Bem-vindo, bienvenido, bienvenu, benvenuto, welcome....


Silêncio cósmico

Pudera eu regressar ao silêncio infinito,

ao cosmos de onde vim.

No espaço interestelar, vazio, negro, frio,

havia de soltar um grito bem profundo

e assim exorcizar todas as dores do mundo.

Regina Gouveia

domingo, 31 de maio de 2015

Mais uma "reportagem"...


Já há muito que não faço a “reportagem “ das minhas visitas a escolas.  Mas, cada vez mais,  o tempo parece fugir ao meu controle.
No dia 13 estive no Agrupamento de Escolas de S. Lourenço, em Valongo .De entre as várias atividades incluídas no Plano Anual para 2014/2015 encontrava-se :

Projeto "Ler com Ciência" Breve História da Química por Regina Gouveia
Escola: Escola Básica de São Lourenço
 Data Início:
 Estado: Aprovada
5-01-2015
Tipologia: Palestra
Data Término:
20-03-2015
Proponentes: Prof Paula Ferreira
Dinamizadores:
Professores do grupo Física e Química Destinatários:
8º ano
Palestra dada pela Professora Regina Gouveia sobre o livro "Breve História da Química" dinamizada pelo grupo 510 e a Biblioteca.

Inicialmente prevista para 20/03 foi adiada para 6/05 mas, problemas surgidos  com umas provas de avaliação, levaram a um novo adiamento, para 13/05.
Foram 4 sessões, duas de manhã e duas à tarde. Os alunos fizeram breves encenações do texto e eu, como é habitual, ao longo da apresentação de alguns excertos do livro, fui fazendo algumas experiências. Correu muito bem.  
Fui muito bem recebida por professores, alunos e funcionários
Almocei  numa das escolas  do Agrupamento e, em conversa com professores,  soube que frequentam a escola duas jovens grávidas, uma com treze e outra com quinze anos. Quando estava a sair, já no fim das quatro sessões, estava no átrio uma jovem com uma criança ao colo rodeada de alunos, professores, empregados  A professora que me acompanhava perguntou-lhe se a criança era o filho. Não professora, o meu tem quatro anos este é da minha irmã gémea. Mais dois casos de mães adolescentes....
Veio-me de imediato à mente um excerto do poema Tchador, do meu livro Reflexões e Interferências

(...) Aquela com onze anos,  tão menina,  de uma outra menina já é mãe.
Por certo é  a primeira boneca que ela tem.
E nos olhos, em vez de ódio e de revolta, uma lágrima solta,
enquanto embala  a filha  com amor (...).

No dia 15, a pedido da Porto Editora,  fui ao Centro escolar de Gandra e Astromil, com o livro Ciência para meninos em poemas pequeninos

A Associação de Pais do Centro Escolar de Gandra e Astromil vai promover juntamente com a Porto Editora uma Feira do Livro nos dias 13, 14 e 15 de Maio no Centro Escolar de Gandra.
Esta feira, irá promover um encontro, para os alunos do 1.º ciclo, com a escritora Regina Gouveia, autora entre outras obras, do livro "Ciências para Meninos em Poemas Pequeninos"(....). 
 Foram também quatro sessões para cerca de 300 alunos, no total. 
Também aqui fui muito bem recebida pela Escola e pela Associação de Pais. De ambas recebi flores em arranjos muito delicados. 

No dia 21, ainda a pedido da Porto Editora, fui ao Agrupamento de escolas de Aradas.
Dia 13 de Março estive  neste agrupamento mas, porque nesse dia houve uma greve que afetou as escolas, ficaram algumas sessões por realizar.
Estavam previstas 3 sessões, duas de manhã e uma de tarde, mas a da tarde foi desmarcada.
Alguns dos alunos eram muito interessados e  colocaram questões interessantes.Como os alunos estiveram sempre envolvidos, saí da primeira sessão e fui diretamente para a segunda (habitualmente tomo qualquer coisa entre as sessões). Quando terminei todo o trabalho, já passava das 13 h.
Ainda não conhecia o funcionário  da editora que me "transportou", mas tive a sensação que se propunha vir diretamente para o Porto. Senti que não iria aguentar sem comer qualquer coisa.   Como não  conhecia bem  Aveiro,  sugeriu que fôssemos almoçar à Vila da Feira, num restaurante simples mas com pratos bem confecionados. Passava das 14h quando almoçámos,  mas foi agradável.

