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Silêncio cósmico

Pudera eu regressar ao silêncio infinito,

ao cosmos de onde vim.

No espaço interestelar, vazio, negro, frio,

havia de soltar um grito bem profundo

e assim exorcizar todas as dores do mundo.

Regina Gouveia

domingo, 7 de maio de 2017

Chamava-se Vera...



Viveu semeando alegria e bondade em seu redor,

  Embelezando a vida com um sorriso inigualável.

    Rancorosa, a morte foi urdindo uma hedionda teia.

      Arrancou-a cruelmente da vida, não da nossa memória.


Vera era o nome da minha Mãe, a melhor do mundo. Creio que terá havido muitas tão fantásticas como Ela. Mas melhor, acho impossível.



Dela herdei essencialmente memórias imateriais mas também algumas materiais como partituras, bordados, algumas jóias. Uma delas, a que usa nestas duas fotos. Trata-se de um relicário antigo. Num dos lados a minha mãe colocou a minha foto esmaltada. Mas é do outro lado que eu gosto mais.



 Uso-a por vezes.  Aqui, no casamento do Miguel.


Até sempre, MÃE

A origem do Dia da Mãe 


A história remonta a 1858 quando uma mulher, Ann Maria Reeves Jarvis, fundou o ‘Mother’s Days Works Club’. O objetivo era o de discutir estratégias para que a mortalidade de crianças em famílias de trabalhadores diminuísse cada vez mais. Ann Maria ficou conhecida pelas suas iniciativas dedicadas aos mais desfavorecidos, não só aos trabalhadores, como também aos feridos da Guerra de Secessão.
Nesta senda, também outra mulher – a escritora Julia Ward Howe – desenvolveu iniciativas no sentido de valorizar a mãe e a maternidade, desta feita com a publicação do manifesto ‘Mother’s Day Proclamation’.
Quando Ann Maria morreu, em 9 de maio de 1905, a sua filha Anna Jervis ressentiu-se da perda e, com a ajuda de amigas, decidiu celebrar o amor pela sua mãe e, ao mesmo tempo, ensinar as crianças a valorizar as respetivas progenitoras.
Assim, iniciou uma campanha para que o dia das mães fosse reconhecido a nível nacional, o que aconteceu nove anos após a morte de Ann Maria.
Em maio de 1914, o Congresso dos Estados Unidos aprovou o decreto – Joint Resolution Designating the Second Sunday in May as Mother’s Day – que estabeleceu o segundo domingo de maio como o Dia da Mãe.
Porém, e apesar do esforço em conseguir que o Dia da Mãe fosse reconhecido como uma celebração a nível nacional, Anna Jervis lutou posteriormente para que o dia fosse abolido do calendário devido ao caráter comercial que adquiriu.
Sendo Portugal um país de elevada tradição católica, o Dia da Mãe não era, inicialmente, celebrado em maio, mas sim em dezembro, mais precisamente no dia 8, dia de Nossa Senhora da Conceição, a padroeira do país.
Porém, as aparições de Nossa Senhora aos três pastorinhos – Lúcia, Jacinta e Francisco – na Cova da Iria a 13 de maio de 1917 deram um maior simbolismo ao mês de maio, que passou a ser conhecido como o mês dedicado a Santa Maria, a mãe de Jesus Cristo.
Assim, as autoridades portuguesas decidiram que o Dia da Mãe deixava de estar ligado a Nossa Senhora da Conceição e passava a estar relacionado com Nossa Senhora de Fátima.
Sendo que as aparições ocorreram a 13 de maio, ficou estabelecido que o Dia da Mãe em Portugal seria celebrado no primeiro domingo do mês para não entrar em conflito com as celebrações em Fátima.



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