Bem-vindo, bienvenido, bienvenu, benvenuto, welcome....


Silêncio cósmico

Pudera eu regressar ao silêncio infinito,

ao cosmos de onde vim.

No espaço interestelar, vazio, negro, frio,

havia de soltar um grito bem profundo

e assim exorcizar todas as dores do mundo.

Regina Gouveia

domingo, 30 de outubro de 2011

…mas o melhor do mundo são as crianças…

Só agora arranjei algum tempo para falar das sessões em que tenho estado com crianças.

No dia 10 de Setembro estive presente na X feira do livro de Gondomar, na presença de muitas crianças, todas de uma imensa ternura, algumas com necessidade educativas especiais. As várias experiências que realizei, a propósito da pré apresentação do livro, funcionaram como momentos mágicos de grande entusiasmo.



Em 7 de Outubro estive em Estarreja numa feira do livro dinamizada pela Editora 7dias6noites em cujo site se pode ler:
A Editora aposta muito na dinamização de feiras do livro. Para isso dispõe de três insufláveis (duas tendas e um insuflável de animação) e um autocarro As duas tendas destinam-se, respectivamente, à feira do livro e às apresentações de livros, venda dos mesmos, exposições e sessões de autógrafos. Paralelamente, e consoante os temas agendados, são realizados vários debates e palestras nestes espaços.
O autocarro dedica-se às exposições, com a vantagem de ser um espaço privilegiado para permitir a exibição de filmes, documentários, entre outros. Para que isto seja possível, o autocarro será adaptado para receber painéis informativos e suporte audiovisual. para permitir a exibição de filmes, documentários, entre outros. Para que isto seja possível, o autocarro será adaptado para receber painéis informativos

Fiz a apresentação numa das tendas; na outra decorria a feira.
Em cada sessão estiveram presentes alunos de mais que uma turma mas o seu comportamento foi exemplar Creio que as várias experiências realizadas, a propósito do livro Breve História da Química, funcionaram, de novo, como momentos mágicos de grande entusiasmo.

Dia 14 e Outubro estive em Penafiel com crianças do pré-primáriao.
Tratava-se de Encontros com os escritores... no auditório da Biblioteca Municipal de Penafiel
Obviamente que o livro não foi a Breve História da Química mas Ciência para meninos em poemas pequeninos, mais adequado aos mais pequenos.
Fui presenteada com desenhos de algumas crianças que, segundo as professoras, gostaram muito do livro muito em particular do poema avestruz
Avestruz

A avestruz tentou voar mas, catrapuz,
caiu no chão.
Deu um grande trambolhão.
Pôs-se logo a cogitar:
Não nasci para voar.
E foi então, ligeirinha,
dar mais uma corridinha

Deixo um dos desenhos sobre o poema


No passado dia 28 estive no Colégio Efanor. Já no ano lectivo passado tinha feito uma sessão na Escola a propósito dos livros Ciência para meninos em poemas pequeninos e Pelo sistema solar vamos todos viajar.

Desta vez estive em duas sessões, uma com duas turmas e outra apenas com uma turma. As crianças, todas do 1º ciclo,  foram particularmente interventivas o que, a juntar ao entusiasmo face às experiências,  tornou as sessões muito animadas.

Na primeira sessão fui presenteada com um caderno com 22 desenhos, a propósito do texto “Era uma vez…o mar” do livro Era uma vez…ciência e poesia no reino da fantasia".

Seleccionei três desenhos mas todos mereciam igualmente ser aqui apresentados



Quando saí, estava a ser montada, no exterior, uma das tendas da editora, para dar início a mais uma feira do livro.

terça-feira, 25 de outubro de 2011

Breves...

1ª Breve

Tal como prometido aqui estão algumas imagens da apresentação do livro Breve História da Química, no passado dia 22, na escola Utopia


 Algumas das ilustrações expostas

Algumas das instalações





Um dos momentos teatrais...

