Bem-vindo, bienvenido, bienvenu, benvenuto, welcome....


Silêncio cósmico

Pudera eu regressar ao silêncio infinito,

ao cosmos de onde vim.

No espaço interestelar, vazio, negro, frio,

havia de soltar um grito bem profundo

e assim exorcizar todas as dores do mundo.

Regina Gouveia

domingo, 6 de setembro de 2015

Reportagem...


Após quase dois meses de silêncio, eis-me de novo a dar notícias.
No dia 18 de Julho partimos  para a Adeganha (aldeia no concelho de Moncorvo, onde o meu marido herdou uma casa (por morte do irmão,  há 3 anos). Levámos dois dos netos e o gato.
No dia seguinte chegariam os dois outros netos com os pais e, dado que o nosso carro só tem 5 lugares,  tivemos que ir à “minha” aldeia, buscar um “jipito” que lá temos.  Eu não gosto de conduzir mas não tive outro remédio...
Passámos por Alfândega da Fé para fazer algumas compras e aproveitei para ver, na casa da Cultura,  uma exposição do Dr. Levi Guerra.

Mal chegámos à aldeia “deparámos” com um barulho ensurdecedor. Tratava-se do fim de semana anterior ao da festa local pelo que, mesmo ao lado de minha casa, já estava instalado um camião com um palco e um conjunto, com música sem qualquer qualidade e num nível sonoro  muito acima do limiar permitido. Não entrei em casa. O meu marido retirou o jipe da garagem e eu parti de imediato, completamente atordoada. Infelizmente é assim todos os anos.
Regressámos à calma da  Adeganha      e ao fim da tarde  para alegria dos mais pequenos , montou-se no pátio de entrada, uma  piscinita insuflável .

No dia seguinte, domingo,  resolvemos visitar a aldeia de Mós, no concelho de Moncorvo. Deixo algumas fotos.












Na segunda, o meu filho e a minha nora regressaram ao Porto pois a minha nora, por causa de um projeto de investigação na Argentina, partiria para lá na quarta feira.

Na sexta feira chegariam os adultos (salvo a minha nora que estava já na Argentina). Como é habitual, no dia da chegada tem lugar o espetáculo de teatro que vamos preparando durante a semana. Desta vez filmámos e o que foi apresentado foi uma reportagem que passámos no ecrâ da TV.

Não coloco o filme mas deixo partes do texto. A reportagem começa com a Rita e o José, na praça da aldeia, a apresentar o programa BOM TURISMO

José-Tempo de férias. Já pensaste no teu destino de férias ?

Rita- Talvez vá para fora

José -Pois eu vou pra fora, cá dentro...
Boa tarde senhores telespectadores. Já perceberam que hoje vamos falar de férias

Rita- Bem vindos a mais um programa de bom turismo. Desta vez o local escolhido foi Adeganha, uma pacata aldeia transmontana cheia de história que acaba de ser  descoberta pelo turismo...
Com o afluxo de turistas surgem novas novidades na aldeia: obras, lixeiros, arrumadores e muito mais...

José- A nossa equipa de filmagens tem andado pela aldeia. Deixamos-vos com alguns dos melhores momentos.

O Bernardo  varre a rua quando se aproxima uma turista (Rita)

Rita-dove si può mangiare bene la pasta?

Bernardo-Tem falta de pasta? Também nós. A crise chega a todos
(.....)
B-Adio
Adia o quê?

Ai se não fôssemos nós a ajudar os turistas.
Esta é  espanhola, tenho a certeza

O José faz de turista brasileiro e o Bernardo faz de operário a compor o muro da igreja

José -Quê nêgócio é esse áí

Bernardo- "Olha-m´este..." Quer montar um negócio ali? Ali é a Igreja, homem
(...)
Ai se não fôssemos nós a ajudar os turistas.

A Rita e a Marta fazem de empregadas de limpeza a limpar um portão e aproxima-se o José, como turista francês

José -S´íl vous plait.

Marta-Tem uma silva no pé? 

José-Je n´ai pas comprit

Marta- É comprida?

José -Je ne comprend pas

Rita- Ah, precisa de comprar uns sapatos? Aqui não há sapatarias. Terá que ir a Moncorvo.

Ai se não fôssemos nós a ajudar os turistas. ...

Após uma série de "Sketch"  idênticos termina a reportagem. Surgem novamente os dois apresentadores

Rita- E é  tudo por hoje

José-Esperamos  por vocês no próximo “Bom Turismo”

Divertimo-nos muito quer durante as filmagens quer na apresentação


No domingo, dia 26,  decidimos ir a Moncorvo,  “inaugurando” a travessia pela  barragem recém concluída






Atravessando na barragem


Na piscina
No dia seguinte, segunda feira, filhos e netos foram passar o dia ao Aquafixe, também recentemente inaugurado.
Ao final da tarde o meu filho Nuno regressaria ao Porto. O irmão foi levá-lo ao Pocinho, onde apanharia o comboio.
O resto do pessoal chegaria à Adeganha para jantar. Na terça feira, último dia em que estariam todos, os netos as crianças passaram  o dia usufruindo da “piscina” e do  espaço que a casa disponibiliza ao ar livre.  O meu marido "divertia-se"  na agricultura...









Na quarta feira, o meu filho mais velho partiria com a família para Esmoriz e daí para o Sul de Espanha. Ficaram os outros dois netos. Nesta aldeia, já há cerca de 20 anos que não nasce uma criança pelo que as brincadeiras ficaram limitadas aos dois irmãos de 4 e 9 anos. O pai regressou à Adeganha na sexta feira e no domingo vieram para o Porto pois as crianças tinham agendadas, para esse dia, festas de aniversário dos colegas mais amigos.
Ficámos só os avós e uma grande sensação de vazio....
No sábado, dia 8,  o Nuno e as crianças  regressariam de comboio, para mais uns dias, não para a Adeganha, mas para a minha aldeia. Deixámos a Adeganha nesse mesmo dia. O meu marido foi buscá-los ao Pocinho e eu fui para a Parada, preparar o almoço para todos. 
Na Parada divertiram-se na piscininha que ali montámos, aproveitando o espaço do antigo lagar de vinho e brincaram com algumas (poucas)  crianças da aldeia:  bicicleta, futebel, etc
No dia 10 fomos ao Santo Antão( o santuário que foi transladado por causa da barragem) aproveitámos para tomar banho no rio



Dia 12 regressaram ao Porto pois tinham que partir para o Algarve onde todos os anos fazem uns dias de férias, numa casa que ali tem um irmão da minha nora. Fizeram a viagem de carro pois o meu marido aproveitou para tratar de  algumas coisas no Porto.
Como fiquei na aldeia, aproveitei para convidar para almoçar uma amiga (ainda parente afastada), escultora, que vive em França mas está a restaurar, na aldeia, para onde pensar regressar definitivamente,  umas casinhas para a   habitação  e o atelier.

No dia seguinte seríamos nós a ir almoçar com ela.
No dia 17  regressando diretamente de Espanha, chegariam o meu filho mais velho e família. As crianças iriam ficar uma semana connosco e eles partiriam na manhã seguinte , bem cedo, pois tinham que regressar ao trabalho.

Continuo na  próxima “reportagem”

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