Bem-vindo, bienvenido, bienvenu, benvenuto, welcome....


Silêncio cósmico

Pudera eu regressar ao silêncio infinito,

ao cosmos de onde vim.

No espaço interestelar, vazio, negro, frio,

havia de soltar um grito bem profundo

e assim exorcizar todas as dores do mundo.

Regina Gouveia

quinta-feira, 31 de dezembro de 2015

Feliz Ano Novo

Escrevi a última mensagem no dia 19, já lá vão quase quinze.  A  partir do dia 18, com os netos a entrar em férias, passei a ter o tempo um pouco  mais ocupado.
Para o José as férias começaram dia 18. O avô fez anos no dia 17 mas só os festejámos no dia 20 (estava prevista a comemoração no dia 19, mas tivemos um convite para jantar com uns amigos que já nos tinham convidado por duas vezes em que não pudéramos ir, pelo que não tivemos coragem de adiar mais uma vez).
Regressando ao dia 18, com o José comecei a preparar algumas prendinhas, que eles fazem ou em que colaboram. Desta vez começámos por umas "caixinhas" feitas com rolos de papel higiénico e de cozinha posteriormente  pintadas ou recobertas a papel como  a que se segue na imagem e que, por sua iniciativa,  foi desenhada com motivos geométricos que ele mesmo criou.
Fez várias, todas diferentes, mas sempre com motivos geométricos.


Outras, desta feita pintadas por mim



Outras peças  feitas por mim, também com material reciclado

No dia 20 e como anteriormente referi, festejámos o aniversário do meu marido e simultaneamente fizemos o habitual almoço de fim de semana em que nos juntamos todos. Começámos também a pensar na peça para o teatro de Natal e com alguma ideias recolhidas, à noite escrevi o texto.
No dia 21 já estavam três netos  ( a mais pequenina, como está no infantário, não estava ainda verdadeiramente de férias)
Como queria ir com a Rita escolher a sua prenda de Natal, ao fim da manhã  saímos e os meninos ficaram na casa ao lado (do meu filho mais velho) com a empregada, com quem almoçaram. Eu e a Rita almoçámos na Baixa. Durante o almoço fomos pensando no "guarda- roupa" para a peça.
Após a almoço regressámos a casa e a Rita foi com a mãe ao dentista enquanto eu ficava com os dois netos a elaborar mais prendinhas. Com alguma ajuda minha , fizeram pequenas peças de bijuteria em papel e o José fez, para a prima, uma pulseira com os "lacres" de latas de refrigerantes.

Quando a Rita regressou a casa começámos a ensaiar a peça, ensaios que iriam continuar até ao dia 25, dia da representação.

À noite fui a um jantar promovido pelo Agrupamento de escolas Carolina Michaëlis. Foi no Ginásio grande e estava muita gente. Felizmente estavam várias pessoas  do meu tempo, algumas ao serviço, outras que se reformaram antes de mim e várias que se reformaram depois
Houve dois momentos culturais muito interessantes Atuaram duas alunas espanholas que têm recebido vários prémios no âmbito da dança clássica e contemporânea e houve um momento de canto lírico  por uma ex-aluna  do Carolina acompanhada de um tenor

Nos dias 22 e 23 continuámos com a elaboração de prendinhas e com os ensaios da nossa "peça de teatro"
Tratou-se de uma peça em 3 atos com uma recriação um pouco  satírica de uma noite de consoada em três épocas distintas, a última das quais, nos dias de hoje.
Em todos os atos, a  Rita e o José são os pais de duas crianças:o Bernardo e a Marta.

Eis o 3º ato
O pai entra na sala com o telemóvel a escrever mensagens. De seguida entra  a mãe e comunica com ele por telemóvel.

R
O que estás a fazer?
J
Não me interrompas Estou a enviar-te uma mensagem de Natal
R
Tem graça. Eu estou a enviar uma para ti.
A propósito, já viste o que escrevi no teu perfil do facebook?
J
E tu já viste o que pus no teu?
Onde estão as crianças?
R
Estão na sala ao lado a brincar. Vou chamá-las.
(Liga o telemóvel)
Meninos venham para esta sala. Hoje é a Festa da Família e é importante que estejamos todos juntos

Entram as crianças,  uma com o  telemóvel e outra com o tablet, Sentam-se e todos escrevem (ou fingem que escrevem)mensagens….
J
Já pensaste na Ceia de Natal?
R
Não te preocupes, encomendei tudo a uma empresa de catering.

R,J
É tão bom conviver em família…. Vamos tirar uma selfie em conjunto para comemorar e vamos pô--la no Facebook. Venham meninos


Os outros atos tinham também falas dos mais pequenos. A Marta só pôde ensaiar na quarta feira mas fixou rapidamente o que tinha que dizer.

A par do ensaio também ela fez umas prendinhas, uns marcadores de livros que pintou e uma bonequinha em cartão de caixa de ovos, que me esqueci de fotografar mas era idêntica às figuras dos presépios que eu este ano construí com o referido material.



