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Silêncio cósmico

Pudera eu regressar ao silêncio infinito,

ao cosmos de onde vim.

No espaço interestelar, vazio, negro, frio,

havia de soltar um grito bem profundo

e assim exorcizar todas as dores do mundo.

Regina Gouveia

segunda-feira, 13 de fevereiro de 2012

Fernando Lanhas - Os 7 Rostos

Ainda a propósito da personalidade multifacetada de Fernando Lanhas, encontrei este vídeo a que  também faz  referência  De Rerum Natura. Aí podemos encontrar também   alguns poemas seus  e um texto muito interessante da autoria de Carlos Fiolhais

Eis os poemas

I
Deus não é
a forma que lhe atribuímos,
mas a sua verdade,
que inventamos,
é a única que entendemos.

XXVI

O Sol
os sóis
os navios.
Os navios usam-se;
entendemos os navios que fizemos.

Os sóis
não os inventamos.

XXVII

Seguimos
à beira de saber;
a cumprir
aquilo que não sabemos,
do lado
em que não se sabe.



 

Conforme referido no vídeo, não se lhe conhecia uma grande relação com a música. Talvez pela  surdez contraída em criança e que se agravou ao longo dos anos. Mas em sua homenagem deixo mais um excerto dos planetas de Holst, desta vez dedicado a Urano

1 comentário:

  1. Fernando Lanhas era uma grande personalidade e os poemas que apresenta definem-no bem.

    Um beijo.

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