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Silêncio cósmico

Pudera eu regressar ao silêncio infinito,

ao cosmos de onde vim.

No espaço interestelar, vazio, negro, frio,

havia de soltar um grito bem profundo

e assim exorcizar todas as dores do mundo.

Regina Gouveia

domingo, 21 de abril de 2013

Poesia e Ciência


A convite do Exploratório Infante D. Henrique (Ciência Viva) em Coimbra, estive ontem no referido espaço cuja visita aconselho vivamente, muito em particular na companhia  de crianças. Ali, de uma forma interativa, são explorados conceitos científicos de forma adequada ao nível dos mais novos  e não só...
Também ali funcionam várias oficinas de formação.
Ontem decorria uma sessão de uma oficina, no âmbito da exploração das relações entre Ciência e Poesia.

Na minha intervenção foram referidos vários poetas de  Camões a Álvaro de Campos passando, entre outros, por Gedeão, Eugénio Lisboa, Mário Sá Carneiro e Gilberto Gil de quem foi apresentado o poema “quanta” onde a dada altura diz
(...)Sei que a arte é irmã da ciência
Ambas filhas de um Deus fugaz (...)

Como música de fundo, excertos da 8ª sinfonia de Herschel que além de astrónomo (descobriu Urano) foi compositor.

E a propósito de poesia coloco um texto referido em De Rerum Natura. O título é   A poesia é precisa nas escolas,pode ser lido aqui e começa assim

"Deixem-me começar assim: Precisamos de poesia. Precisamos, mesmo. A poesia faculta a literacia, constrói um sentido de comunidade e contribui para a resiliência emocional. Ela pode ultrapassar fronteiras que mais nada consegue. Abril é o Mês Nacional da Poesia. Integrem alguma poesia no vosso coração, casas, salas de aulas e escolas."

A viagem a Coimbra fi-la de comboio, o meio de transporte de que mais gosto. E já que estamos em maré de poesia, dois poemas que evocam este meio de transporte noutros tempos....Um de Manuel Bandeira e outro de Chico Buarque que deixo com a voz do cantor e autor
Café com pão
Café com pão
Café com pão
Virge maria que foi isso maquinista?
Agora sim
Café com pão
Agora sim
Voa, fumaça
Corre, cerca
Ai seu foguista
Bota fogo
Na fornalha
Que eu presciso
Muita força
Muita força
Muita força
Oô...
Menina bonita
Do vestido verde
Me dá tua boca
Pra matá minha sede
Oô...
Vou mimbora
Vou mimbora
Não gosto daqui
Nasci no sertão
Sou de Ouricuri
Oô...
Vou depressa
Vou correndo
Vou na toda
Que só levo
Pouca gente
Pouca gente
Pouca gente...
Manuel Bandeira
 

3 comentários:

  1. A poesia e a ciência andam intrinsecamente ligadas. Mas na Regina fazem parte da sua natureza. Post mais lindo, este!!! Parabéns.

    Um beijo.

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    1. Obrigada Graciete. É sempre muito generosa nos seus comentários.
      Bjs
      Regina

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