A par do teatro o José tocou ukulele acompanhado pelo pai na guitarra ( eu também deveria ter tocado ukulele mas o meu neto esqueceu-se do dele em casa....) a Marta dançou uma peça que a prima coreografou e ensaiou com ela, o Bernardo cantou uma canção de Natal juntamente com a irmã e a Rita surpreendeu-nos a todos com um bailado de dança contemporânea (ela tem já 9 anos de ballet clássico que este ano acumula com dança contemporânea) de cuja coreografia foi autora.

Tudo isto no dia 25  Como é habitual já há alguns anos, a noite de Natal foi em casa do meu filho mais velho, juntamente com os pais e uns primos da minha nora. No dia 25, como também é habitual,  almoçámos  em minha casa o meu famoso peru, receita da minha mãe e que todos  acham divino.  Em" todos" estavam incluídos os familiares da minha nora "do lado" e um investigador  brasileiro, colega da minha outra nora, que tem estado a desenvolver um projeto em Portugal.
Ao fim do dia e como tem acontecido  nos últimos Natais, uns primos apareceram para petiscar o tal peru. Durante mais de 20 anos passámos sempre o Natal (a noite de Consoada e o  e dia) todos juntos mas agora somos muitos e é impossível. Mas encontrámos alternativas....
Daqui a pouco vou sair para passar com eles a "passagem de ano".
Termino esta mensagem com votos de um Feliz 2016

sábado, 19 de dezembro de 2015

Feliz Natal






Handel - "Messiah"/ The Choir of King's College, Cambridge.


https://www.youtube.com/watch?v=AZTZRtRFkvk



quinta-feira, 17 de dezembro de 2015

É triste que a escola se preocupe sempre mais com a avaliação do que com o ensino...


É triste que a escola se preocupe sempre mais com a avaliação do que com o
ensino disse Manuel Rangel na última entrevista que deu à Página da Educação
Professor e diretor da escola Tangerina, Manuel Rangel morreu esta terça-feira, após doença prolongada. A Tangerina, que a PÁGINA visitou recentemente, é um projeto pedagógico que privilegia a participação dos alunos na construção da aprendizagem. "Estamos muito mais interessados nas perguntas dos miúdos do que nas respostas, e o ensino preocupa-se muito mais com o contrário: a resposta, o fechado, o tipificado, o estereotipado, o não questionar... É triste que a escola se preocupe sempre mais com a avaliação do que com o ensino. Aliás, pouco se ensina para tanto se avaliar. A Escola devia estimular a linguagem, a expressão, o conhecimento, o contacto, a experiência."
Para ele, aprender e divertir eram as palavras de ordem do projeto pedagógico a que se entregou. "É um projeto central na minha vida. E continua a dar-me gozo vir aqui todos os dias, reencontrar as crianças e pensar no que fazemos. Tenho sempre uma grande inquietação, nunca estou satisfeito, mas tenho um grande gozo nisto!" – assim terminou a entrevista.
Manuel Rangel foi meu aluno  no então Liceu Alexandre Herculano. Integrava uma turma de  8º ano. Apesar de não ser muito mais velha que eles, nunca me criaram qualquer problema, bem pelo contrário, demo-nos sempre muito bem o que espantava alguns professores mais tradicionais que consideravam a turma muito problemática.
Encontrei-o em Aveiro,no primeiro dia de aulas do Mestrado e Supervisão, que ambos frequentámos  na década de 90. Não o reconheci de imediato, mas face ao nome perguntei-lhe se tinha sido aluno no Alexandre Herculano. Mal fiz a pergunta, comentou.
Não me diga que foi minha professora de Física. 
Então, perante outros colegas presentes, fez referência ao bom relacionamento que eu,  apesar de jovem, tinha com a turma e concluiu:Ainda hoje, em encontros de alunos dessa turma, o seu nome surge sempre como o daquela professora que deixou marcas indeléveis em todos nós.
Trabalhámos muitas vezes juntos durante o ano curricular de Mestrado pois constituímos um grupo de trabalho, juntamente com mais dois colegas do Porto.
Quando posteriormente nos encontrávamos recordávamos os bons momentos passados quando nos reuníamos para trabalhar ou durante as viagens que sempre fizemos em conjunto.
Fui tomando conhecimento do seu percurso nomeadamente no que respeita à criação da escola Tangerina. 
Quando foi lançado no Porto o meu livro Ciência para Meninos em Poemas Pequeninos, foi o Rangel que fez a presentação. Foi muito interessante pois ele "testou" o livro com as crianças da Tangerina e durante a apresentação foi mostrando comentários e desenhos que as mesmas fizeram.