Já em tempos fiz referência à educadora Maria João, do Infantário Barbosa du Bocage, que desenvolve atividades muito interessantes com as crianças.
A seu convite, no dia 27 fui ao infantário falar um pouco sobre o sistema solar que tem vindo a ser explorado com as crianças,  A minha neta estava eufórica mas durante a sessão amuou. Queria que toda a minha atenção lhe fosse dedicada....
Uma das iniciativas da educadora tem sido levar à escola pais, avós, para contarem histórias, lendas, contos, etc.
A propósito da Lua, a mãe de uma amiguinha da minha neta, contou a lenda da Vitória Régia, uma lenda do seu país, o México.
Já em tempos tinha lido uma referência à lenda, que deixo aqui resumida.
A índia que se transformou em  flor
A lua, guerreiro forte, quando se escondia  detrás das montanhas, levava consigo as jovens mais bonitas que  transformava em estrelas. A índia Naiá, da tribo tupi- guarani, desejava muito ser estrela  pelo que perseguia a lua, subindo e descendo as montanhas Mas a lua não  a levava nem a transformava em estrela.
Numa  noite de lua cheia, ao ver a imagem da lua refletida num lago, a índia atirou-se à água, acabando por se afogar. Nunca mais foi vista. No lago surgiram  umas plantas da família Nymphaeaceae, família a que pertencem também os lótus e os nenúfares. Dão uma flor branca, enorme, chamada Vitória Régia, que só  abre à noite para ser iluminada pela luz do luar.
Os tupi guarani acreditavam que as flores que nasciam na Vitória-régia significavam o renascer de Naiá. Por isso, a planta é também conhecida como “estrela das águas”, em homenagem à índia. 




E por falar em nenúfares, neste site pode encontrar-se uma das várias telas que Monet pintou com nenúfares bem como um filme de 1915 em que está a pintar uma dessas telas

                                           Image


segunda-feira, 25 de maio de 2015

Carta de amor ao planeta Terra

Vi há dias  o filme Sal da Terra de Wim Wenders  e Juliano Salgado, filho de Sebastião Salgado,
de que deixo este  trailer

Deixo também uma entrevista a Wim Wenders, a propósito do filme. O som não é famoso...  



Sebastião Salgado, um dos mais reconhecidos e premiados fotógrafos brasileiros da actualidade, regressa a Lisboa para apresentar Génesis, o seu mais recente trabalho.
Numa parceria entre a Câmara Municipal de Lisboa, a EGEAC e a Terra Esplêndida, Génesis abre ao público no Torreão Nascente da Cordoaria Nacional no dia 10 de Abril, onde estará patente até 2 de Agosto de 2015.
Dedicada aos últimos redutos naturais e humanos de um planeta ameaçado, esta exposição é composta por mais de duas centenas de fotografias, fruto de 8 anos de trabalho e de mais de 30 viagens por diversas partes do globo.
No seu estilo muito característico, que lhe valeu a admiração do público, recorrendo a imagens a preto e branco de grande formato, com enorme impacto e beleza, Génesis constitui simultaneamente uma sentida homenagem ao planeta Terra e um alerta para a urgente necessidade de o preservar.
Organizada em 5 secções, Sul do Planeta, África, Santuários, Terras a Norte e Amazónia e Pantanal – cinco ecossistemas, em sentido lato, que Sebastião Salgado e a curadora da exposição, Lélia Wanik Salgado, consideraram melhor traduzirem as dinâmicas da natureza –, Génesis apresenta ao público ambientes que até agora conseguiram escapar às transformações impostas pela sociedade moderna, continuando assim quase intactos. 

Sobre a exposição Génesis, uma carta de amor ao planeta, podemos  encontrar  muitas referências como esta  que apresenta cerca de 30 fotos e onde pode ler-se
Uma carta de amor ao nosso planeta, "escrita" não com as letras do alfabeto mas com as imagens: eis as novas fotografias de Sebastião Salgado, reveladas num preto e branco de tons acentuados, que mostram a beleza da Terra no seu esplendor primordial.

Neste outro site podemos ver um vídeo muito interessante, tal como
aqui  podemos ver várias fotos.
Mais fotos podem ser vistas aqui tal como no vídeo que segue



Num outro site podem acompanhar uma entrevista ao casal Salgado. 


