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Silêncio cósmico

Pudera eu regressar ao silêncio infinito,

ao cosmos de onde vim.

No espaço interestelar, vazio, negro, frio,

havia de soltar um grito bem profundo

e assim exorcizar todas as dores do mundo.

Regina Gouveia

sexta-feira, 19 de fevereiro de 2010

"Caminhos rochosos" ou "Entre a cultura e a burocracia: o ensino"

Terminei a mensagem anterior falando dos caminhos rochosos do professor.
Hoje, em Novo Mundo, deparei com um artigo cujo título é  entre a cultura e a burocracia: o ensino. Deixo um excerto  mas aconselho vivamente a leitura do texto.

Os professores foram o bombo da festa (o bode expiatório, para ser mais erudito) de muitas opiniões espontâneas e outras bem estruturadas (e nem por isso correctas). Agora que se levantam questões sobre o parque escolar (que afinal é uma EPE e não uma ideia geral como ingenuamente pensava) tal como os levantados por Santana Castilho (no Publico de hoje), e donde destaco a contradição da autonomia das escolas apregoada no mesmo instante em que se lhes retiram competências de gestão, o problema tem raiz política inequívoca e objectiva.



Sem nunca esquecer o impacto que isso tem no desempenho dos professores, como leio aqui: (…) acabo de corrigir 74 testes, tendo havido 8 positivas. Tenho perfeita noção que, à luz do sistema e independentemente da falta de bases e métodos de estudo dos alunos e da sua falta de atenção, esforço e empenho, a responsabilidade destes resultados é minha e só minha, por não os ter motivado convenientemente. Mas, claro, é fácil obter a redenção. Basta que assuma o meu pecado e premeie o fraco desempenho com óptimas notas, contribuindo para o “sucesso” educativo português .


Se lhe dou crédito, é porque reflecte em detalhe o que vou me apercebendo como encarregado de educação ao longo destes últimos 12 anos.

Obrigada Pedro  pelo seu testemunho

2 comentários:

  1. Ainda no Rerum Natura, Regina, leio hoje isto retirado do Publico:
    "E, na sequência das histórias de suicídios, alguns desses empresários vieram ter comigo porque queriam repensar a avaliação do desempenho.
    Comecei a trabalhar com eles e está a dar resultados positivos.(...) Abandonaram a avaliação individual – aliás, esses patrões estavam totalmente fartos dela.(...) E a razão que me deu foi que a avaliação individual não ajuda a resolver os problemas da empresa. Pelo contrário, agrava as coisas." (in "É possível sobreviver sem avaliação de desempenho?" Christophe Dejours, professor no Conservatoire National dês Arts et Métiers, em Paris).

    No fundo, é o velho sistema do taylorismo em oposição ao trabalho de grupo, aplicado aqui à avaliação de desempenho das organizações.

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  2. Olá Pedro
    Faço referência a esse texto na mensagem anterior
    Um braço
    Regina

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