Era um professor excecional.
Escreveu vários artigos  para o Espaço Professor da Porto Editora. Um deles pode ser lido aqui 
Em Junho de 2012 a Revista Pais e Filhos referia-se assim à escola Tangerina:
O grande objectivo da escola é o desenvolvimento da autonomia – moral, intelectual e funcional. Este é um dos princípios da escola A Tangerina, no Porto, onde se vive o gozo de ensinar, aprender, discutir e perguntar. O direito à participação é aqui praticado desde os aspectos mais institucionais às mais pequenas atitudes. «Tem a ver com o ouvir, com o dar voz, exprimir sentimentos, opiniões, ter o direito de colaborar nas decisões ou na discussão das coisas, fazer com e tomar parte de», resume Manuel Rangel, director da instituição. A metodologia de trabalho por projectos está no ADN da sua filosofia. «Em vez de trabalharmos o programa à medida do que o professor quer ou seguindo a ordem do livro, vamos muito atrás daquilo que as crianças querem trabalhar. Parecendo às vezes insignificante ou folclórico, é decisivo do ponto de vista de lhes dar voz», defende. Por isso, tanto estudam caracóis no terceiro ano, como pintores abstractos na sala dos três anos. «Cria-lhes uma relação totalmente diferente com o saber». Uma limitação ao exercício do direito à participação nas escolas é o facto dos professores se sentirem frágeis por não terem resposta para tudo. Manuel Rangel considera que os adultos têm que basear a sua segurança e autoridade em aspectos mais interessantes: «É perceber que somos sobretudo um guia com imensa responsabilidade na organização das situações. Eles põem-nos, de facto, perguntas francamente embaraçantes. Mas francamente desafiantes! E, assim, fartamo-nos de aprender uns com os outros». E acrescenta, com graça: «Eles vão sempre descobrir que não sabemos tudo».
As práticas participativas multiplicam-se: assembleias de sala semanais, assembleias de escola mensais, definição em conjunto das regras de cada sala. O garante das regras é sempre o adulto; não há inversão de papéis - o professor não é um igual. «Mas tem a obrigação de saber que é totalmente diferente fazer um conjunto de regras de funcionamento da sala sendo ele a impor ou construi-las com os próprios alunos», reforça o responsável pela Tangerina. As crianças começam a perceber que aquilo que se passa (seja no grupo, na sala de aula, na família, na escola, na sociedade) depende de todos nós. É sua responsabilidade e querem participar porque lhes diz respeito. Em reunião geral, mensalmente, todas as salas efectuam pequenas apresentações dos trabalhos que estão a desenvolver. Para tal, precisam de estudar, pesquisar, chegar a conclusões, saber pegar nelas e apresentá-las em público. Esta divulgação dá estatuto às suas vozes e ganham o hábito de perceber que o que as crianças dizem é importante. Lições para a vida.
Foi com muita consternação que recebi a notícia da morte de Manuel Rangel. Deixa uma marca indelével na educação, que  está de luto.

Até sempre amigo

terça-feira, 15 de dezembro de 2015

Aproxima-se o Natal

Aproxima-se o Natal e com ele o circo, o teatro, os torneios, as aulas assistidas no ballet, os almoços/ jantares com família e amigos, a azáfama das compras.....
As compras não me gastam muito tempo pois não "embarco" no consumismo sem "sentido", que tira "sentido" ao verdadeiro Natal.

No Carolina Michaëlis há um grupo de teatro que o meu neto integra, este ano pela 1ª vez. No sábado foi a apresentação da peça que estava a ser ensaiada desde outubro, para ser apresentada na época de Natal. O texto escolhido foi o Meu Pé de Laranja Lima de José Mauro de Vasconcelos. Uma colega adaptou-o, e bem, a peça de teatro. No papel de Zezé  estava uma menina de 6º ano, vestida de rapaz, obviamente, que fez questão de usar as falas em "brasileiro". Eu pensei que era brasileira tal a "perfeição" do sotaque. Para além disso, desempenhou excelentemente o papel. O meu neto, que de manhãtinha participado num torneio, teve um papel secundário,  tal como outros meninos, mas também o desempenhou lindamente. Para além dos alunos mais pequenos havia também outros de vários anos até ao 12º e, genericamente, estiveram bem, A minha neta mais nova,  que tinha adormecido antes da peça começar, acordou quando  começou e esteve sempre muito atenta. No fim, quando se faziam as vénias da praxe, ela saltou do lugar e foi juntar-se ao irmão a fazer vénias também.





 No domingo tivemos um almoço de "primos". Durante 20 anos passámos o Natal sempre juntos, mas agora já somos tantos e com  famílias alargadas, que a reunião de todos em simultâneo é impossível. Por isso, nos últimos anos almoçamos todos juntos, num fim de semana próximo do Natal.
É sempre uma reunião muito agradável. No ano passado juntou-se ao grupo mais um  elemento, que meses antes, havia ingressado na família, Desta vez foi a bebé, agora com seis mesinhos.







Nesta semana são as "aulas abertas" de ballet das duas netas e para a semana começam as férias e os nossos ensaios para a peça de Natal.
A par disso temos os ensaios para o Concerto de Reis, a 9 de Janeiro.
E quando "dermos por ela", estamos a festejar o Natal de 2016...


quarta-feira, 9 de dezembro de 2015

Volvido mais de meio século


Uma vez por ano, é habitual um convívio de ex-alunos e professores do Liceu Nacional de Bragança. O evento pode ter lugar em Lisboa, no Porto, em Bragança, em Coimbra… Se decorre no Porto, quando podemos estamos presentes. Por vezes não encontramos amigos, para além daqueles que habitualmente vamos vendo de vez em quando. Este ano foi diferente.
Promovido desta vez pela Associação dos Antigos Alunos, fundada em 8/3/10, teve lugar no passado sábado, no Grande Hotel do Porto.





