Bem-vindo, bienvenido, bienvenu, benvenuto, welcome....


Silêncio cósmico

Pudera eu regressar ao silêncio infinito,

ao cosmos de onde vim.

No espaço interestelar, vazio, negro, frio,

havia de soltar um grito bem profundo

e assim exorcizar todas as dores do mundo.

Regina Gouveia

quinta-feira, 31 de dezembro de 2015

Feliz Ano Novo

Escrevi a última mensagem no dia 19, já lá vão quase quinze.  A  partir do dia 18, com os netos a entrar em férias, passei a ter o tempo um pouco  mais ocupado.
Para o José as férias começaram dia 18. O avô fez anos no dia 17 mas só os festejámos no dia 20 (estava prevista a comemoração no dia 19, mas tivemos um convite para jantar com uns amigos que já nos tinham convidado por duas vezes em que não pudéramos ir, pelo que não tivemos coragem de adiar mais uma vez).
Regressando ao dia 18, com o José comecei a preparar algumas prendinhas, que eles fazem ou em que colaboram. Desta vez começámos por umas "caixinhas" feitas com rolos de papel higiénico e de cozinha posteriormente  pintadas ou recobertas a papel como  a que se segue na imagem e que, por sua iniciativa,  foi desenhada com motivos geométricos que ele mesmo criou.
Fez várias, todas diferentes, mas sempre com motivos geométricos.


Outras, desta feita pintadas por mim



Outras peças  feitas por mim, também com material reciclado

No dia 20 e como anteriormente referi, festejámos o aniversário do meu marido e simultaneamente fizemos o habitual almoço de fim de semana em que nos juntamos todos. Começámos também a pensar na peça para o teatro de Natal e com alguma ideias recolhidas, à noite escrevi o texto.
No dia 21 já estavam três netos  ( a mais pequenina, como está no infantário, não estava ainda verdadeiramente de férias)
Como queria ir com a Rita escolher a sua prenda de Natal, ao fim da manhã  saímos e os meninos ficaram na casa ao lado (do meu filho mais velho) com a empregada, com quem almoçaram. Eu e a Rita almoçámos na Baixa. Durante o almoço fomos pensando no "guarda- roupa" para a peça.
Após a almoço regressámos a casa e a Rita foi com a mãe ao dentista enquanto eu ficava com os dois netos a elaborar mais prendinhas. Com alguma ajuda minha , fizeram pequenas peças de bijuteria em papel e o José fez, para a prima, uma pulseira com os "lacres" de latas de refrigerantes.

Quando a Rita regressou a casa começámos a ensaiar a peça, ensaios que iriam continuar até ao dia 25, dia da representação.

À noite fui a um jantar promovido pelo Agrupamento de escolas Carolina Michaëlis. Foi no Ginásio grande e estava muita gente. Felizmente estavam várias pessoas  do meu tempo, algumas ao serviço, outras que se reformaram antes de mim e várias que se reformaram depois
Houve dois momentos culturais muito interessantes Atuaram duas alunas espanholas que têm recebido vários prémios no âmbito da dança clássica e contemporânea e houve um momento de canto lírico  por uma ex-aluna  do Carolina acompanhada de um tenor

Nos dias 22 e 23 continuámos com a elaboração de prendinhas e com os ensaios da nossa "peça de teatro"
Tratou-se de uma peça em 3 atos com uma recriação um pouco  satírica de uma noite de consoada em três épocas distintas, a última das quais, nos dias de hoje.
Em todos os atos, a  Rita e o José são os pais de duas crianças:o Bernardo e a Marta.

Eis o 3º ato
O pai entra na sala com o telemóvel a escrever mensagens. De seguida entra  a mãe e comunica com ele por telemóvel.

R
O que estás a fazer?
J
Não me interrompas Estou a enviar-te uma mensagem de Natal
R
Tem graça. Eu estou a enviar uma para ti.
A propósito, já viste o que escrevi no teu perfil do facebook?
J
E tu já viste o que pus no teu?
Onde estão as crianças?
R
Estão na sala ao lado a brincar. Vou chamá-las.
(Liga o telemóvel)
Meninos venham para esta sala. Hoje é a Festa da Família e é importante que estejamos todos juntos

Entram as crianças,  uma com o  telemóvel e outra com o tablet, Sentam-se e todos escrevem (ou fingem que escrevem)mensagens….
J
Já pensaste na Ceia de Natal?
R
Não te preocupes, encomendei tudo a uma empresa de catering.

