Bem-vindo, bienvenido, bienvenu, benvenuto, welcome....


Silêncio cósmico

Pudera eu regressar ao silêncio infinito,

ao cosmos de onde vim.

No espaço interestelar, vazio, negro, frio,

havia de soltar um grito bem profundo

e assim exorcizar todas as dores do mundo.

Regina Gouveia

domingo, 21 de maio de 2017

Uma semana diferente...


A minha última mensagem foi "postada" a propósito do Dia da Mãe. A partir daí não consegui arranjar tempo para escrever. Aliás, já antes, no dia 4 tinha estado com 5 turmas de 8 º ano, na Escola EB23  de S. Lourenço em Ermesinde, a propósito do meu livro Breve História da Química. Os alunos tinham feitos uma série de trabalhos. Entre os expostos estava uma Tabela Periódica muito interessante. Apesar de serem muitos alunos as sessões correram bem.






Na semana que se iniciou a 8 de Maio, foi o "corre,corre" do costume. No dia 15,  chegaram do Brasil uma sobrinha e o marido. Ainda nesse dia fomos almoçar à praia dos Ingleses. Passeámos um pouco à beira mar, fomos ver de longe o Terminal de Cruzeiros (aí fotografámos aquele conjunto de estátuas alusivas a um  naufrágio) mas eu tinha que regressar a casa por volta das 15 h,30,  hora de chegada  do meu neto José. Eles quiseram regressar também, pois praticamente não tinham dormido durante a viagem.



Nesse dia o meu filho Nuno fazia anos pelo que, ao jantar, festejámos a vinda e o aniversário.
Para a música "I have a dream", que tínhamos tocado no concerto, improvisei uma letra

A 15 de Maio o Nuno Nasceu
Foi já há alguns anos que isso aconteceu
Aqui reunidos vamos festejar
com a Sílvia e o Sérgio vindos de além mar
Os que aqui estamos, o evento vamos celebrar
os que não vieram em pensamento aqui irão estar 
A 15 de Maio o Nuno Nasceu
Foi já há alguns anos que isso aconteceu...


No dia 16, logo pela manhã, levei-os a S. Bento. Daí fomos à Sé, aos Aliados, aos Clérigos,à Lello e à minha ex-faculdade, nos Leões.
Antes de almoço fomos ao Piolho e falei-lhes um pouco do historial do café.
Depois dirigimo-nos à Árvore. Foi ali que o meu filho Nuno foi ter connosco para os levar a almoçar ao Torreão ( no edifício do antigo teatro Pé de Vento) donde se desfrutam umas vistas magníficas. Eu vim para casa pois o José chegaria depois das aulas.  Após o almoço o Nuno deixá-los-ia na Ribeira 
para fazerem o passeio das 6 pontes. 
Chegaram a casa ao fim do dia, todos "vitoriosos", pois já se deslocavam no Porto com um certo à vontade. 
Na quarta feira foram a Guimarães. Levei-os a S. Bento para apanharem o comboio e ao fim do dia 
apareceram em casa exaustos mas felizes, porque adoraram a visita.
Na quinta feira ao fim da manhã foram ter comigo ao Hospital de Santo António (era o meu dia de voluntariado) e dali fomos atá à marginal de Gaia onde almoçámos em frente às caves Ramos Pinto, que eles pretendiam visitar após o almoço.

No fim do almoço fiquei um pouco contristada pois a conta vinha altamente inflacionada.
Chamei o empregado e comecei por lhe dizer: Eu não sou turista e é  lamentável que façam isto aos clientes. no pressuposto que são turistas e não irão reclamar.
Meteram os pés pelas mãos, retificaram a conta mas eu fiquei triste. Quantos turistas já terão vigarizado desta maneira?
Após o almoço deixei-os e regressei a casa. Chegaram ao fim do dia mais uma vez felizes, mas cansados.
Na sexta fomos levá-los a Campanhã, com destino a Lisboa. Daí irão a Sintra e a Évora. 
No regresso farão uma paragem em Coimbra. Pensamos levá-los ainda a Santiago ou a Salamanca, aproveitando, neste caso, levá-los à aldeia. Mas tudo depende da forma física com que chegarem….
Após os deixarmos na, estação o meu marido regressou a casa e eu fui tentar comprar umas coisas em Santa Catarina. Há imenso tempo que não ia para aqueles lados. Soube-me bem. Regressei a casa e ainda antes de almoço recebi um telefonema da Isabel, de quem já aqui falei várias vezes. Tinha vindo de Trás-os-Montes, desta vez de mota. Pensava regressar ainda ontem mas convenci-a a passar o fim de semana. 
Entretanto, à tarde chegaram o José e um colega para prepararem um trabalho que terão que apresentar na disciplina de História e Geografia de Portugal. O colega acabou por jantar connosco.

