaurados.  
    Mantendo a tradição, a festa realizou-se no 1º domingo de Setembro já no novo espaço, mesmo sem ainda  ter sido feita a inauguração oficial . As cerimónias foram presididas pelo Bispo da Diocese, que é da minha aldeia (embora mais velho que os meus filhos, chegou a brincar com eles quando em férias ali se encontravam todos).
    A missa foi campal pelas razões que anteriormente referi. Não pensava ir à festa mas acabei por ir. 
     local está muito bonito. Quando a barragem começar a encher o lago chega quase ao recinto (ficará a cerca de 100 m de distância) pelo que a beleza natural será ainda maior
    Seguem-se algumas fotos.







    Um outro evento estava a ser preparado em Alfândega, sob a orientação da artista plástica, Lourdes Sendas, minha amiga de infância.

    Trata-se da exposição "Dos baús ao salão" que irá ser inaugurada na próxima segunda feira. 


    Com muita pena não posso ir à inauguração mas, com a devida autorização, deixo já algumas imagens .  








    (Os objetos estão organizados por funções: conter, brincar, proteger...)

    As fotos desta mensagem são todas da autoria de Fernando Gouveia, arquiteto