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Silêncio cósmico

Pudera eu regressar ao silêncio infinito,

ao cosmos de onde vim.

No espaço interestelar, vazio, negro, frio,

havia de soltar um grito bem profundo

e assim exorcizar todas as dores do mundo.

Regina Gouveia

segunda-feira, 4 de janeiro de 2016

Falando de luz e de música

Em 2015, por mais que uma vez fiz referência ao AIL( IYL), Ano Internacional da Luz, e a vários eventos que tiveram lugar nesse âmbito

About the Year of Light
The International Year of Light is a global initiative which will highlight to the citizens of the world the importance of light and optical technologies in their lives, for their futures, and for the development of society. It is a unique opportunity to inspire, educate, and connect on a global scale.

2015 chegou ao fim…

But IYL 2015 has been such a runaway success that many activities worldwide will continue for many months more into 2016: for example, the French national committee has decided to run activities until the end of the French school year, and the European Commission funded project LIGHT2015 has seen such a high demand to organise seminars and events within Europe that these will still be running in June 2016.   
This year has been fantastically busy!  During IYL 2015, we have seen academic and industry organizations around the world joining forces to raise awareness of the many ways in which photonics impact our lives in areas such as energy, education, climate-change, and health.  These efforts have resulted in IYL 2015 being amongst the most successful and visible of any of UNESCO’s international observances, with thousands of activities involving millions of people in more than 100 countries worldwide. Discussions are now underway internationally to ensure that the resources and partnerships established over the last two years will continue in the future.  Legacy actions planned for the future include both specific on-the-ground outreach such as extension to UNESCO-ICTP’s Active Learning for Optics and Photonics Programme, as well as more political initiatives promoting the economic importance of photonics and continuing to fight against light poverty in developing countries ….. 

Em Portugal, também o Ano Internacional da Luz vai ser estendido por mais um semestre.

A minha amiga Virgínia Barros, na mensagem Tecnologias musicais que colocou no seu blogue, a propósito de música, matéria em que é uma boa conhecedora, faz uma resenha histórica sobre a evolução dos meios que nos têm permitido aceder à música desde a sua infância (que decorreu ao mesmo tempo que a minha.)
Ao ler a mensagem pensei neste maravilhoso “mundo novo” em que a Física, nomeadamente as ondas eletromagnéticas, desempenham um papel primordial. 

As ondas eletromagnéticas (ondas rádio, microondas, radiação infravermelha, luz visível, radiação ultravioleta, raios X, raios gama) foram descritas no século XIX, pelo físico escocês James Clerk Maxwell,  através de  um conjunto de quatro equações matemáticas que  são a base do eletromagnetismo. Maxwell também provou que a luz é uma onda eletromagnética e que todas as ondas eletromagnéticas se propagam no vácuo com a velocidade da luz (c = 300.000 km/s). 
Estão presentes no nosso cotidiano, ( luz visível, rádios, TVs, raios X,  fornos de micro-ondas, computadores, etc,etc, etc) e têm permitido enormes avanços no conhecimento do universo
https://www.youtube.com/watch?v=t6fOIQimm_Y



Regressando à mensagem no blog da Virgínia, comentei- a com o texto que aqui coloco

A grafonola existia em casa duma tia minha por afinidade que vivia na aldeia. Comprara-a o meu tio de quem estava separada ( não oficialmente). Em férias, conjuntamente com as minhas primas,  ouvia muitos tangos, valsas, etc
Em minha casa sempre houve rádio mas quando estávamos na aldeia não podíamos usá-lo por não haver energia elétrica. Em 1961, no regresso de uma estadia no Brasil, o meu pai trouxe um rádio portátil que podia funcionar a pilhas ou ligado à corrente. No Verão desse ano foi inaugurada a luz elétrica na aldeia pelo que já podíamos usar o rádio grande. Para além disso comprou-se uma Televisão, a primeira na aldeia. Assim, o portátil ficou para mim e fez-me grande companhia nos meus anos de Faculdade. Nessa altura e, ao longo do tempo de estudante, fui adquirindo vários discos de 
Chico Buarque, José Afonso, Beatles, música clássica,  que só pude ouvir a partir do momento em que, já licenciada e a trabalhar, comprei o meu primeiro gira discos.
A partir daí foi a evolução tecnológica que todos conhecemos a um ritmo inimaginável nos anos 60.

Não podia deixar de terminar com música e porque acima falei num "mundo novo" deixo-vos com a Sinfonia Novo Mundo de Dvorak




2 comentários:

  1. Nunca gostei muito de Física, mas as tecnologias, sobretudo ligadas à imagem e som sempre me apaixonaram. Usei videos nas aulas, muito antes doutros colegas, gravador , cassetes, etc...sem falar do retroprojector que acho uma invenção notável e que infelizmente foi posto de parte. Nunca tive uma sala de aula como gostaria de ter tido...mas inventei como podia...
    Obrigada pela referencia ao meu blogue. Há dias em que me apetece percorrer a rua da memória, como dizem os ingleses.
    Bjo

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  2. Usei muito o retroprojetor mas essencialmente para projetar algumas experiências. Ainda hoje, quando ando pela escolas, fico satisfeita se posso contar com ele. Posso simular um pôr do sol, posso obter um espetro solar(arco-íris) projetado no teto ou numa parede, etc. Por falta de bom senso, de quem decide sobre equipamento escolar e também de muitos professores, infelizmente foi posto de parte, como referes.
    Quanto ao teu blogue já lhe tenho feito referência outras vezes.
    Ab
    Regina

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