Bem-vindo, bienvenido, bienvenu, benvenuto, welcome....


Silêncio cósmico

Pudera eu regressar ao silêncio infinito,

ao cosmos de onde vim.

No espaço interestelar, vazio, negro, frio,

havia de soltar um grito bem profundo

e assim exorcizar todas as dores do mundo.

Regina Gouveia

domingo, 16 de março de 2014

Ainda o Dia Internacional da Mulher...


Desde a última mensagem, há já quase um mês fui  iniciando algumas mensagens que, por razões de vária ordem, só hoje pude retomar.  À medida que forem  sendo concluídas irão ser publicadas, sem preocupações de ordem cronológica.

O Dia Internacional da Mulher, celebrado em 8 de março, tem como origem as manifestações das mulheres russas por melhores condições de vida e trabalho e contra a entrada da Rússia czarista na Primeira Guerra Mundial. Essas manifestações marcaram o início da Revolução de 1917. Entretanto a ideia de celebrar um dia da mulher já havia surgido desde os primeiros anos do século XX, nos Estados Unidos e na Europa, no contexto das lutas de mulheres por melhores condições de vida e trabalho, bem como pelo direito de voto.
No Ocidente, o Dia Internacional da Mulher foi comemorado no início do século, até a década de 1920.
Na antiga União Soviética, durante o estalinismo, o Dia Internacional da Mulher tornou-se elemento de propaganda partidária.
Nos países ocidentais, a data foi esquecida por longo tempo e somente recuperada pelo movimento feminista, já na década de 1960. Na atualidade, a celebração do Dia Internacional da Mulher perdeu parcialmente o seu sentido original, adquirindo um caráter festivo e comercial. Nessa data, os empregadores, sem certamente pretender evocar o espírito das operárias grevistas do 8 de março de 1917, costumam distribuir rosas vermelhas ou pequenos mimos entre suas empregadas.

1975 foi designado pela ONU como o Ano Internacional da Mulher e, em dezembro de 1977, o Dia Internacional da Mulher foi adotado pelas Nações Unidas, para lembrar as conquistas sociais, políticas e económicas das mulheres. 

 

No dia Dia Internacional da Mulher foram-me oferecidos dois bilhetes para um concerto de celebração dos 25 anos do IPATIMUP inserido no programa Expresso Oriente ( 2014 vai ser o ano do oriente na Casa da Música)


Sob a direção musical o japonês Takuo Yuasa foram apresentadas obras dos japoneses Teizo Matsumura  e Toru Takemitsu, a obra Hojoki-An account of my Hut de de Jonathan Dove, inspirada na obra Hojoki  e, em estreia nacional, a Primeira suite de Orquestra de Debussy.

Dos referidos compositores apenas conhecia Debussy de quem tenho alguns CD com obras como a suite Bergamasque,  com a conhecida Claire de Lune, por muitos considerada a sua obra prima, mas não conhecia a suite apresentada.

 

Na NET, embora com pouca qualidade, consegui encontrar excertos das peças que constam no programa (de Matsumura, de  Takemitsu, de Debussy , mas não de Jonathan Dove)

A finalizar, o maestro  Takuo Yuasa  falando sobre o concerto de 8 Março.

A obra de Debussy,  nomeadamente o excerto aqui colocado revela o fascínio do compositor pelas sonoridades orientais. 


Durante alguns dias tive em minha casa um investigador brasileiro, Joilson (que a minha nora investigadora conheceu quando, durante algum tempo, trabalhou no Recife), de passagem para um congresso em Oviedo, onde ambos  intervieram. O meu marido não estava muito interessado no concerto, receando que as obras japonesas, porque mais modernas, pudessem ser muito “dissonantes”. O investigador, por seu lado, estava interessado não só na música, mas também em conhecer a sala Suggia, pelo que o meu marido lhe cedeu o bilhete.


Acontece que nesse dia convidei para almoçar,  para além da família, o Joilson e outra investigadora brasileira também do Recife, Rosana. Manifestou vontade de ir ao concerto. Conseguimos ainda um bilhete e fomos os três. Gostei bastante. 

Por falar em Japão, lembrei-me da minha mãe, a mulher mais extraordinária que eu já conheci (não me canso de o repetir e hoje, no Dia Internacional da Mulher vem mais numa vez a propósito). Para além de inúmeras qualidades humanas, era lindíssima, bordava com uma perfeição inaudita,  cozinhava divinamente e tinha uma belíssima voz de soprano (foi solista num coro). Cantava árias de ópera mas também músicas ligeiras. Cerejeira do Japão era uma delas. Tive muita dificuldade em encontrá-la na NET porque  apenas em um dos sites consultados  a música correspondia à letra..

Cerejeira do japão
Bem baixinha, rente ao chão 
Transportou-me ao paraíso 
Recordando o teu sorriso 
Cerejeira do Japão 
Dar-te-ei meu coração 
Nunca mais te esquecerei, ó flor 
Cerejeira és meu amor 
Tive um sonho lindo de amor 
Num recanto pequenino japonês 
Foi tão lindo o sonho que até quis 
Acordado Ter Sonhado Outra Vez

Quando fazia a pesquisa passei por um site que achei interessante. 

A propósito de cerejeiras do Japão deixo algumas imagens  que poderão ver aqui 

Mas também em Alfândega da Fé há muitas cerejeiras. As cerejas são exportadas  e estão entre as preferidas por marcas de chocolates famosas como o «Mon Chéri» 

Termino com a foto de uma dessas cerejeiras e um poema. 



Prodígio
Prodigiosa aquela cerejeira com seus frutos.
Sensual, rubro o epicarpo, carnudo, nacarado o mesocarpo
da pudica semente protecção.
Tal como se fora a vez primeira, saboreio uma cereja calmamente  
num misto de volúpia e devoção. 
Gouveia, R.in Magnetismo Terrestre


4 comentários:

  1. Olá Regina
    Que bom voltar a ler um dos seus post. Cheio de informação e de beleza. Foi admirável a homenagem à sua Mãe no Dia Internacional da Mulher. Sabe que eu também encontrei um "site" sobre as lutas das mulheres russas no tempo do czarismo que algo contribuiram para o desencadear da Revolução.
    Os anos 80 e os que se seguiram foram realmente férteis em acontecimentos, nem sempre, na minha opinião, favoráveis ao bem da humanidade. Admiro
    especialmente a evolução extraordinária da Ciência.
    Também não conheço a música japonesa mas receio que não seja muito próxima dos meus gostos
    musicais.
    Quanto ao seu poema é mesmo um pequeno, grande prodígio.
    Um beijo, com a amizade de sempre.

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  2. Também foi muito bom tê-la de novo a comentar o meu blogue.
    Vamos ver se consigo colocar mensagens com maior frequência.
    Um grande bj
    Regina

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  3. O meu Pai fazia anos no dia da Mulher....e teve seis filhas e não sei quantas netas, mais de 15!!

    Fico contente por estares de novo aqui.....não escrevo mais por hoje pois estou cansada! Bjinhos

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