Hoje fui com a Isabel ao Museu Soares dos Reis e depois tentámos ir almoçar ao Torreão, até porque a Isabel em tempos fez teatro e trabalhou no Pé de Vento. Logo à porta perguntaram-nos se tínhamos mesa reservada. Perante a resposta negativa disseram-no que estava cheio e iria assim continuar. Fomos almoçar ao Piolho e depois de almoço fomos percorrer Miguel Bombarda
Ao entrar na AP´ARTE No (nº 221) deparámos com uma exposição belíssima que, de início nos pareceu ser de pintura mas afinal era de fotografia

O autor,FRANCISCO PIQUEIRO, Licenciado em Engenharia Civil é Professor Auxiliar de Hidráulica da F.E.U.P.. No que respeita à Fotografia é autodidacta, desenvolvendo uma estreita ligação entre a fotografia, a aviação
Adaptado de
https://www.viralagenda.com/pt/events/257440/detalhar-exposicao-de-fotografia-aerea-de-francisco-piqueiro

Aqui fica a foto de uma das obras


Aimagem do sapal aparece-nos como a junção de retalhos de cores e texturas variadas, que assumindo uma leitura enigmática,
realçam a beleza e indefinição referencial do motivo.
O retorno à imagem releva um aparente ruido, qual salpicos do pincel que percorria aquela tela. O reconhecimento do espaço,
que a imagem obliqua retrata, permite
então perceber que esses salpicos são aves, dando, agora, um sentido vivo à paisagem.
Descobrimos uma nova imagem!
Extraído de:

Quando acabámos de ver as obras, tentámos saber quem era o autor. Estava ali mesmo. Pessoa extremamente simpática, tivemos com ele uma conversa muito interessante

Aconselho a visita à exposição que vai estar até inícios de Junho

Dali fomos beber umas águas na esplanada de um bar do Centro Comercial Miguel Bombarda após o que regressei a casa. A Isabel fiocu pois ia jantar com uns amigos do tempo em que atuou no Pé de Vento.
Fiz todos os percursos a pé pelo que cheguei cansada.
Sentei-me e fiquei a ouvir  Paganini


https://www.youtube.com/watch?v=s6xzTYE5TN8



domingo, 7 de maio de 2017

Chamava-se Vera...



Viveu semeando alegria e bondade em seu redor,

  Embelezando a vida com um sorriso inigualável.

    Rancorosa, a morte foi urdindo uma hedionda teia.

      Arrancou-a cruelmente da vida, não da nossa memória.


Vera era o nome da minha Mãe, a melhor do mundo. Creio que terá havido muitas tão fantásticas como Ela. Mas melhor, acho impossível.



Dela herdei essencialmente memórias imateriais mas também algumas materiais como partituras, bordados, algumas jóias. Uma delas, a que usa nestas duas fotos. Trata-se de um relicário antigo. Num dos lados a minha mãe colocou a minha foto esmaltada. Mas é do outro lado que eu gosto mais.



 Uso-a por vezes.  Aqui, no casamento do Miguel.


Até sempre, MÃE

A origem do Dia da Mãe 


A história remonta a 1858 quando uma mulher, Ann Maria Reeves Jarvis, fundou o ‘Mother’s Days Works Club’. O objetivo era o de discutir estratégias para que a mortalidade de crianças em famílias de trabalhadores diminuísse cada vez mais. Ann Maria ficou conhecida pelas suas iniciativas dedicadas aos mais desfavorecidos, não só aos trabalhadores, como também aos feridos da Guerra de Secessão.
Nesta senda, também outra mulher – a escritora Julia Ward Howe – desenvolveu iniciativas no sentido de valorizar a mãe e a maternidade, desta feita com a publicação do manifesto ‘Mother’s Day Proclamation’.
Quando Ann Maria morreu, em 9 de maio de 1905, a sua filha Anna Jervis ressentiu-se da perda e, com a ajuda de amigas, decidiu celebrar o amor pela sua mãe e, ao mesmo tempo, ensinar as crianças a valorizar as respetivas progenitoras.
Assim, iniciou uma campanha para que o dia das mães fosse reconhecido a nível nacional, o que aconteceu nove anos após a morte de Ann Maria.
Em maio de 1914, o Congresso dos Estados Unidos aprovou o decreto – Joint Resolution Designating the Second Sunday in May as Mother’s Day – que estabeleceu o segundo domingo de maio como o Dia da Mãe.
Porém, e apesar do esforço em conseguir que o Dia da Mãe fosse reconhecido como uma celebração a nível nacional, Anna Jervis lutou posteriormente para que o dia fosse abolido do calendário devido ao caráter comercial que adquiriu.
Sendo Portugal um país de elevada tradição católica, o Dia da Mãe não era, inicialmente, celebrado em maio, mas sim em dezembro, mais precisamente no dia 8, dia de Nossa Senhora da Conceição, a padroeira do país.
Porém, as aparições de Nossa Senhora aos três pastorinhos – Lúcia, Jacinta e Francisco – na Cova da Iria a 13 de maio de 1917 deram um maior simbolismo ao mês de maio, que passou a ser conhecido como o mês dedicado a Santa Maria, a mãe de Jesus Cristo.
Assim, as autoridades portuguesas decidiram que o Dia da Mãe deixava de estar ligado a Nossa Senhora da Conceição e passava a estar relacionado com Nossa Senhora de Fátima.
Sendo que as aparições ocorreram a 13 de maio, ficou estabelecido que o Dia da Mãe em Portugal seria celebrado no primeiro domingo do mês para não entrar em conflito com as celebrações em Fátima.