Os pequenos grandes nadas são tudo, ou apenas esboços da essência de uma vida entre as gentes e as coisas, captados pelo olhar e pela mente livre, curiosa e contemplativa. Por tudo isto e tudo o resto: É PROBIDA A ENTRADA A QUEM NÃO ANDAR ESPANTADO DE EXISTIR como pode ler-se em
Vem isto a propósito do meu regresso de umas curtas férias pela Cote D Azur, Tirol e Grandes Lagos. No aeroporto Sá Carneiro aguardavam-me marido, filhos, noras e netos. A alegria efusiva dos pequenitos quando viram a avó fizeram-me sentir a mulher mais feliz do mundo….
Viajar é um dos meus grandes prazeres. Em criança e adolescente viajei um pouquinho pelo país e pela vizinha Espanha. Voei pela primeira vez quando fui à Guiné Bissau visitar o meu marido que ali cumpria o serviço militar. E se até aí já tinha o gosto de viajar, as visitas à Guiné com o seu exotismo de país africano, fizeram crescer em mim uma vontade cada vez maior de conhecer mais e mais.
Enquanto os filhos eram pequenos viajámos essencialmente pelo país e por Espanha, muitas vezes em campismo pois o dinheiro não dava para mais.
Mais tarde começámos todos a viajar de avião com destinos diversos, França, Egipto, Marrocos, Madeira, Porto Santo, Açores, Canárias, Baleares, Brasil (onde tenho muita família)
Nos últimos anos, já sem a companhia dos filhos, temos escolhido a par de destinos mais económicos, destinos um pouco mais caros: países nórdicos, Rússia, capitais europeias, etc.
Genericamente, nos programas constam propostas opcionais em que habitualmente não nos inscrevemos, fazendo programas (esses ou outros que nos interessem mais) usando os meios de transporte locais. Além de reduzir os custos vemos por vezes coisas muito interessantes que não veríamos doutra forma.
E já que comecei por falar da viagem Cote D Azur, Tirol e Grandes Lagos, vou retomar o relato.
Como o meu marido em Março tinha ido passar 15 dias à Guiné não quis ir de férias agora. Fui então com uma amiga, cujo marido não gosta de viajar e que, por essa razão, já tinha ido connosco aos países nórdicos.
Por ordem mais ou menos cronológica, vou deixar alguns dados, essencialmente postais(a minha máquina fotográfica avariou logo no segundo dia) com alguns comentários a propósito.
Lagos de Como (Itália) e de Lugano(Itália e Suiça). No primeiro fizemos um cruzeiro de 2h num barco de carreira normal
Innsbruck: vista da cidade junto ao rio Inn (Innsbruck significa ponte sobre o Inn) e o célebre telhado coberto a ouro na fachada principal da antiga residência real
Em Innsbruck decidi subir de funicular ao cume de um monte (2700m de altura). Ninguém do grupo quis acompanhar-me. Ao chegar à estação tive o único dissabor da viagem-o funicular estava avariado desde a véspera. Mas em compensasção assistimos a dois concertos fantásticos, de entrada livre, que "descobrimos" por acaso nas nossas saídas "livres" ao passar junto ao Palácio Imperial e almoçámos "barato" numa esplanada junto ao rio Inn
Verona: arena, ponte sobre o rio Adigio e castelo Sforzesco
Também vistámos as supostas casas de Romeu e Julieta bem como outros pontos da cidade. Vistámos os interiores da arena No exterior estavam parte dos cenários da Aída, do Tarandot e da Madame Buterffly mas não tivemos oportuniddae de assistir a nenhum dos espectáculos
Mónaco: residência da família Grimaldi
Nice: vista de uma rua da "velha Nice" e da catedral russa.