E a propósito deste apelo à conservação da natureza, termino com  este momento de grande ternura



quarta-feira, 20 de maio de 2015

O mundo dos livros

Hoje  de manhã passei pela Livraria Académica para cumprimentar Nuno Canavez pelo seu 80º aniversário,  ocorrido no passado dia 8. Tomei conhecimento do facto, através da revista As Artes entre as Letras de que sou assinante, revista que lhe dedicou algumas páginas do seu último número. Deixo alguns excertos


Conheci-o já há alguns anos. Sabe de livros como poucos. Herdei do meu pai A Criação do Mundo, de Torga, mas sem um dos volumes. Já tinha procurado encontrá-lo em alfarrabistas, feiras, etc,  mas sem resultado. Quando conheci Nuno Canavez dirigi-me à Livraria Académica e  de imediato me arranjou o volume em falta, não da mesma edição mas de uma outra, o que para mim bastava. Quando quis pagar não aceitou dizendo, com o humor que o caracteriza, mais ou menos isto “Mais barato não posso fazer”. Quando, há uns anos, vi anunciado que na feira do livro lhe seria prestada uma homenagem, fiquei aborrecida porque a data já havia passado e gostaria de ter estado presente. Passei pela Livraria e quando justificava a minha ausência respondeu-me. Fez muito bem em não ir, eu também não fui.
A estes testemunhos acrescento um outro, ocorrido também  há alguns  anos, em Agosto. Era dia de feira em Alfândega da Fé e, quando vagueava pela mesma, ouvi a sua voz inconfundível. Estava a conversar com um senhor, feirante, dono da tenda onde se encontrava. Explicou-me que tinha estado hospitalizado e  na cama ao lado estava  o referido senhor. Como sabia que costumava fazer aquela feira, deslocou-se ali para o cumprimentar.
Estas características, tão transmontanas, encontrava-as eu no meu pai.
Parabéns Sr. Nuno Canavez 

Ao fim da tarde, estive na Biblioteca Almeida Garrett,  no  lançamento do livro E todavia de Ana Luísa Amaral cuja poesia aprecio muito. 



Foi um evento muito bonito pois houve leitura de poemas pela autora e por Pedro Lamares, acompanhados por Álvaro Teixeira Lopes no piano e Fernando Costa  no violoncelo.
Deixo uma “amostra” dos  poemas




Termino com música, interpretações  de Álvaro Teixeira Lopes  e de Fernando Costa




sexta-feira, 15 de maio de 2015

O CONHECIMENTO DA LUZ E A LUZ DO CONHECIMENTO

O CONHECIMENTO DA LUZ E A LUZ DO CONHECIMENTO é o título de um texto de Carlos Fiolhais de que deixo alguns excertos

 As Nações Unidas, através da UNESCO, o seu organismo para a Educação, Ciência e Cultura, decidiram que o ano de 2015 seria o “Ano Internacional da Luz”. Sob esse grande tema inspirador que é a luz, o objectivo das Nações Unidas consiste em ligar, educar e inspirar os cidadãos das mais diversas nacionalidades. Num mundo dividido por um sem número de questões, questões políticas, sociais e religiosas, foi emitida uma chamada à celebração conjunta da luz e das suas aplicações que nos tornam a vida mais fácil.

A luz é o fenómeno físico que nos permite tomar conhecimento do mundo. Com o sentido da visão, assegurado pelos olhos que estão ligados imediatamente ao nosso cérebro que conhece, recolhemos a chamada luz visível, que é a luz emitida com maior abundância pelo Sol. De dia dispomos da luz do Sol que, como diz o provérbio, “quando nasce é para todos”. De noite, para além da luz do Sol reflectida na Lua, e da luz das miríades de astros, luminosos como as estrelas ou não luminosos como os planetas e as suas luas, dispomos da luz artificial que desenvolvemos para tornar a noite mais parecida com o dia. Algumas dessas tecnologias são bastantes recentes e estão a proporcionar benefícios civilizacionais inestimáveis: por exemplo, em continentes como África onde há vastas regiões sem rede eléctrica é possível hoje recolher de dia a luz do Sol através de painéis fotovoltaicos, guardá-la em baterias e usá-la de noite para iluminação recorrendo a lâmpadas LED.
É graças à luz que o mundo se transformou numa “aldeia global” possibilitando, por exemplo, comunidades educativas à escala planetária. A Internet chega aos vários continentes através de cabos ópticos que atravessam os oceanos. Nas nossas escolas e nas nossas casas o acesso à informação faz-se à velocidade da luz por fibras ópticas, podendo ser distribuída em profusão por meio de redes sem fio (WiFi). Também as redes telefónicas sem fios são hoje asseguradas por luz: a radiação de microondas que permite as comunicações entre telemóveis mais não são do que uma forma de luz invisível, uma luz que apenas difere da visível por ter um maior comprimento de onda (sim, desde há 150 anos que se sabe que a luz são ondas electromagnéticas).
Mas a luz é muito mais que um fenómeno físico e o seu aproveitamento útil. A luz é também uma forma de expressão artística (...) Manipulando a luz os artistas conseguem transmitir não só ideias como sentimentos e emoções.