2ª Breve

Em http://dererummundi.blogspot.com/2011/10/quimica-e-arte.html, numa mensagem do dia 23, poderão ler um texto da minha autoria, A Arte e a Química

3ª Breve
Ontem  visitei na Árvore, a exposição 2011: A caminhada do medo, de Graça Morais. Gostei bastante nmas nada melhor que este  blogue para nos falar desta exposição



segunda-feira, 24 de outubro de 2011

Eça de Queirós sempre actual!

Provavelmente já todos receberam um e-mail com o conteúdo que aqui coloco. Mas dada a sua oportunidade, não pude deixar de o divulgar mais uma vez
.
Textos adaptados à nossa realidade ...e retirados de escritos de Eça de Queirós

"Em Portugal não há ciência de governar nem há ciência de organizar oposição. Falta igualmente a aptidão, e o engenho, e o bom senso, e a moralidade, nestes dois factos que constituem o movimento político das nações. A ciência de governar é neste país uma habilidade, uma rotina de acaso, diversamente influenciada pela paixão, pela inveja, pela intriga, pela vaidade, pela frivolidade e pelo interesse. A política é uma arma, em todos os pontos revolta pelas vontades contraditórias; ali dominam as más paixões; ali luta-se pela avidez do ganho ou pelo gozo da vaidade; ali há a postergação dos princípios e o desprezo dos sentimentos; ali há a abdicação de tudo o que o homem tem na alma de nobre, de generoso, de grande, de racional e de justo; em volta daquela arena enxameiam os aventureiros inteligentes, os grandes vaidosos, os especuladores ásperos; há a tristeza e a miséria; dentro há a corrupção, o patrono, o privilégio. A refrega é dura; combate-se, atraiçoa-se, brada-se, foge-se, destrói-se, corrompe-se. Todos os desperdícios, todas as violências, todas as indignidades se entrechocam ali com dor e com raiva. À escalada sobem todos os homens inteligentes, nervosos, ambiciosos (...) todos querem penetrar na arena, ambiciosos dos espectáculos cortesãos, ávidos de consideração e de dinheiro, insaciáveis dos gozos da vaidade." 
in 'Distrito de Évora" 1867



“Estamos perdidos há muito tempo.

O país perdeu a inteligência e a consciência moral.

Os costumes estão dissolvidos, as consciências em debandada.

Os caracteres, corrompidos.

A prática da vida tem por única direção a conveniência.

Não há princípio que não seja desmentido.

Não há instituição que não seja escarnecida.

Ninguém se respeita.

Não há nenhuma solidariedade entre os cidadãos.

Ninguém crê na honestidade dos homens públicos.

Alguns agiotas, felizes, exploram.

A classe média abate-se progressivamente na imbecilidade e na inércia.

O povo está na miséria.

Os serviços públicos são abandonados a uma rotina dormente.

O Estado é considerado na sua ação fiscal como um ladrão e tratado como um inimigo.

A certeza deste rebaixamento invadiu todas as consciências.

Diz-se por toda a parte: o país está perdido!

Algum opositor do actual governo? Não!”

in  ” As Farpas”  1871


"Nós estamos num estado comparável apenas à Grécia: a mesma pobreza, a mesma indignidade política, a mesma trapalhada económica, a mesmo baixeza de carácter, a mesma decadência de espírito. Nos livros estrangeiros, nas revistas quando se fala num país caótico e que pela sua decadência progressiva, poderá vir a ser riscado do mapa da Europa, citam-se em paralelo, a Grécia e Portugal"

in ” As Farpas” 1871

Breve Histórtia da Química...mais uma vez

Ontem, 22 de Outubro, decorreu na Utopia, mais uma apresentação do meu novo livro. A apresentação integrou-se no convívio Outono na Utopia.



Durante a apresentação, o grupo de teatro 3 Pancadas, encenou com muita graça, alguns excertos da obra. Gostaram as crianças,  mas também os adultos.

