Bem-vindo, bienvenido, bienvenu, benvenuto, welcome....


Silêncio cósmico

Pudera eu regressar ao silêncio infinito,

ao cosmos de onde vim.

No espaço interestelar, vazio, negro, frio,

havia de soltar um grito bem profundo

e assim exorcizar todas as dores do mundo.

Regina Gouveia

sexta-feira, 31 de março de 2017

Breves....

A última mensagem terminou com a referência ao Dia do Pai.
Na semana que  aí se iniciou, na quarta-feira estive na Escola do Bom Pastor, no Porto, com meninos da pré-primária. A sua espontaneidade é muito gratificante. Na quinta feira, quando após a música levei os netos a casa, o meu filho disse-me  em surdina. Amanhã, após o almoço vamos fazer uma surpresa aos meninos. Vamos à neve na serra do Marão. Vem connosco.
Nessa quinta feira, a manhã tinha estado muito fria e arrefeci muito no Hospital, durante o voluntariado. à noite doía-me muito a garganta e o corpo todo pelo que lhes telefonei a dizer que provavelmente não poderia ir. Mas a vontade era muita. Mediquei-me à noite e voltei a medicar-me de manhã. Fui  e valeu a pena. A minha neta nunca tinha visto neve pelo que ficou eufórica. Para o José não foi novidade mas veio todo o regresso a dizer. Que surpresa fantástica!. Adorei!

Deixo algumas imagens e música de Adamo...



















No sábado fomos assistir a uma homenagem ao Maestro Resende Dias, nos "Fenianos" na sequência de uma outra no Lugar do Desenho, a que me referi em 2016 em http://docaosaocosmos.blogspot.pt/2016/05/de-25-de-abril-1-de-maio.html

Tratou-se de uma homenagem póstuma ao Maestro Resende Dias, irmão do Mestre Júlio Resende. Família de artistas, eram primos de Fernando Lanhas...
O filho José, colega e amigo do meu marido, ainda em vida do pai integrou, bem como um irmão já falecido, a Orquestra Resende Dias. A orquestra ainda se mantém e atuou durante cerca de 2h, apresentando obras de Resende Dias, de sua mãe, Emília Resende e do filho Carlos Resende(já falecido). 
Deixo algumas das obras que  foram apresentadas



Na semana que está a findar "deambulei" por várias escolas, Meinedo (onde estive com 174 crianças), Manuel António Pina ( onde terão sido mais ainda), no Bom Pastor, na turma da minha neta Marta (cerca de 20 crianças) e na escola do Muro com alunos das quatro classes do 1º ciclo.
É bom estar com as crianças...

quarta-feira, 29 de março de 2017

Mais imagens...menos palavras- continuação

No dia 15 de manã fui fazer a minha sessão de voluntariado. Numa das passagens entre o edifício Neoclássico e o Novo, parei uns segundos para tirar uma foto  a uma árvore lindíssima mas a foto não ficou à altura....


 Por volta das 15h chegou, vinda de Setúbal, a  Lourdes,  minha amiga de infância de quem já aqui falei algumas vezes.
À quinta-feira após as aulas da Marta e do José temos música, pelo que nessa tarde a Lourdes foi sozinha ver uma exposição na Galeria Almeida Garrett, onde o filho (Noé Sendas, de quem já aqui falei por mais que uma vez) estava representado.
À noite ainda conversámos um pouco mas deitámo-nos relativamente cedo pois tínhamos vários projetos para o dia seguinte.
Na manhã do dia seguinte tínhamos que ir à UNICEPE. Antes ainda demos uma voltinha pelas imediações. Fotografei uma casa Arte Nova, de que gosto bastante, na Rua Galeria de Paris e uma capela, um pouco invulgar,  na Rua dos Caldeireiros.



  Passámos pela UNICEPE e daí fomos almoçar à Cooperativa Árvore. Dali fotografei o Jardim das Virtudes


Após o almoço a Lourdes foi ter com uma artista plástica que foi sua aluna e eu  regressei a casa onde o meu neto chegaria por volta das 16 h
Para sábado tínhamos planeado  ir ouvir um concerto de órgão à Igreja do Clérigos após o que o meu marido iria ter connosco para irmos os três almoçar à Foz (novamente à paria dos Ingleses onde me sinto muito bem com o mar tão próximo...)
O concerto estava anunciado em vários órgãos de comunicação social e na porta da igreja. Entrámos e connosco vários turistas (e não só...)
Só que em vez do concerto houve missa. Protestámos na entrada ( e connosco muitos turistas também) . A resposta foi: A missa não estava prevista  por isso não sabemos se o concerto se mantém e,em caso afirmativo, a que horas terá lugar....
Após o almoço o meu marido deixou-nos à porta do Botânico e vagueámos por ali algum tempo, deliciadas com as sensações visuais e olfativas que o espaço proporciona. Como senão, apenas o ruído dos carros na auto-estrada.Terminado o passeio pelo Botânico fomos até à casa das Artes, a fim de assistirmos o filme Moonlight
No jardim ainda fotografei uma árvore belíssima.

