Bem-vindo, bienvenido, bienvenu, benvenuto, welcome....


Silêncio cósmico

Pudera eu regressar ao silêncio infinito,

ao cosmos de onde vim.

No espaço interestelar, vazio, negro, frio,

havia de soltar um grito bem profundo

e assim exorcizar todas as dores do mundo.

Regina Gouveia

segunda-feira, 21 de junho de 2010

De livros e de autores

No dia da morte de José Saramago, Mia Couto afirmou ao Ciência Hoje que a obra no Nobel português “é uma obra nossa, que exprime aquilo que é a dignidade e a família a que a linguística pertence”
O escritor e biólogo moçambicano garante “é preciso haver mais Saramagos, é preciso haver mais obra e mais intervenção, na mesma pátria linguística”.
“Estamos todos de luto, incluindo Moçambique, os países africanos e de língua portuguesa”, conclui Mia Couto


No passado dia 19 fui à Feira do Livro, cumprimentar a escritora Deana Barroqueiro, que conheci em tempos através de uma amiga comum, a minha comadre Fátima Pinheiro, a quem já me referi num texto e que,  infelizmente,  já não está entre nós. A escritora veio à feira assinar autógrafos ao Romance da Bíblia e ao Espião de D. João II.

Leiam  o texto Sessões de Autógrafos Invisíveis ,  colocado dia 18 no seu blogue

 
Mais uma vez fica patente que a cultura em Portugal anda um pouco de “pernas para o ar". Muito provavelmente, autores medíocres terão sido bem divulgados.

E vem-me à mente António Aleixo


Tanto da vida conheço


Que, ao ver o mundo tão torto,


às vezes, quando adormeço,


desejava acordar morto.


A finalizar não deixem de ver o vídeo "Bienvenidos a la experiencia BOOK" a que Deana Barroqueiro faz referência no seu blogue

1 comentário:

  1. Regina, também já tinha lido no Ciência Hoje as palavras de Mia Couto de que gostei muito.
    Não conhecia a escritora de que a Regina fala,mas acho muito triste a maneira como se desprezam alguns bons autores privilegiando outros. Fui consultar o blogue que indicou. Concordei totalmente com a autora e fiquei encantada com o video "BOOK". De facto o mundo anda muito torto, como diz o António Aleixo.

    Um beijo.

    ResponderEliminar