Bem-vindo, bienvenido, bienvenu, benvenuto, welcome....


Silêncio cósmico

Pudera eu regressar ao silêncio infinito,

ao cosmos de onde vim.

No espaço interestelar, vazio, negro, frio,

havia de soltar um grito bem profundo

e assim exorcizar todas as dores do mundo.

Regina Gouveia

domingo, 11 de dezembro de 2016

Artesanato e arte

Como anunciei na última mensagem, no dia 4 chegou um sobrinho meu. Com ele veio também um colega de curso. Ambos são engenheiros sanitários e vieram à Europa para visitar sistemas de tratamentos de lixo. Estiveram na Alemanha, na Itália, em França e em Portugal. Aqui visitaram uma empresa em Vila Nova de Gaia e ficaram impressionados pois a tecnologia usada é do mais moderno que há,
Chegaram às 10h. O meu sobrinhos tinha-me pedido para nos juntarmos todos em alguma ocasião durante a sua breve estadia, o  que nós, obviamente, já tínhamos decidido. A única refeição conjunta possível era no dia da chegada,pois durante a semana só poderia ser ao jantar, que  não era viável com as crianças em aulas, Por isso almoçámos todos logo nesse dia, embora eles se tivessem levantado às 3 da manhã para apanharem o voo de Lyon para Lisboa, onde fizeram escala.  Tinham pensado descansar um pouco após o almoço, mas optaram por ir passear. O meu sobrinho já conhece razoavelmente o Porto, cidade que adora e onde gostaria de viver. Mas o  meu filho Nuno fez questão de ir com eles, pois a cidade está  diferente desde a última vez que o primo cá esteve, há dois anos.
O trânsito na Baixa estava impossível mas como os três adoram andar a pé, largaram o carro algures e caminharam. Por volta das 20 h fomos ter com eles à Cordoaria e regressámos a casa. Depois de jantar, o amigo foi-se deitar mas o meu sobrinho quis aproveitar para ficar um pouco mais à conversa connosco. No dia seguinte vieram buscá-los às 10 h para a visita acima referida. Foram convidados para almoçar, e quando acabaram o trabalho resolveram vir a pé de Gaia, passar pela Ribeira, subir até à Cordoaria e regressar a casa por Cedofeita. Chegaram à hora de jantar, extenuados mas muito bem impressionados quer com a tecnologia de ponta da empresa quer com a  amabilidade das pessoas. No dia seguinte o programa foi idêntico mas com início às 9h.
Na quarta feira partiram, em voo direto  do Porto para S. Paulo.
Como sabia que não poderiam levar muito peso, optei por enviar umas lembrancinhas muito leves.
E é aqui que entra o artesanato....
Com uns pedacinho de linho fiz umas saquinhas que pintei e onde coloquei umas saquetas de chá Gorreana, com um breve texto alusivo à fábrica, a 1ª da Europa a fabricar chá (quando estive pela primeira vez nos Açores,visitei-a ). Eis o texto composto a partir de dados colhidos na NET e uma foto com duas saquinhas( ao todo fiz 14)

Alguns estudiosos sustentam que a Camellia sinensis, planta que está na origem do do chá foi introduzida nos Açores em 1750, transportada pelas naus que retornavam do Oriente. O clima ameno da ilha, com chuvas bem distribuídas ao longo do ano, ausência de geadas e insolação pouco intensa mostrou-se ideal para o seu plantio e desenvolvimento. Numa área designada por Gorreana, o solo argiloso e ácido permitiu a obtenção de um chá perfumado e de travo agradável. Hoje o chá ali produzido, numa propriedade de 75 hectares, é valorizado por ser um produto ecológico, livre de pesticidas, herbicidas e fungicidas. A fábrica Gorreana, que detém o título de mais antiga fábrica de chá da Europa, produz chá preto, chá verde e semifermentado.




Na quinta -feira, aproveitei a "embalagem" e comecei a fazer  outras peças de "artesanato" a pensar nas prendas de Natal: sabonetes pintados, embalagens a partir de rolos de papel higiénico, mais uma "écharpe", .... Hoje continuei mas, a par disso, estive a preparar o almoço de amanhã que, para além dos dez habituais, vai contar com uns primos (cinco mais uma bebé de 18 meses) com quem estamos com frequência e necessariamente sempre na época de Natal.