R,J
É tão bom conviver em família…. Vamos tirar uma selfie em conjunto para comemorar e vamos pô--la no Facebook. Venham meninos


Os outros atos tinham também falas dos mais pequenos. A Marta só pôde ensaiar na quarta feira mas fixou rapidamente o que tinha que dizer.

A par do ensaio também ela fez umas prendinhas, uns marcadores de livros que pintou e uma bonequinha em cartão de caixa de ovos, que me esqueci de fotografar mas era idêntica às figuras dos presépios que eu este ano construí com o referido material.



A par do teatro o José tocou ukulele acompanhado pelo pai na guitarra ( eu também deveria ter tocado ukulele mas o meu neto esqueceu-se do dele em casa....) a Marta dançou uma peça que a prima coreografou e ensaiou com ela, o Bernardo cantou uma canção de Natal juntamente com a irmã e a Rita surpreendeu-nos a todos com um bailado de dança contemporânea (ela tem já 9 anos de ballet clássico que este ano acumula com dança contemporânea) de cuja coreografia foi autora.

Tudo isto no dia 25  Como é habitual já há alguns anos, a noite de Natal foi em casa do meu filho mais velho, juntamente com os pais e uns primos da minha nora. No dia 25, como também é habitual,  almoçámos  em minha casa o meu famoso peru, receita da minha mãe e que todos  acham divino.  Em" todos" estavam incluídos os familiares da minha nora "do lado" e um investigador  brasileiro, colega da minha outra nora, que tem estado a desenvolver um projeto em Portugal.
Ao fim do dia e como tem acontecido  nos últimos Natais, uns primos apareceram para petiscar o tal peru. Durante mais de 20 anos passámos sempre o Natal (a noite de Consoada e o  e dia) todos juntos mas agora somos muitos e é impossível. Mas encontrámos alternativas....
Daqui a pouco vou sair para passar com eles a "passagem de ano".
Termino esta mensagem com votos de um Feliz 2016

sábado, 19 de dezembro de 2015

Feliz Natal






Handel - "Messiah"/ The Choir of King's College, Cambridge.


https://www.youtube.com/watch?v=AZTZRtRFkvk



quinta-feira, 17 de dezembro de 2015

É triste que a escola se preocupe sempre mais com a avaliação do que com o ensino...


É triste que a escola se preocupe sempre mais com a avaliação do que com o
ensino disse Manuel Rangel na última entrevista que deu à Página da Educação
Professor e diretor da escola Tangerina, Manuel Rangel morreu esta terça-feira, após doença prolongada. A Tangerina, que a PÁGINA visitou recentemente, é um projeto pedagógico que privilegia a participação dos alunos na construção da aprendizagem. "Estamos muito mais interessados nas perguntas dos miúdos do que nas respostas, e o ensino preocupa-se muito mais com o contrário: a resposta, o fechado, o tipificado, o estereotipado, o não questionar... É triste que a escola se preocupe sempre mais com a avaliação do que com o ensino. Aliás, pouco se ensina para tanto se avaliar. A Escola devia estimular a linguagem, a expressão, o conhecimento, o contacto, a experiência."
Para ele, aprender e divertir eram as palavras de ordem do projeto pedagógico a que se entregou. "É um projeto central na minha vida. E continua a dar-me gozo vir aqui todos os dias, reencontrar as crianças e pensar no que fazemos. Tenho sempre uma grande inquietação, nunca estou satisfeito, mas tenho um grande gozo nisto!" – assim terminou a entrevista.
Manuel Rangel foi meu aluno  no então Liceu Alexandre Herculano. Integrava uma turma de  8º ano. Apesar de não ser muito mais velha que eles, nunca me criaram qualquer problema, bem pelo contrário, demo-nos sempre muito bem o que espantava alguns professores mais tradicionais que consideravam a turma muito problemática.
Encontrei-o em Aveiro,no primeiro dia de aulas do Mestrado e Supervisão, que ambos frequentámos  na década de 90. Não o reconheci de imediato, mas face ao nome perguntei-lhe se tinha sido aluno no Alexandre Herculano. Mal fiz a pergunta, comentou.
Não me diga que foi minha professora de Física. 
Então, perante outros colegas presentes, fez referência ao bom relacionamento que eu,  apesar de jovem, tinha com a turma e concluiu:Ainda hoje, em encontros de alunos dessa turma, o seu nome surge sempre como o daquela professora que deixou marcas indeléveis em todos nós.
Trabalhámos muitas vezes juntos durante o ano curricular de Mestrado pois constituímos um grupo de trabalho, juntamente com mais dois colegas do Porto.
Quando posteriormente nos encontrávamos recordávamos os bons momentos passados quando nos reuníamos para trabalhar ou durante as viagens que sempre fizemos em conjunto.
Fui tomando conhecimento do seu percurso nomeadamente no que respeita à criação da escola Tangerina. 
Quando foi lançado no Porto o meu livro Ciência para Meninos em Poemas Pequeninos, foi o Rangel que fez a presentação. Foi muito interessante pois ele "testou" o livro com as crianças da Tangerina e durante a apresentação foi mostrando comentários e desenhos que as mesmas fizeram.