Viajemos  um pouco pela obra de Turner,considerado por muitos como o  o pintor da luz




Retomo o texto de Carlos Fiolhais


Na cultura em geral, a luz é ainda uma poderosa metáfora que significa esclarecimento, entendimento, compreensão. Ter uma ideia luminosa consiste em perceber algo que antes não se percebia(...)
  Quando o poeta alemão Johann Wolfgang von Goethe morreu na cidade de Weimar em 22 de Março de 1832, as suas últimas palavras foram Mais luz!. Ainda hoje se discute se teria sido um simples pedido para abrir a janela ou, com um significado e âmbito muito mais profundos, teria sido a expressão de um desejo humano que ele próprio protagonizou ao longo de toda a sua vida: a aspiração a mais conhecimento, a mais verdade.
 A marcha da humanidade, desde os primeiros hominídeos que habitaram o planeta seguramente há mais de um milhão de anos até ao moderno homo sapiens sapiens, que apenas apareceu há cerca de duzentos mil anos, tem sido sempre no sentido do maior conhecimento. De início, um conhecimento rudimentar a respeito do mundo, expresso de modo muito limitado, desde há cerca de seis mil anos, expresso simbolicamente através da escrita. Pese embora a invenção do papel e da impressão pelos antigos chineses, só desde meados do século XV, com a oficina do alemão Johannes Gutenberg na cidade de Mainz, foi possível espalhar conhecimento sob a forma impressa de um modo maciço e sistemático. A Revolução Científica, com a explosão de conhecimento a respeito do mundo que se deu a seguir com o astrónomo polaco Nicolau Copérnico, no século XVI, e com o físico italiano Galileu Galilei e com o físico inglês Isaac Newton, os dois no século XVII (o segundo a ocupar um bocadinho do século XVIII), não teria sido possível se as ideias científicas não se tivessem espalhado rapidamente a vastas regiões do globo sob a forma do livro impresso. Convém lembrar que tanto Galileu como Newton conseguiram grandes avanços no uso e conhecimento da luz, o primeiro ao construir e utilizar o primeiro telescópio, ampliando muito o poder do olho humano, e o segundo ao explicar o aparecimento do espectro de cores – as cores do arco-íris - quando a luz branca do Sol incide num prisma. É curioso que O Discurso do Método (de 1637) do filósofo, matemático e físico francês René Descartes, um contemporâneo de Galileu, contenha num dos seus apêndices uma descrição do mecanismo de formação do arco-íris, um conhecimento que, na geração seguinte, Newton haveria de completar. Quer dizer, o conhecimento científico não só se serviu da luz para compreender o mundo como procurou desde que eclodiu fazer luz sobre a própria luz, compreendendo melhor esse indispensável intermediário entre nós e os objectos do mundo.
 Em 1865, o físico escocês James Clerk Maxwell escrevia, num artigo, as equações que hoje têm o seu nome, com as quais conseguiu decifrar a natureza da luz: uma onda, com qualquer comprimento de onda, capaz de se propagar mesmo onde não exista qualquer meio material, como o espaço entre o Sol e a Terra. Essa teoria matemática do electromagnetismo (uma descrição unificada da electricidade e do magnetismo) foi o “farol” que permitiu ao físico suíço de origem alemã Albert Einstein, no início do século XX, ver mais longe do que tinham visto os gigantes Galileu e Newton. Celebramos em 2015, neste Ano Internacional da Luz, o centenário da teoria maior de Einstein, a teoria da relatividade geral, que veio explicar melhor a gravidade que Newton já tinha descrito: a atracção gravítica deve-se a uma deformação geométrica do espaço à volta de um corpo pesado. A observação de um eclipse solar em 1919 na ilha do Príncipe, então território colonial português, permitiu confirmar a previsão einsteiniana de que a luz de estrelas situadas por detrás do Sol encurva ao passar rasante à nossa estrela. A luz segue a trajectória mais curta, mas perto do Sol o espaço é curvo.
  Devido ao valor limite que representa a velocidade da luz (c = 300 000 km/s), muito provavelmente nunca conseguiremos viajar até essas estrelas de onde nos chega luz. Decompondo a luz vinda delas ou de quaisquer outras estrelas, usando um prisma semelhante ao de Newton, sabemos que a matéria das estrelas é matéria que encontramos aqui na Terra: hidrogénio que se transforma em hélio, que por sua vez se transforma em carbono e noutros elementos mais pesados. Com a ajuda da luz, sabemos hoje que todo o Universo é feito da matéria que conhecemos. Organizámos boa parte desse conhecimento recorrendo à Tabela Periódica. Sabemos ainda que o carbono e os elementos mais pesados que entram na nossa constituição só podem ser feitos naturalmente numa estrela e que foram "cozinhados" numa estrela anterior ao Sol, uma estrela que explodiu violentamente, espalhando a sua matéria no espaço. Nesse sentido, somos “filhos das estrelas”.
 Usando agora a luz como metáfora, temos feito progressiva luz sobre o Universo em que vivemos embora haja muita coisa sobre a qual ainda falta fazer luz. Por exemplo, a chamada matéria escura, cuja natureza desconhecemos, é matéria que existe nas galáxias e que possui massa sem emitir luz como fazem as estrelas(...).

