Bem-vindo, bienvenido, bienvenu, benvenuto, welcome....


Silêncio cósmico

Pudera eu regressar ao silêncio infinito,

ao cosmos de onde vim.

No espaço interestelar, vazio, negro, frio,

havia de soltar um grito bem profundo

e assim exorcizar todas as dores do mundo.

Regina Gouveia

domingo, 27 de novembro de 2011

Origamis...

No dia 22  De Rerum Natura colocou a mensagem Origami feito a luz , um origami que é criado quase sozinho, isto é, um origami feito de um material especial que se dobra com a ajuda de luz infravermelha, como pode ver-se aqui.

Origami (do japonês: 折り紙, de oru, "dobrar", e kami, "papel") é a arte tradicional e secular japonesa de dobrar o papel, criando representações de determinados seres ou objetos com as dobras geométricas de uma peça de papel, sem cortá-la ou colá-la.

O origami usa apenas um pequeno número de dobras diferentes, que no entanto podem ser combinadas de diversas maneiras, para formar desenhos complexos. Geralmente parte-se de um pedaço de papel quadrado, cujas faces podem ser de cores ou estampas diferentes, prosseguindo-se sem cortar o papel. Ao contrário da crença popular, o origami tradicional japonês, que é praticado desde o Período Edo (1603-1897), frequentemente foi menos rígido com essas convenções, permitindo até mesmo o corte do papel durante a criação do desenho, ou o uso de outras formas de papel que não a quadrada (rectangular, circular, etc.). Não seriam apenas os Japoneses a dobrar o papel, mas também os Mouros, no Norte de África, que trouxeram a dobragem do papel para Espanha na sequência da invasão árabe no século VIII. Os mouros usavam a dobragem de papel para criar figuras geométricas, uma vez que a religião os proibia de criar formas animais. Da Espanha espalhar-se-ia para a América do Sul. Com as rotas comerciais terrestres, o Origami entra na Europa e, mais tarde, nos Estados Unidos.



Existem sites com origamis, alguns espantosos pela sua complexidade. Deixo duas imagens que podem ver aqui



Quando trabalhava com a editora GATAfunho escrevi, para o seu blogue , e “por episódios”, uma pequena história, muito simples. O título é Rafael- um menino de papel, e pretende-se que seja acompanhada com a construção de origamis.


Rafael de Origami
é um menino de Papel,

papel reutilizado
pois já tinha sido usado.






Rafael, o menino de Papel,
de barcos muito gostava
Fez uma frota com cinco
e com eles navegava

Os barcos do Rafael
eram também de Papel,
e para os diferenciar
o Rafael foi usar
as vogais do alfabeto
A,E,I,O,U


Diz agora tu….


Para construires barquinhos de papel procura aqui, aqui e também aqui

Um dia em que navegava,
reparou o Rafael
numa ave que passava.
Era uma linda Gaivota.
Também era de Papel
e ali à volta voava.
Com ela fez amizade.


Para construir uma gaivota de papel procura aqui


No mar, junto dos barquinhos
da frota do Rafael,
nadavam muitos Peixinhos,
todos em Papel usado.
Entre eles estava um
por sinal muito engraçado,
que nadava ligeirito,
sem dos barcos se afastar.
Tornaram-se muito amigos,
o Peixito e o Rafael,
ambos feitos de Papel.
Para construir um peixinho de papel consulta aqui


De noite, a olhar o céu
e sob a Lua a brilhar,
uma Lua de Papel,
o menino Rafael
decidiu–se a viajar,
ir a Lua visitar.


Numa Nave espacial,
e, como era normal,
feita de Papel usado,
foi ele pousar na Lua
Chegou um pouco cansado,
o menino Rafael


Para construir uma nave de papel consulta aqui


Transportava um Telescópio,
também ele de Papel
e, da Lua, o Rafael
viu os seus Barcos no mar.
Ficou cheio de saudades
e decidiu regressar.



Comoveu-se, na chegada,
o menino Rafael.
Estavam todos os amigos.
Com uma festa o receberam,
muito bem organizada.
Até duas flores lhe deram.
Duas Rosas de Papel


Queres construir uma rosa de papel ? Então consulta aqui

Quando a festa decorria
ouviram, com algum espanto,
uma Rã, feita em Papel,
que coaxava num canto
Convidaram-na para a festa
em honra do Rafael
e a Rã, muito contente,
acedeu com alegria


Para construir uma rã de papel consulta aqui

O menino Rafael
tinha já muitos amigos
todos eles de Papel,
todos com letras pintados.
Com vogais, A,E,I,O,U,
distinguiam-se os barquinhos.
Eram poucas as vogais
e o menino Rafael
precisava de mais letras.
Usou então consoantes
para os amigos restantes,
o G, o R, o P, o L, o N e o T,
o M e também o B.


Vitória, Vitória, acabou-se a Estória....

4 comentários:

  1. Liiindo....sempre gostei de origamis e faço alguns para os meus netos , mas a minha memória anda má e ás vezes já não me lembro como se fazem...vou treinar-me com os teus...

    Obrigada pelo comentário no meu blogue.

    Bjo

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  2. Os meus comentários desaparecem automaticmente, mal os escrevo e deposito aqui. Já é o terceiro....não sei o que acontece. Escrevi nas duas entradas anteriores e desapareceram......isso aborrece-me porque nunca os gravo.

    Adoro origamis.....:))

    Boa semana.

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  3. Quem escreveu foi a Virgínia....JB é o meu filho que estava a usar o laptop!!

    Bjinhos.

    V.

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  4. Olá Regina
    O blog Rerum Natura, que eu também vou lendo, leva-nos ao encontro de novos e belos conhecimentos
    E o seu, doutra maneira, também ensina mas, mais do que isso, emociona pelos conhecimentos , cultura e arte.

    Um beijo.

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