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Silêncio cósmico

Pudera eu regressar ao silêncio infinito,

ao cosmos de onde vim.

No espaço interestelar, vazio, negro, frio,

havia de soltar um grito bem profundo

e assim exorcizar todas as dores do mundo.

Regina Gouveia

segunda-feira, 14 de novembro de 2011

Portugal pouparia com…


Portugal pouparia com pavimentos mais espessos é o titulo de um texto publicado no dia 10/11, em Ciência Hoje onde pode ler-se:

(...(O recurso a pavimentos mais espessos do que os habitualmente usados em Portugal acaba por ser mais económico a longo prazo, defendem investigadores da Universidade de Coimbra, que desenvolveram um sistema de análise económica de estruturas de pavimentos rodoviários.
(...)Uma das conclusões a que se chega a partir da análise económica é que, “embora os custos de construção sejam mais elevados, a utilização de pavimentos de maior capacidade estrutural fica muito mais barata a longo prazo, porque implica menos intervenções de conservação e representa também uma poupança para os utentes”.


Este texto sugeriu-me algumas outras ideias de poupança

Portugal pouparia com:
Melhor educação,

Melhor saúde,

Melhor justiça,

Melhor defesa do ambiente….


Ainda em relação ao referido texto, transcrevo um excerto de um dos comentário:

(...)Metade do problema de Portugal está naqueles que estão no poder e roubam o que não têm direito dos pobres (infelizmente) menos cultos, Mas a outra metade está nas atitudes dos consumidores (TODOS nós)(...).

Daí que eu acrescente

Portugal pouparia com:

Uma drástica redução dos inúmeros administradores que, a ajuizar pelos descalabros que têm ocorrido, e salvaguardadas as possíveis excepções, administram muito bem a seu favor e muito mal a favor do estado português.

Atitudes exemplares, muito em especial por parte dos políticos, nomeadamente no que respeita ao consumo.


E quase a terminar eu diria:

O mundo inteiro pouparia com uma verdadeira solidariedade entre os homens.


Quem sabe, um dia, a humanidade pára para reflectir? Talvez esta utopia se tornasse realidade.



Utopia


Sob uma araucária, uma tarde amena,


uma brisa serena, um odor a terra.


Pousada no solo a telefonia e uma sinfonia


de Mahler, suponho.


No cosmos havia total harmonia,


mas tal utopia só podia ser sonho.


De repente acordo e do que recordo


já não resta nada.


Nem a araucária, nem a tarde amena,


nem a brisa serena,


nem o cheiro a terra, nem a sinfonia.


Real é apenas a telefonia na mesa pousada.


Morte na autoestrada,


a eterna guerra no Médio Oriente,


mais inundações matando mais gente,


crise na Argentina,


América Latina em grande convulsão,


fome no Sudão, algures em África,


uma epidemia,


a economia em grande recessão,


fome, desemprego, violência, medo.


Notícia em destaque: de novo o Iraque.

2006 (não publicado)

E já que o poema  evoca Mahler termino com o Adagietto da 5ª Symphony, trecho que faz parte da banda sonora do filme Morte em Veneza relativamente ao qual deixo "um trailer".

4 comentários:

  1. Música lindíssima, eterna e que não se coaduna com o que escreveste, é talvez uma fuga à realidade, que tão cruamente expuseste.
    Recuso-me a acreditar que todos os politicos são desonestos...alguém tem de nos governar e não é fácil neste país, onde se critica muito e se faz pouco.

    Tenho esperança de que esta crise traga ao de cima o que há de melhor no nosso povo. Em nós todos.

    Bjo

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  2. Olá regina.
    Muito bom o seu post,como sempre.Poema, música, filme lindíssimos.
    Também concordo com tudo o que a Regina indica como possíveis poupanças.
    Só não concordo com o comentário ao texto de "Ciência Hoje" que atribui aos consumidores metade da crise que atravessamos .E vá lá que só fala em metade.

    Um beijo,Regina.

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  3. Obrigada Graciete
    Ainda hoje pensei que em vez de reduzirem os transportes, os deviam intensificar e investir em camapanhas de sensibilização para o uso dos mesmos. Mas tudo isto é utopia...
    Bjs
    Regina

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  4. Olá Regina
    Não creio que seja utopia,mas mudança de políticas.


    Um beijo.

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