Bem-vindo, bienvenido, bienvenu, benvenuto, welcome....


Silêncio cósmico

Pudera eu regressar ao silêncio infinito,

ao cosmos de onde vim.

No espaço interestelar, vazio, negro, frio,

havia de soltar um grito bem profundo

e assim exorcizar todas as dores do mundo.

Regina Gouveia

segunda-feira, 6 de setembro de 2010

Deambulando pelo reino maravilhoso, um escaldo das férias…

Como referi no post do dia 16 de Agosto, no dia 11 do mesmo mês fomos visitar o Museu do Côa. Como não dispunha de scanner e o acesso à Internet era difícil, só hoje posso referir-me à visita. Há cerca de um ano tinha visitado o museu, apenas pelo exterior, dado que a inauguração decorreu no passado dia 30 de Julho.

Quem ali chega quase não vê o edifício (projecto dos jovens arquitectos Camilo Rebelo e Tiago Pimentel) que, apesar da sua modernidade, se integra de forma discreta e harmoniosa na soberba paisagem atravessada pelo Douro em frente e pelo Côa à direita.

No interior, a mesma sobriedade. Paredes negras e uma iluminação adequada a cada situação permitem destacar várias réplicas de rochas gravadas, gravuras, fotos, objectos arqueológicos, com destaque para o sílex, tudo distribuído ao longo de seis salas(A a F) que, conjuntamente com a sala G (escultura de Alberto Carneiro) constituem as salas de exposição permanente.


Há ainda salas para exposições temporárias, à data com obras de vários artistas contemporâneos, entre eles Ângelo de Sousa, Julião Sarmento, Pedro Croft e, obviamente uma loja de vendas, onde comprei para os meus netos um livrinho interessante de Ana Maria Magalhães e Isabel Alçada “Vale do Côa um lugar mágico”

Vale a pena visitar o Museu embora me pareça um pouco confuso. Talvez uma resenha histórica geral, apresentada no início da visita permitisse uma visão global facilitadora. Também acho que se poderia ter investido mais em réplicas e menos em painéis, até porque alguns dos interactivos não estavam a funcionar

Mas, repito, vale a pena visitar o Museu. E façam também uma visita às gravuras. Fi-la em 2008 e achei fascinante.

4 comentários:

  1. O meu filho e nora estiveram lá neste fim de semana, num passeio a dois pelo noroeste remoto. Ficaram extasiados perante a beleza agreste e solitária de locais como Lagoaça, Freixo de Espada a Cinta, etc. Foram visitar as gravuras - o Museu já estava fechado ao fim da tarde e gostaram imenso. Ficou prometida uma visita minha a esses sítios maravilhosos a que não vou há quase trinta anos. Ainda bem que tiveste umas férias bonitas. Sabe bem.

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  2. Tras-os-Montes é realmente um verdadeiro Reino Maravilhoso!...
    O meu filho está em Lagoaça. Costuma a passar todos os anos um mês em Tra-os-Montes. Eu também vou todos os anos lá e gosto muito.
    Bem vinda ao Porto.

    Adelaide Pereira

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  3. Olá Regina. Que bom voltar a conversar consigo!!!!!
    Eu também já vi as gravuras de Foz Coa talvez duas vezes. O museu ainda não, mas espero poder visitá-lo em breve.
    Nos fins de Agosto também estive num sítio lindíissimo, a costa ocidental do Algarve. Agreste mas maravilhosa. Oxalá não a estraguem.
    Um grande abraço.

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  4. Já tinha saudades dos vossos comentários
    Um beijinho para as três
    Regina

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