Compromissos anteriormente assumidos não nos permitiram ir ao almoço, mas por volta das 15h conseguimos passar por lá.
Logo que entrámos dirigiu-se a mim uma “senhora” perguntando-me se eu não era a Regina. Não a identifiquei até ela colocar a descoberto o crachá onde constava o nome e o ano em que deixou o Liceu. Tratava-se de Alice Lopes, minha colega durante os sete anos de Liceu e que chegou a morar na rua onde eu morava. Sempre a admirei muito pois, sendo algures de uma aldeia do distrito, em tempo de aulas vivia em Bragança com dois irmãos, também eles estudantes, cuidando da casa, etc, etc. Era uma belíssima aluna a Matemática, curso que seguiu, mas em Lisboa. Por isso, nunca mais a vira após o verão de 1962.
Um outro colega, vira-o pela última vez em 1963. Tal como eu veio para o Porto. Frequentava engenharia eletrotécnica. Na 1ª época reprovou a Matemáticas Gerais. Ajudei-o um pouco e na 2ª época fez a cadeira. No entanto decidiu ir para a Academia Militar e foi para Lisboa. Um dia recebo uma encomenda com o livro Física Atómica de Max Born, edição Gulbenkian, acompanhado de um cartão agradecendo o apoio que lhe havia dado. 

 

Fiquei surpreendida e sensibilizada. Quis agradecer-lhe mas como a encomenda não trazia o endereço do remetente não pude fazê-lo.
Nunca mais o vira até porque, soube-o agora, vive em Lisboa. Mas veio ao almoço no Porto e assim pude agradecer-lhe 52 anos depois…
Também encontrei uma colega da minha aldeia mas que já não via há bastante tempo dado que ali vai raramente. Se a tivesse visto na aldeia tê-la-ia reconhecido,  mas como vive em Lisboa, não a imaginava no convívio no Porto e por isso não a identifiquei de imediato.


Memórias mais recentes...

Na véspera, quando saía de casa a meio da tarde, vi passar um carro com uma ex-colega com quem trabalhei no Alexandre Herculano e posteriormente no Carolina Michaëlis. Já não a via há alguns anos e tinha perdido os seus contatos. Ao longo da vida profissional tivemos vários alunos comuns, nomeadamente uma jovem, hoje médica, de quem já tenho falado no blogue e com a qual continuo a manter uma relação de carinho, mútuo. Sempre que estou com ela falamos na  Maria do Céu lamentando termos perdido o seu contato. Como atrás do seu carro vinha um outro, apenas houve tempo para lhe indicar o meu mail, que fixou.
O nosso encontro foi tão fugaz, que nem tive oportunidade de lhe dizer que à noite desse mesmo dia iria ter lugar, no Carolina Michaëlis, um encontro onde eu iria estar presente tal como vários ex-alunos e ex-professores.

Entre os ex-alunos estava uma senhora com 92 anos mas, infelizmente, estava afónica pelo que não pode dar o seu testemunho como o fizeram outros. Numa mesa havia várias fotos já antigas onde alguns dos presentes se puderam reconhecer. No fim uma colega muito gentilmente mostrou-nos ( à ex-professora Alice Marinho, à ex-aluna Margarida Ferreira, catedrática jubilada da Faculdade de Farmácia e a mim) os novos laboratórios. Por momentos senti uma pena imensa por já não estar a dar aulas mas de imediato me lembrei da ciclópica tarefa burocrática em que estaria envolvida e senti-me feliz por dela estar liberta

Quando cheguei a casa, por volta da meia noite, ainda fui ver os mail. Já lá estava um da colega Maria do Céu a que de imediato respondi e  já tive resposta...

Mas regressando a sábado. Uns primos tinham-nos convidado para um concerto na Casa da Música com o London Community Gospel Choir 

Fundados em 1982 pelo Reverendo Bazil Meade, os London Community Gospel Choir são dos mais conceituados e respeitados coros de Gospel em Inglaterra e no mundo, tendo já tocado e participado com artistas como Madonna, Elton John, Blur, Eric Clapton e Kylie Minogue. No momento em que entram em palco os LCGC exaltam uma tremenda energia que os nossos corações teriam de ser feitos de pedra para ficarmos indiferentes ou não nos sentirmos tocados com a experiencia de ver e ouvir os LCGC. As harmonias perfeitas combinadas com uma entrega total e a total cumplicidade entre todos fazem com seja um espetáculo memorável e inesquecível. Prova disso são os vários espectáculos sempre esgotados que o coro já apresentou em Portugal em anos passados, de onde o público sai sempre com vontade de mais!

Não partilho, na íntegra, do comentário acima pois o coro é efetivamente excecional mas o nível sonoro era de tal modo elevado que saí de lá cheia de dores de cabeça.
É algo que não consigo entender 

Deixo Glory Glory Hallelulah pelo referido coro


https://www.youtube.com/watch?v=TyegqUkdiHU

E por falar em Glory, a última música que aprendi a tocar nas aulas de ukulele foi ding dong merrily on high



https://www.youtube.com/watch?v=---dZsPZqKE


Esta música será uma das várias a apresentar no Concerto de Reis dia 9 de Janeiro pelas 21h 30 min na Igreja de Lordelo do Ouro, concerto em que vou participar. Desde já aqui fica o convite


No domingo partimos para Trás-os Montes numa breve fuga de dois dias (regressámos ontem). Apesar de frio, o tempo estava bom. Ainda consegui colher algumas sanchas num pinhal. Convidámos a Isabel (escultora de quem já falei várias vezes) para as saborear, num jantar simples que preparei na segunda feira.

