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Silêncio cósmico

Pudera eu regressar ao silêncio infinito,

ao cosmos de onde vim.

No espaço interestelar, vazio, negro, frio,

havia de soltar um grito bem profundo

e assim exorcizar todas as dores do mundo.

Regina Gouveia

sexta-feira, 6 de janeiro de 2012

A crise é culpa é dos funcionários públicos...

A culpa é, obviamente,  dos funcionários públicos como podem confirmar.

Alguns sofrem há muito com a crise Só podem comprar vinho velho, carros sem tejadilho, etc



Por isso, o melhor é dificultar  a vida à maioria dos funcionários públicos, de modo a que  acabem  por se extinguir.
E se essa maioria de funcionários públicos acabar?  Lá se vai a explicação dos políticos para a crise :
Um artigo de Jacques Amaury, sociólogo e filósofo francês, professor na Universidade de Estrasburgo, a ler com olhos de ler.

Portugal atravessa um dos momentos mais difíceis da sua história que terá que resolver com urgência, sob o perigo de deflagrar crescentes tensões e consequentes convulsões sociaisImporta em primeiro lugar averiguar as causas (da crise) . Devem-se sobretudo à má aplicação dos dinheiros emprestados pela CE para o esforço de adesão e adaptação às exigências da união.

Foi o país onde mais a CE investiu "per capita" e o que menos proveito retirou. Não se actualizou, não melhorou as classes laborais, regrediu na qualidade da educação, vendeu ou privatizou mesmo actividades primordiais e património que poderiam hoje ser um sustentáculo.
Os dinheiros foram encaminhados para auto-estradas, estádios de futebol, constituição de centenas de instituições público-privadas, fundações e institutos, de duvidosa utilidade, auxílios financeiros a empresas que os reverteram em seu exclusivo benefício, pagamento a agricultores para deixarem os campos e aos pescadores para venderem as embarcações, apoios estrategicamente endereçados a elementos ou a próximos deles, nos principais partidos, elevados vencimentos nas classes superiores da administração pública, o tácito desinteresse da Justiça, frente à corrupção galopante e um desinteresse quase total das Finanças no que respeita à cobrança na riqueza, na Banca, na especulação, nos grandes negócios, desenvolvendo, em contrário, uma atenção especialmente persecutória junto dos pequenos comerciantes e população mais pobre (...).

4 comentários:

  1. Sempre senti esse tipo de rancor contra os funcionarios publicos e por vezes perguntava-me se era realmente uma benesse sê-lo Trabalhei para uma editora privada e vi a diferença. Os funcionários de Estado viviam razoavelmente, mas excediam o numero necessário, sobretudo nos anos 90 em diante. Ainda sou do tempo em que havia profs com o 12º ano a dar aulas ao 7º em Chaves, pois a falta de profs era notória. Agora sobram e os maus nunca foram verdadeiramente avaliados ou punidos. O país morria se não fossem os funcionários públicos, mas não é animador se-lo hoje em dia.
    Já foi melhor...

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  2. O pior é que agora os excelentes genericamente não são avaliados como tal, mas ha medíocres reais que são excelentes virtuais
    Ab
    Regina

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  3. Regina, parabéns.
    Gostei muito do seu post.

    Um beijo muito grande.

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  4. A avaliação dos profs deixou sempre a desejar, excepto no caso dos estagiários, que apesar de tudo passavam pelo crivo das escolas e da universidade, mesmo assim carenciados muitas vezes das mais elementares regras de convivência social com adolescentes e amiúde de conhecimentos de cultura geral ou específica. Houve uma geração a que chamo da UA ( Univ Aberta) que nunca foi verdadeiramente avaliada em aspectos essenciais como seja a presença na sala de aula. Faziam exames técnicos, usavam todo o blablabla exigido, mas eram nulidades pedagógicas. Esta geração que anda agora nos 50 preencheu as vagas de efectivos das melhores escolas e nunca mais foram avaliados, só tiveram de frequentar cursozecos para obterem os créditos e pouco mais. Como tu, conheço muitos profs excelentes que são sistematicamente torpedeados pela geração anterior, não podendo reclamar o seu mérito ou performance por falta de aferição exterior à escola. Nestas alturas e embora me revolte, dou-me por feliz pelo facto de não ter que lidar com a situação. Nunca mais fui à escola, nem tenho saudades ...

    Bjo

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