Estava anunciada a apresentação pelo Prof. Dr. João Paiva, via vídeo, que falhou por razões técnicas. Aqui o deixo agora bem como um outro feito durante o lançamento do mesmo livro no espaço Vivacidade.
Para além da apresentação estavam expostas várias ilustrações dos vários livros já publicados, todas elas da autoria do meu filho Nuno. Estavam também expostas umas instalações muito interessantes da autoria dos professores Domingos Loureiro e Filipe Santos, instalações que integram desde as antigas lousas e lápis de ardósia, àqueles brinquedos artesanais de madeira que ainda hoje conseguem deliciar os mais pequenos.
Espero ainda vir a colocar no blogue algumas imagens do evento que incluam estas instalações.

Como alguns amigos me tinham manifestado vontade de conhecer aquilo que faço no âmbito da pintura, expus quatro trabalhos com características diferentes : trabalhos em  papel com pigmento de café, aguarela  e pastel de óleo  e um óleo sobre tela.



No final do evento houve um porto de honra muito eclético, que incluiu castanhas .

O meu agradecimento a todos os que, de uma forma ou de outra, nos propiciaram um fim de tarde tão agradável


sábado, 22 de outubro de 2011

Mais uma vez no Nordeste

Quarta feira tive que rumar ao meu Nordeste. Rodeado de todo o carinho, faleceu um amigo, o patriarca de uma família numerosa.Tinha 96 anos mas até há bem pouco tempo mantinha o seu sentido de humor. Ainda recentemente, estava eu presente, quando uma neta se despediu. Avô, já vou para Paredes. Não vás, não precisas, paredes é o que mais temos aqui na aldeia. Era assim o Sr. Arnaldo. Há meses faleceu a esposa, uma senhora com um dinamismo impressionante, mas com Alzheimer nos últimos tempos. Tinha acabado de se adoptar o euro, um dia a filha mais nova chegou a casa com qualquer coisa que a mãe tinha encomendado. A senhora perguntou o preço e a filha respondeu 600 escudos. E, perante o meu espanto, a senhora, já com 81 anos, corrigiu de imediato “ três euros, se fazes favor”.

Entendam esta introdução como uma modestíssima homenagem que lhes presto.

Mas dizia eu que tive que rumar ao Nordeste. Na casa da Cultura de Alfândega da Fé, com a presença da Embaixatriz da China, foi inaugurada uma exposição de instrumentos musicais chineses. Muito interessante. Estará patente até 18 de Novembro. Não pude estar na inauguração mas deixo imagens (gentilmente cedidas pela Casa da Cultura) de alguns dos inúmeros instrumentos. Aproveito para  felicitar a CC, não só por mais esta iniciativa como também pelas anteriores e as que se anunciam, nomeadamente exposições de Nadir Afonso, José Rodrigues, Ana Maria Oliveira e Domingos Loureiro, entre outras


Réplica do instrumento  musical mais antigo, feito com pedaços de pedra que são percutidos
 

Outros instrumentos de percussão
 
 


 Alguns intrumentos de corda e sopro

quarta-feira, 12 de outubro de 2011

“Fomos feitos para cantar e dançar”

 O título da mensagem é título de um artigo publicado em Ciência Hoje “Fomos feitos para cantar e dançar”.
Talvez seja por isso que eu adoro dançar e cantar, embora não o faça com talento em nenhum dos casos, tal como adoro um bom espectáculo de dança (o mesmo poderia dizer em relação ao canto, nomeadamente ópera, mas não só).
Hoje decidi partilhar convosco alguns excertos de D. Quichote de Ludwig Minkus , bailado de que gosto muito

Quando penso em bailado clássico vêm-me sempre à memória a obra de Degas que já me inspirou um poema, o poema Bailado

Aqui deixo algumas das suas bailarinas.





Bailado


São belas as bailarinas de Degas.


Para sempre ficarão presas à tela,


constituindo um deleite para o olhar.


É certo que não vão mais rodopiar,


cruzar os braços para girar rapidamente


ou afastá-los para assim girar mais lentamente.


Para as bailarinas de Degas, o momento angular


e a sua conservação só fazem sentido


pela fixação perene à tela.


Terão existido realmente


ou foram fruto da imaginação?


Em quantos palcos terão rodopiado?


Quanto público terão extasiado


com a magia que sempre envolve a dança?


Que bailados terão interpretado?