Era um professor excecional.
Escreveu vários artigos  para o Espaço Professor da Porto Editora. Um deles pode ser lido aqui 
Em Junho de 2012 a Revista Pais e Filhos referia-se assim à escola Tangerina:
O grande objectivo da escola é o desenvolvimento da autonomia – moral, intelectual e funcional. Este é um dos princípios da escola A Tangerina, no Porto, onde se vive o gozo de ensinar, aprender, discutir e perguntar. O direito à participação é aqui praticado desde os aspectos mais institucionais às mais pequenas atitudes. «Tem a ver com o ouvir, com o dar voz, exprimir sentimentos, opiniões, ter o direito de colaborar nas decisões ou na discussão das coisas, fazer com e tomar parte de», resume Manuel Rangel, director da instituição. A metodologia de trabalho por projectos está no ADN da sua filosofia. «Em vez de trabalharmos o programa à medida do que o professor quer ou seguindo a ordem do livro, vamos muito atrás daquilo que as crianças querem trabalhar. Parecendo às vezes insignificante ou folclórico, é decisivo do ponto de vista de lhes dar voz», defende. Por isso, tanto estudam caracóis no terceiro ano, como pintores abstractos na sala dos três anos. «Cria-lhes uma relação totalmente diferente com o saber». Uma limitação ao exercício do direito à participação nas escolas é o facto dos professores se sentirem frágeis por não terem resposta para tudo. Manuel Rangel considera que os adultos têm que basear a sua segurança e autoridade em aspectos mais interessantes: «É perceber que somos sobretudo um guia com imensa responsabilidade na organização das situações. Eles põem-nos, de facto, perguntas francamente embaraçantes. Mas francamente desafiantes! E, assim, fartamo-nos de aprender uns com os outros». E acrescenta, com graça: «Eles vão sempre descobrir que não sabemos tudo».
As práticas participativas multiplicam-se: assembleias de sala semanais, assembleias de escola mensais, definição em conjunto das regras de cada sala. O garante das regras é sempre o adulto; não há inversão de papéis - o professor não é um igual. «Mas tem a obrigação de saber que é totalmente diferente fazer um conjunto de regras de funcionamento da sala sendo ele a impor ou construi-las com os próprios alunos», reforça o responsável pela Tangerina. As crianças começam a perceber que aquilo que se passa (seja no grupo, na sala de aula, na família, na escola, na sociedade) depende de todos nós. É sua responsabilidade e querem participar porque lhes diz respeito. Em reunião geral, mensalmente, todas as salas efectuam pequenas apresentações dos trabalhos que estão a desenvolver. Para tal, precisam de estudar, pesquisar, chegar a conclusões, saber pegar nelas e apresentá-las em público. Esta divulgação dá estatuto às suas vozes e ganham o hábito de perceber que o que as crianças dizem é importante. Lições para a vida.
Foi com muita consternação que recebi a notícia da morte de Manuel Rangel. Deixa uma marca indelével na educação, que  está de luto.