Após o filme, de que gostei muito, regressámos a casa.
No dia seguinte de manhã a Lourdes foi a Serralves ver uma instalação de que gostou bastante. Eu não pude ir pois tinha que ultimar o almoço (era Dia do Pai) para todos nós.
À tarde regressou a Setúbal.

segunda-feira, 27 de março de 2017

Mais imagens, menos palavras....

Precisava que o dia tivesse pelo menos 48h...
Há já três emanas que não escrevo no blogue. E entretanto várias efemérides tiveram lugar, nomeadamente nomeadamente a Semana das Camélias, o dia Internacional da Mulher, o Dia do Pai, a entrada da Primavera, os Dias Mundiais da Árvore, da Poesia e da Água...
Vou passá-las em revista, essencialmente através de imagens.
No dia sete veio de Trás-os-Montes uma amiga, ainda familiar, a Isabel de quem já aqui falei. Aproveitando uma vinda ao médico, quis recordar lugares do Porto, onde há muitos anos fez teatro no Pé de Vento. Dentro da minha pouca disponibilidade ainda consegui acompanhá-la em algumas deambulações.
Nesse mesmo dia,  a partir das 16h,30min, hora a que o meu neto José teve, na escola,  a habitual atividade de basquete,  fui  mostrar-lhe a Casa da Música e o espaço do Bom Sucesso onde, na Fundação António Manuel da Mota,  fomos ver a exposição Porto Com Sentido ( a que já me referi em mensagem anteriores quando ali fui pela primeira vez).
No dia 8 de manhã fomos a Serralves, que a Isabel também não conhecia e daí até à Foz.
Almoçámos na Praia do Ingleses.


 

A seguir a almoço fomos até à Cooperativa Árvore, onde se comemorava o Dia da Mulher.
Como às 16,30 teria que estar em casa (hora de chegada do José), dei-lhe umas dicas sobre o modo de de se deslocar de autocarro e vim para casa.
Ao fim do dia encontrámo-nos na Rua das Flores, nomeadamente ao Museu da Misericórdia  onde estava uma exposição de fotos e arranjos, integrada na semana das camélias e onde eram servidos chás chás.

 A planta do chá Camellia sinensis é da família das camélias

Na Ilha de S.Miguel, no concelho da Ribeira Grande existe a  Fábrica de Chá Gorreana a mais antiga e agora única na Europa.
Admite-se que a Camellia sinensis, tenha sido introduzida introduzida nos Açores, nomeadamente em São Miguel, em 1750, transportada pelas naus que retornavam do Oriente. 

 
Na quinta feira de manhã tive o meu serviço de voluntariado no Hospital e à tarde, após as aulas, tivemos a nossa aula de música(a Marta, o José e eu).A Isabel ficou por sua conta....

Na sexta feira de manhã fui com ela ao Lusiadas, onde tinha a consulta, finda a qual, o meu marido foi buscar-nos para  seguirmos para Trás-os-Montes. Fomos almoçar a Moncorvo e, enquanto o meu marido foi tratar de uns assuntos na Câmara, fomos tirando alguma fotos naquela vila tão bonita






A meio da tarde chegámos à minha aldeia.
                                                                             

 

No dia seguinte, mais ma foto, desta vez no quintal da casa do meu marido


Na semana seguinte, na terça feira estiveram a jantar connosco dois primos de Goiânia, um casal jovem que veio passar uns dias em Portugal. Os pais e um irmão já vieram várias vezes, mas para eles foi uma estreia.Logo a seguir ao almoço o meu marido foi passear com eles pelo centro histórico e ao fim do dia eu associei-me. Fomos visitar umas caves do vinho do Porto e, de seguida, viemos para casa onde jantámos todos (filhos, netos, os primos e nós)
Na quarta feira passeei com eles toda a manhã. Visitámos S. Bento, a Torre dos Clérigos, a Lello, a Cadeia da Relação. Enquanto subiram à torre , aproveitei para ver nos Leões, na Reitoria, uma exposição fotográfica sobre o Tibete.

