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Silêncio cósmico

Pudera eu regressar ao silêncio infinito,

ao cosmos de onde vim.

No espaço interestelar, vazio, negro, frio,

havia de soltar um grito bem profundo

e assim exorcizar todas as dores do mundo.

Regina Gouveia

sábado, 10 de maio de 2014

Escola do Bom Pastor

Ontem, a convite da colega Ângela Tavares, bibliotecária do Agrupamento de Escolas Carolina Michaëlis, visitei a Escola EB1 do Bom Pastor. Estive com alunos do 1º e do 2º ano, num total de duas sessões.
Fui  muito bem recebida por professores,  alunos e funcionários. As sessões correram bem, com alunos muito  interessados, alguns deles já com bastantes conhecimentos  face à sua idade.Colocaram muitas questões, e participaram muito ativamente. 
Entre as duas sessões  convivi um pouco  com os  professores numa salinha onde, como é habitual nas escolas do 1º ciclo, se reúnem para tomar um café que eles mesmos preparam, comer uns bolinhos ,etc

Como sempre, as sessões  foram acompanhadas de algumas atividades experimentais muito simples,  algumas das quais os alunos poderão reproduzir, se quiserem.  

No fim brindaram-me com a leitura de textos e desenhos  feitos por eles, que carinhosamente me ofereceram



 Uma das turmas organizou  textos e desenhos  numa "brochura"( imagem a seguir). 

Uma aluna leu o poema de abertura

Uma outra turma preparou uma nova surpresa. Adaptaram o poema Inventor a uma  música (creio que foi Olha a bola Manel) e cantaram  todos em conjunto

Inventor

O João é um grande trapalhão. Usa os  sapatos trocados, 
enxuga as mãos no sabão, come a sopa com o garfo e com a faca o feijão.
Um mundo  de confusão.
A pesar-lhe na sacola    tinha  um prego e um martelo em vez dos livros da escola.
Uma vez  trincou  os óculos  enquanto limpava o pão
e muniu-se dos binóculos para ver televisão.
O João não é bem um trapalhão, é um menino distraído, 
pois está sempre entretido a pensar  numa invenção.
Até o Sr. Professor, já lhe chama o inventor.
Há tempos  criou um invento  para o  chamar à atenção
sempre que em algum momento se distrai o  pensamento 
e há muito que anda a pensar  numa máquina capaz de,  na  vez dele,   estudar .
É que assim sempre sobrava mais tempo para inventar
(in Ciência para meninos em poemas pequeninos)
Este é um dos poemas que tem uma nova ilustração, a par da anterior 
(in Ciência para meninos em poemas pequeninos, Edição Porto Editora)

No final de cada sessão vi-me sempre rodeada por muitas crianças, que se mantinham na sala mesmo após o toque de saída. Uma delas fez questão de tirar uma fotografia ao meu lado. Quando me vinha embora, algumas crianças que estavam no recreio correram ao meu encontro para de novo conversarem comigo. Foi muito gratificante. 

6 comentários:

  1. Um dos alunos que frequenta essa mesma escola é meu filho, ele ficou encantado com a sua presença. Ele comprou um dos seus livros e no mesmo dia o leu todo. Obrigado pela sua presença e pelo seu trabalho.

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    1. Bem vindo ao blogue.
      Muito obrigada pelo seu comentário. No fim autografei apenas um livro para dois primos, uma menina e um menino chamado Vasco,uma das crianças que mais participou. Eventualmente será o seu filho. Um beijinho para ele, seja ou não o Vasco. Como quis colocar a mensagem no próprio dia em que visitei a escola (o que afinal não consegui pois quando terminei já era dia 10) esqueci-me de alguns dados importantes pelo que hoje atualizei a página.
      Obrigada mais uma vez
      Regina Gouveia

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  2. Continuas uma "star" no mundo da poesia. É excelente poderes viver estes momentos e concretizar sonhos dos miudos. Parabéns!

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  3. Obrigada. De facto estes momentos são muito gratificantes.
    Bjs
    Regina

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  4. Parabéns Regina ela sua atividade a favor do Ensino e da Escola. Brilhante como sempre. A maneira como descreve a recetividade e criatividade por parte da Escola que visitou, só prova que ainda há bons professores e crianças interessadas , o que nos faz renascer a esperança no futuro.
    Um beijo, Regina e mais uma vez parabéns.

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  5. É verdade Graciete. Cada vez admiro mais estes professores que, apesar das condições adversas em que trabalham, mergulhados em burocracia, com uma profissão pouco reconhecida (já o foi e bem, em outros tempos) ainda dão o seu melhor.
    Ab
    Regina

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