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Silêncio cósmico

Pudera eu regressar ao silêncio infinito,

ao cosmos de onde vim.

No espaço interestelar, vazio, negro, frio,

havia de soltar um grito bem profundo

e assim exorcizar todas as dores do mundo.

Regina Gouveia

sábado, 14 de abril de 2012

Ecletismo Cultural


Durante seis anos frequentei aulas de yoga na Academia Vydia, que recomendo. 
Como necessitava de praticar natação, este ano, pelo mesmo custo inscrevi-me no Holmes Place, numa modalidade criada recentemente, que permite o acesso a várias das ofertas do Clube, nomeadamente Tai Chi, prática oriental  muitas vezes ao ar livre , muito interessante pois os exercícios mais parecem uma dança

A propósito da cultura oriental deixo um vídeo que me foi enviado, acompanhado do texto anexo.
 "Quando um velho monge eremita tem seu dia interrompido por um hóspede não convidado, ele é levado involuntariamente em uma jornada para descobrir o verdadeiro significado de companheirismo."


 Para o ocidente a cultura oriental, nomeadamente a chinesa, é muitas vezes traduzida por aforismos, nomeadamente “só a paciência de um chinês”
O quadro chinês anexo, pintado entre 1085 e 1145, considerado como um dos maiores tesouros da China, é revelador dessa paciência.
Mede 5,28 metros de comprimento e tem 24,8 cm de altura.


Se a arte chinesa antiga  nos é  de certo modo familiar, creio que  o mesmo não acontece com a arte chinesa contemporânea Deixo aqui algumas obras de Wu Guanzhong
Wu Guanzhong nasceu em 1919, em Yixing, na província de Jiangsu, na China. É um dos principais pintores que mais contribuiu para o desenvolvimento da pintura chinesa no século XX e que grangeou enorme prestígio dentro e fora do seu país. As suas pinturas caracterizam-se pela mistura das técnicas chinesas e ocidentais, estabelecendo uma síntese que resulta em obras de uma beleza notável. Em 1992 os seus quadros foram exibidos no Museu Britânico, a primeira vez que um artista chinês vivo recebeu essa honra.

Waterway (1991)


Spring in the City (2000)


 Termino com música: música  chinesa e  Un bel di vedremo de  Madame Butterfly na voz de Maria Callas, uma das árias de ópera de que mais gosto  e que a minha mãe cantava divinamente.  Não se tratando de música oriental, conta uma história baseada  na vida real da japonesa Cio-Cio-San (Butterfly)


4 comentários:

  1. Quadros lindos, gostava de os ver ao vivo, na China.

    tenho por baixo da minha casa várias modalidades asiáticas num espaço chamado Zen. Vejo-os muitas vezes à luz das velas, fazendo movimentos lentos em meditação...nunca fiz nada disso e devia fazer-me bem--

    Para já medito em casa..

    Já contei a historia do significado da Butterfly na minha família, podes ir lá ver, foi há poucos dias...

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  2. Eu vi a tua postagem em que falavas da importância que teve Puccini na relação dos teus avós. É raro o dia em que não vou ao teu blogue, de que gosto muito, mas por vezes não tenho tempo para escrever, acreditas?
    Um gd bj
    Regina

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  3. Acredito, não percebo é como é que consegues fazer tanta coisa e ainda tratar dos netos...é milagroso. Hoje tive os meus três aqui e fiquei arrasada ao fim de duas horas. O mais pequeno está um bombom, super esperto, cantador, brincalhão, adora pintar, não tem apreço pela TV, uma delícia de criança com apenas 3 anos. Estou a descobri-lo agora:))

    Bom Domingo

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  4. Maravilhoso este "post"!!!!
    A Regina apresenta aqui mais uma das suas múltiplas facetas.
    Para além da pintira, música , ciência,ensino ..... não descura a parte física, nesta caso recorrendo às modalidades chinesas, que tanto beneficiam o nosso psíquico.

    Um beijo , Regina, com uma enorme admiração.

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