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Silêncio cósmico

Pudera eu regressar ao silêncio infinito,

ao cosmos de onde vim.

No espaço interestelar, vazio, negro, frio,

havia de soltar um grito bem profundo

e assim exorcizar todas as dores do mundo.

Regina Gouveia

segunda-feira, 4 de janeiro de 2010

Chico Buarque e Niemeyer

Chico Buarque (Francisco Buarque de Holanda), filho de Sérgio Buarque de Holanda,  historiador e jornalista  e de Maria Amélia Cesário Alvim, pintora e pianista, viveu sempre num ambiente extremamnte rico do ponto de vista cultural. Niemeyer era amigo de seu pai e de certo modo inflenciou o seu ingresso no curso de Arquitetura na Faculdade de Arquitectura e Urbanismo da Universidade de São Paulo (FAU). Desistiu do curso em 1965 e começou a dedicar-se  por inteiro à carreira artística. Em 1966 ganhou o Festival de Música Popular Brasileira com a canção "A Banda". Em 1969 auto-exilou-se em Itália, fugindo da Ditadura Militar no Brasil. Talvez por isso tenha sido um dos artistas mais activos na crítica política e na luta pela democratização do país. Mas a sua actividade não se esgota na música. Além de compositor de músicas sobejamente conhecidas e  de bandas sonoras para alguns filmes, Chico é poeta (para além das letras de inúmeras músicas escreveu, por exemplo,Chapeuzinho Amarelo, um livro-poema para crianças) autor de peças para teatro e livros de ficção: Estorvo, Benjamim, Budapeste e Leite Derramado. Considero este último extraordinariamente interessante  e aconselho a sua leitura. Mas o texto de que mais gosto é provavelmente a casa  de Oscar

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