No jardim da vila, que é muito bonito, as árvores iluminadas e um presépio, junto ao coreto,   anunciam o Natal.








segunda-feira, 30 de novembro de 2015

Ainda a Semana da Ciência e da Tecnologia

Na passada sexta feira e integrada na Semana da Ciência e Tecnologia teve lugar na Biblioteca da Escola Carolina Michaëlis, uma sessão com alguns jovens investigadores da Unidade de Investigação: CINTESIS – Centro de Investigação em Tecnologias e Serviços de Saúde a propósito do  PROJETOIoGENERATION
Na dinamização da sessão estavam duas psicólogas, um biólogo, uma jovem das ciências da Nutrição e mais um outro jovem, creio que também desta última área. O grupo, sediado na Faculdade de Medicina da UP,  é multidisciplinar integrando ainda outras áreas como gestão, medicina, informática, etc

O iodo é essencial à síntese das hormonas tiroideias e estas são cruciais para o neurodesenvolvimento. Níveis inadequados de iodo na dieta conduzem a um forte e decisivo comprometimento cognitivo, constituindo um grave problema de saúde pública. A nível mundial, um em cada três indivíduos apresenta carência em iodo. Em Portugal os dados referentes a estas matérias são escassos e dispersos. A deficiência em iodo pode comprometer o QI em 13 pontos, com implicações óbvias para o desenvolvimento económico dum país. Desta forma, e em alinhamento com políticas da DGS e da DGE, em concreto do Programa Nacional de Promoção de Alimentação Saudável, este projeto tem como objetivo principal a caracterização do estado de iodo numa população de crianças (6-12 anos), da região Norte do país, estudando em paralelo índices de performance cognitiva e outros parâmetros de neurodesenvolvimento. Desta forma, o projeto segue 3 linhas: (1) avaliação da iodúria em crianças do ensino básico; (2) comunicação dos resultados com indicação de estratégias políticas de intervenção; e (3) monitorização das estratégias políticas nacionais, como o da recomendação do uso de sal iodado. ~


Pesquisei  na NET vídeos de divulgação sobre a importância do iodo no organismo. Não encontrei nada especialmnete interessante, de qualquer modo deixo ficar os que seguem

https://www.youtube.com/watch?v=IRrAody0GYo

https://www.youtube.com/watch?v=MnTizFtHMAA




sexta-feira, 27 de novembro de 2015

Semana da Ciência e da Tecnologia,

A Semana da Ciência e da Tecnologia, iniciativa que tem lugar em vários países do mundo é, em Portugal, uma iniciativa da Ciência Viva(Agência Nacional para a Cultura Científica e Tecnológica, que tem como associados instituições públicas e laboratórios de investigação) a que ficará sempre associado o nome de Mariano Gago. Em curso desde 1997, inclui sempre o dia 24 de Novembro, Dia Nacional da Cultura Científica, e que comemora o nascimento de Rómulo de Carvalho. 

Nessa semana sou geralmente bastante solicitada pelas escolas e o presente ano não foi exceção. Como sempre, exploro alguns textos dos livros e faço algumas atividades muito simples que permitem explorar conceitos científicos ali implícitos. 


Na segunda feira estive no Externato Paraíso dos Pequeninos em quatro sessões com as crianças do 1º ciclo, um dia cheio de surpresas que culminou com uma entrevista conduzida por alguns alunos e que podem “ver” aqui.

A caixa que se vê no vídeo, foi um trabalho das crianças do 4º ano. Dentro continha um conjunto de trabalhos em tamanho A3, feitos pelas crianças do referido ano e um CD (capa em baixo) com poemas do livro Ciência para meninos em Poemas Pequeninos, lidos por alunos do 1º e do 2º ano



Do 3º ano recebi dois livrinhos. De cada um deixo a capa e um dos textos “em representação” de todos. Recebi ainda um marcador feito por um menino



Na terça feira com o livro Breve História da Química, estive no Agrupamento de Escolas Vallis Longus, onde já é costume ir.


Foram três sessões para alunos o 3º ciclo, cada sessão com duas turmas.
Os alunos estiveram bem muito em especial numa das turmas em que vários alunos ficaram no fim a colocar questões.
No fim, os colegas que são sempre extremamente gentis, ofereceram-me um conjunto de postais e marcadores alusivos à região de Valongo. O próprio envelope que continha o postais é decorado com motivos alusivos . 



Na escola há uma núcleo de fotografia dirigido pelo fotógrafo José Manuel Soares 
Ofereceram-me ainda uns pequenos sabonetes artesanais, feitos na escola, com a forma de trilobites.

Na quarta feira, 25 de Novembro, logo pela manhã fui à Biblioteca da Escola Carolina Michaëlis para onde já há algum tempo estavam agendadas duas sessões. 


