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Silêncio cósmico

Pudera eu regressar ao silêncio infinito,

ao cosmos de onde vim.

No espaço interestelar, vazio, negro, frio,

havia de soltar um grito bem profundo

e assim exorcizar todas as dores do mundo.

Regina Gouveia

domingo, 11 de dezembro de 2011

Postal de Natal


Há uns anos, num concurso de poesia organizado pela Câmara Municipal de Mogadouro, fiquei em 1º lugar com o poema “Era poesia”

Era poesia


Em agosto, o sol rubro ao poente


antecipando um dia muito quente


e o alegre canto da cigarra


que a morna brisa acalentava,


faziam o poema.


Em novembro, as cores outonais


das folhas, bailarinas surreais


que caídas no fim do seu tempo


bailavam ao sabor do vento,


faziam o poema.


Em dezembro, o crepitar da lareira


e o manto branco na ladeira,


emprestando um ar de fantasia


a um natal pleno de magia,


faziam o poema.


Em maio, o campo com seu ar de festa


exalando um subtil odor a giesta


e o rubro das papoilas nas searas,


contrastando com tímidas flores claras,


faziam o poema.


O poema estava ali,


não precisava de palavras.

Decidi usar um excerto desse poema para, juntamente com um dos meus últimos trabalhos a pastel de óleo,  formular a todos os meus votos de Boas Festas

Feliz Natal 2011

(…) Em dezembro,


o crepitar da lareira


e o manto branco na ladeira,


emprestando um ar de fantasia


a um natal pleno de magia,


faziam o poema(...)


O poema estava ali,


não precisava de palavras.
Regina Gouveia In Era poesia


Acompanho o cartão com dois trechos de Handel e com dois trabalhos sobre a Natividade da autoria de duas portuguesas: Josefa de Óbidos e Paula Rego

1 comentário:

  1. Tudo lindo neste post. Poema , música,pintura.
    A Natividade de Paula Rego é um pouco arrepiante,mas bem mais de acordo com a realidade.

    Um beijo,Regina.

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