Nice à noite é uma cidade com muita vida na Praça Massena e suas imediações, no Mercado das Flores, na Avenida dos ingleses, etc. Foi bom apreciar este movimneto sentadas numa das muitas esplanadas
De Nice fomos a Cannes mas, do que vimos, não houve nada digno de registo especial para além da célebre escadaria por onde passam as estrelas de cinema no famoso festival de Cannes
Na passagem visitámos uma povoação muito bonita, Saint-Paul de Vence, onde, ao que parece , reside Eduardo Lourenço. Várias galerias de arte são um deleite para o olhar
Uma das viagens opcionais era a Eze e incluía ainda uma entrada no casino do Mónaco e a visita a uma fábrica de perfumes.Do programa apenas nos interessava a visita a Eze. No turismo soubemos que havia combóio e autocarro para Eze. Fomos de comboio sempre junto à costa (2,4 euros). Em Eze fomos à praia e depois de autocarro arté Eze Vilage( 1 euro), donde seguimos a pé até à parte medieval. Lindíssima. Quando regressámos já não havia transporte. Pensámos ir de táxi mas vimos que havia um caminho (sendeiro). Aí fomos nós, 45 min por um caminho muito difícíl, cheio de pedregulhos, muitas vezes dentro da mata. Passaram por nós apenas dois turistas jovens, em sentido contrário. Quando, já perto do fim, avistámos o mar confessei à minha amiga que tinha tido medo pois se alguma de nós caísse e partisse uma perna seria um problema complicado. Então ela confessou que também tivera medo, essencialmente de sermos atacadas por algum meliante. Fomos de facto um pouco incautas mas valeu a pena....
Depois, regressámos de autocarro a Nice (1 euro...)
Para terminar em beleza, no aeroporto de Nice, a aguardar o voo de regresso, os sons de uma pequena orquestra de jazz deliciavam os passageiros

Dois dos bilhetes das nossas "viagens"
A vida é feita de pequenos/grandes nadas
Que linda viagem,Regina, e tão bem descrita.
ResponderEliminarEu também gosto muito de viajar.
Um grande abraço de muita amizade.
Conheço razoavelmente a Europa, embora tivesse feito algumas viagens há mais de 30 anos por França, pelos paises nordicos e pela Alemanha, Holanda, etc. As minhas viagens recorrentes nos últimos 15 anos tem sido - Munique-Leeds-Boston onde os meus filhos viveram e desses locais, viajei para outros mais distantes, como Ithaca nos confins do estado de NY, onde as temperaturas chegam aos -25º, na época em que lá estive com o meu filho na Universidade de Cornell. Vi as Cataratas do Niagara completamente congeladas cheias de estalagtites e estalagmites e sem vivalma, o que é raro. Casos não planeados. Também fui a Veneza de Munique e passei lá o Carnaval.
ResponderEliminarCom o meu ex- fomos a muitos países exóticos daqueles que mencionas e ainda à Tunísia, a Israel, Jordânia e Turquia, que são históricos e interessantíssimos.
Conheço bem a Inglaterra, mas como tu, tudo o que lá faço é off the record, ou seja, por motu próprio, em comboios, barcos ou autocarros escolhidos por mim e no horário que desejo. Ainda tenciono ver mais coisas, pois este ano visitei o Yorkshire Sculpture Park - dedicado em especial a Henry Moore - e fiquei espantada como é que um parque daqueles não era roteiro obrigatório de quem vai para perto. Por sinal reparei que a Cooperativa Arvore organizou uma viagem que seguia os meus passos ( salvo seja!!!) neste mês. A América é imensa e tenho muita pena de nunca ter ido à do Sul, nem à India, terra do meu Pai, onde tenho muita família, primos direitos e tios.
Mas tb gosto de pequenas coisas, como ir almoçar aqui ao BB Gourmet com o meu filho ao sábado e à Foz com a minha filha ao Domingo....:)) No metro do Porto sinto-me uma turista! E adoro a Rua António Cardoso, que me faz sentir num conto de fadas com as suas árvores floridas nesta altura do ano.
Ainda bem que voltaste ao blogue, já tinha saudades.
Bjo
O meu pai costumava dizer: quam quiser aprender ou há-de andar, ou há-de ler.
ResponderEliminarGosto muito das duas coisas mas também de coisas pequenas e simultaneamente muito grandes como sejam as refeições que semanalmente faço com toda a família, ou os passeios que faço nos montes, lá no meu rincão tranmontano
Um abraço às duas
Regina