Liberto o pensamento


da simultaneidade no tempo,


e afloram-me ao ouvido


a Bela Adormecida, Romeu e Julieta,


Giselle e o Quebra Nozes


que sempre em mim desperta


longínquas fantasias de criança.

in Poemas no espaço-tempo a agurdar publicação


sábado, 8 de outubro de 2011

Prémios Nobel da Química e da Física


O Prémio Nobel da Química 2011 foi atribuído a um físico, o israelita Dan Schechtman , pela descoberta dos quase-cristais.

A pesquisa de Shechtman trouxe uma mudança de paradigma relativamente à organização dos átomos em materiais sólidos. “Ao contrário da crença prévia de que os átomos ficam dentro dos cristais em padrões simétricos, Schechtman mostrou que podem organizar-se num padrão que não se repete. Podem ler mais in De Rerum Natura


Relativamente ao Nobel da Física foi atribuído a três cientistas americanos Saul Perlmutter, Brian P. Schmidt e Adam G. Riess pela pesquisa sobre a expansão acelerada do Universo  Os dados foram colhidos observando supernovas distantes.

Desde as primeiras décadas do século passado, a partir do trabalho do astrónomo americano Hubble (1889-1953), admite-se um Universo em expansão como um balão que infla num determinado ritmo desde um início, o Big Bang, . Modelos cosmológicos posteriores previram que, dependendo da massa total do Universo, valor que desconhecemos, esta expansão poderia continuar para sempre, poderia aumentar, ou mesmo diminuir, revertendo o processo de expansão e fazendo o Universo encolher até um Big Crunch, ou seja, colapsando em si mesmo. Einstein (1879-1955) não gostava da ideia da expansão do Universo mas acabou por admitir que podia não ter razão. Pesquisas bem mais recentes continuam a apontar para a expansão do Universo. Mais ainda, admite-se hoje que o Universo não só se expande mas que a taxa de expansão é cada vez maior. Não se sabe exactamente o que provoca esta aceleração. Deve ser alguma forma de energia cuja origem ainda permanece obscura para a Ciência. Na dúvida, os cosmólogos chamaram-na de Energia Escura.

A propósito deste prémio Nobel ouçamos Carlos Fiolhais

E porque os dois poemas que seguem evocam a expansão do Universo, embora de forma mais ou menos implícita, resolvi inseri-los na mensagem



Scherzo

Do quark à galáxia, por entre a matéria escura,

no Cosmos infinito estará disseminada uma memória futura.

Talvez nessa memória esteja lavrada a história

dum outro universo, simples mas diverso,

pleno de música, de riso, de cor,

sem ódio, sem guerra, sem dor.

Essa memória futura, algures no espaço- tempo,

terá, porventura, acordes de um scherzo lento.

In Poemas no espaço- tempo a aguardar publicação



Big-Bang

Na minha infância, o Universo estendia-se

do Castelo até às Eiras, envolvendo a Praça

e o Cabecinho onde ficava a minha escola.

À volta eram ladeiras que velavam o sono do rio

lá no fundo. Era assim o meu mundo

que, para mim, era maior que o infinito

e que em cinco linhas aqui ficou descrito,

contrariando assim, à evidência,

uma das conjecturas da ciência.

Desde o seu Big-Bang

o meu Universo contrai-se, não se expande.

In Magnetismo terrestre


E já que temos estado a falar do cosmos  não se esqueçam que uma “chuva de estrelas” será visível hoje, também em Portugal, entre as 17h e as 22h e poderá ser contemplado a olho nu.

quarta-feira, 5 de outubro de 2011

Breves...

Umas das mensagens anteriores ( em 27 de Setembro) foi dedicada a Feynman.


Também in De Rerum Natura, em 4/11 foi colocada por Miguel Gonçalves a mensagem The Feynman Series

Deixo-vos com essa mensagem e mais três vídeos da série que aqui iniciei em 27de Setembro


E para dar um pouco de colorido à mensagem deixo dois dos meus últimos trabalhos ( pastel de óleo sobre papel)




sábado, 1 de outubro de 2011

Dia Mundial da Música

No Dia Mundial da Música deliciem-se com o vídeo anexo.