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Silêncio cósmico

Pudera eu regressar ao silêncio infinito,

ao cosmos de onde vim.

No espaço interestelar, vazio, negro, frio,

havia de soltar um grito bem profundo

e assim exorcizar todas as dores do mundo.

Regina Gouveia

ERRO AO ABRIR

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domingo, 28 de janeiro de 2018

A misteriosa chama da Rainha Loana


Como referi na mensagem anterior, ultimamente tenho lido e /ou relido vários livros.  À data estava a reler A Misteriosa Chama da Rainha Loana, de Umberto Ecco,  Já terminei. Talvez porque dispus de mais tempo para o ler, achei-o muito mais interessante do que na primeira vez que o li, há já mais de 10 anos.
  


Uma  brevíssima sinopse:
Em Milão, 1991, um alfarrabista e livreiro perde a memória, que vai tentar reconstruir com a ajuda de famíliares, amigos e conhecidos. Lentamente vai reconstruindo a sua identidade a partir de objetos, livros,  cadernos escolares, revistas de banda desenhada e outras, anúncios publicitários antigos, etc.
O título da obra foi o autor buscá-lo a uma de igual título. O protagonista da história, quando tentava redescobrir-se, encontrou o livro que em jovem o marcara mas que, na releitura, achou sem qualquer interesse



O livro, repleto de imagens  da época,os anos 40, retrata a Itália  nesse período, o fascismo e a guerra, mas integra também referências de  Literatura, Filosofia, História,Religião, Políticabem como as lembranças de um amor de infância.

A viagem a que o livro nos conduz, fez-me regressar também aos meus tempos de infância e adolescência. Ns imagens que seguem coloco a par  de imagens do livro, outras da minha vivência,

 

                          
(É notória a semelhança entre as fardas)

                                                                                 


Esta era a revista Lusitas, associada à MP

A propósito da Mocidade Portuguesa, ao fazer uma pesquisa na NET deparei com algo para mim, absolutamente insólito, que se passou em 2010 mas a que,  na altura, não ouvi qualquer referência.

Em Aveiro, crianças da escola pública vão, na véspera do dia de Portugal, vestir o traje da Mocidade Portuguesa. É reconfortante viver num País em que o desrespeito pela memória se aprende na escola. 




                                                                      

















No seu livro, Ecco refere vários livros entre os quais alguns que  eu também li, em tradução portuguesa, nomeadamente  "Coração" de Amicis e "Os Miserávies" de Vitor Hugo

Relativamente a "Coração" de Amicis, em criança comoveu-me imenso. Mais tarde já não gostei, talvez me tenha apercebido de uma certa ideologia que o suportava.
Quanto aos Miserávies, que herdei do meu pai (era um dos seus livros favoritos) tenho-os na aldeia, em vários volumes  com uma encadernação muito bonita da Lello. Li pela primeira vez, teria os meus 15 já o reli mais que uma vez
.

Em A Misteriosa Chama da Rainha Loana,há também a referências a filmes nomeadamente musicais com Fred Astaire e Ginger Rogers,e  Casablanca um dos meus filmes preferidos
https://www.youtube.com/watch?v=mxPgplMujzQ


https://www.youtube.com/watch?v=UtSPL052LbQ

Deixo propositadamente para o fim a referência a músicas, algumas das quais não consigo ouvir sem que uma lágrima teimosa me escorra pelo rosto, nomeadamente Violino cigano  e Amapola que a minha mãe cantava divinamente 




Uma música referida é lili Marleen que, curiosamente, ficou  ligada aos dois lados da  2ª guerra mundial. Não me lembro de a minha mãe a cantar.


Nesta  pesquisa de músicas na NET surgiu-me Luar do Sertão, também cantada por Dietrich. Não é referida no livro  mas não posso deixar de terminar com ela, Ouvi-a dezenas (centenas?) de vezes cantada pela minha mãe



Agradeço a Umberto Ecco, particularmente  À Misteriosa Chama da Rainha Loana, esta minha viagem no tempo.

5 comentários:

  1. Já li alguns dos livros que mencionas. Curioso que o M. adorava Os Miseráveis, que leu com oito anos no sotão da sua casa às escondidas. Contava esta história muitas vezes e sei que é verdade. Ultimamente leio pouco, ando mais activa, vou à piscina, à Foz e poucas tardes passo em casa. Os meus netos vem por cá e oiço música com eles. Cada vez gosto mais de a ouvir e vou descobrindo sempre obras novas de compositores conhecidos. Ler , leio, mas au ralenti.

    as melhoras!

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  2. Antes de ter surgido este problema, nadava no Holmes, pelo menos uma vez por semana. No início do tratamento foi-me recomendo continuar a nadar até com maior frequência. Como o processo não está a ter a evolução desejada, agora mandam-me repousar o mais possível.
    O pior disto é precisamente esta limitação. Vou fazer outros exames para investigarem se haverá algo mais para além da bursite.
    Felizmente sou otimista pelo que acredito que irei recuperar totalmente
    Ab
    Regina

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    1. Hoje o meu neto Daniel ganhou o 1º Prémio no concurso Jugend Musiziert, que envolve alunos dos Colégios Alemães da Europa. Para o ano vai a Barcelona à etapa seguinte. Tocou uma sonata de Beethoven e outra de Dvorak com um amigo ao piano. Fiquei feliz. Ele toca com imenso sentimento e vibra muito. Bjo

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    2. Ainda há pouco tempo um dos meus filhos se referiu à intervenção dele na apresentação de um dos meus livros. Era bem pequeno ainda e já se notava o envolvimento que ele tinha com a música.Parabéns para ele, para os pais.... e para a avó, obviamente

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    3. Obrigada. Todos eles tocam, mas o Daniel tem um talento nato. O André é bailarino e cada vez está mais solto. Adoro vê-lo dançar. Tenho muita sorte.
      Bjinho

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