Na foto, e para decorar, um raminho da minha buganvília do quintal




Fiz ainda uns presépio (criação minha)  a partir de uma embalagem de ovos e um Pai Natal, a partir de um rolo de papel higiénico,  mas estes são para levar numa visita que vou fazer na terça feira a um  infantário.
Ainda não tirei fotos mas o presépio é idêntico aos que fiz em 2015 e o Pai Natal foi feito a partir deste site


Passemos à  Arte...

Na quarta feira à tarde o meu neto tem ensaio de teatro na escola, após o qual vem para minha casa. Começou  a vir sozinho de autocarro. Como a irmã só sai da escola às 17, 30, resolvi ir ao Bom Sucesso e aproveitei para visitar a exposição Porto com sentido, na Fundação Manuel António da Mota


.


Logo que entramos deparamos com este excerto de um texto de M. Teixeira Gomes,


Não conhecia alguns dos pintores representados na exposição.  Para outros não associaria o trabalho ao pintor,como foi o caso de Nadir Afonso, cujas obras mais conhecidas têm um cunho inconfundível

Nadir Afonso 

 Gostei da maioria dos trabalhos mas destaco aqueles que mais me tocaram, para além do painel Ribeira do Porto, de Júlio Resende:

Carlos Carneiro, 1967

António Cruz,1949 

Jaime Isidoro, 1989 

 José Rodrigues,  sem data

 Abreu Pessegueiro, sem data

 Armando Alves (1985)


Termino com Porto sentido de Rui Veloso


e com o poema Passeio Alegre de Eugénio de Andrade, poema na página 8 do catálogo,  num texto de Fátima Lambert

4 comentários:

  1. Quero ir ver essa expo no Bom Sucesso, ainda ontem lá passei e esqueci-me que era lá. Passo muitas vezes por aquela zona. Tb tenho feito quadros para oferecer, acho que este estilo cubista é muito divertido e faz um efeito extraordinário. Os pasteis de óleo então ficam especiais. Puz um no meu blogue de que gosto muito. Outros tenho no FB. Hoje recebi o meu livro de memórias de 2016 compilado pelo FB e está lindo. Tem mais de 400 fotos minhas, de pinturas, eventos, paisagens, junto com textos, memórias e histórias. É um verdadeiro diário colorido e em livro de capa dura. Foi caro ( 50 euros) , mas vale a pena. Ainda vou falar dele no meu blogue.Não gosto nada do Rui Veloso, mas esta canção escapa por causa da letra.
    Bjo

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    1. Eu também gosto muito de trabalhar com pastel de óleo. É o material que mais gosto de usar. Para mim tem o inconveniente de sujar muito; se cai um pedacinho para o chão e sem querer se pisa, é um "desastre".Ultimamente, com a falta de tempo, tenho feito apenas coisas pequeninas e geralmente em tecido.
      Acho que uma compilação das tuas fotos e memórias merece bem os 50 € que deste. Quando falares disso no teu blogue avisa pois nem sempre tenho tempo de passar por lá.
      Nunca pensaste em publicar um livro com as tuas melhores fotos? Acho que valia a pena. E já agora pergunto: Como é isso de ter um livro compilado pelo FB?
      Ab
      Regina

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  2. Já estou no FB há seisanos, de modo que eles propôem fazer um livro com as nossas memórias de cada um dos anos. No convite podemos ver 50 páginas aleatórias, mas que nos dão a noção do aspecto final do livro. Decidi mandar fazer o meu deste ano porque nele também há coisas que o pp FB nos oferece dos anteriores ( tipo efeméride) e portanto aparecem neste. As fotos sã muitas, algumas pequenas , outras grandes, repetem algumas também e as páginas contém imensas fotos - algumas oito - e tb alguns comentários que se fizeram a propósito. A ultima página é linda pois só tem fotos da minha família - não sei como é que eles acertaram em todas - e até uma dos meus Pais que eu coloquei a propósito do Dia da Mãe. É tudo feito com muita inteligência, embora seja grande demais. Escolhi este tamanho , mas para a próxima prefiro menos páginas . Este tem 400 páginas!! Tem algumas fantásticas, com um design fabuloso , com fotos minhas aproveitadas dum modo excepcional - umas de Serralves, outras do farol da Foz, muitas do Botânico, etc.
    Hoje deixei cair uma caixa com 50 pasteis de óleo e a Luisa é que mos apanhou. O chão ainda está à espera da minha empregada, pois não posso dobrar-me... :)
    Bjo

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