A primeira para uma turma de 6º ano com o livro Pelo Sistema Solar vamos todos viajar e a segunda para os alunos do 1º ciclo, com o livro Era uma vez….ciência e poesia no reino da fantasia. Logo na primeira sessão tive uma surpresa quando, a par da turma de 6º ano, vi os alunos de 5º A, turma do meu neto. A professora de Português, que eu não conhecia, resolveu levar também os alunos. Foi uma boa surpresa. Após as duas sessões, visitei uma exposição dinamizada pelo grupo de Biologia/Geologia essencialmente constituída por minerais e peças à base dos mesmos, para venda. Esta exposição/ venda teve lugar também em Novembro de 2014 e, eventualmente, em anos anteriores mas só me apercebi a partir do momento em que o meu neto passou a frequentar a escola e, consequentemente, eu passei a ir lá com alguma frequência
À tarde fui à Escola Básica da Constituição que também pertence ao Agrupamento de Escolas Carolina Michaelis. Ali, os alunos de 2º ano “brindaram-me” com a representação do texto “Era uma vez ....um ecoponto” do livro Era uma vez….ciência e poesia no reino da fantasia.
Ontem, 26, continuando em Escolas do referido Agrupamento, pela manhã estive na Escola Básica do Bom Pastor, em duas sessões.
Na primeira sessão estiveram alunos de duas turmas que tinham trabalhado textos distintos,   textos  do livro Ciência para Meninos em Poemas Pequeninos e Era uma vez... um ecoponto. Relativamente a este texto fizeram uma série de desenhos que me entregaram,  encadernados. 


Na impossibilidade de colocar todos os desenhos escolhi um que melhor ilustra um excerto do poema de que transcrevo a seguir alguns versos
Esta é a história de um ecoponto
ali na esquina da rua que com o largo confina.
Ao sol, à chuva, às geadas, respirando ar poluído,
fustigado pelo vento, lá vai passando o seu tempo(...)
(...)Numa certa sexta-feira uma gaivota pousou
no referido ecoponto. Disse-lhe este num lamento:
Ecoponto
Estou muito preocupado, muito triste, descontente
com a falta de cuidado que se tem com o ambiente(...)
(...)Imagina só gaivota
que, na passada terça feira, um senhor todo janota
quis fazer do chão lixeira.
Lixo todo misturado, pelo chão ficou espalhado
e aqui mesmo ao meu lado(...)
(...)Levantou-se um vento forte e vê tu a minha sorte,
fustigado pelo vento e com o lixo à mistura.
Valeu-me ter pele dura….
..….….….….….….….….….…..
Gaivota
Acabo de ter uma ideia, uma grande solução.
Quando alguém mais descuidado deitar o lixo no chão
ou o trouxer misturado, sem qualquer separação,
leva logo uma bicada para ter mais atenção.
Ecoponto
Que boa ideia gaivota! Olha ali vem o janota…
Gaivota
Não queres ver o figurão… Deitou o lixo no chão
mas levou uma bicada, não vai esquecer a lição(...)


Na segunda sessão  estavam alunos que tinham trabalhado Era uma vez ....um planeta Era uma vez….ciência e poesia no reino da fantasia  e tinham elaborado o cartaz anexo.

À tarde fui à escola Irene Lisboa, a propósito da Breve História da Química. Eram bastantes alunos, não sei ao certo quantas turmas, mas correu bem e no fim muitos alunos quiseram ver pormenores das experiências que realizei, colocaram várias questões..
No fim da sessão fui buscar o José  à escola, depois fomos buscar a irmã ao infantário e seguimos todos para as aulas de música, eu e José tocamos ukulele e a Marta, piano
São dias muito “cheios”, um pouco cansativos, mas que me dão sempre um imenso prazer.


E ainda a propósito da semana da Ciência, no blogue de Rerum Natura, Carlos Fiolhais colocou ontem o texto com que termino a mensagem


O MITO DE EINSTEIN


Um dos pontos altos deste Ano Internacional da Luz é a celebração precisamente hoje, dia 25 de Novembro, do centenário da obra maior de Albert Einstein, a teoria da relatividade geral, que descreve a força da gravidade, ultrapassando Newton.  Foi um dos maiores empreendimentos do espírito humano:  percebeu-se que conceitos aparentemente tão díspares como o espaço, o tempo, a matéria e a energia estavam ligados por uma equação matemática que culminava longos esforços em demanda de uma descrição unificada do Universo. Ainda hoje essa equação se mantém de pé, apesar de todas as investidas teóricas e experimentais para a derrubar. De facto, a Natureza nada revelou até agora que nos faça duvidar da solidez da descrição einsteiniana.

Para mim como para tantos outros que escolherem a Física como profissão, Einstein foi um herói da juventude. Não me sentia tanto seduzido pelo lado icónico, seguramente o mais visível: o sábio de ar bondoso, farta cabeleira, camisola de lã e sandálias. Tratava-se antes da atracção pelo invisível, que a sua figura personificava melhor do que qualquer outra. Ele encarna a ideia de que o mundo é compreensível. Não sabemos porquê, mas é. O físico Einstein foi um pouco filósofo ao declarar: “O que há de mais incompreensível no mundo é o facto de ele ser compreensível.” Pode ser difícil, mas é possível decifrar os mistérios do mundo. O sábio suíço, nascido na Alemanha, também disse um dia que: “Deus é subtil, mas não é malicioso”. Não sendo ele uma pessoa religiosa no sentido comum, queria ele dizer que o Universo é intrincado, mas os seus mecanismos são acessíveis à mente humana. O trabalho continuado dos físicos e dos outros cientistas tem confirmado essa afirmação.