Fomos almoçar ao espaço do Bom Sucesso após o que os levei ao Metro da casa da Música. Dali iriam regressar ao Hotel D. Henrique e fariam mais alguma exploração da cidade, por sua conta...No dia seguinte rumariam a Lisboa


domingo, 5 de março de 2017

I have a dream...

Creio já ter referido neste blogue, o quanto eu gostaria de saber tocar bem um instrumento. Os meus pais, muito em particular a minha mãe, que no Brasil foi solista num coro, gostavam muito de música. Cresci ouvindo a minha mãe cantar canções napolitanas, árias de ópera ( Va pensiero, La donna é mobile...), as Ave Maria de Gounod e de Shubert, Barco Negro, Fascinação, Aguarela do Brasil, Ave Maria do Morro, Funiculi, Funicula e muitas,  muitas outras canções……
Até aos 8 anos vivi numa aldeia onde não tinha possibilidade de aprender música . Quando fomos viver para Bragança, a minha mãe tentou arranjar-me um(a) professor(a) de música mas não havia. Uns dois ou três anos mais tarde, começou a haver aulas de acordeão numa casa de freiras e fui aprender o dito instrumento que ainda hoje tenho. Nos livros fui encontrar várias das canções que a minha mãe cantava. Nas aulas ia tocando mas em casa, preferia brincar a  treinar, pelo nunca toquei devidamente



Quando passei para o 6º ano chegou ao Liceu de Bragança um novo Reitor. Tinha o curso de violino e era casado com uma senhora que tinha o curso de piano. Deu-me aulas aulas de piano no 6º e no 7º ano. Como eu não tinha piano, não treinava em casa (presumo que se tivesse também não treinaria) pelo que também aprendi pouco.

Durante esses dois anos, tive oportunidade de melhorar a minha cultura musical. O referido reitor organizava sessões de música clássica,umas no Liceu, outras na Pousada de S. Bartolomeu. A maior parte dos alunos não gostava pelo que éramos poucos os que assistíamos. Aprendi bastante nessas sessões.
Mas regressando aos instrumentos musicais…
Após o 7ºano ingressei na Faculdade e acabaram-se aulas de música….De vez em quando tocava (mal) acordeão. Em 1978, o meu marido herdou um piano que tinha sido da avó materna. Está na minha sala mas só o meu filho Nuno faz uso dele. Eu, de vez em quando, “finjo que toco”…
Desde cedo incentivei os filhos para a aprendizagem da música. O Miguel, com péssimo ouvido, aprendeu viola e cavaquinho mas, tal como eu, toca pouco e mal.Foi, no entanto, um dos fundadores da Tuna de Economia..
O Nuno tem bom ouvido, boa voz (durante alguns anos integrou o CPO) e toca razoavelmente viola, cavaquinho, ukulele e piano. Integra a banda Proud Credence  e já participou em vários concertos no país.
Tentei incentivar os netos a aprender música. A Rita teve lições de piano mas desistiu. Em compensação é uma excelente aluna de ballet, que aprende desde os 3 anos. Nos vários interesses do irmão não entra a música…. Com os filhos do Nuno tive mais sucesso. A Marta, que tal como a prima tem aulas de ballet,  tem também aulas de piano na Teclarte, onde o José aprende ukulele, ao mesmo tempo que vai tocando baixo, tendo como professor o pai. Por sugestão da Teclarte, frequento  também as aulas de ukulele do José, sem ter que pagar mais. E já vou tocando mais ou menos….
Uma das últimas músicas que treinámos foi “I have a dream” dos ABBA uma das música que iremos tocar num próximo concerto da escola.
Foi esta música  que inspirou esta mensagem.
Resolvi investigar se o título tinha algo a ver com o famoso discurso de Martin Luther King. Encontrei referência a várias músicas que foram inspiradas no discurso, mas entre elas não consta a dos ABBA. Provavelmente foi apenas o “plágio” do título

E porque Luther King ficará para sempre na história, aproveito para lhe prestar uma modestíssima homenagem
Em 1963 Martin Luther King Jr. proferiu em frente a uma plateia de mais de duzentas mil pessoas um dos discursos mais célebres de sempre,considerado um dos maiores na história, eleito em 1999 como o melhor discurso estadunidense do século XX. 