 A escola é, na sociedade, o meio por excelência de transmissão de conhecimento às novas gerações. Não houve e provavelmente não haverá nunca um meio tão adequado para cumprir essa tarefa. A escola deve iluminar os jovens com base nos conhecimentos do passado para que eles se sintam capazes de viver melhor no mundo. Nalguns casos, da escola sairão aqueles que terão novas ideias, aqueles que conseguirão como tão bem disse Goethe Mais luz!


terça-feira, 12 de maio de 2015

No Nordeste, mais uma vez...

Na semana passada estive quatro dias na minha aldeia.  Já adiáramos a viagem três ou quatro  vezes por causa do tempo, que desta vez estava soberbo...
Os campos estão belíssimos como se pode ver nas fotos anexas. E o "rio", continua a crescer espreguiçando-se pelas novas margens....


                                    








Em Alfândega e como é habitual, fui à Casa da Cultura  pois  desde o dia 25 de Abril, está lá uma exposição que  ainda não tinha visto. Trata-se de um conjunto de 40 fotografias relativas às Campanhas de Dinamização Cultural, em 1975. 



Se nem tudo correu bem pois houve alguma demagogia à mistura e alguns exageros desnecessários, considero que foi uma época muito bonita, pejada de ideais, dos quais, hoje pouco ou nada resta neste país que trocou os valores, nomeadamente a solidariedade e a ética, pelo vil metal.  E sem olhar a meios para atingir os fins, a corrupção foi-se instalando a todos os níveis, sob uma impunidade assustadora perante os ilícitos mais flagrantes.
Assusta-me pensar que vai ser muito difícil, senão impossível, sair deste  poço de podridão.

Ando a ler o livro Toda a China, volume I, de António Graça de Abreu, o guia cultural que nos acompanhou na viagem à China em agosto passado . Não resisto a colocar um excerto



                           

E porque na viagem, a Antena 2 emitiu o quinteto "A truta" de Schubert, uma das peças musicais de que  gosto imenso, termino com a mesma 


sábado, 9 de maio de 2015

Do arco-íris ao telemóvel


Quando me desloco a escolas, sou geralmente contemplada com desenhos e textos das crianças ,que tenho guardado religiosamente num espaço a isso destinado.  Mas o  volume do material tornou-se demasiado grande pelo que decidi começar a fazer um “scan”  do mesmo.
A fim de encontrar o melhor critério de organização, estou a rever o material e tenho encontrado  imensas coisas de que já não me lembrava. Foi assim com este boletim de uma escola de Arcozelo, datado de 2008.


 Ao folheá-lo encontrei um texto com  o título Do arco-íris ao telemóvel, a magia da ciência...

Comecei a lê-lo com curiosidade e pareceu-me familiar. Ao virar a página, verifiquei que era de minha autoria.
Num esforço de memória,  consegui lembrar-me que me foi solicitado, pela escola, um texto sobre o telemóvel,  já então  ferramenta” indispensável”  para muito alunos.
Deixo o texto,  já com 7 anos...

                                     


Também encontrei três poemas de adolescentes, cuja escola não sei identificar, datados de 2006 e que contêm reflexões muito interessantes.