Incompreensível é também  o facto de o mundo se revelar compreensível através de equações. O cérebro de Einstein produziu há cem anos uma equação, cuja beleza espantou o próprio autor (“A teoria é de uma beleza incomparável”, comentou),  que permitiu previsões que se haveriam de revelar certeiras a respeito do mundo: um minúsculo desvio da órbita de Mercúrio em relação ao previsto usando as leis de Newton; uma pequena deflexão pelo Sol da luz proveniente de estrelas por detrás dele; buracos negros, abismos cósmicos que são fins locais do espaço-tempo; e o Big Bang, que é o início global do espaço-tempo a partir de uma prodigiosa concentração de energia.  Galileu tinha dito que “o Livro da Natureza está escrito em caracteres matemáticos”. E Newton tinha escrito os Princípios Matemáticos de Filosofia Natural, contendo a sua lei da gravitação universal. Mas Einstein veio acrescentar, numa base matemática, que a geometria do espaço-tempo (espaço e tempo tinham sido ligados em 1905 na sua teoria da relatividade restrita) é comandada pela matéria-energia (os dois também ligados na mesma altura). A força da gravidade mais não é do que o encurvamento do espaço-tempo, às ordens da matéria-energia. Para usar uma metáfora visual, um astro como o Sol está no espaço-tempo como uma bola  em cima de um lençol esticado. Se colocarmos um berlinde, que será a Terra, com velocidade adequada ele rodará em torno da bola central.

Roland Barthes, o semiólogo e filósofo francês que tal, como a teoria maior de Einstein, nasceu há cem anos (designadanente a 12 de Novembro de 1915), escreveu nas suas Mitologias (Edições 70, 1978): “(...) o produto da sua invenção assumia uma condição mágica, reincarnava a velha imagem esotérica e uma ciência inteiramente encerrada nalgumas letras. Há um único segredo do mundo e esse segredo condensa-se numa palavra, o Universo é um cofre-forte de que a humanidade procura a cifra: Einstein chegou quase a encontrá-la, é esse o mito de Einstein; aí se nos deparam de novo todos os temas gnósticos: a unidade da Natureza, a possibilidade irreal de uma redução fundamental do mundo, o poder de abertura da palavra, a luta ancestral entre um segredo e uma linguagem, a ideia de que o saber total não pode descobrir-se senão de um só golpe, como uma fechadura que cede bruscamente depois de mil tacteamentos infrutuosos.”

O prolongado confronto do cérebro humano com o Universo (um confronto natural pois o nosso cérebro é a única parte do Universo que o consegue compreender) vai tendo resultados felizes, como a epifania de Einstein há cem anos. A história da ciência ensina-nos que cada revelação não é o fim de nada, mas um novo princípio. Einstein não foi o fim de Newton, cuja teoria da gravitação universal continua a ser válida em certas condições.  Foi o início de uma cosmovisão bem mais fantástica do que a de Newton, pois o mundo do sábio inglês não podia albergar buracos negros nem provir de uma explosão inicial. Escreveu o Padre Teilhard de Chardin, paleontólogo e teólogo francês contemporâneo de Einstein: “à escala do cósmico só o fantástico pode ser verdadeiro.”





domingo, 22 de novembro de 2015

Ensinar/Aprender


Há dias, numa Gazeta de Física, relia o artigo "ENSINAR É APENAS AJUDAR A APRENDER". Trata-se de uma entrevista a Eric Mazur, professor de Física na Universidade de Harvard, conduzida por Carlos Fiolhais, da qual deixo este breve excerto

Em holandês, a minha língua materna, a mesma palavra significa ensinar e aprender, mas são coisas distintas, pois aprender não é necessariamente uma consequência de ensinar. Ensinar é apenas ajudar a aprender e é esse o meu papel enquanto professor.

Como sabemos, em francês apprendre significa aprender, mas também pode significar ensinar ( Acquérir la connaissance, la pratique de.-…. Ou Informer, communiquer un savoir à….)

Lembrei-me de começar por aqui esta mensagem porque de forma indireta vou falar de ensino e de aprendizagem


Como referi na mensagem anterior,  desde que no 3º período do seu 3º ano escolar, o meu neto José passou a frequentar a Escola Carolina Michaelis,  vou com alguma frequência à escola buscá-lo no fim das aulas. Há dias,um dos funcionários da entrada disse-me que um professor, cujo nome eu desconhecia, pretendia falar comigo. Aguardei um pouco e chegou o colega, um professor de História que já entrou na escola depois de eu ter saído. Integra um grupo dinamizador das comemorações do centenário do Liceu Feminino do Porto (assim se chamou inicialmente a Escola CM). 



Vinha convidar-me para um pequeno convívio que teria lugar na passada sexta feira com início às 16h.


Na altura fiquei com a ideia de que teria sido convidada porque, como referi também na anterior mensagem, na próxima semana e, a propósito da Semana da Ciência, vou passar por todas as escolas do Agrupamento.
Quando estava a chegar à escola encontrei uma colega de Filosofia, também já aposentada e só então me apercebi que se tratava de um convívio de professores e funcionários (ao serviço ou já aposentados). Logo no inicio, uma colega da Direção agradeceu a presença de todos, pediu desculpa por algum lapso que tivesse havido no contacto das pessoas e “incumbiu” os presentes de passarem a palavra a outros, nomeadamente no que se refere a próximos eventos eventos.


