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Silêncio cósmico

Pudera eu regressar ao silêncio infinito,

ao cosmos de onde vim.

No espaço interestelar, vazio, negro, frio,

havia de soltar um grito bem profundo

e assim exorcizar todas as dores do mundo.

Regina Gouveia

ERRO AO ABRIR

Por razões que desconheço, o blog deixou de abrir na página inicial. Agradeço que "cliquem" nesta para aceder às mensagens.
Obrigada pela compreensão

domingo, 26 de novembro de 2017

Dia Nacional da Cultura Científica



A Semana da Ciência e da Tecnologia, em curso desde 1997, é uma iniciativa da “ Ciência Viva” - Agência Nacional para a Cultura Científica e Tecnológica. Inclui sempre o dia 24 de Novembro- Dia Nacional da Cultura Científica

O Dia Nacional da Cultura Científica foi instituído em 1996 pelo então Ministro da Ciência e Tecnologia, José Mariano Gago, em homenagem a Rómulo de Carvalho/António Gedeão, professor, divulgador de ciência e poeta., nascido a 24 de Novembro de 1906.

Infelizmente já nenhum deles está fisicamente entre nós, mas ambos marcaram de forma indelével o panorama cultural português.

A ambos, o meu MUITO OBRIGADA.

Em 2012 foi atribuído pela 1ª vez o Grande Prémio Ciência Viva, prémio que distingue uma intervenção de mérito na divulgação científica e tecnológica em Portugal.

Em 2013 foram instituídos mais dois prémios:
Prémio Ciência Viva Montepio Educação- Distingue um projecto de educação científica e promoção da cultura científica e tecnológica realizado em escolas portuguesas.
Prémio Ciência Viva Montepio Media-Distingue um trabalho de mérito excepcional na divulgação da ciência e da tecnologia num órgão de comunicação social português.

Todos estes prémios têm o apoio do Montepio Geral e pretendem contribuir para o reconhecimento e estímulo do esforço individual e coletivo na promoção da cultura científica e tecnológica.

Neste ano, a entrega dos prémio teve lugar no Porto, na galeria da Biodiversidade. 
Os premiados foram:
Carlos Fiolhais-Grande Prémio Ciência Viva Montepio
Isabel P. Martins
- Prémio Ciência Viva Montepio Educação
Filomena Naves e Teresa Firmino- Prémio Ciência Viva Montepio Media


A entrega de cada prémio foi precedida de brevíssimas intervenções ( no máximo 3 min) sobre os premiados.
Começaram por ser entregues os prémios às jornalistas Filomena Naves e Teresa Firmino. Desta última leio, com alguma frequência,  os seus artigos no Públic . O último que li tem por título Um extraterrestre visitou o nosso quintal e pode ser lido aqui

As duas kornalistas têm publicado alguns livros em conjunto, um deles “Portugal a Quente e Frio” sobre o efeito das alterações climáticas, nomeadamente em Portugal
Há peixes tropicais a surgir na costa portuguesa. Há aves que deixaram de migrar para África e passam cá o Inverno. As amendoeiras estão a florir quase um mês mais cedo do que há 30 anos. Nas montanhas, as árvores estão a trepar para fugir ao calor. Na ilha da Madeira, os mosquitos que transmitem a dengue e a febre amarela chegaram, em 2004, e instalaram-se. Só não transmitem as doenças porque não estão infectados com os vírus. Há muitas incógnitas sobre o rumo que o clima do planeta tomará. Não se sabe onde está o ponto de ruptura do equilíbrio climático. Em parte, vai depender de nós e da maior ou menor quantidade de gases com efeito de estufa que atirarmos lá para cima nas próximas décadas. A Europa será dos continentes mais afectados e Portugal terá de enfrentar uma das maiores subidas regionais da temperatura. Há quem diga que Lisboa pode vir a ter a temperatura média actual de Rabat.


Na entrega dos prémios seguiu-se Isabel Martins. Conheci Isabel Martins como colega na orientação de estágios. Posteriormente e, como pode ser lido aqui numa brevíssima resenha curricular, passa a dedicar-se, na Universidade de Aveiro, à investigação  em educação, particularmente à educação em química. Foi em Aveiro  que voltei a encontrá-la, agora como professora, quando ali fiz Mestrado.

Por fim, foi a entrega do prémio ao Professor Fiolhais, desta vez pelo Ministro da Ciência.

Como referi anteriormente, a entrega de cada prémio foi precedida de brevíssimas intervenções sobre os premiados. A propósito da atribuição Grande Prémio Ciência Viva Montepio ao Prof. Fiolhais, pediram-me para fazer uma dessas intervenções, focando o seu papel de divulgador junto dos alunos nas escolas.
Tenho o privilégio de conhecer o Professor há já vários anos pelo que não me seria difícil falar desse seu papel, mas em tão pouco tempo,  ficou quase tudo por dizer...
O seu poder de comunicação é notório pois vai, desde crianças do pré-primário até alunos adultos.
É possível encontrar na Internet algumas dessas suas comunicações em escolas como por exemplo aqui e aqui.

O seu discurso, após a receção do prémio,  pode ser lido aqui
No mesmo  refere que ciência é liberdade, tal como poesia é liberdade. E cita Gedeão em  “Poema do Alquimista e Sophia ( Liberdade) associando o nome da escritora ao belíssimo edifício onde a cerimónia decorreu

Eu não sou o alquimista de Duesseldorf!
Eu não quero tudo.
Eu quero apenas,
Apenas transmutar esta chatice em flores.”
António Gedeão

Liberdade”:

O poema é
A liberdade

[Um poema não se programa
Porém a disciplina
Sílaba por sílaba —
O acompanha

Sílaba por sílaba
O poema emerge
Como se os deuses o dessem
O fazemos.”]



Ainda a propósito da Semana da Ciência e da Tecnologia,, no dia 22 estive na escola Irene Lisboa com alunos de 8º ano, distribuídos por duas sessões. A propósito do meu livro Breve História da Química, conversámos e fiz algumas atividades experimentais. Foi muito gratificante pois os alunos mantiveram-se interessados durante todo o tempo.

Termino esta mensagem com poemas de Gedeão e Sophia
Poema das coisas









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