Bem-vindo, bienvenido, bienvenu, benvenuto, welcome....


Silêncio cósmico

Pudera eu regressar ao silêncio infinito,

ao cosmos de onde vim.

No espaço interestelar, vazio, negro, frio,

havia de soltar um grito bem profundo

e assim exorcizar todas as dores do mundo.

Regina Gouveia

sexta-feira, 16 de outubro de 2015

Em Atenas

Chegámos a Atenas, idos de Meteora, no dia 26 à noite. Sempre munidos do guia Michelin, fomos explorar mais uma vez as imediações do Hotel e encontrámos o Mercado, um edifício muito bonito da época da arquitetura do ferro Como era  já noite não estava a funcionar (nem estaria no dia seguinte, domingo)  mas pudemos vê-lo embora estivessem a limpá-lo.




Jantámos na esplanada dum  barzinho muito simples, perto dali, 
A guia Sini informara-nos que podíamos entrar num café e não consumir porque na Grécia isso é normal e ninguém revela desagrado. Do mesmo modo,  se entrarmos  numa loja não andam atrás de nós nem manifestam menor simpatia se não comprarmos nada. Pudemos constatar
a simpatia dos gregos em todos os lugares por onde andámos (apesar de sermos portugueses e da mágoa que os gregos exprimiam face à falta de solidariedade do nosso governo ...)
O atendimento no tal barzinho não foi exceção


Depois de jantar passámos mais uma vez pela praça Sintagma. 

A animação do costume, mas como referi a praça é pequena e sem qualquer interesse de maior.
No regresso contemplámos mais uma vez a Biblioteca Nacional, a Academia das Artes e o  Museu Arqueológico Nacional, bem ao lado do nosso hotel e que fotografaríamos no dia seguinte.


Quando chegámos ao hotel fomos ao terraço fotografar mais uma vez a Acrópole à noite, após o que nos fomos deitar.






No dia seguinte iríamos tentar explorar a cidade, uma metrópole moderna, cosmopolita e com vida 

noturna intensa. Começámos por fazer uma visita guiada que contemplava o render da guarda no

 parlamento em frente à Praça Sintagma. Este tipo de curiosidade, vulgar em muitas cidades, 

nomeadamente em Londres, não me atrai. De qualquer forma tivemos sorte pois ao domingo 

os guardas vestem farda de gala

.

De seguida e passando por locais que já tínhamos “explorado” na véspera fomos de autocarro até à Acrópole (em grego significa "cidade no topo") à qual se acede por uma escadaria e um pórtico monumental- o Propileu 
A Acrópole  começou a ser construída por Péricles no século V a.c., sobre as ruínas de construções mais antigas O conjunto arquitetónico  é formado por três templos e dois teatros: 
-O Partenon dedicado à Deusa Atena,  encomendado por Péricles para abrigar uma estátua da Deusa  com 12m de altura, coberta de marfim e ouro, obra do escultor grego Fídias. 
-O  templo dedicado a  Atena Nike e o Erecteion dedicado à deusa Atena e a Poseidon,  com o célebre  pórtico das cariátides
 
-O teatro de Dionísio e o Odeon  de Herodes Ático (Odeon),  construído em 161 d.c.. e que atualmente  é usado para concertos ao ar livre pois possui uma acústica excepcional.

Terminada a viista à Acrópole, toda a exploração de Atenas já foi feita em "auto-gestão". Vimos o sitio Arqueológico do Templo de Zeus  e o Arco de Adriano, a Biblioteca de Adriano, o Estádio Panathinaiko, onde foram realizados os primeiros Jogos Olímpicos da era moderna, em 1895 e cuja construção está no mesmo local em que na antiguidade ficava o Estádio de Atenas. Visitámos o Museu da Acrópole, relativamente ao qual deixo a foto de uma das vitrines e os dois bilhetes de entrada (meu e do meu marido), muito bonitos e diferentes que custaram apenas 3 euros.  Nos museus, no metro e demais transportes, nos espetáculos, os séniores pagam apenas meio bilhete.



Nas nossas deambulações vimos  por todo o lado, em  ruas, na base de prédios modernos,  ruínas protegidas, algumas cobertas por cúpulas de vidro.
Na zona da Acrópole situa-se o bairro histórico de Plaka,  fervilhante de vida: restaurantes e  lojas  proliferam ali.
Ao lado do bairro de Plaka situa-se a Ágora, que foi o centro político religioso da Atenas antiga. O principal edifício de Ágora é a Stoa de Átalo,  com dois andares erguido pelo rei Átalo de Pérgamo, em 159 a.c.. Foi reconstruído em 1956 e hoje abriga um museu com achados de Ágora.
Almoçámos numa pracinha no  bairro de Plaka, num restaurante  muito simpático, com música ao vivo. 



No Hotel em Olímpia tinha encontrado referência a um museu que gostaria muito de visitar, pois tinha a ver com  inúmeros inventos  na Grécia Antiga. 



Falei com a Sini (guia). Não me importaria de o ir visitar na hora de almoço, prescindindo do mesmo. Não foi possível pois o tempo de que dispunhamos para almoçar não daria para ir, visitar e regressar a tempo. Mas informou-me que em Atenas havia algo idêntico, localizando-me o local num mapa que entretanto perdi. Lembrava-me no entanto da referência à estação de Metro Monastiraki. na zona de Plaka.
Tentámos então encontrar o Museu cujo nome desconhecia.  Trata-se de um um museu pequenino, de natureza muito específica e por isso pouco conhecido. Mas consegui lá chegar graças à  imensa simpatia dos gregos. 
Estava a fechar mas muito gentilmente disseram-me  para visitar com calma que aguardavam.
Adorei o Museu com réplicas de inventos, todos em funcionamento. Deixo o bilhete de entrada e fotos de alguns dos inúmeros objetos 




Quando tentávamos  encontrar o museu, apercebemo-nos do movimento da Praça Monastiraki e ruas envolventes.
Aqui ficam algumas imagens

Ao fim do dia tomámos um "mazagran" numa esplanada, donde se avistava a Acrópole


Ao cair da noite fomos de metro para a zona do hotel e tirámos algumas fotos nas estações de metro, que são autênticas salas de museu


Como repararam por certo, muitas das fotos ficaram más. Poderão ficar com uma melhor ideia de Atenas vendo o vídeo anexo que encontrei na NET (https://www.youtube.com/watch?v=muawt_dbIWU)



Jantámos num barzinho perto do hotel e fomos deitar-nos. No dia seguinte partiríamos para um cruzeiro no mar Egeu

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