Não pude estar muito tempo pois o meu neto, que à sexta feira pratica basquete na escola, saía às 17 h e eu tinha que estar disponível para ele.
De qualquer modo deu para rever alguns colegas e funcionários. Uma ex- aluna minha, de quem já não me lembrava, e que atualmente é professora na escola, acercou-se quando eu conversava com duas colegas, também aposentadas e suas ex-professoras,
Disse ter boas recordações das três, mas “confessou” que a professora Regina era especialmente querida. Fiquei muito sensibilizada mas um pouco constrangida pela distinção face às colegas.

E de professora a aluna….
Também já aqui referi que estando o meu neto a aprender ukulele na Teclarte, fui”convidada” a participar também das aulas, sem pagar mais por isso.
Neste momento estamos a tocar músicas para um Concerto de Reis, que terá lugar a 9 de Janeiro, pelas 21,30, na Igreja de Lordelo do Ouro. Como associado à escola existe um coro, estamos também a ensaiar num espaço da referida igreja.


Ontem houve ensaio. São várias músicas mas a ultima, uma canção tradicional da Nova Zelândia, é muito alegre e tem uma coreografia interessante como podem ver no vídeo anexo.  Chama-se Epo i tai tai e e a mensagem é"Eu não vou estar triste; eu serei feliz"




Termino esta mensagem  com um vídeo que provavelmente já todos viram mas que é um hino ao "ensino aprendizagem"....




terça-feira, 17 de novembro de 2015

Breves...

1.

Desde que no 3º período do seu 3º ano escolar, o meu neto José passou a frequentar a Escola Carolina Michaelis,  vou com alguma frequência à escola buscá-lo no fim das aulas. Como qualquer familiar ou encarregado de educação, espero no átrio. Por vezes os empregados sugerem que entre mas considero que  o fato de ter sido muitos anos professora na escola, não me confere qualquer regalia de entrada.
Há dias, quando esperava o José, este chegou ao átrio com um amigo doutra turma e perguntou-me: Como te chamas?
Estranhei a pergunta mas como ele insistisse,  respondi:
Regina Gouveia
De seguida, "disparou" uma nova questão.
És da minha família?
Pensei que se trataria de algum jogo e respondi  "Sou tua avó".
Vira-se então para o colega e pergunta:
Agora já acreditas?
De seguida explicaram-me que junto à Biblioteca estava um cartaz que falava de mim como escritora (pelos vistos fui escolhida como escritora do mês),  Quando  passaram por ali repararam no cartaz e o José terá comentado que se tratava da avó mas o colega pensou que era uma brincadeira.
Eu tinha sido contactada no sentido de fazer algumas ações nas escolas do agrupamento, a propósito da Semana da Ciência(de 22 a 27 deste mês) mas desconhecia ser a escritora do mês.
Este episódio lembrou-me um outro em 2006, quando eu era consultora do CIRC (Centro Interactivo de Ciência Rómulo de Carvalho que funcionou na Escola Nicolau Nasoni). Numa das sessões eu que estive presente (tratava-se de uma sessão para alunos do 1º ciclo, uma turma com muitas crianças de etnia cigana) a professora responsável, ao fazer a minha apresentação, referiu-se à minha atividade de escritora. Passado bastante tempo uma pequenita, moreninha, com uns olhos muito expressivos,  interrompe apontando na minha direção.
Você é  escritora? Eu nunca tinha visto nenhuma.
Respondi-lhe: Como sabes que nunca viste um(a) escritor(a)? Os escritores são pessoas como as outras e provavelmente já viste alguns só que não sabias que eram escritores.
No fim  apresentou-me uma folha de papel e pediu-me um autógrafo.

2.

Ontem tocou o telefone e ao ver que o número era 265...atendi dizendo "Olá menina..."
265 é o indicativo de Setúbal onde reside a minha amiga de infância, Lourdes Sendas. Mas não era ela. Era da APPACDM de Setúbal a comunicar-me que me tinha sido atribuído o 2º prémio num concurso de poesia que a referida associação já promove há 20 anos. Em 2013 também concorri e fiquei em primeiro o que  deu lugar à edição do meu livro "Entre margens".  Se agora também tivesse sido classificada em  primeiro  veria editado mais um livro , mas de qualquer modo fiquei satisfeita.

3.

No Verão de 2014 fui à China e, como habitualmente, escrevi uma série de mensagens com a reportagem da visita, uma delas sobre Guilin
Ontem enviaram-me um vídeo muito interessante de Guilin, filmado por um drone .
É com o vídeo que termino a mensagem.

segunda-feira, 16 de novembro de 2015

Sexta feira negra

Não haverá ninguém minimamente sensível que não tivesse ficado  muito chocado com tanta violência gratuita.
Mas chocante é também a cumplicidade de muitos países (muito em especial os Estados Unidos) na criação do estado islâmico. Esta cumplicidade tem sido denunciada por vários analistas. Deixo aqui dois pequenos vídeos com a visão de Noam Chomsky, vídeos em inglês, muito mal legendados em espanhol



https://www.youtube.com/watch?v=Bb1FV2XrOjk