https://www.youtube.com/watch?v=gevdV4LvipQ

O movimento pela cidadania, a força da cultura negra, a luta por espaço e respeito foram capazes de levar milhares de pessoas às ruas naqueles dias, num movimento que inspirou inúmeras canções ao longo dos anos. Algumas incorporaram o sonho do discurso de Martin Luther King Jr. de forma directa. Outras reflectiram o contexto daqueles tempos revolucionários. Algumas fazem parte da história. Aqui estão algumas:
Mathalia Jackson – We shall overcome 
(Uma das canções mais conhecidas da época do movimento dos direitos civis. Foi interpretada por Mathalia Jackson e muitos outros cantores da época)
Aretha Franklin – Someday we’ll all be free
(A liberdade era o grande tema da luta pela cidadania dos negros americanos. Esta é a versão de uma dessas canções que aborda o tema, interpretada por Aretha Franklin, e incluída no final do filme Malcolm X de 1992, realizado por Spike Lee)
Marvin Gaye – Inner City Blues
(Uma das canções que reflecte as precárias condições de vida na América urbana, principalmente depois dos conflitos raciais que se seguiram à morte de Martin Luther King Jr.)
Nina Simone – Mississipi goddam
(Muitas das canções dos anos 1960 de Nina Simone captavam o espírito do movimento pelos direitos civis. Esta é uma dessas canções que parecem incorporar os dramas humanos num tempo de convulsão)
Billie Holiday – Strange Fruit
(A versão mais conhecida desta canção é a de Billie Holiday, com o seu expressionismo vocal a condenar o racismo do Sul da América)
Michael Jackson History
(Ao longo dos anos quase todas as celebridades negras da pop aludiram na sua obra à figura de Martin Luther King Jr. Michael Jackson também o fez na década de 1990)
Common – I have a dream
(Canção de 2006 do rapper Common que incorpora excertos do discurso de Martin Luther King Jr. no Lincoln Memorial, propondo um rejuvenescimento espiritual)
U2 – Pride (In the name of love
(Nas décadas que se seguiram ao assassinato de Martin Luther King Jr. muitos artistas criaram canções de tributo à sua vida. Esta é uma das mais conhecidas)
Fingers Inc. - Can You Feel It?
(Editado em 1988, esta produção de Larry Heard, é um dos temas fundamentais da música house nos seus primórdios, vindo a influenciar inúmeros DJ e produtores da música electrónicas nas décadas que se seguiram) 
Wray Gunn – Soul city
(Em Portugal, os Wray Gunn, na faixa de abertura do álbum Eclesiastes 1.11 de 2010, também utilizam um excerto do célebre discurso de Martin Luther King Jr.)

Em outros sites encontrei  referências a mais canções inspiradas no discurso de LK, uma na voz de  Solomon Burke ,  outra do compositor Herbie Hancock e uma outra interpretada pelo coro Luther King

Regresso à canção dos ABBA, numa interpretação do grupo  e  na voz de Nana Mouskouri. Deixo também a letra.

I have a dream  a song to sing 
To help me cope  with anything 
If you see the wonder of a fairy tale 
You can take the future even if you fail 

I believe in angels something good in 
Everything I see 
I believe in angels when I know the time 
Is right for me 
I'll cross the stream I have a dream 

I have a dream a fantasy 
To help me through reality 
And my destination makes it worth the while 
Pushing through the darkness 
Still another mile 

I believe in angels .....

Falar em sonho, transportou-me  para Pedra Filosofal de António Gedeão e para Le rêve de Picasso. E assim termino  esta mensagem

LeRêve (o Sonho), de Pablo Picasso, foi pintado em 1932 no estúdio do artista em Boisgeloup, perto de Paris. A obra representa a amante de Picasso, Marie-Thérèse Walter, então com 22 anos. Os dois conheceram-se quando Marie-Thérèse tinha apenas 17 anos e morava  num apartamento defronte da casa de Picasso, então casado com Olga Koklova.
Marie-Thérèse contaria mais tarde os pormenores sedutores  do encontro: “Tinha ido fazer compras nas Galerias Lafayette e Picasso viu-me a sair do metropolitano. Agarrou-me repentinamente pelo braço e disse-me: ‘Chamo-me Picasso. Nós os dois vamos fazer grandes coisas juntos'”
Le Revê foi comprado em 2013 pelo financeiro norte-americano Steven A. Cohen por 120 milhões de euros....)