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Silêncio cósmico

Pudera eu regressar ao silêncio infinito,

ao cosmos de onde vim.

No espaço interestelar, vazio, negro, frio,

havia de soltar um grito bem profundo

e assim exorcizar todas as dores do mundo.

Regina Gouveia

quarta-feira, 24 de fevereiro de 2010

Ciência e Arte de mãos dadas - S.O.S pelo planeta azul

Esta foto de uma esfera verde microscópica envolta por fibras de polímeros com diâmetro equivalentes a 1/500 de um fio de cabelo foi a grande vencedora de um concurso anual de imagens científicas – «International Science & Engineering Visualization Challenge» –, promovido pela revista «Science» e pela Fundação Nacional da Ciência (EUA). ( In Ciência Hoje)
Segundo os autores da foto, Sung Hoon Kang, Joanna Aizenberg e Boaz Pokroy, com o título «Save our Earth. Let's Go Green», esta pode ser uma representação da necessidade de cooperação entre pessoas de todas as áreas para lidar com questões ambientais
Sung Hoon Kang, investigador da Universidade Harvard, referiu que cada minúscula fibra pode representar uma pessoa e todas estas no conjunto, podem conseguir sustentar a esfera, ou seja, o planeta Terra.


Na categoria ilustrações, uma das imagens vencedoras mostra uma representação gráfica das forças exercidas por células pulmonares ao formarem vasos capilares. A imagem tridimensional faz parte de um projecto para apresentar dados científicos de maneiras novas e criativas.

A ilustração de um hambúrguer de água-viva (Jellyfish Burger), de Jennifer Jacquet e David Beck – uma cientista marinha e um ilustrador gráfico, respectivamente, da Clarkson University – recebeu uma menção honrosa.
O objectivo é alertar para os perigos da pesca excessiva e das consequências das mudanças climáticas na vida marinha. Os criadores defendem que o aquecimento dos oceanos reduzirá os a quantidade de peixes, mas permitirá a multiplicação de espécies agressivas, como as águas-vivas.

O concurso premiou ainda concorrentes nas categorias de gráficos e posters de informação e jogos interactivos. Os premiados foram anunciados na última edição da revista "Science", publicada pela Associação Americana para o Avanço da Ciência.



Navio azul
Terra, navio azul

no oceano cósmico infinito

onde ecoa o teu apelo aflito.

Insensatos, fingimos não escutar,

esquecendo que juntamente contigo

iremos naufragar.


Elegia

Como cantar-te terra?

Uma ode, um hino de alegria, um poema de amor?

Talvez seja melhor compor uma elegia

que possa ressoar em sintonia

com esse teu grito de tristeza e dor.


Amazónia

Crescem crateras no pulmão do mundo.

Para alguns a riqueza desmedida,

para muitos a fome imerecida.


Deserto

Ao vento que ali sopra frio e forte

segue-se o tórrido sol que tudo queima.

A vida que ali outrora foi pujante

é hoje agonizante.

Eis o deserto

de uma beleza ímpar, sufocante,

onde sede e fome ecoam como um grito

abafado, suplicante, aflito.



O bailado das aves

Desenhando volutas no ar transparente

aves exibiam os seus passos de dança

num gentil bailado

A música vinha do rumor das águas,

do soprar do vento

Mas eis que o ruído e o fumo invadiram o ar

Já não se vêem as aves voltear

e sente-se ao longe um piar dolente.

2 comentários:

  1. O texto e as imagens já conhecia e gostei. Os poemas são lindos e expressam muito bem o sofrimento do nosso Planeta.
    Um beijo.

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  2. A Ciência Hoje traz sempre notícias muito interessantes.
    Qunato aos poemas,talvez tenha melhor mas não relativamente ao "tema"
    Bjs
    Regina

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