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Silêncio cósmico

Pudera eu regressar ao silêncio infinito,

ao cosmos de onde vim.

No espaço interestelar, vazio, negro, frio,

havia de soltar um grito bem profundo

e assim exorcizar todas as dores do mundo.

Regina Gouveia

segunda-feira, 5 de setembro de 2016

Em terras do Nordeste …. parte 1

Regresso ao Blogue após mês e meio de ausência...


Desde que o meu marido herdou a casa de família, que pertencera ao irmão, as nossas férias de verão começam em Adeganha (Moncorvo)
onde passamos cerca de 3 semanas e terminam na minha aldeia, Parada(Alfândega da Fé), onde passamos igual período de tempo. A ordem tem que ser esta pois a 25 de julho há festa na Parada e o barulho é insuportável durante duas semanas, a que antecede a festa e a que lhe sucede...

Partimos do Porto no dia 21 de julho, com os dois netos “rapazes” e o gato.
Quando os filhos eram pequenos, estas viagens eram “tenebrosas”. Saíamos de Porto ainda de manhã, fazíamos algumas paragens pois as inúmeras curvas provocavam enjoos, especialmente nas crianças, e chegávamos muitas vezes ao fim do dia. Agora são apenas duas horas, se se cumprirem os limites de velocidade...
Logo que se chega é a agitação do costume: descarregar o carro, arrumar as “tralhas” preparar as refeições, os quartos. Os pequenos foram ajudando, por entre uns chutos na bola, no curral (pátio onde, noutros tempos, circulavam animais (cavalos, bois, muares, galinhas, perus, porcos,etc) a caminho das “lojas”, capoeiras, etc.


Ao fim do dia fizemos um mapa com o planeamento das atividades ao longo de cada dia (uso do tablet, leitura, televisão, jogos de tabuleiro, atividade física, ensaios para o teatro, passeio pela aldeia, etc). Perto de nossa casa vive uma senhora que por vezes me ajuda nas limpezas da casa e costuma ter cachorrinhos, pelo que os passeios incluíam sempre uma visita aos mesmos.
O mapa ficou afixado para facilmente ser consultado.
No dia seguinte fomos abastecer-nos na aldeia de Cardanha, a 2km da Adeganha pois nesta (aldeia muito bonita mas muito pequena) não há qualquer loja. Aproveitámos para almoçar no restaurante anexo ao supermercado e regressámos a casa.
As atividades decorreram mais ou menos de acordo com o planeamento e digo mais ou menos porque, se me descuidava, o tempo do tablet era logo excedido…
No sábado chegaram filhos, noras e as duas netas.
Nesse mesmo dia montaram a piscina insuflável. Pequenina, faria no entanto a delícia dos mais novos, nos dias quentes com que o verão nos brindou foto.



À tarde, o meu marido e o meu filho mais velho foram buscar o jipinho que temos na Parada pois como iríamos ficar com os quatro netos, eu precisava de ficar também com um carro. O espetáculo com que depararam deixou-me arrepiada, apesar de só o ter visto em foto...….
Junto ao portão de casa, em altos brados, o camião com a instalação sonora para a festa.



Terminado o fim de semana, em que o Nuno fez uma baliza para as crianças jogarem futebol, os adultos regressariam ao Porto. 
O cartaz que se vê na imagem  foi temporariamente colocado durante as filmagens de uma outra peça de teatro de que falarei mais tarde.




3 comentários:

  1. Nas férias nunca planeio nada, mas limito o tempo de TV, que na Luz se dispensa completamente...os meus netos adoram a água , de modo que este ano passavam o tempo na prainha em frente de casa, nem sequer iam à praia grande. Folgo em saber que tiveste férias boas apesar do calor, que em Trásos montes é de derrear. Lembro-me de Chaves, dois anos de calor aflitivo, uma das vezes grávida de oito meses....as viagens para o Porto eram uma odisseia, mas nunca enjoei. Nunca fui a Lisboa nesse ano de 1978...

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  2. Olá Virgínia.

    De facto as férias forma ótimas, até porque o calor não me aflige. O frio, esse aflige-me imenso e por isso no inverno vou raras vezes ao Nordeste.
    Quanto ao planeamento, ele só existe por causa dos netos que, caso contrário, estariam agarrados ao tablet e aos jogos de computador...
    Não tenho ido ao teu blogue porque lá tenho muita dificuldade de acesso à NET, mas vou retomar o hábito de passar por lá frequentemente...
    Ab
    Regina

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  3. Este comentário foi removido pelo autor.

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