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Silêncio cósmico

Pudera eu regressar ao silêncio infinito,

ao cosmos de onde vim.

No espaço interestelar, vazio, negro, frio,

havia de soltar um grito bem profundo

e assim exorcizar todas as dores do mundo.

Regina Gouveia

terça-feira, 13 de outubro de 2015

Meteora

Chegámos a Kalambala ao fim do dia. É uma pequena povoação situada no sopé de um complexo rochoso, cuja origem remonta a mais de sessenta milhões de anos e que a erosão das águas (existiriali mar ou uma laguna) e dos ventos esculpiu.


Por volta do súclo XI, alguns eremitas procuraram ali a paz espiritual. O Império Bizantino  estava em declínio e iria ter início um dos períodos mais negros da história da Grécia, o da ocupação turca, que viria a prolongar-se por mais de quatrocentos anos. Os monges eremitas procurando também um lugar seguro encontraram nos rochedos inacessíveis de Meteora um refúgio ideal. Teriam começado por habitar grutas existentes nos rochedos só mais tarde teria surgido a construção de vários mosteiros..Há pouco mais de seiscentos anos, um monge da península do Monte Athos fundou o primeiro  mosteiro sobre um penhasco que  passou a ser conhecido por “meteoros”, que em grego 
significa “suspenso no ar”. 

Las fechas oficiales de ocupación monástica se remontan al siglo XIV, cuando Atanasio llega al lugar, procedente del Monte Athos que en aquel momento se había hecho muy inseguro (...)Pero no faltan indicios más antiguos.  (...)  En Meteora existen numerosas cuevas y celdas para anacoretas no siempre fáciles de localizar, la mayor parte abandonadas(...) en el roquedal de Péksari se ven cuevas abandonadas y aberturas en las montañas con balconadas de madera y escalas de mano todavía en buen estado cuando fueron fotografi adas en 1963. Entre estas cuevas se encontraban algunas como las de San Antonio o la de San Gregorio 





No final do século XI  e início do século XII, formou-se um estado monástico rudimentar.Foram construídos mais de 20 mosteiros, 
O acesso aos mosteiros era feito por guindastes e apenas em 1920 foram construídas escadas de acesso. 


Ainda hoje alguns fiéis, no dia do seu Santo, escalam, com risco de vida, os imensos rochedos para rezar, acender velas e colocar lenços em covas  nos rochedos
(na imagem abaixo, do lado direito vê-se uma dessas covas).







Fotos do mosteiro de Rousanou, o mais bonito que visitámos ( todas as fotos anteriores e a próxima foram extraídas de  Las Meteoras. Las rocas sagradas y su historia).


Antes de colocar fotos da visita deixo este vídeo
(https://www.youtube.com/watch?v=4Vo6MXAyHbs)


Por fim  os bilhetes de entrada nos dois mosteiros que visitámos e algumas fotos (quase todas tiradas de dentro do autocarro). Nesse dia choveu torrencialmente (foi o único dia de mau tempo que apanhámos) pelo que  fizemos a visita todos encharcados, mas valeu a pena.









 


Após a visita regressámos a Atenas onde chegámos já ao princípio  da noite.
Durante a viagem, numa das paragens "técnicas" estavam dois autocarros com migrantes (os únicos que vimos).

Terminava em Atenas o périplo pela Grécia continental,  visita guiada por uma guia grega excecional, a Sini, culta, afável, cuidadosa e com um perfeito domínio do castelhano pois fez parte da sua formação superior em Salamanca.

À Grécia continental  seguir-se-ia um cruzeiro por ilhas do Mar Egeu.

Mas antes havia ainda algum tempo para  visitar Atenas. Na próxima mensagem falarei dessa  visita.








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