Até sempre amigo

terça-feira, 15 de dezembro de 2015

Aproxima-se o Natal

Aproxima-se o Natal e com ele o circo, o teatro, os torneios, as aulas assistidas no ballet, os almoços/ jantares com família e amigos, a azáfama das compras.....
As compras não me gastam muito tempo pois não "embarco" no consumismo sem "sentido", que tira "sentido" ao verdadeiro Natal.

No Carolina Michaëlis há um grupo de teatro que o meu neto integra, este ano pela 1ª vez. No sábado foi a apresentação da peça que estava a ser ensaiada desde outubro, para ser apresentada na época de Natal. O texto escolhido foi o Meu Pé de Laranja Lima de José Mauro de Vasconcelos. Uma colega adaptou-o, e bem, a peça de teatro. No papel de Zezé  estava uma menina de 6º ano, vestida de rapaz, obviamente, que fez questão de usar as falas em "brasileiro". Eu pensei que era brasileira tal a "perfeição" do sotaque. Para além disso, desempenhou excelentemente o papel. O meu neto, que de manhãtinha participado num torneio, teve um papel secundário,  tal como outros meninos, mas também o desempenhou lindamente. Para além dos alunos mais pequenos havia também outros de vários anos até ao 12º e, genericamente, estiveram bem, A minha neta mais nova,  que tinha adormecido antes da peça começar, acordou quando  começou e esteve sempre muito atenta. No fim, quando se faziam as vénias da praxe, ela saltou do lugar e foi juntar-se ao irmão a fazer vénias também.





 No domingo tivemos um almoço de "primos". Durante 20 anos passámos o Natal sempre juntos, mas agora já somos tantos e com  famílias alargadas, que a reunião de todos em simultâneo é impossível. Por isso, nos últimos anos almoçamos todos juntos, num fim de semana próximo do Natal.
É sempre uma reunião muito agradável. No ano passado juntou-se ao grupo mais um  elemento, que meses antes, havia ingressado na família, Desta vez foi a bebé, agora com seis mesinhos.







Nesta semana são as "aulas abertas" de ballet das duas netas e para a semana começam as férias e os nossos ensaios para a peça de Natal.
A par disso temos os ensaios para o Concerto de Reis, a 9 de Janeiro.
E quando "dermos por ela", estamos a festejar o Natal de 2016...


quarta-feira, 9 de dezembro de 2015

Volvido mais de meio século


Uma vez por ano, é habitual um convívio de ex-alunos e professores do Liceu Nacional de Bragança. O evento pode ter lugar em Lisboa, no Porto, em Bragança, em Coimbra… Se decorre no Porto, quando podemos estamos presentes. Por vezes não encontramos amigos, para além daqueles que habitualmente vamos vendo de vez em quando. Este ano foi diferente.
Promovido desta vez pela Associação dos Antigos Alunos, fundada em 8/3/10, teve lugar no passado sábado, no Grande Hotel do Porto.





Compromissos anteriormente assumidos não nos permitiram ir ao almoço, mas por volta das 15h conseguimos passar por lá.
Logo que entrámos dirigiu-se a mim uma “senhora” perguntando-me se eu não era a Regina. Não a identifiquei até ela colocar a descoberto o crachá onde constava o nome e o ano em que deixou o Liceu. Tratava-se de Alice Lopes, minha colega durante os sete anos de Liceu e que chegou a morar na rua onde eu morava. Sempre a admirei muito pois, sendo algures de uma aldeia do distrito, em tempo de aulas vivia em Bragança com dois irmãos, também eles estudantes, cuidando da casa, etc, etc. Era uma belíssima aluna a Matemática, curso que seguiu, mas em Lisboa. Por isso, nunca mais a vira após o verão de 1962.
Um outro colega, vira-o pela última vez em 1963. Tal como eu veio para o Porto. Frequentava engenharia eletrotécnica. Na 1ª época reprovou a Matemáticas Gerais. Ajudei-o um pouco e na 2ª época fez a cadeira. No entanto decidiu ir para a Academia Militar e foi para Lisboa. Um dia recebo uma encomenda com o livro Física Atómica de Max Born, edição Gulbenkian, acompanhado de um cartão agradecendo o apoio que lhe havia dado. 

