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Silêncio cósmico

Pudera eu regressar ao silêncio infinito,

ao cosmos de onde vim.

No espaço interestelar, vazio, negro, frio,

havia de soltar um grito bem profundo

e assim exorcizar todas as dores do mundo.

Regina Gouveia

terça-feira, 9 de outubro de 2012

Prémio Nobel da Física 2012



O Prémio Nobel da Física de 2012 foi dividido entre um francês e um norte-americano pelos seus trabalhos experimentais de alta precisão de controlo e manipulação de sistemas atómicos. Os dois, um em Paris e outro em Boulder, no Colorado, têm estudado a relação entre matéria e luz: o francês fez uma "caixa" de luz (radiação de microondas) para onde lança átomos de matéria e o americano uma "caixa" de matéria, isto é, uma cavidade contendo iões (chamada "ratoeira" atómica), átomos carregados electricamente, para onde lança luz laser. Graças a eles, podem ser detectadas mudanças de um átomo correspondentes, por exemplo, à emissão ou absorção de um só fotão (grão de luz). Com essas "caixas" podem-se realizar, em cima de uma mesa, experiências mentais que julgávamos impossíveis e que, sem excepção, têm confirmado a teoria quântica, hoje uma velhinha com mais de cem anos mas com excelente saúde. São experiências de grande precisão, mas, assinale-se, com pouca gente e relativamente pouco dinheiro.

E a propósito da Física quântica vejam este vídeo!


Essa nova forma de compreender e representar a natureza que a
física quântica, a partir da interpretação de Copenhague, constrói
no início do século XX, em que o formal substitui o real, parece ser
o mesmo movimento da pintura dessa época rumo à abstração.
Nesse sentido, a arte pode se transformar numa linguagem apropriada
para se representar um universo físico que não mais segue a
lógica tradicional. Certas obras de Escher – Relatividade (1953), Exlibris
com o Zênite como ponto de fuga (1947), Um outro mundo I (1946),
Um outro mundo II (1947), Belvedere (1958) e Homem com cubóide
(1959) –, apesar de não representarem a arte abstrata, dão boas
pistas para visualizar um novo mundo que as lógicas clássicas já não
conseguem explicar. 
 
 Escher, Um outro mundo, 1947

4 comentários:

  1. Adoro Escher, desde que vi várias das suas obras em Munique naqueles museus maravilhosos.Quanto aos inventos, confesso a minha ignorância, não percebo nada....mas acredito, mesmo sem ver:))

    Bjo

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  2. Olá Regina
    Estes seus últimos"post", principalmente este, merecem uma leitura muito atenta e cuidada. Hoje sinto-me muito cansada e já é tarde. Por isso vou deixar a leitura para amanhã e depois digo qualquer coisa.

    Um abraço muito grande.

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  3. Vou continuar a estudar este "post".

    Um beijo.

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