Bem-vindo, bienvenido, bienvenu, benvenuto, welcome....


Silêncio cósmico

Pudera eu regressar ao silêncio infinito,

ao cosmos de onde vim.

No espaço interestelar, vazio, negro, frio,

havia de soltar um grito bem profundo

e assim exorcizar todas as dores do mundo.

Regina Gouveia

segunda-feira, 7 de janeiro de 2013

Ano novo, vida nova...

Ano novo, vida nova...

Tenho estado a fazer uma arrumação no meu escritório essencialmente eliminando material que usei com os alunos. Foi assim que me apercebi de um texto de Máximo Ferreira publicado em 1995. Com a clareza que é apanágio do autor, fala-nos da diferente posição do nascer e pôr do sol ao longo do ano. Aqui o deixo

E a propósito do nascer e do por do sol vieram-me à mente duas obras de Monet, José Afonso e a canção  Menino do Bairro Negro e o Poema das coisas belas de António Gedeão.





POEMA DAS COISAS BELAS



As coisas belas,
as que deixam cicatrizes na memória dos homens,
por que motivos serão belas?
E belas, para quê?

Põe-se o Sol porque o seu movimento é relativo.
Derrama cores porque os meus olhos vêem.
Mas por que será belo o pôr do sol?
E belo, para quê?

Se acaso as coisas não são coisas em si mesmas,
mas só são coisas quando percebidas,
por que direi das coisas que são belas?
E belas, para quê?

Se acaso as coisas forem coisas em si mesmas
sem precisarem de ser coisas percebidas,
para quem serão belas essas coisas?
E belas, para quê?
 

3 comentários:

  1. Post belo...

    Monet o meu impressionista preferido....

    Obrigada, Regina.

    ResponderEliminar
  2. O texto de Máximo Ferreira esclareceu-me sobre assuntos em que eu até nem pensava. Obrigada Regina. Quanto ao kefir( não sei como se escreve) está a dar bons resultados. E gostei do iogurte resultante.
    O seu post, como sempre, é muito bonito

    Um beijo.

    ResponderEliminar
  3. Obrigada às duas.
    Quanto ao Kefir, eu gosto muito de lhe juntar maçã aos pedaços. Acho que os dois sabores ligam muito bem.
    Ab
    Regina

    ResponderEliminar