 

Fiquei surpreendida e sensibilizada. Quis agradecer-lhe mas como a encomenda não trazia o endereço do remetente não pude fazê-lo.
Nunca mais o vira até porque, soube-o agora, vive em Lisboa. Mas veio ao almoço no Porto e assim pude agradecer-lhe 52 anos depois…
Também encontrei uma colega da minha aldeia mas que já não via há bastante tempo dado que ali vai raramente. Se a tivesse visto na aldeia tê-la-ia reconhecido,  mas como vive em Lisboa, não a imaginava no convívio no Porto e por isso não a identifiquei de imediato.


Memórias mais recentes...

Na véspera, quando saía de casa a meio da tarde, vi passar um carro com uma ex-colega com quem trabalhei no Alexandre Herculano e posteriormente no Carolina Michaëlis. Já não a via há alguns anos e tinha perdido os seus contatos. Ao longo da vida profissional tivemos vários alunos comuns, nomeadamente uma jovem, hoje médica, de quem já tenho falado no blogue e com a qual continuo a manter uma relação de carinho, mútuo. Sempre que estou com ela falamos na  Maria do Céu lamentando termos perdido o seu contato. Como atrás do seu carro vinha um outro, apenas houve tempo para lhe indicar o meu mail, que fixou.
O nosso encontro foi tão fugaz, que nem tive oportunidade de lhe dizer que à noite desse mesmo dia iria ter lugar, no Carolina Michaëlis, um encontro onde eu iria estar presente tal como vários ex-alunos e ex-professores.

Entre os ex-alunos estava uma senhora com 92 anos mas, infelizmente, estava afónica pelo que não pode dar o seu testemunho como o fizeram outros. Numa mesa havia várias fotos já antigas onde alguns dos presentes se puderam reconhecer. No fim uma colega muito gentilmente mostrou-nos ( à ex-professora Alice Marinho, à ex-aluna Margarida Ferreira, catedrática jubilada da Faculdade de Farmácia e a mim) os novos laboratórios. Por momentos senti uma pena imensa por já não estar a dar aulas mas de imediato me lembrei da ciclópica tarefa burocrática em que estaria envolvida e senti-me feliz por dela estar liberta

Quando cheguei a casa, por volta da meia noite, ainda fui ver os mail. Já lá estava um da colega Maria do Céu a que de imediato respondi e  já tive resposta...

Mas regressando a sábado. Uns primos tinham-nos convidado para um concerto na Casa da Música com o London Community Gospel Choir 

Fundados em 1982 pelo Reverendo Bazil Meade, os London Community Gospel Choir são dos mais conceituados e respeitados coros de Gospel em Inglaterra e no mundo, tendo já tocado e participado com artistas como Madonna, Elton John, Blur, Eric Clapton e Kylie Minogue. No momento em que entram em palco os LCGC exaltam uma tremenda energia que os nossos corações teriam de ser feitos de pedra para ficarmos indiferentes ou não nos sentirmos tocados com a experiencia de ver e ouvir os LCGC. As harmonias perfeitas combinadas com uma entrega total e a total cumplicidade entre todos fazem com seja um espetáculo memorável e inesquecível. Prova disso são os vários espectáculos sempre esgotados que o coro já apresentou em Portugal em anos passados, de onde o público sai sempre com vontade de mais!

Não partilho, na íntegra, do comentário acima pois o coro é efetivamente excecional mas o nível sonoro era de tal modo elevado que saí de lá cheia de dores de cabeça.
É algo que não consigo entender 

Deixo Glory Glory Hallelulah pelo referido coro


https://www.youtube.com/watch?v=TyegqUkdiHU

E por falar em Glory, a última música que aprendi a tocar nas aulas de ukulele foi ding dong merrily on high



https://www.youtube.com/watch?v=---dZsPZqKE


Esta música será uma das várias a apresentar no Concerto de Reis dia 9 de Janeiro pelas 21h 30 min na Igreja de Lordelo do Ouro, concerto em que vou participar. Desde já aqui fica o convite


No domingo partimos para Trás-os Montes numa breve fuga de dois dias (regressámos ontem). Apesar de frio, o tempo estava bom. Ainda consegui colher algumas sanchas num pinhal. Convidámos a Isabel (escultora de quem já falei várias vezes) para as saborear, num jantar simples que preparei na segunda feira.

No jardim da vila, que é muito bonito, as árvores iluminadas e um presépio, junto ao coreto,   anunciam o Natal.